terça-feira, 28 de abril de 2009

Decisões na Europa


Hoje tem Barcelona x Chelsea, abrindo as semifinais da Champions League. Como já disse antes, será a primeira vez que verei o Barça em ação no campeonato. Estou curioso para saber como o trio ofensivo Messi - Henry - Eto´o irá se comportar perante uma equipe experiente em decisões. Meu palpite é que eles não terão moleza, e que o Chelsea fará a final.
Amanhã, Manchester United x Arsenal. Os atuais campeões precisarão jogar mais do que estão fazendo para levar o bi. A chance dos londrinos dependerá do número de ausências nas duas partidas da semi - por enquanto, já está confirmado que o zagueiro Gallas e o armador Rosicky estão fora do restante da temporada, e que Van Persie e Clichy dificilmente enfrentam o Manchester amanhã. O goleiro Almunia e o atacante Adebayor andaram desfalcando a equipe, mas retornaram no último domingo e devem jogar. O Arsenal pode ser uma surpresa positiva, mas pode igualmente ser o "papelão" das semifinais. Aqui, vou ficar em cima do muro.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Estrela Forte

Para ganhar uma tríplice coroa em qualquer hipódromo de primeira linha do mundo, é necessário possuir um animal de exceção. Além disso, é preciso ter um planejamento correto, uma equipe (treinador, veterinário, jóquei) competente e alguma sorte. Muitos craques perderam suas tríplices coroas por detalhe, para chegar lá tudo precisa dar certo. O Stud Torna Surriento não chegou lá com sua Smile Jenny – com o perdão da piadinha, não teve “estrela”.
Quem levou as duas provas de grupo 1 do feriado de Tiradentes na Gávea foi o Stud Estrela Energia, o grande destaque dos últimos meses. Depois de ganhar o Latinoamericano e obter excelente segundo na Dubai World Cup, o Estrela Energia somou um Derby Carioca e um GP Zélia Gonzaga Peixoto de Castro, a terceira prova da tríplice coroa de potrancas, a sua coleção de títulos. Méritos para o novo treinador G. Duarte, que assumiu o lugar do consagrado Cosme Morgado Neto e melhorou rapidamente os resultados.
No Derby Carioca, Gibson atropelou forte para derrotar o azarão Le Roi S´Amuse e Engaging, o mais consistente nas três provas da tríplice coroa. Decepção total do favorito Negro Da Gaita, que não deslanchou na reta final e chegou descolocado. Curiosamente, Gibson é um filho do excepcional Roi Normand em Eletrizada, uma égua que teve como seu primeiro produto a craque Luzette, nascida em 1990 e múltipla ganhadora de provas de grupo, entre elas o Zélia Gonzaga de 1994. De lá para cá, Eletrizada produziu apenas mais um ganhador de grupo, Nitidezza, da geração 92, que venceu um Grupo 3. Quinze anos depois, ela volta a ter um filho graduado na esfera máxima.
Entre as fêmeas, mais Estrela Energia, tirando a tríplice coroa de Smile Jenny. Venceu Estrela Anki, em excelente condução de Marcelo Almeida. Mantendo sua conduzida sempre na baliza 1 e correndo até a entrada da reta em último, Almeida aproveitou a passagem que se abriu para atropelar por dentro e derrotar a favorita por cabeça. Smile Jenny perdeu uma carreira de chorar, realmente no detalhe. Seu percurso, ao contrário da ganhadora, foi sempre por fora de todas, perdendo precioso terreno, principalmente na primeira curva. Uma desvantagem de pelo menos 20 metros, decisiva em um páreo perdido por cabeça. A crítica recaiu sobre o jóquei Jean Pierre, que vinha em boa fase, mas talvez tenha sentido o peso da responsabilidade e optado por ficar sempre por fora para não sofrer nenhum prejuízo. É compreensível, pois seria seu primeiro grande momento da carreira. Talvez um jóquei mais experiente tivesse a tranqüilidade de economizar terreno, aproveitando as balizas internas, esperando a passagem abrir, para “dar a partida” na hora certa, principalmente se considerarmos que só corriam nove potrancas. Faltou um detalhe, faltou estrela.
O vídeo está aí, para quem quiser ter a sua própria opinião. Como chovia muito, a visibilidade não é muito boa. Smile Jenny é a que larga na baliza 9, e na reta oposta pode ser identificada pelo arminho branco.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Dia de Derby

Hoje é dia de festa na Gávea, com a realização do GP Cruzeiro do Sul, o Derby Carioca. Felizmente, a reforma da pista de grama foi concluída em tempo, e teremos a prova máxima da geração no seu terreno habitual. Sem possibilidade de haver um tríplice coroado, já que Engaging e Uragano Point levaram as duas primeiras coroas, o destaque é o reaparecimento de Negro Da Gaita, ganhador do Derby Paulista, na condição de grande favorito. Ganhar os dois derbys é uma façanha rara, que não ocorre desde 1986, quando Grimaldi venceu conduzido pelo lendário Juvenal Machado. Poderemos ter, portanto, um momento para ficar na história.
Quem também pode fazer história é Smile Jenny, que corre o GP Zelia Gonzaga Peixoto de Castro em busca do título de tríplice coroada. Venceu fácil as duas primeiras provas em pista de areia, e como também ganhou na sua única atuação na grama (na Copa dos Leilões), tem tudo para confirmar. Terá, no entanto, uma grande adversária em Tanta Hora, que venceu três provas de grupo no tapete verde e figurou bem nas duas primeiras provas, mesmo largando em balizas desfavoráveis. Pode ser a pedra no sapato da favorita.
Teremos ainda duas provas preparatórias para o festival do GP São Paulo, mas isto é assunto para outra ocasião.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Mudam Os Favoritos?

A rodada de ida das quartas da Champions League abalou o anunciado – inclusive por mim - domínio absoluto dos times ingleses. Se as fases finais de 2008 serviram apenas para definir em qual cidade da Inglaterra a taça iria ficar, a decisão de 2009 parece estar tomando outros rumos, basicamente por dois motivos: Barcelona e Manchester United.
O campeão Manchester complicou a sua classificação ao empatar em casa por 2x2 com o Porto, na terça passada. Mais do que o resultado, o que acendeu a luz vermelha em Old Trafford foi a fraca atuação do time da casa – o que não chega a ser novidade, vide o que este blog escreveu em 12/03 (“... o atual campeão não está fazendo grandes partidas...”, etc.). Assisti apenas o segundo tempo da partida (o primeiro terminou 1x1), e os ingleses não conseguiram em nenhum momento dominar o jogo. Tiveram uma grande chance de bola parada - um escanteio cabeceado por Vidic e defendido espetacularmente pelo brasileiro Elton – e fizeram seu gol, mais uma vez, em lance de talento individual. Rooney recebeu cobrança de lateral e deu um toque de calcanhar para trás, encontrando Tevez livre para marcar. Eram 40` do segundo tempo, e parecia que o brilho dos craques ia resolver mais uma vez, mas o Porto, que jogara de igual para igual toda a partida, foi buscar o empate aos 44, com Gonzáles recebendo livre pelo lado esquerdo do ataque para colocar na saída de Van De Saar. O problema do time de Sir Ferguson me parece a indefinição de um padrão tático – basta comparar as formações utilizadas do meio para frente nas duas últimas partidas da Champions, ambas em casa (para fins de comparação, vou listar a segunda linha de quatro e o ataque):
11/03 x Internazionale – Cristiano Ronaldo, Scholes, Carrick e Giggs. Berbatov e Rooney. Praticamente um 4-2-4.
07/04 x Porto -Fletcher, Scholes, Carrick e Park; Cristiano Ronaldo e Rooney. Berbatov estava machucado, mas Giggs e Tevez ficaram no banco, resultando em um amontoado de volantes.
Se o atual campeão está jogando menos do que o esperado, o Barcelona surpreende cada vez mais com vitórias contundentes – 4x0 no Bayern na quarta, virtualmente garantindo vaga na semi, foi a última demonstração de força dos espanhóis. Ainda não vi o Barça jogar – por não inclui-lo na lista de candidatos ao título, estava optando por outras partidas de mesmo horário. Os elogios da imprensa, no entanto, são grandes, e o trio ofensivo Messi – Henry – Eto´o parece estar muito afinado. Hoje, é impossível deixar o Barcelona de fora da lista de reais pretendentes.
Na semifinal, os espanhóis pegarão um inglês, e a última quarta apontou o Chelsea como classificado mais provável. Em março, eu já havia dito que o time de Londres tinha voltado a ter cara de time. Na última quarta, em Liverpool, o time do holandês Gus Hiddink dominou o jogo com autoridade, não se abalou com o gol sofrido logo a 5 minutos, e impôs um duro 3x1 sobre a equipe vermelha. Poderia ter saído com uma vitória ainda mais elástica, pois Drogba, que marcou o terceiro gol, perdeu três chances na cara do goleiro. O que mudou radicalmente no Chelsea não foi o desenho tático, como andam dizendo. Mudou a postura da equipe, agora “mordendo” o tempo todo, ao contrário da atitude apática da época de Felipão. Alguns jogadores importantes voltaram a jogar bem, principalmente, no jogo de Liverpool, o alemão Ballack, que vinha muito mal. E Hiddink preferiu apostar na recuperação de Drogba escalando o africano sempre desde o início – com Felipão, ele ficou 13 vezes no banco.
O último duelo – Villareal x Arsenal – pendeu para o lado inglês, já que os londrinos empataram em 1x1 fora de casa. Também não vi o jogo, mas os comentários foram de um bom segundo tempo dos ingleses, superando seus desfalques (Van Persie, Eduardo da Silva, Diaby e Rosicky ficaram na Inglaterra, Almunia e Gallas saíram machucados ainda no primeiro tempo) e buscando o empate com um golaço de Adebayor (vídeo abaixo). Crescendo na hora decisiva, o Arsenal poderá ser a surpresa da Champions, principalmente se parar de perder jogadores importantes por lesão.
A partir de amanhã, se definem os quatro semifinalistas, mas as decisões mais tensas devem ocorrer na quarta, com Porto x Manchester e Arsenal x Villareal. Para quem gosta de apostas, deixo a dica do Barcelona, cuja vitória paga, no Sportingbet, 2,30.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Ecos do Centenário


O Internacional conseguiu comemorar seu centenário como queria, com festa dentro e fora do campo.
Na sexta, o foguetório da virada teve aproximadamente 5 mil pessoas e foi um bom início de festa, serviu para animar a torcida. Faltou um pouquinho mais de capricho nos detalhes, pois o telão que deveria mostrar a contagem regressiva "engasgou" na hora. Como curiosidade, o nome mais gritado pela torcida foi, surpreendentemente, Uh Fabiano.
No sábado, a caminhada teve 25 a 30 mil colorados, numa mobilização impressionante. Não compareci, vencido pela ressaca da sexta. Também não fui na festa, mas prometo comparecer no dia 17 de dezembro, que vai ser de graça.
No domingo, o principal, o Inter venceu o Grenal e eliminou o Grêmio. Alguns pontos que precisar ficar claros:
- Se Gauchão não valesse nada, o Celso Roth estaria na casamata do Grêmio hoje, contra o Aurora.
- Os penaltis seguiram a sequência lógica da arbitragem brasileira acomodadora. Gaciba não marcou penalti no Leo porque estava 0x0, marcou no Tcheco porque não havia dado o anterior, e marcou penalti no Nilmar porque havia dado um pro Grêmio. O que realmente houve nos lances é o que menos importa, é mais fácil entender a forma de pensar do juiz brasileiro. E o Gaciba é considerado o melhor...
- Jogador entra para a história quando é decisivo, resolvendo as coisas quando precisa-se dele. Com mais um gol do Índio em Grenais, espero que parem de votar no Gamarra pro melhor Inter de todos os tempos.

terça-feira, 31 de março de 2009

Dubai 2009

Mais uma bela festa nas arábias, com a 14ª edição da Dubai World Cup e mais cinco grandes prêmios que pretendem reunir a nata do turfe mundial. Este ano, não foi bem assim, pois os campos das seis provas saíram um pouco mais fracos que nos anos anteriores, especialmente o páreo principal, que não conseguiu atrair nenhuma estrela realmente de primeira linha na raia e distância (2000 metros – areia) preferida dos americanos. Pode-se dizer que não havia um grande astro nesta World Cup simplesmente porque este astro não existe nos Estados Unidos, pelo menos entre os cavalos de 4 anos e mais idade, já que os de 3 anos estão focados no Kentucky Derby, mas, de qualquer forma, pareceu ter sido a mais fraca versão do GP mais rico do mundo.
O festival começou com dobradinha do Sheik Maktoum na Godolphin Mile (1600 metros, prova de Grupo 2). Firme vitória de ponta a ponta do favorito Two Step Salsa, com seu parceiro Gayego atropelando no final para formar a dupla. Em terceiro, afastado, o chileno Don Renato, que pouco vinha mostrando em Dubai até então.
No UAE Derby, também de Grupo 2, nova dobradinha da Godolphin, mas desta vez com sabor amargo. Regal Ransom também triunfou de ponta a ponta, derrotando por meio corpo Desert Party, favoritão escolhido pelo jóquei oficial do sheik Lamfranco Dettori. O argentino Soy Libriano, de boa campanha em Maronãs, foi terceiro sem ameaçar. Mesmo fazendo ponta e dupla, o sheik deve ter saído decepcionado com a performance de Desert Party, de quem se esperava uma vitória arrasadora que lhe desse status de pretendente real ao Kentucky Derby. Perdendo em Dubai, ele pode nem sequer chegar a correr a principal prova da geração nos states.
Na Dubai Golden Shaheen, o páreo de velocidade, Big City Man mostrou valentia para resistir ao ataque final da favorita Indian Blessing, a melhor velocista fêmea dos Estados Unidos. Corrida como barbada por Edgar Prado, Indian Blessing dava a impressão que passaria por cima do ponteiro, mas acabou “batendo na trave”. Diabolical, da Godolphin, completou a trifeta.
A Dubai Duty Free foi o único dos páreos do festival que não consegui assistir. Foi mais uma corrida vencida de ponta a ponta, desta vez por Gladiatorus, conduzido por Ahmed Ajtebi, o primeiro jóquei nascido em Dubai a conseguir projeção no turfe mundial. O inglês Presvis, mesmo largando pela baliza 16, formou a dupla, com Alexandros, da Godolphin, na trifeta. Decepcionou a japonesa Vodka, que cansou ao tentar seguir o ganhador.
A Dubai Sheema Classic, em 2400 grama, sempre foi um reduto europeu. Em 2009, parecia que o irlandês Youmzain, vice-campeão do Arco do Triunfo, e o francês Doctor Dino, sobravam na turma. Antes do páreo, o Tinho Kessler (www.tkos.blogspot.com) me alertou para a corrida desfavorável que Youmzain teria, precisando atropelar em uma reta mais curta do que está acostumado, dirigido pelo pouco categorizado Richard Hills. Sabias palavras: Hills fez percurso péssimo, mantendo Youmzain em último colado à cerca, o que obviamente resultou em ficar sem passagem em boa parte da reta. Quando esta apareceu, o favorito conseguiu chegar a tempo de ficar apenas com o quarto lugar, a dois corpos dos três cavalos que decidiram o páreo no fotochart – venceu Eastern Anthem, outro irlandês, na segunda vitória seguida de Ajtebi. Purple Moon e Spanish Moon chegaram a seguir, agarrados no ganhador. Doctor Dino decepcionou por completo.
Na World Cup, os holofotes estavam voltados para Albertus Maximus, ganhador da Breeders Cup Dirt Mile, sob o qual pairava, no entanto, a dúvida em relação a sua capacidade de chegar bem aos 2000 metros. Falhando o favorito, surgiam o ídolo japonês (embora americano de nascimento) Casino Drive e o cavalo “da casa” My Indy como opções. Em carreira, entretanto, o que se viu foi bem diferente.
O americano Well Armed, terceiro na World Cup passada, mas que vinha correndo pouco na Califórnia, largou e acabou, vencendo por vários corpos, sem tomar conhecimento dos adversários. My Indy, após correr boa parte do percurso em segundo, perdeu as pernas na metade da reta. Albertus Maximus, que corria em quarto algo contrariado pelo seu jóquei Alan Garcia, morreu totalmente, chegando descolocado. Casino Drive não foi visto em nenhum momento. A dupla (e um prêmio de U$ 1,5 milhões) de coube então, surpreendentemente, ao brasileiro Glória de Campeão, que participou ativamente em todo o percurso, figurando sempre em terceiro junto aos paus. Na reta, enquanto os outros iam ficando pelo caminho, o brasileiro manteve o ritmo, sem ameaçar jamais o ganhador, mas também sem chance de perder o segundo lugar.
Ainda não consegui descobrir se Well Armed venceu pela maior diferença da história da Dubai World Cup. No vídeo abaixo, fica o desafio de tentar contar por quantos corpos ele ganhou.

sábado, 14 de março de 2009

O Latinoamericano é Brasileiro


Cidade Jardim viveu seu grande dia dos últimos anos, sediando a 25ª edição do Gran Premio Asociación Latinoamericana de Jockey Clubes e Hipódromos, com dotação recorde de 250 mil dólares – 156 mil ao proprietário do vencedor. Pena que boa parte dos visitantes tenha desistido de vir ao Brasil – de fora, tivemos os quatro representantes chilenos, um americano representando o Peru, e apenas um dos classificados argentinos, Life Of Victory, campeão do último Pellegrini, tido como o melhor deles. Defendendo as cores nacionais, seis animais, selecionados a custa de muita polêmica, como já falamos aqui.
Foi um belo espetáculo. Na partida, o americano/peruano Zeide Isaac foi para a ponta, imprimindo um ritmo forte e livrando cinco corpos para Quick Road, o mais velho dos nossos representantes. Quando alcançou a grande curva, Zeide Isaac viu a sua vantagem diminuir para dois corpos, com Quick Road aproximando-se com facilidade, trazendo junto Life Of Victory e Flymetothemoon, outro brasileiro, que avançava por dentro já balançado por Jorge Ricardo. Na altura dos 800 finais, Flymetothemoon tropeçou violentamente, derrubando Ricardinho e outros dois brasileiros que evoluíam do bloco intermediário, Quadriball e Negro da Gaita – ironia do destino, já que seus proprietários brigaram tanto para estar no Latino. Ao entrarem pela reta final, Quick Road e Life Of Victory davam impressão de vitória, com o brasileiro inicialmente dominando por dentro, mas sendo rapidamente superado pelo argentino. Quando o campeão do Pellegrini parecia aclamado o ganhador, surgiu em longa atropelada Hot Six, o ganhador da seletiva carioca, para vencer com firmeza por dois corpos. Em uma reação surpreendente, Zeide Isaac, que parecia “morto” ao ser dominado na metade da reta, voltou para cima de Life Of Victory, retomando a segunda posição. O argentino ainda perdeu o terceiro para Des Moines, o brasileiro menos cotado. Completou o placar premiado a chilena Raja Diabla, com Quick Road cansando e ficando em sexto.

Com Hot Six, o Brasil manteve sua invencibilidade em casa e premiou o Haras J. B. Barros com o tricampeonato da prova como criador – já tinha vencido dois Latinos com Much Better. Premiou também o Stud Estrela Energia, seu proprietário, um dos maiores investidores do combalido turfe brasileiro. O destino acabou sendo mais uma vez irônico, pois tanto se discutiu quais cavalos representariam melhor o Brasil, mas acabou vencendo justamente o ganhador da seletiva que foi corrida em condições normais. Ganhou aquele que estava em melhor forma no momento, e não os que tinham mais títulos.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Os Ingleses, De Novo


A Champions League se desenha mais uma vez inglesa. Quatro dos oito finalistas da maior competição européia são da terra do Príncipe Charles, os mesmos Manchester United, Chelsea, Liverpool e Arsenal que chegaram às quartas de final no ano passado.
O Chelsea classificou-se na terça, empatando em 2x2 com a Juventus, em Turim. Com Gus Hiddink no lugar de Felipão, voltou a ter cara de time, mesmo ainda tendo alguns jogadores importantes em má fase – Drogba, pelo menos, voltou a fazer gols. Também na terça, o Liverpool atropelou o Real Madrid com um histórico 4x0. Os Reds vem mantendo a mesma base nos últimos anos, e brigarão pelo título se não perderem jogadores chave – Gerrard e Fernando Torres – por lesão.
Na quarta, o campeão Manchester bateu a Inter de Milão, que mais uma vez fica pelas oitavas. Foi um jogo curioso: a equipe inglesa entrou em campo com um esquema tático que poderia ser taxado até de 4-2-4, já que incluía Berbatov, Rooney, Cristiano Ronaldo e Giggs. Na prática, Sir Alex Ferguson tentou armar as famosas duas linhas de quatro, formando a segunda linha com os volantes Carrick e Scholes mais centralizados, Giggs aberto na esquerda e Ronaldo na direita. Não funcionou: apesar de sair ganhando logo aos 4 minutos (Vidic, de cabeça, aproveitando cobrança de escanteio), o Manchester saiu do primeiro tempo sob desconfiança da torcida, que já começava a “cornetear” discretamente ante o domínio da Inter. No segundo tempo, o Manchester acabou confirmando a vitória na qualidade individual dos seus craques, com Cristiano Ronaldo cabeceando cruzamento preciso de Rooney. O atual campeão não está fazendo grandes partidas, mas tem muita gente para decidir em lampejos individuais.
O último inglês a carimbar o passaporte foi o Arsenal, que perdeu para a Roma pelo mesmo 1x0 que havia feito no jogo de ida, avançando nos pênaltis. Passou “arranhando”, mas estava sem seu principal jogador, o espanhol Fábregas, e sem o homem de referência do ataque, o togolês Adebayor. É o menos cotado entre os britânicos.
Adversários? O Barcelona parece ser o maior deles. Despachou com goleada – 5x2 – o Lyon, que continua ganhando tudo na França e nada fora dela. O Bayern de Munique, aos poucos retomando seu espaço como clube de ponta na Europa, também goleou: com os 7x1 sobre o Sporting, fechou a série em 12x1, o maior placar combinado da história do mata-mata da Champions. Não dá para se impressionar muito, os portugueses foram pífios, tanto que quase apanharam da própria torcida na volta para casa. Acho que Bayern pode até incomodar, mas não disputará título. Os outros dois, Villareal e Porto, pouco terão a fazer daqui para frente.Para quem quiser ver os melhores momentos das oitavas, acesse o http://premiergoals.blogspot.com/. Estarão ali o golaço do Messi, mas também o pênalti ridículo cometido pelo Belletti, a presepada da zaga do Sporting no segundo gol do Bayern, o golaço do Anderson Polga (contra, infelizmente) e o pior pênalti já cobrado na história da Champions, o de Vucinic, do Roma. Vale a pena dar uma olhada.

domingo, 8 de março de 2009

Santa Anita 2009

Santa Anita, talvez o mais bonito hipódromo americano, viveu ontem a sua tarde de glória, com mais uma edição do tradicionalíssimo Santa Anita Handicap, a legendária carreira levada às telas de cinema no filme Alma de Herói. No rol dos seus ganhadores, além do Seabiscuit do filme (em 1940), craques como Tiznow, Spetacular Bid e Affirmed (há 30 anos, em recorde, 118´6, que dura até hoje), além do brasileiro Siphon, que fez uma dobradinha com o também brasileiro Sandpit em 1997.
Como aperitivo, tivemos o Santa Anita Oaks, cercado de grande expectativa pela presença da potranca líder de sua geração, a tordilha Stardom Bound. Mais do que vencer, ela tinha que mostrar classe suficiente para enfrentar os machos no Kentucky Derby, como tem sido aventado. A tordilha venceu, mas a mim não convenceu. Foi, é claro, uma demonstração de superioridade sobre as fêmeas, pois seu jóquei Mike Smith fez a curva final totalmente “quadrada” e teve dificuldades para alinhar a tordilha durante a reta. Mesmo assim, ela livrou focinho em um final duríssimo com outras três competidoras. Para enfrentar os machos, no entanto, ela vai precisar mais. Ontem, corria último a pelo menos 10 corpos das ponteiras, que moviam train apenas razoável – as parciais foram de 23´8, 47´5 e 72´1. Para pretender alguma coisa no Derby, vai precisar mostrar que consegue acompanhar ritmos mais vivos. Meu palpite: ela estará, em maio, no Kentucky Oaks, e não do Derby.
Na carreira principal, o campo equilibrado prometia emoção. A distribuição de pesos do Handicap castigava o brasileiro Einstein, ganhador de grupo 1 na grama, escalado para ser o top weight da prova. Os ingleses Zambesi Sun e Champs Elysees, o americano Colonel John (que acabou sendo retirado) e o chileno Matto Mondo pareciam ser seus principais adversários.
Na carreira, Matto Mondo foi para a ponta, mas imprimindo um ritmo menos forte do que o esperado, tendo Cowboy Cal ao seu lado e Einstein na espreita em terceiro. Na virada da reta, o brasileiro dominou a situação e eu passei a olhar para trás, pois só uma atropelada muito violenta derrotaria o brasileiro. Champs Elysees veio forte, mas não a tempo de alcançar Einstein, que ainda ganhou por um corpo. Matto Mondo foi o terceiro, a focinho do segundo colocado, e Momba, que também atropelava forte no final, fechou a quadrifeta.
Foi uma grande vitória para o turfe brasileiro – Einstein é agora ganhador de grupo na grama, areia e pista sintética. Merece parabéns sua treinadora Helen Pitts, por manter Einstein competitivo na esfera máxima aos 7 anos, fato raro no turfe americano. Parabéns também a seus proprietários, que traçaram uma campanha que elevasse o valor do brasileiro como futuro reprodutor, e atingiram os seus objetivos. Principalmente por ser filho de um ganhador do Kentucky Derby (Spend A Buck), Einstein pode tornar-se agora o cavalo brasileiro que mais terá oportunidades na reprodução na terra do Tio Sam.

sábado, 7 de março de 2009

Histórias do Turfe


A Revista Turf Brasil, em função da vitória de Engaging (foto) no GP Estado do Rio de Janeiro, primeira prova da tríplice coroa carioca, ocorrida na semana passada, publicou um breve relato sobre Arambaré, pai do ganhador, e Edemilson Antonio de Souza, titular do Haras Maluga, criador do ganhador. Como já ouvi a história da boca do próprio Edemilson, posso conta-la com mais detalhes.
Arambaré estreou no Cristal confirmando a fama de craque, vencendo com facilidade uma seletiva da antiga Copa ANPC de Potros, no tempo – 1998 - em que esta prova reunia as melhores promessas das novas gerações de potros. Levado ao São Paulo, fracassou na final da mesma, mas após duas vitórias comuns, foi à Gávea ganhar o GP ABCCC, prova de Grupo 1 que consagra o campeão da geração de dois anos carioca. De volta a Cidade Jardim, ganhou, em final eletrizante e por focinho, o GP Ipiranga, primeira prova da tríplice coroa paulista, estabelecendo-se como o líder incontestável da sua geração.
Após o Ipiranga, Edemilson recebeu uma proposta irrecusável: 400 mil dólares pelo cavalo, que iria seguir campanha nos Estados Unidos. “Pensei comigo mesmo: se estão me oferecendo 400 mil, é porque o cavalo vai ganhar em prêmios muito mais do que isso. Então, ao invés de vender, vou primeiro ser tríplice coroado aqui, e eu mesmo levo o Arambaré para os Estados Unidos e ganho ainda mais”, me contou o próprio Edemilson, há quatro anos. O problema é que Arambaré mancou na sua atuação seguinte, o Derby Paulista, perdendo a coroa e tendo que amargar oito meses de recuperação. No retorno, quatro atuações e apenas um bom segundo lugar no GP Presidente da República (Grupo 1) na Gávea, perdendo apenas para Redattore. Ao invés de embolsar os dólares, Edemilson ainda teve que gastar “para fazer um haras para o cavalo”, nas palavras do próprio.
O gasto se revelou, no fim das contas, um belo investimento. Arambaré, que já vinha ganhando fama de reprodutor útil, com 69% dos produtos nascidos chegando a correr, e 88% dos produtos corridos tornando-se ganhadores, passa a ter seu primeiro produto ganhador de Grupo 1 – Ecoute Moi, da mesma geração, já tinha vitória em Grupo 2. Cabe, é claro, a ressalva de que os números de Arambaré são favorecidos porque a maioria dos seus filhos inicia campanha no Cristal, onde é mais fácil ganhar. Mas para o mercado, o que vale é o marketing de um reprodutor ganhador de grupo 1, produtor de grupo 1, e que gera sempre animais ganhadores. A partir de agora, Edemilson irá colher nos leilões do Maluga os frutos da sua aposta.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Latinoamericano da Polêmica


No próximo dia 14 de março, Cidade Jardim receberá o GP mais importante desta década no Brasil, o Gran Premio Latino Americano de Jockeys Clubs. Além da dotação de 250 mil dólares, deverá ser uma reunião dos principais corredores em atividade no continente, o que não vinha acontecendo nas edições anteriores da prova. A indicação dos representantes brasileiros tem sido motivo de muita polêmica – vamos a sua cronologia:
12/01 - O JCB, por estar com sua pista de grama interditada, estabelece uma prova seletiva para o Latino, a ser corrida em Cidade Jardim, no dia 07/02, apenas para animais alojados no Rio de Janeiro. O JCSP, ao contrário, estabelece que o GP Linneo de Paula Machado, a ser corrido na mesma data, será "elemento de apoio para a decisão da Comissão de Corridas referente à indicação de animais que representarão o JCSP" (sic) no Latinoamericano.
02/02 – Negro da Gaita, ganhador do Derby Paulista e segundo colocado no Pellegrini, não é inscrito na seletiva carioca.
04/02 – Sorrentino, ganhador das duas primeiras provas da tríplice coroa paulista, retirado do referido Derby Paulista por febre na semana da corrida, acaba sendo igualmente retirado do GP Linneo de Paula Machado, pelo mesmo motivo.
07/02 – A seletiva carioca, corrida em grama pesada, classifica Hot Six (foto acima), que vinha de secundar Negro da Gaita no Derby, e Flymetothemoon, ganhador de Grupo 1 na Gávea, para cima do próprio Hot Six. O GP paulista, corrido sob dilúvio, tem vitória esmagadora de Quadriball, até então freqüentador de páreos comuns. Agasias, que vinha de vitória em Grupo 2, forma a dupla. Fracassa o favorito Quick Road, prejudicado pelo estado anormal da pista.
09/02 – Com o título de “JCSP considera Negro da Gaita carioca”, o site Raia Leve publica desabafo de Luiz Fernando Dannemann, proprietário do animal, que reclama de “bairrismo” da comissão de corridas paulista e “revanchismo” – sua filha Jéssica é notória crítica da diretoria do JCB - da comissão carioca pela não indicação do seu pupilo.
09 a 13/02 – O Espaço do Leitor do Site Raia Leve recebe dezenas de manifestações favoráveis e contrárias a Negro da Gaita, que rapidamente descambam para um grande bate-boca.
14/02 – O JCSP recebe pré-inscrição de 8 animais para o Latino, dos quais promete selecionar dois.
14/02 – João Hackmaier, veterinário chefe do JCSP, vai ao Paraná examinar Sorrentino – segundo o Raia Leve, confirmando que o animal “está muito bem”.
16/02 – O JCSP decide indicar três, e não apenas dois animais para o Latino: Quick Road, Quadriball e Negro da Gaita, deixando Agasias como primeiro suplente e Sorrentino fora da lista.
17/02 – José Cid Campello Filho, proprietário de Sorrentino, declara “uma ponta de indignação” pela exclusão do seu cavalo, que “em termos de campanha e nível técnico, só fica atrás de Quick Road” (sic).
Em resumo, uma polêmica sem fim. O turfe brasileiro segue tropeçando na própria desorganização e falta de regras claras.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Super Bowl XLIII

Ontem, os Estados Unidos viveram a sua grande festa esportiva, mais uma edição do Super Bowl, a 43ª, reunindo o favorito Pittsburgh Steelers e o azarão Arizona Cardinals. Tudo corria na maior normalidade, com o pentacampeão Pittsburgh impondo a força da sua camiseta e um autoritário 20 a 7 no Arizona, debutante em Super Bowls. A equipe de vermelho sentia o peso da decisão, cometendo muitas faltas bobas e cedendo preciosas jardas ao seu adversário. Parecia que ia ser um monótono passeio dos favoritos. Até que veio o último quarto.
Comandados pelo quarter back Kurt Warner, que passou a acertar tudo, os Cardinals reagiram, fizeram 14, abafaram o ataque dos Steelers para chegar a 16, e conseguiram uma espetacular corrida de 64 jardas com Larry Fitzgerald (está no início do vídeo). Faltando 2:37 para o fim, o que parecia impossível havia acontecido: a equipe do Arizona havia virado – 23 x 20. A torcida dos favoritos, maioria absoluta no estádio, estava perplexa – enquanto alguns rezavam, as crianças já começavam a encher os olhos de lágrimas. Warner e Fitzgerald, que chegaram a discutir durante o primeiro tempo, viravam os grandes candidatos a heróis do jogo.
Recomeço de partida, e a vida dos Steelers vai ficando cada vez mais difícil – na primeira tentativa de ataque, uma falta e a penalização que os deixa em first down & 20, ou seja, com 4 chances para evoluir 20 jardas, ao invés das 10 habituais. O quarter back Ben Roethlisberger olha para o relógio, faltam apenas 2:24. Com pequenos avanços, a equipe chega da linha do meio do campo, mas agora resta apenas 1:10. Big Ben, como é chamado o quarter back dos Steelers, precisa tirar um coelho da cartola.
Começa, então, a seqüência de jogadas que vai mudar novamente o dono do troféu. Na segunda das quatro tentativas, Roethlisberger acha Santonio Holmes livre. O wide receiver arranca rumo ao touch down, mas é parado a 5 jardas da zona fatal. O jogo ainda não virou e faltam apenas 49 segundos, mas Pittsburgh tem agora quatro chances para ganhar, ou, pelo menos, tem a possibilidade de chutar de curtíssima distância para empatar o jogo e forçar a primeira prorrogação da história do Super Bowl.
No primeiro down, Big Ben tenta um passe longo e alto, para Santonio Holmes no cantinho esquerdo da end zone, mas este deixa a bola escapar no meio das mãos. Na segunda tentativa, o quarter back repete a jogada, mas agora procurando Holmes no canto direito. O passe igualmente alto e longo viaja e é apanhado pelo receiver, mesmo vigiado por três defensores. Por alguns momentos, o touch down fica dependendo de confirmação dos juízes, apenas valendo caso Santonio Holmes ainda estivesse com os dois pés na end zone no momento do catch. Com a validação, o estádio quase vem abaixo. O replay mostra Larry Fitzgerald no banco repetindo “no, no” com olhar desesperado enquanto Santonio Holmes pula para a recepção mais importante do ano. Não há tempo para mais nada – o Pittsburgh Steelers ganha seu sexto título, tornando-se o maior papão de Super Bowls da história. A camiseta prevaleceu.
O vídeo com os lances decisivos de uma das decisões mais empolgantes do futebol americano está abaixo.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Turfe Gaúcho 2009 - Final


O Turfe Gaúcho 2009 acabou em surpresa: venceu True Swank, de criação do Haras Campestre e propriedade de José Idílio Saggin, de Palmeira das Missões. O Haras Gentil Carlesso e o Stud Duplo Ouro, que tinham, somados, seis dos dez inscritos, e três dos quatro finalistas, acabaram duramente derrotados.
A final acabou ficando entre as fêmeas, com First Julia, do Duplo Ouro ameaçando a ganhadora nos primeiros 400 metros, mas acabando por chegar a um corpo e meio na dupla. Consumidor, seu faixa, não deu muita torcida. Tio Colete, a esperança dos Carlesso, mostrou na raia que os boatos sobre problemas físicos após o terno eram verdadeiros – quase caiu por duas oportunidades e finalizou em último.
No pedigree da ganhadora, algumas curiosidades. Sua mãe, Jasaindy, por Fast Gold, teve campanha medíocre nas pistas, com apenas uma vitória em 14 atuações na Gávea. Deve ter sido levada para a reprodução por ser filha da campeã Enable To Loose, ganhadora, entre outros, do GP Presidente da República (G1), a milha do GP São Paulo. No Haras, Jasaindy se revelou: seu primeiro produto Senhor Juli (por Spring Halo) já tem quatro vitórias na Gávea, inclusive um Pesos Especiais. O segundo, a potranca La Chela (por Monsieur Renoir), correu três vezes aos dois anos e ganhou duas, inclusive a Copa Leilões do JCB, prova não graduada, mas com 50 mil reais de prêmio. True Swank, terceiro produto de Jasaindy, já começa colocando em evidência seu pai True Confidence, um Storm Cat importado pelo Haras Campestre.
Se a parte técnica foi boa, o balanço financeiro foi preocupante. Foram apostados aproximadamente 470 mil reais, dos quais 340 mil pelos dois principais postulantes – Carlesso e Duplo Ouro, 170 mil cada um. Comenta-se que eles estariam correndo a penca de forma “livre”, ou seja, quem ganhasse devolvia as apostas do outro, ficando apenas com o prêmio de R$ 100 mil. A matemática é, então, extremamente cruel: quem vencesse teria apostado 170 mil para ganhar, descontada a porcentagem da organização (38%), aproximadamente 291 mil. Devolvendo 170 para o perdedor, seriam 121 mil recebidos para 170 mil apostados, um prejuízo de 49 mil. Com o prêmio, um lucro bruto de 51 mil, de onde ainda faltaria tirar inscrições, comissões para jóquei e treinador, remédios, etc. Ou seja, que ganhasse estaria praticamente “empatando” o investimento. Com a derrota, ambos amargaram violento prejuízo. Da forma como está, o Turfe Gaúcho vai se tornando uma penca inviável a cada ano que passa.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Turfe Gaúcho - II

Definida a final do Turfe Gaúcho 2009 – amanhã, fortes emoções a partir das 18 horas.
No primeiro terno, o favorito Tio Colete, um Dodge do Haras Gentil Carlesso, confirmou sua fama com uma fácil vitória. Foi o potro que mostrou mais velocidade inicial, ganhando sem apanhar em 39´3.
Na segunda eliminatória, outra vitória muito fácil. First Julia, uma First American do Stud Duplo Ouro, ganhou de galope, marcando 39´6 e chegando com uma ação muito vistosa. É forte candidata amanhã, e parece que será ainda melhor com o aumento da distância.
Na terceira eliminatória, ganhou True Swank, produto da primeira geração do americano True Confidence. Precisou apanhar na altura dos 300 finais, mas depois que dominou o terno foi “guardada” pelo seu jóquei para a final. Marcou também 39´3.
No último terno, a única cabeça de chave que perdeu – Linda Pinta demorou a embalar e acabou derrotada por Consumidor, um Confidential Talk que também defende o Stud Duplo Ouro. Marcou o melhor tempo (39´2), mas foi exigido a fundo. Teoricamente, não tem mais nada a melhorar para amanhã, e ainda deve sentir o esforço feito na eliminatória.
Meu palpite: Tio Colete e First Julia devem decidir.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Turfe Gaúcho 2009

Neste fim de semana, o hipódromo do Cristal terá a 40ª edição do Turfe Gaúcho, a penca mais tradicional do Brasil. Já sem o brilho de outras épocas, atraiu 11 confirmações de sete parcerias diferentes - o Stud Duplo Ouro e o Stud Alegretense (este, do organizador da penca Nilton Carlesso) têm três confirmações. Comenta-se que Linda Pinta, uma filha de Top Size que defenderá as cores do Haras Ereporã, tem os melhores trabalhos. Das duas "trincas", fala-se, pelo lado do Duplo Ouro, de First Julia, uma filha de First American, e de Tio Colete, um Dodge, como melhor representante do Alegrete.
No domingo, os ternos (eliminatórias, para quem não conhece o vocabulário das pencas). Na segunda, a grande final.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Últimas do Turfe


Algumas novidades sobre o turfe mundial:
- Natagora – as últimas notícias dão conta que ela teria sido vendida para o Sheik Hamdam, da Shadwell Racing, deixando de exibir nas pistas européias as cores do Stud Estrela Energia. Tudo indica que a tordilha continuará em campanha, pelo menos por enquanto.
- Ranking 2008 – saiu o World Thoroughbred Ranking de 2008, que apesar de contestado por alguns, é o único instrumento de comparação entre cavalos europeus e americanos. A surpresa (pelo menos para mim) foi o quarto lugar de Zarkava. Os cinco primeiros (houve empate na primeira colocação), com a respectiva pontuação, são:
1 – New Approach (Irlanda) – 130 – ganhador do Derby de Epsom.
1 – Curlin (EUA) – 130 – iniciou o ano ganhando a Dubai World Cup, depois correu cada vez menos.
3 – Raven´s Pass (Ingl.) – 129 – ganhador da Breeders Cup Classic.
4 – Zarkava (Fr.) – 128 – invicta, fácil ganhadora do Arco do Triunfo.
5 – Duke Of Marmalade (Irl.) – 127 – ganhou cinco Grupos 1 consecutivos, depois fracassou no Arco e na BC Classic.
- Keeneland – os leilões de Janeiro em Keeneland (EUA) estão fortemente impactados pela crise mundial. Ao fim do terceiro dia, o preço médio dos lotes apresenta queda de 53% em relação ao ano passado, e a mediana, de 50%!
- Granizo – estréia sábado, em Gulfstream Park, na Flórida, o brasileiro Granizo, correndo uma prova de Grupo 3 em 1.200 metros, areia. Trata-se de uma história curiosa: reservado pelo seu criador, o Stud Raça, estreou vencendo fácil na areia de Cidade Jardim, para depois fechar raia em um clássico na grama. Descartado por ter problemas físicos, acabou nas canchas retas, onde perdeu uma penca para Guapo No Más (“o rei da reta” em 2007/2008, entre os cavalos velhos), sendo então negociado com o Stud São Pedro do Rio Grande. Com a nova blusa, ganhou uma forte penca em Alegrete e dois páreos comuns no Tarumã, ambos em 800 metros (foto acima). Vendido para Cidade Jardim, venceu mais dois páreos comuns e uma Prova Especial por larga margem. Vai estrear nos Estados Unidos quase com seis anos, depois de passar por quatro proprietários brasileiros.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Felipão na Corda Bamba


O Chelsea de Felipão acaba de levar 3x0 do Manchester United pelo campeonato inglês, complicando ainda mais a situação do treinador brasileiro – lá na Inglaterra, diz-se que Luiz Felipe Scolari só não perde o emprego porque o magnata Roman Abramovich não quer ter que pagar a pesada multa rescisória.
No clássico de hoje, o que mais impressionou foi a pobreza de soluções ofensivas da equipe de Londres. Com seus meio-campistas (Ballack, Joe Cole, Lampard) muito mal, o Chelsea não criou quase nada e foi inteiramente dominado pelo Manchester, que construiu a goleada no segundo tempo com Cristiano Ronaldo bem aberto pela esquerda, deitando e rolando primeiro sobre Bosingwa, depois sobre Beletti, que o substituiu.
Impressionante também a falta de atitude da equipe azul, levando o narrador da ESPN Brasil a comentar sobre “a quantidade de jogadores andando em campo”. Aparentemente, Felipão não está conseguindo administrar o vestiário cheio de estrelas milionárias, e caminha para ser mais um grande treinador brasileiro a fracassar na Europa. Do jeito que a coisa vai, não seria surpresa se Luiz Felipe Scolari acabasse na seleção brasileira, em busca do hexa em 2010.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Blog do Albatroz

Incluí nos links úteis o blog Ninho do Albatroz, do jornalista Renato Gameiro. Vale a pena dar uma conferida, sempre tem coisas interessantes para quem gosta de turfe. O último post é uma entrevista com o ex-treinador John Veitch, responsável, entre outros, pelo craque Alydar, único cavalo a ser segundo colocado nas três provas da Tríplice Coroa americana. Entre as pérolas da entrevista, a revelação de que Alydar nunca "trocava de mão" ao longo da corrida, e escolha da égua Davona Dale como o melhor animal que ele já treinou.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Novas Promessas


Sete páreos da nova geração, seis deles com status de Prova Especial, e algumas exibições de categoria. No sábado, a maior do fim de semana, na Prova Especial Odyr do Couto, corrida na Gávea. Ganhou muito fácil um potro que eu nem percebi inscrito, Seu Nicão (na foto acima), um filho do sempre útil Notation na excelente velocista Cacique Bar, uns dos primeiros animais brasileiros a tentar a sorte em Dubai (correu a Golden Shaheen) saindo diretamente daqui para lá. Seu Nicão, propriedade do Stud Meio-Século, largou aligeirado, livrou dois corpos na ponta e quando entrou na reta “saiu tirando”, derrotando seus rivais por mais de 10 corpos. Marcou 66´21 para os 1100 areia, boa marca para um estréia na Gávea.
Antes, também na Gávea, a Prova Especial Cidade de Teresópolis ficou reduzida a 4 potrancas, e apresentou uma vitória de ponta a ponta de Dearest Nativity, uma filha de Forever Buck reservada pelo seu criador, o Stud Capitão. A pedra falou, pois a ganhadora abriu pouco apostada e fechou pagando 3,50. O tempo, bem inferior ao dos machos, 67´49. A curiosidade é que Forever Buck foi um dos bons filhos de Spend A Buck nas pistas brasileiras, tendo obtido três vitórias clássicas – Grupo 1, Grupo 3 e Listed. Mesmo com filiação e campanha, teve poucas oportunidades na reprodução, já estando na terceira geração e tendo produzido, nas duas anteriores, apenas 5 filhos, com os quatro que correram tendo obtido vitórias comuns. A vitória de Dearest Nativity pode ser um indicativo de que ele merece mais chances.
Em Cidade Jardim, o sábado apresentou a Prova Especial Eleutério Prado, com nove potrancas, e um páreo comum de potros. Nos machos (em 1100 areia), uma bela estréia de Gallian, um Dodge na líder de sua geração (pelo menos nos primeiros clássicos) Iriscordemel. O ganhador aceitou a briga inicial com Talking Heads (eram os dois mais apostados), mostrando sempre que vinha melhor, e despachando seu perseguidor para vencer em 65´6, boa marca considerando-se que a cronometragem foi manual. Mais um caso em que a pedra falou: Gallian fechou pagando 2,10.
No clássico das potrancas, a favoritona Tradição Gaúcha (abriu pagando 1,30), perdeu na partida, largando muito mal e forçando muito aberta para perseguir a ponteira Dreamworks. Quando as duas cansaram, surgiu voando baixo pela cerca Tell Me True, do Stud Raça, que dominou, mas perdeu em cima do disco para uma atropelada ainda mais tardia e fulminante, de Ijubinha, uma First American do Stud Eternamente Rio. O tempo, de 66´8, bem inferior ao dos machos.
No domingo, Cidade Jardim assistiu três versões da Prova Especial Rafael de Barros Filho, confirmadas nos 1000 metros grama, apesar do estado pesadíssimo da raia. Na primeira, vitória muito fácil do meu indicado Tommasi, um Wild Event do Stud Raça, de ponta a ponta e por quase 9 corpos. Na segunda, o favorito Tenente Dodge corria no meio do bloco e só embalou nos últimos 200 metros para dominar Rio Miranda e Zórico, que brigavam pela vitória. Para encerrar, a primeira vitória de um filho de Hard Buck veio com Ouriço, reservado pelo seu criador, o Haras Old Friends. Mesmo largando pela baliza 1, normalmente o pior terreno quando o retão de Cidade Jardim está pesado, Ouriço ponteou desde a partida, e quando livrou pequena luz, seu piloto Nelito Cunha o trouxe de golpe para fora, folgando progressivamente a partir daí. O desvio gerou protestos do segundo e terceiro lugares, mas a Comissão de Corridas entendeu que havia vantagem suficiente para tal manobra, confirmando o páreo. Os tempos dos páreos foram semelhantes (58´55, 58´50 e 59´06), e coerentes com o estado da raia.No fim das contas, vitórias de fardas tradicionais (Capitão, Eternamente Rio, Raça, Old Friends, Palura) nos clássicos, mas o maior destaque foi mesmo Seu Nicão – o Stud Meio-Século é do treinador André Mion. Entre os que perderam, é bom guardar o nome de Tell Me True, derrotada no último pulo – não é comum uma Nedawi mostrar tanta carreira logo em janeiro, e na areia – e Bonjour, um Romarin do Haras Figueira do Lago que acabou sendo o mais prejudicado por Ouriço (foi terceiro colocado).

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Os Primeiros Clássicos da Nova Geração


Neste fim de semana, Gávea e Cidade Jardim têm seus primeiros clássicos reservados à nova geração. Neles, poderão estar surgindo craques, apesar da história mostrar que as grandes máquinas geralmente aparecem mais tarde. No primeiro fim de semana de janeiro, destacam-se os mais precoces, que nem sempre confirmam o brilho inicialmente exibido.
Não é a estréia em hipódromos oficiais da geração 2006, pois em dezembro já tivemos uma Prova Especial no Tarumã, vencida em grande estilo por Indomito, um filho de Red Runner, garanhão americano importado por criadores paranaenses, que estréia auspiciosamente sua primeira geração no Brasil, composta de 46 produtos. O potro do Stud Mandrake (investe bastante e sempre compra bem) ganhou por nove corpos em 39´3 para os 700 metros, ficando a meio segundo do recorde.
Na Gávea, já tivemos três páreos comuns em 900 metros, distância que nunca havia sido corrida antes e foi inventada graças à interdição da raia de grama carioca – a Comissão de Corridas preferiu reduzir 100 metros nas tradicionais disputas de 1000 metros grama a utilizar os 1100, como sempre era feito quando os páreos sofriam transferência de pista. Tivemos, assim, três recordistas em seqüência. Desejada Normand (foto acima), filha de Roi Normand na ótima velocista Super Desejada, ganhou a primeira, em 54´90, marcando o primeiro ponto para o Stud Alvarenga. Tchutchuca, que havia sido oferecida pelo Haras Anderson no leilão Top Classic (maio de 2008) em parelha com outra potranca, mas acabou preterida pelo comprador, cravou 54´59. Ponto para o criador e proprietário, e para o reprodutor Dodge, nome fácil entre os primeiros ganhadores das novas gerações. Na semana seguinte, o recorde voltou para o Stud Alvarenga, com True Classic marcando 54´58. A pequena (432 quilos) potranca marcou o primeiro ponto da primeira geração brasileira – 67 produtos – do americano True Confidence, um filho de Storm Cat. Demonstrou também a qualidade que o Alvarenga tem nas mãos – duas vitórias e o segundo lugar de Lady Upshot, favorita contra Tchutchuca.
Amanhã, a Gávea vê os machos pela primeira vez na Prova Especial Odyr do Couto, em 1100 metros. Entre os onze potrinhos que disputarão a liderança da geração, fala-se mais de That´s Now, um First American do Alvarenga, e Belo Runner, um Red Runner dos pernambucanos do Stud São José dos Bastiões. Nunca é bom deixar de lado o Haras Anderson, que irá apresentar Tivoli Park, um Wild Event. Antes, a vez das potrancas – serão apenas seis na Prova Especial Cidade de Teresópolis. A revista Turf Brasil indica Super Hina, por Chocktaw Ridge em Sassy Doll, mais uma do Alvarenga. Raça não lhe falta (é irmã dos clássicos Super Atleta, Super-Forte e Sushi-Bar), mas a boa deve ser sua companheira de farda True Chill, outra True Confidence, preferida pelo líder M. Mazini. Fala-se ainda em Dear Nati, uma Crimson Tide reservada pelo Haras Nacional.
Em Cidade Jardim, a Prova Especial Eleutério Prado, com onze potrancas, e um páreo comum de potros. Como os paulistas instituíram o trabalho obrigatório cronometrado, dá para tentar comparar pelo menos os animais alojados no próprio prado (os que estão em CT informam suas marcas). Nos machos (em 1100 areia), destaque para a primeira atuação de um filho de Hard Buck, Império de Birigui. Os trabalhos, no entanto, são fracos. Quem se destaca no relógio é Talking Heads, um filho de Spring Halo do treinador Luis Carlos Soares, o popular Bolo Fofo. O reprodutor e o treinador são especialistas em precocidade, então é bom respeitar. Cuidado também com a parelha do treinador Mario Campos, Jonathan Fly (por Gregoriano) e Rey Chardonnay (por Redattore). O segundo foi escolha de W. Blandi, devendo ser a melhor opção. O clássico das potrancas, marcado para o retão gramado, deve ser corrido na areia, já que a pista hoje está encharcada. Vale sempre respeitar as fardas tradicionais do Haras Anderson e do Stud Eternamente Rio, mas o trabalho de Tradição Gaúcha, uma Dodge do Stud Palura (também do Bolo Fofo) é pelo menos um segundo melhor do que as outras alojadas no prado.
No domingo, Cidade Jardim assiste três versões da Prova Especial Rafael de Barros Filho. Na primeira, nove potros, dos quais três vêm do Paraná (pouco comentados) e outros três de CTs. Meu palpite é Tommasi, um Wild Event do Stud Raça. Na segunda, seis dos nove são do próprio prado, e as marcas mais uma vez indicam Bolo Fofo e Palura – Tenente Dodge terá contra si, no entanto, a baliza 9 se houver mudança para a pista de areia. No Paraná, comenta-se que Zórico (por Implexo) tem chances. Encerrando a maratona, a versão C tem três representantes do CT de Porto Feliz, e a lógica mandaria indicar a montaria do líder J. Moreira, Quick To Run. Prefiro não acreditar que um filho de Príncipe Taio vai despontar em 1000 metros, menos ainda em 1100 areia. Meu palpite é a dupla Bonjour (um Romarin do Haras Figueira do Lago) e Talk With Me (um Confidential Talk do Anderson). Cuidado ainda com Zelandês, outro paranaense com boas referências.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Retrospectiva 2009 - Turfe

Retrospectiva rápida: Curlin arrasou uma turma fraca em Dubai, tentou provar que podia ser da primeira turma mundial na grama, desistiu rápido, e se arrastou até o recorde mundial de somas ganhas - a pálida Breeders Cup foi um fim de carreira opaco para o que ele fez nas pistas, especialmente na BC 2007.
Seu adversário aos olhos da mídia foi Big Brown, que chegou no Belmont Stakes para ser tríplice coroado e abandonou o páreo na última curva. O duelo entre os dois, anunciado com muita bravata de ambas as partes, acabou não acontecendo.
A Breeders Cup Classic, que costumava ser o desafio final do ano na areia, acabou revelando uma nova realidade ao ser corrida em pista sintética. Os gramáticos da Europa gostaram, e Raven´s Pass, um milheiro, levou a glória dos 2.000 metros para o velho mundo. Ponto de interrogação para o futuro: como ficará o mercado americano e mundial se o grande desafio, que define os grandes campeões em solo americano, passar a ser corrido no all weather track, e não no dirt?
Para encerrar, foi o ano das grandes fêmeas. Zenyatta, Goldikova, e obviamente Zarkava, a grande craque do ano, que acabou coroando sua campanha com uma vitória espetacular no Arco do Triunfo. Para mim, uma das maiores exibições de classe que eu já vi. Basta ver no vídeo, em um páreo de tamanha categoria, como ela esmaga seus adversários nos poucos metros em que tem caminho livre. O show do ano no turfe.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Link

Para quem conhece o Zé Paulista, um link imperdível. www.zeguto.blogspot.com - leiam a declaração de amor para a prancha.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Fim de Ano

Fim de ano com muitas competições paradas e os canais de esportes programando uma infinidade de reprises. Para quem quiser procurar distração, algumas dicas:
- 30/12: último programa da série Jogos Para Sempre, com a final do Mundial de 2005, São Paulo x Liverpool, no Sportv. Terá reprises no dia 31, às 10:30 e 16:30.
- 01/01: para quem gosta de futebol americano, a ESPN mostra o Rose Bowl Game, entre USC e Penn State.
- 03/01: começa a Copa São Paulo de Juniores. A ESPN Brasil transmite Corinthians x Paraibano (16:00) e São Paulo x Ceará (18:30).
- 04/01: mais Copa São Paulo, com Grêmio x Portuguesa (14:00), Taubaté x Nacional (16:00) e Santos x Cene (18:30), todos na ESPN Brasil.
- 04/01: na ESPN, uma sequência com quatro lutas clássicas de Evander Holyfield, a partir das 21:00.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Bobô e a Fonte Nova


De férias na Bahia, tenho acompanhado o noticiário esportivo local, em que a manchete da semana é a situação delicada de Bobô, maior ídolo futebolístico dos baianos, na investigação do desastre da Fonte Nova.
Parte da arquibancada do estádio mais tradicional do nordeste desabou em novembro de 2007, quando o Bahia disputava seu último jogo na Série C, matando 7 torcedores. Desde então, a Fonte Nova está interditada.
A novidade é que documentos provam que o Diretor de Operações da Sudesb, orgão do governo que administra o estádio, encaminhou ao Bobô, Superintendente do órgão, um pedido de "avaliação urgente, no sentido de de providenciarmos todas as questões que envolvem uma interdição" (sic). Bobô, como chefe máximo do órgão, despachou uma autorização de interdição parcial no estádio no dia 11/01/07, mas acabou não efetivando-a. Há ainda um depoimento do Major da PM Elcimar de Alcântara, que alega ter encaminhado dossiê completo a Bobô, destacando a situação crítica da Fonte Nova, que teria sido ignorado por que o Major "não era engenheiro".
Resumindo, todo mundo quer jogar a responsabilidade para Bobô, que vai ter que explicar a falta de medidas concretas.
O fato é que a Fonte Nova estava um lixo há anos, e nada foi feito. Uma situação que não é exclusividade da Bahia, ocorre em vários estadios do futuro país da Copa.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Mais Um Mundial


Ontem, mais uma decisão de Mundial Interclubes, a 29ª promovida no Japão. Assisti 17 destas, e as do século XXI têm sido duelos Davi x Golias, ao contrário do equilíbrio que houve em boa parte dos confrontos dos anos 80 e 90. Esta talvez tenha sido a que começou com maior favoritismo para os europeus em toda a história - o site Sportingbet c0tava o Manchester United a 1,30, o que quase me levou a jogar uns trocados na LDU (rateio de 10 por 1).
Em campo, dois tempos bem distintos. No primeiro, uma LDU encolhida e sem conseguir ficar com a bola no pé foi bombardeada pelos ingleses. O Manchester alternava as tabelas do trio Cristiano Ronaldo - Tevez - Rooney com lançamentos longos dos volantes Anderson e Carrick e chegava com facilidade ao gol equatoriano. Contei dez oportunidades de gol, quatro delas claríssimas, mas a bola não entrou, e o primeiro tempo terminou mesmo 0x0. Os equatorianos perderam uma chance incrível logo a 3 minutos, com Campos na linha da pequena área desviando um cruzamento para fora. O momento "videocassetadas" foi a entrada de quatro japinhas com a maca para tentar retirar o goleiro Cevallos, machucado.

No segundo tempo, tudo mudou. O zagueiro Vidic deu uma cotovelada num equatoriano logo aos 3 minutos e foi expulso, desarrumando o time inglês e animando a LDU, que já parecia ter voltado do intervalo mais tranquila. Com dez homens, o técnico Alex Ferguson optou por tirar Tevez e recompor a zaga com Evans, perdendo força ofensiva. Dos 15 aos 25 minutos, os equatorianos tiveram o seu momento na partida. O argentino Manso quase acertou de longe aos 17, e teve a bola do jogo nos pés ao puxar um contrataque aos 26, muito parecido com o gol do Inter em 2006. Ao contrário do Iarley contra o Barcelona, Manso não "pifou" Bieler na cara do gol quando teve a chance, preferindo carregar mais um pouco, armar o chute, hesitar e demorar a definir, sendo desarmado por Anderson. O castigo veio logo em seguida, aos 28, quando Cristiano Ronaldo rolou para Rooney bater de chapa no canto, definindo o mundial.

Ganhou o elenco milionário, de maior qualidade. Para os sul-americanos, sempre haverá possibilidade de surpreender, desde que joguem fechados e aproveitem as poucas chances que irão aparecer.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Clube do Povo

Voltei, depois de longa inatividade.
Voltei para elogiar a eleição do Inter. Ganhou o candidato da situação, o presidente Píffero, que fez mandato ruim, marcado pela bravata sem resultados, que assumiu campeão do mundo, começou a Libertadores do possível bi com Rafael Santos e Ediglê na zaga, acabou eliminado na primeira fase, e terminou salvo pelo título da Sul-Americana.
A eleição o fez presidente do centenário, mas também definiu um conselho 60/40 entre situação e oposição. A chapa dos anônimos elegeu 23 conselheiros, reafirmando que o Inter é o clube do povo.

sábado, 12 de abril de 2008

Fim de Semana

Finalmente acertei uma acumulada – bastou deixar o Botafogo fora...
Para o fim de semana, as indicações são:
Firme – Ituiutaba x Cruzeiro, onde o mando de campo é da equipe do interior, mas o jogo será no Mineirão. O Cruzeiro paga 1,40.
Boa Zebra – Difícil escolher, cheguei a pensar em pular este fim de semana. Como não posso me omitir, indico um “duplo” no Campeonato Inglês, no jogo Liverpool x Blackburn. O empate paga 3,75, e a vitória dos visitantes paga 7 por 1.
Acumulada – Além do Cruzeiro, incluo Chelsea x Wigan, pelo Inglês, com rateio de 1,20 para o time do Drogba, e um rateio mais compensador, o Fluminense, no clássico contra o Vasco, pagando 2,25. Acumulada com dividendo alto, 3,78.
O resultado parcial é:
Firme = + R$ 125,00.
Boa Zebra = - R$ 10,00.
Acumulada = -R$ 6,70.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Meio de Semana

No fim de semana, o Botafogo me derrubou de novo – juro que nunca mais incluo o time do Cuca em nenhuma acumulada. Na rodada do meio de semana, a pausa nos estaduais diminuiu as opções. Assim, vou me concentrar nas competições internacionais:
Firme – Manchester United x Roma, pela Champions League. Talvez não seja a maior barbada, mas com certeza é o jogo de melhor custo x benefício, com a vitória inglesa pagando 1,60. Curiosamente, a classificação do Manchester para a semifinal paga apenas 1,01. Será que o Sporting Bet está apostando que os ingleses vão jogar para empatar, por terem uma vantagem de 2x0 fora?
Boa Zebra – Também pela Champions League, uma “meia-zebra”, a vitória do Arsenal, fora de casa, daqui a pouco, sobre o Liverpool, rateio de 3 por 1. Pode não ser a pule dos sonhos, mas é melhor indicar rateios de 3,00 que ganham do que os de 5,00 que perdem, vide o exemplo do Lewis Hamilton (o Massa pagava 3,20)...
Acumulada – Além do Manchester, indico outra da Champions, Barcelona x Schalke 04, com a vitória espanhola pagando 1,363. Completo com a Libertadores, Colo Colo x Maracaibo, com um rateio de 1,222 para a vitória chilena. Pule total da acumulada = 2,665.
Lembrando, o resultado parcial até agora é:
Firme = + R$ 65
Boa Zebra = + R$ 10
Acumulada = - R$ 40 (graças ao Botafogo).

sexta-feira, 4 de abril de 2008

As Boas do Fim de Semana

Para este fim de semana, a grande dificuldade foi achar uma barbada com rateio razoável, todos os favoritos estão pagando muito pouco. Assim, as indicações são:
Firme – Inter x Ulbra, pelo Gauchão. A vitória do Inter paga 1,25 – pouco, é verdade, mas garantido. Outras grandes barbadas pagam ainda menos, esta é a de melhor custo x benefício.
Boa Zebra – No futebol, não achei nenhuma que agrade. Vou indicar na Fórmula 1, Lewis Hamilton, com rateio de 5,25 para ganhar o GP do Bahrein.
Acumulada – Além do jogo do Inter, vou insistir com o Botafogo (paga 1,20 contra o Boavista, pelo Carioca), e incluir São Paulo (rateio de 1,222) x Juventus, pelo Paulistão. Acumulada de 1,833 de rateio.
Lembrando, o resultado parcial até agora é:
Firme = + R$ 40
Boa Zebra = + R$ 30
Acumulada = - R$ 20.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Acertos e Erros


Todo mundo que dá palpite pode acertar ou errar. Nos últimos dois dias, “palpitei” bastante, então agora é hora de resumir tudo.
Na Champions League, a terça foi de confirmação dos favoritos Barcelona e Manchester. Os ingleses, como eu havia dito, estão realmente voando. Mesmo não jogando grandes partidas, acabam ganhando pelo brilho individual dos seus craques. Contra a Roma, fizeram 1x0 (Cristiano Ronaldo), escaparam de sofrer o empate graças ao goleiro Van Der Saar, e acabaram achando o segundo gol. A partir daí, com a Roma nocauteada, perderam a chance de golear. Os espanhóis do Barça, diz-se (não vi o jogo), não fizeram uma grande partida, mas ganharam fora de casa do Schalke 04, o mais fraco dos oito finalistas. Precisarão recuperar seus contundidos (Messi, Deco, Ronaldinho) para pretender alguma coisa contra o Manchester.
Na quarta européia, o Fenerbahce de Zico voltou a ganhar em casa, virando (2x1) para cima do Chelsea. Também não vi, mas dizem que foi injusto. Continuo afirmando que o Chelsea passa para a semifinal. Do jogo que assisti, o confronto inglês Arsenal x Liverpool, esperava mais, principalmente do Arsenal.
Contra o Milan, o time londrino abusou da troca de posição entre seus meio-campistas, principalmente no jogo do Milão, quando não pode contar com Eduardo da Silva (já machucado) e Van Persie (ainda machucado), e posicionou-se praticamente em um 4-5-1, só com Adebayor na frente como “pivô”, mas com os homens de meio chegando insistentemente de trás. Ontem, com a volta de Van Persie, o Arsenal formou as famosas “duas linhas de quatro” de forma rígida, com Fábregas aparecendo pouco nas proximidades da área. Mesmo mais estático, o Arsenal conseguiu pressionar o Liverpool dos 10 aos 22 do primeiro tempo, até fazer o gol, uma cobrança ensaiada de escanteio que encontrou Adebayor sozinho na pequena área (foto acima). Para azar dos londrinos, o Liverpool empatou 3 minutos depois, quando Gerrard, caindo sempre mais pela ponta esquerda, fez grande jogada, driblou dois e bateu cruzado, para Kuyt conferir sem goleiro. A partir daí, o primeiro tempo caiu muito de ritmo, com o Arsenal perturbado e o Liverpool satisfeito com o gol fora.
No segundo tempo, Arsene Wenger fez mudanças polêmicas no Arsenal. Já voltou do intervalo sem Van Persie, que fazia bom jogo, para colocar Walcott, supostamente para explorar as jogadas pelas pontas. A “promessa” do futebol inglês passou a jogar aberto na esquerda, e participou ativamente apenas de uma ótima tabela com Adebayor aos 20, em que o atacante do Togo cruzou na saída do goleiro, Eboue tocou, mas o zagueiro Skrtel (é assim mesmo que se escreve) salvou em cima da linha. No rebote desta jogada, Hleb insistiu para o Arsenal entrou a dribles e foi puxado claramente, em um pênalti que o árbitro (fraco, legítimo “acomodador”) não marcou. Aos 22, um minuto após os dois ataques perdidos, Wenger trocou Eboue pelo grandalhão Bendtner para ser a referência na área, abrindo então Walcott na direita e Adebayor na esquerda. No primeiro lance da nova formação, aos 25, Adebayor fez grande jogada e cruzou, o goleiro Reyna deu um tapa para o meio da área, para Fábregas empurrar para o gol vazio, mas Bendtner, em cima da linha, literalmente tropeçou na bola e jogou de zagueiro, evitando o gol do seu próprio time. A partir daí, o Arsenal esmoreceu – dá para resumir o jogo em dois bons períodos de 15 minutos do time da casa, e um ataque do Liverpool, que, no segundo tempo, abdicou totalmente de qualquer possibilidade de contra-ataque. O confronto segue aberto, com pequena vantagem para o Liverpool pelo gol fora.
Por fim, minhas dicas de ontem:
A Firme – Pode parecer estranho, mas o 5x1 do Palmeiras não foi tão fácil – estava 2x1 até os 35 do segundo, com o Central ameaçando. De qualquer modo, o saldo aqui é + 40.
Boa Zebra – O Corinthians alagoano foi o bom rateio. Como sugeri o duplo, o lucro aqui é de +30.
Acumulada – Terminaria hoje, mas o Botafogo já “furou”. Esqueci que eles tremem contra o Ríver, mesmo que seja o do Piauí - saldo de -20, então.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

As Boas Apostas

Para quem gosta de apostar em futebol, o site do Sporting Bet (www.sportingbet.com) é uma boa opção: aparentemente sério, aceita cartão de crédito brasileiro (fato raro atualmente, nos sites de apostas), tem opções variadas – estaduais e Copa do Brasil, por exemplo.
Resolvi passar a dar as minhas indicações, rodada a rodada. Vou indicar em três categorias: a Firme, aposta em time que for barbada, escolhendo sempre, entre as barbadas da rodada, aquela de melhor rateio; a Boa Zebra, resultado difícil, mas viável, e com bom dividendo; e a Acumulada, indicação de três barbadas para acumular.
Para acompanhar o resultado desta minha incursão na área de palpites, vou considerar sempre uma aposta hipotética de R$ 100 na Firme, de R$ 20 na acumulada, e de R$ 20 na Boa Zebra, em duas possibilidades: indicação de R$ 20 na zebra “cravada”, ou de R$ 10 em cada uma das colunas de um “duplo” da zebra em questão. Publicarei sempre o resultado líquido acumulado de cada modalidade de apostas.
Para hoje, temos:
Firme – Central-PE x Palmeiras, pela Copa do Brasil. A vitória do Palmeiras paga 1,40.
Boa Zebra – Paranavaí x Corinthians-AL, também pela Copa do Brasil. Os alagoanos, que surpreenderam o Atlético-PR, levarão o meu “duplo”: R$ 10 no empate (rateio de 3,60) e R$ 10 na vitória do visitante (rateio de 5,00).
Acumulada – Ríver-PI x Botafogo, pule de 1,30 para o Bota, acumulando no já citado Central-PE x Palmeiras (1,40) e no jogo da Libertadores entre Nacional do Uruguai (também pagando 1,30) e Coronel Bolognesi. Esta acumulada (Bota-Palmeiras-Nacional) dá um rateio de 2,37. Amanhã, o primeiro resultado.

terça-feira, 1 de abril de 2008

As Quartas da Champions

Apenas para não deixar de escrever antes do início dos jogos, um breve comentário sobre as quartas da Champions League, que começam daqui a pouco:
Roma x Manchester United - os ingleses estão voando; os italianos fizeram um grande jogo quando eliminaram o Real Madrid em pleno Santiago Bernabeu - hoje, no entanto, não terão Totti, peça importante. Impossível marcar contra o Manchester, mas a classificação da zebra italiana não é impossível .
Schalke 04 x Barcelona - mesmo sem Messi, dá Barça.
Liverpool x Arsenal - confronto entre dois times conterrâneos é sempre difícil, mas acho o Arsenal superior. Amanhã, falo mais sobre este jogo.
Fenerbahce x Chelsea - o time do Zico já foi longe demais. Ganha o Chelsea, a grande barbada desta fase.
Quanto às apostas, não recomendo nenhuma acumulada, pois achei os rateios dos favoritões (Barça, Chelsea) muito baixos.

sábado, 29 de março de 2008

Dubai - Os Resultados


A festa do Sheik Maktoum terminou, e da pior forma possível para o dono – a Godolphin não ganhou nenhum dos grandes prêmios que patrocinou.
Na Godolphin Mile, a forte parelha do sheik já perdeu metade da força, pois Blackat Blackitten largou mal. Na reta, o ponteiro Rosberg parecia ter dominado completamente o tordilho Diamond Stripes, e por fora, aparecia Elusive Warning, o faixa da Godolphin, dando muita impressão de vitória. Diamond Stripes, então, voltou por dentro e ganho firme, com Elusive Warning na dupla.
No UAE Derby, deu a dupla que vinha prevalecendo, Honour Devil e Royal Vintage. A brasileira Light Green, corrida “para chegar”, finalizou em quarto, e com mais dez metros teria “matado” o terceiro de Cocoa Beach. Festa do treinador sul-africano Mike De Kock.
Na prova de velocidade, as forças anunciadas ontem, Benny The Bull e Idiot Proof, dominaram a prova. Idiot Proof parecia ter o páreo ganho nos últimos 300, mas Benny The Bull surgiu em grande atropelada, dominando a prova. Os brasileiros New Freedom e Sarissa participaram bastante, com o primeiro ainda conseguindo um honroso quinto lugar.
A Dubai Duty Free ficou marcada, para mim, pelo sangue frio e cálculo de carreira do jóquei A. Marcus, que até então eu não conhecia. Lançou o sul-africano Jay Peg para a ponta, administrou as energias do seu pupilo, e chegou a ficar em quarto, faltando 300 metros. Quando o tal Marcus “deu a partida”, o aparentemente batido Jay Peg voltou para derrotar a craque Darjina por meio corpo. A parelha da Godolphin, que eu achava fortíssima, nunca esteve no páreo, confirmando meu post de ontem – nem sempre o treinador do sheik acerta o treinamento dos cavalos que compra.
Na Sheema Classic, o páreo de 2.400 metros, grama, vitória firme de mais um pupilo do treinador sul-africano Mike De Kock, a australiana Sun Classique. O favorito Viva Pataca deu impressão de vitória nos 300, mas nos últimos 100 metros a égua só aumentava a vantagem. Ganhou bem.
Na World Cup, o esperado: Curlin deu um galope na parceria. Corrido como barbada, fez todas as curvas sempre por fora, e na reta, quando seu jóquei Robbie Albarado “deu a partida”, saiu tirando rumo à oitava vitória em onze corridas. Dos brasileiros, Happy Boy foi retirado e Gloria de Campeão “apagou os motores” na metade da curva, da forma esperada para a turma que corria. Outro que respeitou a turma, conforme anunciei ontem, foi o representante do sheik, Jalil, cavalinho na Europa e transformado em (supostamente) craque em Dubai. A estrela da festa, Curlin, pagava 1,40 nas casas de apostas da Europa, e confirmou a sua enorme superioridade na turma. Para quem quiser ver, o link é http://drcnewswire.com/media/dwc2008/index.php.

Dubai - A Festa Final


Amanhã, termina o famoso Carnival de Dubai, a temporada em que todos vão atrás do Eldorado do turfe mundial – muito dinheiro em pouco tempo. Em geral, os mais preparados acabam ficando com a grana, o que significa que o Sheik Maktoum acaba mantendo muito do que já tinha, e alguns poucos aventureiros, e alguns outros bem preparados abocanham a sua merecida parte. São seis espetáculos e uma abertura adequada aos gostos locais, um páreo de cavalos árabes. Para comentar, peço licença ao meu amigo Tinho (http://www.ttkos.blogspot.com/), que já se antecipou e postou suas opiniões. Vou ser contra em algumas.
A festa começa com a Godolphin Mile, em que as forças são o americano Diamond Stripes e a parelha da Godolphin, Blackat Blackitten e Elusive Warning. O primeiro, depois de quatro seguidas, perdeu para o seu “faixa” na última, por meio corpo. Continua com a preferência de Lanfranco Dettori, jóquei oficial do sheik, o que é uma grande referência. Não acredito que perca novamente para Elusive Warning (Dettori nunca errou uma escolha no grande dia de Dubai). Assim, em um Pick-6 conservador, colocaria os três, tirando o Elusive Warning para baratear o jogo.
No UAE Derby, prova em que os sul-americanos costumam ir bem, a Godolphin inscreveu três animais, o argentino My Indy, preferência do Dettori, o americano Numaany e a chilena Cocoa Beach, que por ser terceira escolha, considero descartada do páreo. Acredito que um Pick-6 tem que incluir Honour Devil e Royal Vintage, os que vem disputando os páreos semelhantes. Da Godolphin, não é necessário incluir nenhum. Os brasileiros Ukranian e Light Green não têm o que fazer no páreo, principalmente a fêmea.
Na prova de velocidade, Benny The Bull e Idiot Proof são as forças. Diabolical, com boa campanha nos Estados Unidos (9 vitórias em 21 atuações, inclusive Grupo 2 e 3), bem aclimatado pela Godolphin, pode surpreender, e me fazer lamentar por não inclui-lo no concurso Seven Stars, da própria Godolphin. Aqui, não tenho muito palpite, vou acreditar nos favoritos da crônica. Dos brasileiros, a ligeirinha Sarissa e o renegado New Freedom (vendido por 20 mil dólares), não espero nada, apenas torço.
A Dubai Duty Free tem o campo mais equilibrado, todo mundo já falou. As européias Darjina e Finsceal Beo são craques indiscutíveis. A parelha da Godolphin, no entanto, merece respeito total. Creachadoir, segunda escolha dos jóqueis (Mc Evoy monta), vem de três segundos em Grupo 1, o último, uma derrota ingrata na Hong Kong Mile por cabeça. Literato, escolha do Dettori, tem 11 atuações, com 9 vitórias e 2 segundos, ganhando, na última o importante Champion Stakes, em Newmarket. Se não fosse o fato da parelha correr pela primeira vez para a Godolphin (que nem sempre acerta o treinamento dos cavalos que compra), desconsideraria as craques européias. Na circunstância atual, um Pick tem que incluir os quatro citados.
Na Sheema Classic, o páreo de 2.400 metros, grama, os europeus e japoneses costumam dominar. Aqui, o sheik está “a pé”, com Gravitas e a égua West Wind, ambos forçando um pouco a turma. A trinca Viva Pataca – Youzmain – Doctor Dino deve decidir.
Na World Cup, Curlin (a foto é do último apronto) é a maior barbada do festival. Jalil, a esperança do sheik, só se revelou em Dubai (pouco para este páreo) e vai respeitar a turma que terá pela frente. Happy Boy, pelos relatos de mudança de treinamento, não tem nada a fazer no páreo. Gloria de Campeão vai mostrar a farda
Meu Pick-6:
Diamond Stripes / Blackat Blackitten[
Honour Devil / Royal Vintage
Benny The Bull / Idiot Proof
Darjina / Finsceal Beo / Creachadoir / Literato
Viva Pataca / Youzmain
Curlin

quarta-feira, 19 de março de 2008

A Triste Tríplice Coroa da Gávea


No dia 19 de fevereiro, dois dias após Joe Bravo ganhar fácil a primeira prova da Tríplice Coroa da Gávea, anunciei que os cariocas poderiam ter tríplices coroados entre os machos e as fêmeas – Rubia Del Rio havia vencido a primeira prova feminina. Hoje, um mês depois, o desfecho da história é triste, coerente com o momento do turfe no Brasil.
A Gávea, nos últimos anos, tem sido a terra da “bruxaria”. Diversidades de performance - para quem não sabe, termo utilizado quando um cavalo alterna inexplicavelmente ótimas e péssimas atuações em páreos semelhantes – casos de doping, julgamentos incoerentes da comissão de corridas, tudo isto tem sido comum por lá. Sem falar no famoso Stud, o maior da Gávea em número de animais, que corre três ou quatro cavalos em páreo de seis competidores, já que utiliza um Stud “laranja” – e os cavalos mudam do Stud A para o B a cada semana, não precisa dizer que cada dia ganha um diferente...
A segunda prova da Tríplice Coroa, versão machos e fêmeas – respectivamente GP Francisco Eduardo de Paula Machado e GP Diana – acabou sendo a “cereja do bolo”, ou as cerejas, já que proporcionou dois momentos inesquecíveis, no pior sentido possível. No páreo das fêmeas (a foto é da chegada, com Right Idea vencendo), a favorita, invicta na grama e recordista dos 1.400 metros, Rubia Del Rio, ao iniciar a sua atropelada em busca de mais uma vitória, sofreu grave fratura no curvilhão direito, dando infeliz razão aos que reclamam do péssimo estado da pista de grama carioca. Não tenho a mesma certeza de muitos, que Rubia Del Rio (a número 1 da foto) tinha ação de ganhadora, mas isto é que menos importa. O fato é que a craque está inutilizada para as corridas, e a decisão de não mais fechar a pista de grama duas vezes por ano (acontecia durante os quinze dias anteriores ao GP Brasil, e por 45 dias no início do verão) para reformas vai tornando os acidentes cada vez mais comuns – um dos melhores potros da mesma geração, Do Canadá, também já havia encerrado campanha depois de “mancar” em outubro passado.
No páreo dos machos, a Comissão de Corridas mais imprevisível do Brasil tomou uma decisão inédita na Gávea: transferir uma prova de Grupo 1, que poderia encaminhar a tríplice coroa de Joe Bravo, para a pista de areia, em função das chuvas. Cabe, é claro, o parêntesis que isto ocorre em muitos hipódromos do mundo. Em Cidade Jardim, várias provas de Grupo 1 mudaram de pista, mas sempre dentro de um padrão pré-estabelecido. Na história do hipódromo carioca, não existe registro de tal transferência. A Comissão, ao constatar a medida do penetrômetro (aparelho que mede a quantidade de água na pista) em 120, decidiu pela transferência. Em novembro passado, com a mesma medição, decidiu manter duas provas de Grupo 2 na grama – vai entender...
O fato é que Joe Bravo acabou sendo retirado, já que rende muito menos na areia, e a Gávea ficou sem tríplice coroado, mais uma vez. Ruim para seu proprietário, mas também um mau negócio para o turfe, que perdeu a chance de ganhar um possível ídolo, que divulgasse o esporte para o grande público. Quem sabe em 2009...

quinta-feira, 13 de março de 2008

Festa Inglesa


Esperei o jogo atrasado entre Inter de Milão e Liverpool para comentar as oitavas da Champions League. O resultado foi uma festa inglesa – se o sorteio das quartas ajudar, poderemos ter uma inédita semifinal 100% britânica.
Dos confrontos que eu não vi, a maior surpresa foi o Fenerbahce, derrubando um favoritismo de 1,36 do Sevilha. Depois de vencer por 3x2 em casa, e eu dizer aqui que achava pouco, levou os mesmos 3x2 na volta e ganhou nos pênaltis. Nos outros confrontos que eu não assisti, o Schalke 04 também eliminou o Porto nos pênaltis, e Barcelona e Manchester confirmaram seus amplos favoritismos – o último, segundo comentários, jogando apenas “para o gasto”.
Vi apenas os jogos de volta em outros dois confrontos. O Chelsea, talvez a maior barbada das oitavas, depois de 0x0 na ida, considerado pelo seu treinador “a pior partida da temporada”, passou fácil pelo Olympiakos – 3x0 ao natural em casa. Gostei do que vi, uma equipe mantém apenas Makelele fixo como volante no meio, e usa Lampard e Ballack alternando as funções de armação e combate. Chega fácil na frente sem correr muito risco atrás. Quero ver contra um adversário mais forte.
O Roma surpreendeu o Real Madrid com duas vitórias por 2x1, e mereceu a classificação pelo jogo de volta, que dominou totalmente. Destaque para o montenegrino Vucinic, que entrou no segundo tempo e acabou com o jogo.
Nos confrontos em que assisti a ida e a volta, um baile tático dos ingleses nos italianos.
O Milan, depois de escapar da derrota em Londres, tomou um banho de bola em casa de um Arsenal que jogou com apenas um atacante fixo, Adebayor, fazendo o papel de pivô para a chegada de trás dos jogadores de meio. Os ingleses dominaram o meio de campo e a posse da bola, enquanto os italianos apelaram para a ligação direta e, mesmo tendo dois volantes exclusivamente de marcação (Gattuso e Ambrosini), não conseguiram “achar” Fábregas e cia. Aos 25 do segundo tempo, vendo que o seu domínio não era traduzido no gol da classificação, Arsene Wenger tirou um dos meio-campistas (Eboue) e colocou o atacante Walcott aberto na direita, nas costas do cansado – já é quarentão – Maldini. Por ali, saiu o segundo gol, já que o primeiro havia sido um chute espetacular do já citado Fábregas, da intermediária. Justiça à equipe que dominou os dois jogos.
No outro duelo anglo-italiano, a badalada Inter de Milão, cantada em prosa e verso como uma das favoritas ao título europeu, começou a perder a classificação quando anunciou a escalação para o jogo de ida com o Liverpool. Roberto Mancini talvez tenha escutado que “os ingleses sempre jogam com duas linhas de quatro”, e resolveu fazer as suas próprias “duas linhas”, a mais adiantada com quatro volantes! Já estava dominado e sem articulação no meio, obrigando Ibrahimovic a buscar jogo no círculo central, quando teve Materazzi expulso aos 29 do primeiro tempo. Aí, a Inter entrou para dentro do próprio gol, resistiu até os 39 do segundo, mas acabou voltando para casa com um 2x0 na cola.
Na jogo de terça, em Milão, as soluções de Mancini foram novamente pobres. O francês Vieira, incluído para melhorar o toque de bola do meio de campo, mostrou que é quase ex-atleta. Como o sérvio Stankovic mais uma vez não jogou nada, a Inter voltou a não ter articulação. Só nos lampejos do Ibrahimovic, conseguiu ter duas chances claríssimas, uma com o próprio, a outra com jogada dele para Julio Cruz chutar para fora ao invés de colocar Stankovic sem goleiro na frente do gol. Quando o Liverpool fez o gol, aos 18 do segundo (na foto, Fernando Torres comemorando), depois do Maycon entregar a bola ao sair jogando, já era espantoso que Mancini não tivesse mexido na equipe, o que ele só foi fazer aos 31, trocando o vaiadíssimo Vieira por um volante, o português Pelé.
Em resumo, os técnicos italianos Mancini e Ancelotti mostraram mais uma vez a veia retranqueira e a pobreza de idéias que os caracteriza, sendo “escovados” pelos “ingleses” Rafa Benitez e Arsene Wenger – espanhol e francês, respectivamente.
Amanhã, depois do sorteio das chaves, dou o meu parecer para as quartas – nas oitavas, as duas acumuladas que eu fiz acabaram empatando, a mais conservadora (Chelsea – Barcelona – Manchester) pagando o prejuízo da outra, que incluía a Inter de Milão.

terça-feira, 4 de março de 2008

Decisões na Europa


Hoje, começam os jogos de volta das oitavas na Liga dos Campeões da Europa, com 4 jogos. O gabarito é o seguinte:
Milan x Arsenal – após o 0x0 da ida, a disputa continua equilibradíssima. Claro que o Milan, precisando da vitória simples em casa, tem um leve favoritismo, mas pode ser surpreendido pelos ingleses, que jogaram melhor e deixaram de abrir vantagem em Londres, contra um Milan excessivamente recuado – contei seis chances claras de gol, a última, com Adebayor, nos descontos, cabeceando sem goleiro e acertando a trave. O principal risco para o Milan é justamente ter que jogar de forma mais ofensiva, coisa que a equipe italiana não está acostumada. Para hoje, ao contrário do habitual, está escalado com Pato e Inzaghi na frente – normalmente, utiliza apenas um atacante. A vitória dos italianos dependerá do novo esquema funcionar, e para isto, dependerá muito de Kaká e Pirlo – o último, além da má fase, foi muito marcado na ida, e não conseguiu fazer o jogo do Milan “andar”. Resumindo, continuo em cima do muro.
Barcelona x Celtic – Pouco a comentar. Pelo resultado da ida (3x2 para os espanhóis) e, principalmente, pela diferença de qualidade, o Barca é grande barbada.
Sevilha x Fenerbahce – destaquei aqui a possibilidade que os turcos teriam de abrir vantagem em casa, mas esta acabou sendo pequena – 3x2, apenas. Na Espanha, e com uma zaga inconfiável – Edu Dracena já bateu o recorde de gols contra em uma mesma edição da Champions – os turcos não vão resistir.
Manchester United x Lyon – O empate com gols fora de casa encaminhou bem a classificação dos ingleses, que andam poupando titulares no Campeonato Inglês para focar energias na Champions, que não vencem desde 99. O Lyon, mais uma vez, vai mostrar que sua soberania se limita aos gramados da França.
Amanhã, temos:
Chelsea x Olympiakos – Empatando fora, o Chelsea também encaminhou fortemente a sua classificação. Como não vi nada do jogo, apenas mantenho a opinião de que o favoritismo dos ingleses é muito grande.
Real Madrid x Roma – a Roma abriu pequena vantagem, e o comentário geral de quem assistiu ao jogo foi de que a vitória de 2x1 dos italianos foi injusta, o Real jogou melhor. Em casa, o time espanhol, agora com Robinho de volta, deve avançar mais uma vez.
Porto x Schalke 04 – Os alemães ganharam de 1x0, que é um belo placar em mata-mata equilibrado. Outro confronto duríssimo.Sobre Inter de Milão x Liverpool, que será apenas na semana que vem, falo depois, porque o assunto é extenso – adianto que a dupla Mancini (treinador) e Matterazzi (o amigo do Zidane) entregou a classificação no sonhado título europeu do centenário...

domingo, 2 de março de 2008

O Chororô e a Bomba

O choro é livre, esta semana provou. O Botafogo perdeu mais uma partida decisiva e chorou, botou a culpa no juiz, coitado, que deu um pênalti em que o Fabio Luciano estava com a camiseta quase sendo arrancada pelo pescoço, que expulsou o Lucio Flávio, que já tinha amarelo e fez falta por traz...
Aí veio o Souza, que fez o gol e chorou, mas nem precisava apimentar mais a discussão, porque o Maracanã inteiro já cantava o Chororô – para quem não viu, aí está o vídeo...
Hoje, foi o Valdívia que fez gol e “chorou”, explicando que não agüentava mais ser chamado de chorão. E tem comentarista, como o Márcio Guedes, que fala que a provocação do Souza é um desrespeito, que passou dos limites. O limite excedido é o da bomba que arrancou a mão do aposentado em Criciúma – está no Youtube, imagens fortes. Isto sim é falta de limite. Enquanto o futebol tiver o espírito do Souza, e não o de quem vai para o estádio para jogar uma bomba – já vi de bem perto um torcedor morrer assim – tá tudo bem.Valeu o bom humor do Souza – até porque já deu um Gauchão pro Inter com dois gols na prorrogação...