Apenas para deixar registrado: com esta escalação, o Manchester vai levar uma goleada.
Depois explico melhor.
sábado, 28 de maio de 2011
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Novo Fenômeno
Frankel é o assunto do momento no turfe mundial. Sábado passado, ele arrasou a parceira nas 2000 Guineas inglesas de uma forma impressionante – o vídeo está aí abaixo. A vantagem de 6 corpos no disco de chegada foi a segunda maior da história da carreira, segundo o Ninho do Albatroz., confimando um favoritismo de 1,50 - desde 1974, este clássico não tinha favoritos de menos de 2 por 1.
A dúvida agora é se ele vai ao Derby de Epsom, para depois tentar o Arco do Triunfo, ou se fica ao redor da milha. Vários comentaristas acharam que Frankel chegou cansado – ainda não consegui descobrir as parciais do páreo – e que teria dificuldades nos 2400 metros, principalmente correndo de frente, pressionado por pacemakers.
Segundo seu treinador Henry Cecil, ele diminuiu no final por “estar com sono”, dada a falta de adversários. Para correr o Derby, no entanto, Cecil acredita ser necessário testar o craque no Dante Stakes, tradicional prova preparatória em 2000 metros que acontecerá na próxima quinta, proporcionando, portanto, apenas 12 dias de breve descanso a Frankel – parece realmente uma aventura ousada.
Caso desista do Derby, o futuro de Frankel deve ser triturar os rivais nas provas de meia distância do calendário inglês – St. James Palace (junho), Falmouth Stakes (julho), Sussex Stakes (agosto) – e atravessar o atlântico para a consagração na Breeders Cup, Mile ou Classic.
Seja qual for o direcionamento da campanha, o nome do craque já está gravado na história do turfe inglês. Agora é tentar conquistar o mundo.
A dúvida agora é se ele vai ao Derby de Epsom, para depois tentar o Arco do Triunfo, ou se fica ao redor da milha. Vários comentaristas acharam que Frankel chegou cansado – ainda não consegui descobrir as parciais do páreo – e que teria dificuldades nos 2400 metros, principalmente correndo de frente, pressionado por pacemakers.
Segundo seu treinador Henry Cecil, ele diminuiu no final por “estar com sono”, dada a falta de adversários. Para correr o Derby, no entanto, Cecil acredita ser necessário testar o craque no Dante Stakes, tradicional prova preparatória em 2000 metros que acontecerá na próxima quinta, proporcionando, portanto, apenas 12 dias de breve descanso a Frankel – parece realmente uma aventura ousada.
Caso desista do Derby, o futuro de Frankel deve ser triturar os rivais nas provas de meia distância do calendário inglês – St. James Palace (junho), Falmouth Stakes (julho), Sussex Stakes (agosto) – e atravessar o atlântico para a consagração na Breeders Cup, Mile ou Classic.
Seja qual for o direcionamento da campanha, o nome do craque já está gravado na história do turfe inglês. Agora é tentar conquistar o mundo.
sábado, 16 de abril de 2011
Onze de Setembro no Poker Online
O poker online viveu ontem seu onze de setembro com a notícia do bloqueio pelo FBI dos seus principais sites - Poker Stars, Full Tilt e Absolute Poker/UB. A medida faz parte de um processo judicial que acusa os donos dos sites de lavagem de dinheiro e fraudes contra o sistema financeiro para continuar processando os depósitos e saques de jogadores americanos, que teoricamente teriam que estar impossibilitados de jogar desde 2006, data da criação da UIGEA, lei americana anti-apostas online. Além do bloqueio dos domínios, foi também pedida a prisão dos responsáveis pelos sites, embora a maioria deles não viva nos Estados Unidos, e o bloqueio das contas bancárias das empresas em 14 países. Aqui no Brasil, a notícia provocou uma corrida dos jogadores para sacar seus saldos. Quem foi mais rápido conseguiu, quem demorou mais teve seus pedidos negados. Os doleiros online, aproveitando a onda de pessimismo, estavam comprando os dólares virtuais na base do 1 por 1. A parte mais bombástica da notícia é a estratégia inteligente do FBI, fugindo da discussão se o poker é ou não jogo de azar (gambling), ou da velha questão das liberdades individuais garantidas pela constituição americana, para centrar seu ataque em crimes comuns contra o sistema financeiro, o que na prática pode acarretar o fechamento dos sites acusados e um baque de credibilidade no poker online em geral. O fim da história deve ser um acordo entre o governo americano e os sites, a regulamentação do jogo online (poker incluído), com a sua consequente geração de impostos, mas com o fechamento do mercado americano para o resto do mundo e vice-versa. Por enquanto, o clima é de apreensão entre as centenas de milhares do jogadores pelo mundo.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Abu Deu Tri

O sonho do bicampeonato mundial acabou precocemente para os colorados, e a Inter de Milão fez o básico, impondo sua maior qualidade e o peso da sua camiseta contra coreanos e congoleses, conquistando assim seu sonhado tri mundial, já que o bi estava em um lugar distante na memória, há 35 anos – neste meio tempo, o rival Milan ganhou cinco Champions e três mundiais.
Sobre a derrota do Inter de Porto Alegre, muito já foi falado, entre opinões acertadas e algumas besteiras. Até a festa no embarque rumo aos Emirados já levou a culpa, em palpite do ex-colorado Lúcio, que além de infelicidade, demonstrou ignorância história, já que em 2006 a mesma manifestação foi saudada como “energia positiva” para o time.
O Inter não perdeu por salto alto ou menosprezo, talvez o único fator psicológico que tenha influenciado tenha sido o nervosismo após levar o primeiro gol. Na verdade, o Inter “confirmou seus trabalhos”, atuando no Mundial da mesma forma que em seus últimos jogos no Brasileiro: com posse de bola, mas extrema dificuldade de concluir e fazer gols; com problemas defensivos visíveis, do goleiro que não defende um único chute razoavelmente perigoso à dupla de zaga lenta e pesada, passando pela insegurança das bolas nas costas do Nei. O Inter que enfrentou o Mazembe não foi diferente do que perdeu para o Avaí ou empatou com o Vitória em pleno Beira Rio, mas o “planejamento” da Diretoria e Comissão Técnica varreu sistematicamente os problemas para baixo do tapete, e os defeitos apareceram no momento mais inesperado.
Claro que todo este post poderia ser diferente se o Sobis aproveita aquela chance clara no início do jogo, ou se o Giuliano empata na metade do segundo tempo, mas qualquer competição funciona da mesma maneira: os mais preparados sempre estarão mais perto da vitória do que aqueles que cometeram erros na sua preparação. Quem faz tudo 100% certo, pode perder um jogo ou um título, mas quem deixa de fazer o seu 100%, certamente perde com muito mais freqüência.
Sobre a derrota do Inter de Porto Alegre, muito já foi falado, entre opinões acertadas e algumas besteiras. Até a festa no embarque rumo aos Emirados já levou a culpa, em palpite do ex-colorado Lúcio, que além de infelicidade, demonstrou ignorância história, já que em 2006 a mesma manifestação foi saudada como “energia positiva” para o time.
O Inter não perdeu por salto alto ou menosprezo, talvez o único fator psicológico que tenha influenciado tenha sido o nervosismo após levar o primeiro gol. Na verdade, o Inter “confirmou seus trabalhos”, atuando no Mundial da mesma forma que em seus últimos jogos no Brasileiro: com posse de bola, mas extrema dificuldade de concluir e fazer gols; com problemas defensivos visíveis, do goleiro que não defende um único chute razoavelmente perigoso à dupla de zaga lenta e pesada, passando pela insegurança das bolas nas costas do Nei. O Inter que enfrentou o Mazembe não foi diferente do que perdeu para o Avaí ou empatou com o Vitória em pleno Beira Rio, mas o “planejamento” da Diretoria e Comissão Técnica varreu sistematicamente os problemas para baixo do tapete, e os defeitos apareceram no momento mais inesperado.
Claro que todo este post poderia ser diferente se o Sobis aproveita aquela chance clara no início do jogo, ou se o Giuliano empata na metade do segundo tempo, mas qualquer competição funciona da mesma maneira: os mais preparados sempre estarão mais perto da vitória do que aqueles que cometeram erros na sua preparação. Quem faz tudo 100% certo, pode perder um jogo ou um título, mas quem deixa de fazer o seu 100%, certamente perde com muito mais freqüência.
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terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Chegou a Hora
O Mundial de Clubes começa para o Inter daqui a pouco. Pelo pouco que vi do Mazembe (uma parte do segundo tempo), parece ser um adversário forte fisicamente, mas muito ingênuo e limitado tecnicamente. As estréias dos sulamericanos nunca costumam ser tranquilas, mas acho que a do Inter deve ser excessão a essa regra.
Neste momento, o filme de 2006 está passando na cabeça. Espero que 2010 também deixe grandes lembranças, como a do vídeo abaixo - estádio de Yokohama, minutos antes de começar Inter x Barcelona, o clima era este...
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Quase...

Faltou muito pouco para Zenyatta. Ela veio voando, mas não alcançou Blame, que acabou confirmando os comentários pré-páreo que o apontavam como maior adversário da campeã. Mike Smith chorou e se culpou – se o blog fosse em inglês, dava pra fazer um trocadilho mais direto – mas não me parece ter sido dele a responsabilidade pela derrota. Zenyatta simplesmente não chegou a tempo, um risco que ela e Mike Smith correram várias vezes, um risco que qualquer animal atropelador sempre irá correr.
A derrota não desmerece em nada a campeã, e já existe uma campanha para reparar a injustiça do ano passado e coroar Zenyatta horse of the year, apesar do berro antecipado do proprietário de Blame. A BC Classic de 2010 foi a carreira em que eu mais torci sem estar envolvido como proprietário ou amigo de algum envolvido. Infelizmente, não deu, e a imagem de Zenyatta engolindo a raia, mas Blame resistindo, foi tão marcante que tive que consultar o resultado para lembrar quem foi terceiro (Fly Down), já que Lookin At Lucky, que mostrou a cara na reta, acabou em quarto, e Quality Road nem ligeiro foi.
A derrota não desmerece em nada a campeã, e já existe uma campanha para reparar a injustiça do ano passado e coroar Zenyatta horse of the year, apesar do berro antecipado do proprietário de Blame. A BC Classic de 2010 foi a carreira em que eu mais torci sem estar envolvido como proprietário ou amigo de algum envolvido. Infelizmente, não deu, e a imagem de Zenyatta engolindo a raia, mas Blame resistindo, foi tão marcante que tive que consultar o resultado para lembrar quem foi terceiro (Fly Down), já que Lookin At Lucky, que mostrou a cara na reta, acabou em quarto, e Quality Road nem ligeiro foi.
A história do turfe está repleta de grandes craques que um dia perderam, pelos mais variados motivos. Zenyatta agora se junta a eles.
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Goldikova Tri

Na metade da curva, parecia que ela estava um pouco longe dos ponteiros, e Oliver Peslier já estava tendo que se mexer. A possibilidade de fracasso sumiu da cabeça de todos logo na entrada da reta, quando Goldikova “largou dali” e destruiu a parceria. Ganhou na hora e da forma que quis, marcando ainda mais seu lugar na história. Gio Ponti veio no final para fazer segundo – corre muito, mas deu azar de pegar Zenyatta pela frente num ano, e Goldikova no outro. O terceiro foi de The Usual Q.T. e o quarto foi de Paco Boy, que corria bastante no final, mas nunca ameaçou a dupla.
Antes do clímax da BC, ainda houve a Mile vencida por Dakota Phone, uma pule de 38,70, que livrou um focinho gordo sobre Morning Line. Uma surpresa, considerando que a campanha do ganhador era toda construída no sintético. O terceiro foi de Gayego, e o favorito Tizway correu pouco.
A BC Turf não contou com o favorito Workforce, ficando reduzida a 7 competidores. A explicação oficial foi o estado muito duro da pista, mas dizem que o pessoal da Juddmonte preferiu não expor um ganhador de Epsom Derby e Arco do Triunfo a um possível fracasso, já que ele dava mostras de ter sentido a viagem. Ganhou então outro europeu, Dangerous Midge, de currículo ainda modesto (apenas um Grupo 3), mas que vinha evoluindo, na boa direção de Lanfranco Dettori. Champ Pegasus foi o segundo, e Behkabad, alçado à condição de favorito, não passou de terceiro.
Antes do clímax da BC, ainda houve a Mile vencida por Dakota Phone, uma pule de 38,70, que livrou um focinho gordo sobre Morning Line. Uma surpresa, considerando que a campanha do ganhador era toda construída no sintético. O terceiro foi de Gayego, e o favorito Tizway correu pouco.
A BC Turf não contou com o favorito Workforce, ficando reduzida a 7 competidores. A explicação oficial foi o estado muito duro da pista, mas dizem que o pessoal da Juddmonte preferiu não expor um ganhador de Epsom Derby e Arco do Triunfo a um possível fracasso, já que ele dava mostras de ter sentido a viagem. Ganhou então outro europeu, Dangerous Midge, de currículo ainda modesto (apenas um Grupo 3), mas que vinha evoluindo, na boa direção de Lanfranco Dettori. Champ Pegasus foi o segundo, e Behkabad, alçado à condição de favorito, não passou de terceiro.
O maior momento da Breeders Cup ainda estava por vir.
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sábado, 6 de novembro de 2010
Primeiro Show

Se Uncle Mo era uma bela promessa, agora é uma indiscutível realidade. Fácil ganhador da BC Juvenile, já garantiu o Eclipse Award de melhor dois anos, e o favoritismo antecipado para o Kentucky Derby. Acompanhando com facilidade o train movido por Riveting Reason, com seu jóquei John Velásquez olhando para trás, o favorito entrou na reta dominando e tirou para longe de Boys At Tosconova, que igualmente chegou bem na frente dos demais na briga pela dupla. O terceiro foi Rogue Romance, com Biondetti em quarto.
A tarde da Breeders Cup já tem o seu primeiro show.
As Sprints

As versões areia e grama da BC Sprint acabaram sendo diferentes no seu desfecho. Na areia, ganhou de ponta a ponta Big Drama (foto), acertando bem a pisada na baliza 1 e não sendo realmente ameaçado no percurso. Seus escoltantes acabaram sendo, pela ordem, Hamazing Destiny, Smiling Tiger e Supreme Summit. O favorito Girolamo não conseguia acompanhar o train, e abandonou o páreo na metade da reta. Kinsale King, conforme comentado, não visto em carreira no dirt.
Na Turf Sprint, vitória de Chamberlain Bridge, a sua primeira em provas de grupo, em fortíssima arremetida nos últimos 200 metros. Central City, que comandou as ações, acabou na dupla, depois de resistir aos ataques de Bridgetown, que deu impressão e cansou, acabando em quarto (o terceiro foi Unzip Me). Os tordilhos que eu havia comentado, Silver Timber e California Flag, chegaram no meio do bolo, com o primeiro tendo reta infeliz – com mais sorte, poderia ter brigado pela dupla.
Na Turf Sprint, vitória de Chamberlain Bridge, a sua primeira em provas de grupo, em fortíssima arremetida nos últimos 200 metros. Central City, que comandou as ações, acabou na dupla, depois de resistir aos ataques de Bridgetown, que deu impressão e cansou, acabando em quarto (o terceiro foi Unzip Me). Os tordilhos que eu havia comentado, Silver Timber e California Flag, chegaram no meio do bolo, com o primeiro tendo reta infeliz – com mais sorte, poderia ter brigado pela dupla.
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Juvenile Turf 2010

Nada de europeus, a Juvenile Turf ficou nos Estados Unidos, na fantástica atropelada de Pluck, corrido longe na última colocação por Garret Gomez. Em segundo, Soldat, que avançou pelas balizas internas. Willcox Inn foi terceiro e Madman Diaries, que ponteou até a entrada da reta, o quarto.A curiosidade é que os dois ganhadores das Juvenile Turf – Pluck e More Than Real – são da mesma cocheira e vinham trabalhando de parelha.
Dia Histórico

Hoje, Churchill Downs será palco de mais um capítulo da história do turfe, certamente um dos mais memoráveis, por bem ou por mal. Zenyatta e Goldikova estarão buscando a consagração, e suas eventuais derrotas serão igualmente lembradas por anos.
A tarde da Breeders Cup começa com a Juvenile Turf, carreira de prognóstico dificílimo. Eu ia até pular e começar os comentários no páreo seguinte, mas por obrigação vou usar uma lógica simplista: grama é pista para europeu, e o melhor deles parece ser Master Of Hounds, terceiro no Racing Post Trophy, principal carreira de potros da Inglaterra. As BC Juvenile, no entanto, costumam ser bem mais complicadas do que isso, especialmente as da grama.
A seguir, uma BC Sprint também difícil. Big Drama vem de dois segundos importantes, mas segundo os handicapers americanos, a baliza um tem baixo índice de ganhadores nos 1200 areia de Churchill Downs. Ao lado dele, irá partir Girolamo, da Godolphin, que curiosamente foi extendido da milha para a BC Classic no ano passado, mas depois parou e reapareceu dez meses depois em distâncias curtas. Vem de ganhar o Vosburgh em Belmont, o que certamente o credencia como força da prova. Inscrição curiosa aqui é a de Kinsale King, ganhador da Dubai Golden Shaheen em março, e que depois foi à Inglaterra tentar fortíssimas disputas na grama, tendo chegado em terceiro no Golden Jubilee em Royal Ascot, fracassando a seguir na July Cup. Como sua campanha anterior em solo americano era toda no sintético, parece estranho que ele não esteja na Turf Sprint.
A prova dos velocistas de grama, na seqüência, é outra pedreira para indicar alguma coisa. Silver Timber parece ter leve destaque, mas convém não desprezar o atual campeão California Flag, mesmo com seu fracasso na última.
A BC Juvenile promete uma demonstração de grande classe. Falam maravilhas de Uncle Mo, que impressionou nas suas duas vitórias, entre elas o Champagne Stakes em Belmont. Ele terá que provar que corre de verdade, pois terá em Boys At Tosconova, ganhador do Hopeful em Saratoga, um forte rival. J. B.´s Thunder, que também já tem grupo 1 na ficha, é outro que merece respeito. Vindo de vencer o Criterium de Milão, Biondetti, da Godolphin, é outra possível surpresa. Quero ver também como se sairá o campeão peruano Murjan, apesar de entender que ele terá tudo (mudança de hemisfério, de trem de carreira, de turma) contra.
Chegaremos, então, à BC Mile. Impossível marcar contra o tri de Goldikova (foto). Impossível torcer contra ela, sendo um turfista admirador de craques. O páreo terá, no entanto, um campo altamente qualificado, a começar por Gio Ponti, segundo na Classic em 2009, e que preferiu brigar pela vitória na grama. Tem também Paco Boy, excelente milheiro europeu, mas freguês da estrela da carreira. Importante citar também Sidney´s Candy, que depois de fracassar no Kentucky Derby (quando era um dos favoritos), voltou a correr bem e vem de vitória em grupo 2, e a égua Proviso, que talvez tenha fugido da Filly & Mare Turf pela distância (suas vitórias tem sido ao redor da milha), e acabou pegando a pior baliza em uma turma de primeiríssima.
A Dirt Mile também promete equilíbrio. Tizway, que vem de duas ótimas carreiras em Belmont, é o retrospecto. Here Comes Bem vem de quatro seguidas, a última em grupo 1. Gayego e Crown Of Thorns que brigaram pela vitória na Sprint passada, merecem consideração, apesar do pupilo da Godolphin parecer estar declinando, e o C.O.T. ter campanha baseada no sintético. Ainda convém considerar Morning Line e, como pensamento mágico, Mine That Bird, que não vence desde que surpreendeu o mundo do turfe no Kentucky Derby do ano passado.
A tarde da Breeders Cup começa com a Juvenile Turf, carreira de prognóstico dificílimo. Eu ia até pular e começar os comentários no páreo seguinte, mas por obrigação vou usar uma lógica simplista: grama é pista para europeu, e o melhor deles parece ser Master Of Hounds, terceiro no Racing Post Trophy, principal carreira de potros da Inglaterra. As BC Juvenile, no entanto, costumam ser bem mais complicadas do que isso, especialmente as da grama.
A seguir, uma BC Sprint também difícil. Big Drama vem de dois segundos importantes, mas segundo os handicapers americanos, a baliza um tem baixo índice de ganhadores nos 1200 areia de Churchill Downs. Ao lado dele, irá partir Girolamo, da Godolphin, que curiosamente foi extendido da milha para a BC Classic no ano passado, mas depois parou e reapareceu dez meses depois em distâncias curtas. Vem de ganhar o Vosburgh em Belmont, o que certamente o credencia como força da prova. Inscrição curiosa aqui é a de Kinsale King, ganhador da Dubai Golden Shaheen em março, e que depois foi à Inglaterra tentar fortíssimas disputas na grama, tendo chegado em terceiro no Golden Jubilee em Royal Ascot, fracassando a seguir na July Cup. Como sua campanha anterior em solo americano era toda no sintético, parece estranho que ele não esteja na Turf Sprint.
A prova dos velocistas de grama, na seqüência, é outra pedreira para indicar alguma coisa. Silver Timber parece ter leve destaque, mas convém não desprezar o atual campeão California Flag, mesmo com seu fracasso na última.
A BC Juvenile promete uma demonstração de grande classe. Falam maravilhas de Uncle Mo, que impressionou nas suas duas vitórias, entre elas o Champagne Stakes em Belmont. Ele terá que provar que corre de verdade, pois terá em Boys At Tosconova, ganhador do Hopeful em Saratoga, um forte rival. J. B.´s Thunder, que também já tem grupo 1 na ficha, é outro que merece respeito. Vindo de vencer o Criterium de Milão, Biondetti, da Godolphin, é outra possível surpresa. Quero ver também como se sairá o campeão peruano Murjan, apesar de entender que ele terá tudo (mudança de hemisfério, de trem de carreira, de turma) contra.
Chegaremos, então, à BC Mile. Impossível marcar contra o tri de Goldikova (foto). Impossível torcer contra ela, sendo um turfista admirador de craques. O páreo terá, no entanto, um campo altamente qualificado, a começar por Gio Ponti, segundo na Classic em 2009, e que preferiu brigar pela vitória na grama. Tem também Paco Boy, excelente milheiro europeu, mas freguês da estrela da carreira. Importante citar também Sidney´s Candy, que depois de fracassar no Kentucky Derby (quando era um dos favoritos), voltou a correr bem e vem de vitória em grupo 2, e a égua Proviso, que talvez tenha fugido da Filly & Mare Turf pela distância (suas vitórias tem sido ao redor da milha), e acabou pegando a pior baliza em uma turma de primeiríssima.
A Dirt Mile também promete equilíbrio. Tizway, que vem de duas ótimas carreiras em Belmont, é o retrospecto. Here Comes Bem vem de quatro seguidas, a última em grupo 1. Gayego e Crown Of Thorns que brigaram pela vitória na Sprint passada, merecem consideração, apesar do pupilo da Godolphin parecer estar declinando, e o C.O.T. ter campanha baseada no sintético. Ainda convém considerar Morning Line e, como pensamento mágico, Mine That Bird, que não vence desde que surpreendeu o mundo do turfe no Kentucky Derby do ano passado.
A BC Turf é, ao mesmo tempo, fácil e difícil de marcar. Se prevalecer a categoria, ganha Workforce, secundado por Behkabad. Os dois no entanto, acabam de correr um extenuante Arco do Triunfo, e principalmente o favorito já parece ter dado mostras de não gostar de correr em intervalos apertados de tempo. O problema é que sair desta dupla, em páreo de apenas oito, é tarefa difícil. Debussy, outro que tem categoria, veio do velho continente ganhar o Arlington Million, voltou para Newmarket, correu o Champion Stakes em 16/10 (foi terceiro), e vinte dias depois, está inscrito em Churchill Downs. Desculpe, mas cavalo não é comissário de bordo. Entre os americanos, não dá para procurar muita classe, mas Champ Pegasus deve ser o que vai chegar.
Chega, então, o grande momento: Zenyatta em busca da consagração definitiva. Difícil precisar o que significam suas vitórias apertadas contra as fêmeas. Parece que ela corre somente o necessário para ganhar, e vai precisar superar um campo mais forte e uma reta mais curta. Vou torcer por ela. Seu principal inimigo parece ser Quality Road, o cavalo do train violentíssimo e dos recordes, que deve largar comandando as ações da baliza 1. Bem por fora, larga outro candidato, o badalado Lookin At Lucky, que não levou a última Juvenile por má direção de Garret Gomez, barrado depois do percurso acidentado do Kentucky Derby. Com Martin Garcia up, L.A.L. não perdeu mais, levando o Preakness, o Haskell e o Indiana Derby. Por puro palpite, eu não acredito muito nele. Convém lembrar de Blame, que vem de bater Quality Road no Whitney, e de Haynesfield, que vem de vencer Blame no Jockey Club Gold Cup.
É um festival de classe absoluta. Tomara que seja também o dia da consagração de Zenyatta. Ela merece.
Chega, então, o grande momento: Zenyatta em busca da consagração definitiva. Difícil precisar o que significam suas vitórias apertadas contra as fêmeas. Parece que ela corre somente o necessário para ganhar, e vai precisar superar um campo mais forte e uma reta mais curta. Vou torcer por ela. Seu principal inimigo parece ser Quality Road, o cavalo do train violentíssimo e dos recordes, que deve largar comandando as ações da baliza 1. Bem por fora, larga outro candidato, o badalado Lookin At Lucky, que não levou a última Juvenile por má direção de Garret Gomez, barrado depois do percurso acidentado do Kentucky Derby. Com Martin Garcia up, L.A.L. não perdeu mais, levando o Preakness, o Haskell e o Indiana Derby. Por puro palpite, eu não acredito muito nele. Convém lembrar de Blame, que vem de bater Quality Road no Whitney, e de Haynesfield, que vem de vencer Blame no Jockey Club Gold Cup.
É um festival de classe absoluta. Tomara que seja também o dia da consagração de Zenyatta. Ela merece.
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O Dia das Fêmeas

Era um dia de favoritonas: Midday, considerada a grande barbada do festival na Filly & Mare Turf; Blind Luck, tentando na Ladies Classic o que não conseguiu na Juvenile Fillies do ano passado; Winter Memories defendendo uma curta invencibilidade na Juvenile Fillies Turf; e a tordilha Informed Decision tentando o bi na Filly & Mare Sprint. Decepção para todas, nenhuma levou. No primeiro dia da Breeders Cup, as estrelas previamente destacadas acabaram não brilhando.
Os páreos da BC começaram com a Marathon. Vou concordar com os especialistas: é um páreo sem nenhuma classe, chega a ser um crime o seu ganhador entrar para o rol dos campeões de Breeders Cup. Venceu Eldaafer, com Prince Will I Am cruzando o disco em segundo, mas sendo desclassificado e ficando fora do marcador, pela “tourada” que promoveu na última curva – os americanos, ao contrário dos franceses, punem os prejuízos absurdos. Com isso, Gabriel´s Hill subiu para segundo e A.U. Miner, o mais prejudicado, para terceiro – seu jóquei Calvin Borel ficou tão irritado que partiu pra porrada na repesagem. Na confusão, o brasileiro Alcomo acabou em quinto - havia sido o sexto em carreira – em atuação mediana.
Na Juvenile Fillies Turf, a favoritona Winter Memories perdeu, reclamou e não levou. A vitória ficou com More Than Real, bem conduzida de Garret Gómez, que soube fechar licitamente a porta da favorita na entrada da reta. Mesmo com curvas fechadas, venceu a potranca da baliza 11.
Na Filly & Mare Sprint, decepção total de Informed Decision, que nunca esteve no páreo – na última curva, o narrador chegou a destacar que ela havia ficado para último. Venceu com firmeza Dubai Majesty, que vinha de bater a favorita em Keeneland, levando seus proprietários a pagar uma suplementação de 90 mil dólares para correr a BC.
A Juvenile Fillies, como seria lógico, não tinha uma força destacada. Acabou sendo um duelo entre as duas mais faladas, com Awesome Feather, invicta em 5 atuações em Calder, superando R Heat Lightning depois de uma briga intensa na reta. Segundo o site da BC, a ganhadora chegou a Churchill Downs com o status de melhor potranca da Flórida, e saiu como melhor da América.
Na Filly & Mare Turf, a derrota da favoritona Midday foi definida pelo seu jóquei como “sem desculpas”. Atual campeã da prova, ganhadora dos recentes Yorkshire Oaks e Prix Vermeille (este, no festival do Arco), veio junto com a ganhadora Shared Account (foto), teve pelo menos 300 metros para passar, e acabou perdendo de cabeça. Também agarrada, Keertana chegou em terceiro, com a japonesa Red Desire, a mesma que bateu Glória de Campeão na preparatória da Dubai World Cup, em quarto. A ganhadora foi mais uma bomba na tarde, pule de 47 por 1.
Para encerrar, acabou prevalecendo na Ladies Classic a égua que derrotou Rachel Alexandra em abril, mas que depois disso fez três segundos em Grupo 1, Unrivaled Belle. Muito bem conduzida por Kent Desormeaux, dominou a carreira na entrada da reta e resistiu sem maiores sustos ao tropel final da favorita Blind Luck. O sinal amarelo foi ligado para os atropeladores: a reta de Churchill Downs é mais curta do que muitos estão acostumados.
Amanhã, um show de craques: Zenyatta tentando fazer (mais) história, Goldikova idem, além de Workforce. O sábado promete.
Os páreos da BC começaram com a Marathon. Vou concordar com os especialistas: é um páreo sem nenhuma classe, chega a ser um crime o seu ganhador entrar para o rol dos campeões de Breeders Cup. Venceu Eldaafer, com Prince Will I Am cruzando o disco em segundo, mas sendo desclassificado e ficando fora do marcador, pela “tourada” que promoveu na última curva – os americanos, ao contrário dos franceses, punem os prejuízos absurdos. Com isso, Gabriel´s Hill subiu para segundo e A.U. Miner, o mais prejudicado, para terceiro – seu jóquei Calvin Borel ficou tão irritado que partiu pra porrada na repesagem. Na confusão, o brasileiro Alcomo acabou em quinto - havia sido o sexto em carreira – em atuação mediana.
Na Juvenile Fillies Turf, a favoritona Winter Memories perdeu, reclamou e não levou. A vitória ficou com More Than Real, bem conduzida de Garret Gómez, que soube fechar licitamente a porta da favorita na entrada da reta. Mesmo com curvas fechadas, venceu a potranca da baliza 11.
Na Filly & Mare Sprint, decepção total de Informed Decision, que nunca esteve no páreo – na última curva, o narrador chegou a destacar que ela havia ficado para último. Venceu com firmeza Dubai Majesty, que vinha de bater a favorita em Keeneland, levando seus proprietários a pagar uma suplementação de 90 mil dólares para correr a BC.
A Juvenile Fillies, como seria lógico, não tinha uma força destacada. Acabou sendo um duelo entre as duas mais faladas, com Awesome Feather, invicta em 5 atuações em Calder, superando R Heat Lightning depois de uma briga intensa na reta. Segundo o site da BC, a ganhadora chegou a Churchill Downs com o status de melhor potranca da Flórida, e saiu como melhor da América.
Na Filly & Mare Turf, a derrota da favoritona Midday foi definida pelo seu jóquei como “sem desculpas”. Atual campeã da prova, ganhadora dos recentes Yorkshire Oaks e Prix Vermeille (este, no festival do Arco), veio junto com a ganhadora Shared Account (foto), teve pelo menos 300 metros para passar, e acabou perdendo de cabeça. Também agarrada, Keertana chegou em terceiro, com a japonesa Red Desire, a mesma que bateu Glória de Campeão na preparatória da Dubai World Cup, em quarto. A ganhadora foi mais uma bomba na tarde, pule de 47 por 1.
Para encerrar, acabou prevalecendo na Ladies Classic a égua que derrotou Rachel Alexandra em abril, mas que depois disso fez três segundos em Grupo 1, Unrivaled Belle. Muito bem conduzida por Kent Desormeaux, dominou a carreira na entrada da reta e resistiu sem maiores sustos ao tropel final da favorita Blind Luck. O sinal amarelo foi ligado para os atropeladores: a reta de Churchill Downs é mais curta do que muitos estão acostumados.
Amanhã, um show de craques: Zenyatta tentando fazer (mais) história, Goldikova idem, além de Workforce. O sábado promete.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Breeders Cup 2010

Desta vez, não consegui estudar antes o programa. Dentro de 3 minutos, começa o festival da Breeders Cup 2010, com a Marathon, e a presença do brasileiro Alcomo. No momento, 7 cavalos tem pules parecidas, e Alcomo é um deles.
Mais tarde, comento os páreos - além da presença brasileira, minha curiosidade é ver Blind Luck, favorita derrotada na Juvenile Fillies do ano passado, voltando para tentar a Ladies Classic igualmente como preferida dos analistas. E tem ainda Midday, a grande barbada do festival, nos 2000 grama...
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terça-feira, 19 de outubro de 2010
Arbitragem Africana
Nas semifinais da Liga dos Campeões Africana, o egípcio Al Ahly acabou eliminado pelo Esperance Tunis, da Tunísa, ao perder por 1x0 fora de casa, depois de ter ganho por 2x1 no Egito. O gol mostra que arbitragens catastróficas são rotina no mundo inteiro, com a conivência lamentável da Fifa e da International Board.
O fato curioso é que os sites africanos que pesquisei não fazem nenhuma referência ao fato do gol decisivo ter sido claramente com a mão. Apenas no site da BBC encontrei a notícia do protesto egípcio à CAF (Confederação Africana de Futebol), que obviamente não irá adiantar nada.
A decisão será entre o Esperance e o Mazembe, do Congo, atual campeão.
O fato curioso é que os sites africanos que pesquisei não fazem nenhuma referência ao fato do gol decisivo ter sido claramente com a mão. Apenas no site da BBC encontrei a notícia do protesto egípcio à CAF (Confederação Africana de Futebol), que obviamente não irá adiantar nada.
A decisão será entre o Esperance e o Mazembe, do Congo, atual campeão.
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segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Goldikova

Foi um fim de semana de shows nas pistas, e a vitória de Goldikova no Prix de La Foret foi um deles. E diziam que ela não gostava muito da pista macia...
Além do show da campeã, que deve ir aos Estados Unidos tentar o tri da Breeders Cup Mile, espetacular também foi a direção do Olivier Peslier. Não se apavorou ao ficar para segundo, tirou a campeã da cerca e deu a partida na hora certa para dominar a carreira e aparar a atropelada de Paco Boy.Vejam o vídeo no You Tube (http://www.youtube.com/watch?v=Cu-_dSiqSlE) - como agora eles (os vídeos) estão com resolução cada vez melhor, ficam também mais pesados e ultrapassam o limite de tamanho máximo que o blog permite...
Além do show da campeã, que deve ir aos Estados Unidos tentar o tri da Breeders Cup Mile, espetacular também foi a direção do Olivier Peslier. Não se apavorou ao ficar para segundo, tirou a campeã da cerca e deu a partida na hora certa para dominar a carreira e aparar a atropelada de Paco Boy.Vejam o vídeo no You Tube (http://www.youtube.com/watch?v=Cu-_dSiqSlE) - como agora eles (os vídeos) estão com resolução cada vez melhor, ficam também mais pesados e ultrapassam o limite de tamanho máximo que o blog permite...
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domingo, 3 de outubro de 2010
Zenyatta De Novo

Zenyatta ganhou mais uma, chegando à décima nona vitória da sua invicta campanha. Sempre parece que não vai dar, mas ela parece saber onde fica o espelho, e corre sempre o suficiente para alcançar e superar suas rivais.
Sua vigésima apresentação deve ser a tentativa de bi na Breeders Cup Classic, que seria a tentativa de chegar a 3 BCs, já que ela ganhou a prova das fêmeas em 2008. Seja qual for o resultado, ela merece ser eleita horse of the year, reparando a injustiça do ano passado.
Se vencer, serão 20 em 20, e ela estará definitivamente na galeria dos grandes de toda a história do turfe.
Para quem quiser apreciar o vídeo, o link é http://www.youtube.com/watch?v=6dq8fAQ6yjo.
Sua vigésima apresentação deve ser a tentativa de bi na Breeders Cup Classic, que seria a tentativa de chegar a 3 BCs, já que ela ganhou a prova das fêmeas em 2008. Seja qual for o resultado, ela merece ser eleita horse of the year, reparando a injustiça do ano passado.
Se vencer, serão 20 em 20, e ela estará definitivamente na galeria dos grandes de toda a história do turfe.
Para quem quiser apreciar o vídeo, o link é http://www.youtube.com/watch?v=6dq8fAQ6yjo.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Arbitragens e o Corinthians

O Corinthians vem sendo mais uma vez favorecido pelas arbitragens, com vários pênaltis duvidosos ao longo do campeonato, mas também por pequenas intervenções que normalmente passam desapercebidas para observadores menos atentos.
Posso falar com tranqüilidade, por exemplo, do jogo Corinthians 0x1 Grêmio, já que assisti secando o tricolor, e vi o juiz amarelar meio time gaúcho no primeiro tempo, marcar um pênalti discutível para os paulistas no segundo e ainda, por conseqüência, expulsar o zagueiro Vilson, deixando o Grêmio com 10 homens. Sobre o lance capital, ouvi várias opiniões contra e a favor da marcação, mas é impossível não perceber a postura tendenciosa do juiz quando ele mina uma equipe com cartões e faltas próximas da grande área, enquanto alivia a outra. É a velha tática de irritar, desestabilizar psicologicamente aquela equipe que “deve perder”.
Hoje é um bom dia para ver se há realmente uma “mobilização” a favor do título corintiano no ano do seu centenário. O Inter joga na Arena da Baixada com vários jogadores importantes pendurados (D´Alessandro, Kleber e Bolívar, por exemplo), e irá enfrentar o Corinthians no domingo. Na postura do juiz de hoje, teremos um bom indicativo de como as coisas vão caminhar. Aplicação ou não de cartões amarelos pode influenciar muito a seqüência de uma competição, vide a famosa atuação do Héber Roberto Lopes na final da Copa do Brasil 2009, quando ele não deu amarelo a nenhum dos pendurados corintianos, nem mesmo ao Elias, que fez 7 faltas na partida, 4 delas por trás – sem falar na falta cobrada com a bola rolando. O mesmo Héber foi escalado para o jogo do Cruzeiro no último sábado (foto acima), outro postulante ao título, e gerou muitas queixas dos mineiros, que anunciaram após o jogo que “não vão perder o título no apito”.
O problema é que a decisão de ganhar ou perder “no apito” não é dos clubes...
Posso falar com tranqüilidade, por exemplo, do jogo Corinthians 0x1 Grêmio, já que assisti secando o tricolor, e vi o juiz amarelar meio time gaúcho no primeiro tempo, marcar um pênalti discutível para os paulistas no segundo e ainda, por conseqüência, expulsar o zagueiro Vilson, deixando o Grêmio com 10 homens. Sobre o lance capital, ouvi várias opiniões contra e a favor da marcação, mas é impossível não perceber a postura tendenciosa do juiz quando ele mina uma equipe com cartões e faltas próximas da grande área, enquanto alivia a outra. É a velha tática de irritar, desestabilizar psicologicamente aquela equipe que “deve perder”.
Hoje é um bom dia para ver se há realmente uma “mobilização” a favor do título corintiano no ano do seu centenário. O Inter joga na Arena da Baixada com vários jogadores importantes pendurados (D´Alessandro, Kleber e Bolívar, por exemplo), e irá enfrentar o Corinthians no domingo. Na postura do juiz de hoje, teremos um bom indicativo de como as coisas vão caminhar. Aplicação ou não de cartões amarelos pode influenciar muito a seqüência de uma competição, vide a famosa atuação do Héber Roberto Lopes na final da Copa do Brasil 2009, quando ele não deu amarelo a nenhum dos pendurados corintianos, nem mesmo ao Elias, que fez 7 faltas na partida, 4 delas por trás – sem falar na falta cobrada com a bola rolando. O mesmo Héber foi escalado para o jogo do Cruzeiro no último sábado (foto acima), outro postulante ao título, e gerou muitas queixas dos mineiros, que anunciaram após o jogo que “não vão perder o título no apito”.
O problema é que a decisão de ganhar ou perder “no apito” não é dos clubes...
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domingo, 8 de agosto de 2010
Dezoito
Zenyatta manteve a invencibilidade na sua décima oitava atuação. Não sei se é recorde americano ou mundial entre fêmeas, e também não conheço tanto assim a história do turfe, mas ela está, sem dúvida, entre as maiores de todos os tempos.
Mike Smith mais uma vez deu vantagem, mas fica difícil criticar um jóquei que sempre acaba ganhando, mesmo dando alguns sustos.
Notem no vídeo que Zenyatta domina de orelha em pé - parece que ela sabe exatamente o que precisa correr para vencer cada carreira.
sábado, 7 de agosto de 2010
Inter Mundial
Quem diria que um dia eu estaria agradecendo ao Alecsandro neste blog...O calcanhar dele, que tanto irritou em alguns momentos, acabou colocando o Inter na final da Libertadores e no Mundial Interclubes. O Inter mereceu passar, foi melhor do que o São Paulo no jogo de 180 minutos. O tricolor do Morumbi pagou pela partida medrosa que fez no Beira Rio. Entrou para empatar em 0x0 e acabou castigado.
Ontem, foi uma montanha russa. O Renan mais uma vez mostrando insegurança em um momento crucial. O Tinga novamente expulso de forma boba (até então, vinha fazendo boa partida). Mesmo com um a menos no final, o Inter não chegou a dar oportunidades para o São Paulo. Bolívar e Índio foram dois gigantes, Sandro e Guiñazu jogaram muito, D´Alessandro foi decisivo, Giuliano entrou novamente muito bem.
Méritos também para Celso Roth, que organizou o time e mobilizou o grupo.
Como vinha repetindo o Milton Neves, tudo indica que vamos ter um Inter x Inter no Mundial.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Espanha Campeã

Acabou ganhando a favorita. A Espanha, favorita dos sites de apostas, favorita da crônica, jogou melhor e foi conseguir seu gol do título no finalzinho da prorrogação. Iniesta, coroando sua grande Copa do Mundo, marcou o gol histórico.
Foi uma final de muitas faltas e alguma violência (a voadora de De Jong, na foto abaixo, mereceu só amarelo) dos holandeses, tolerada pelo fraquíssimo inglês Howard Webb – em uma Copa de arbitragens ruins, a final acabou não sendo diferente. Foi uma final que não desempatou a briga pela artilharia, com David Villa apagado e Sneijder tendo um ou dois lampejos de craque, e só. Foi uma final em que o técnico holandês mudou mal, tirando o amarelado De Jong para colocar Van der Vaart, abrindo seu meio de campo e passando a oferecer uma chance atrás da outra para os espanhóis, enquanto Vicente Del Bosque mexeu bem, colocando Navas no lugar de um apagado Pedro, e assim ganhando mais efetividade pela ponta, e Fábregas no lugar de Xabi Alonso, também com acréscimo de qualidade.
Foi, enfim, uma vitória merecida dos espanhóis, embora Robben tenha perdido uma chance incrível de consumar o “crime” no segundo tempo. Ganhou a seleção que cresceu na hora certa, que não levou nenhum gol na fase de mata-mata, que sempre teve mais posse de bola e mais finalizações do que seus adversários. Ganhou o melhor.
Foi uma final de muitas faltas e alguma violência (a voadora de De Jong, na foto abaixo, mereceu só amarelo) dos holandeses, tolerada pelo fraquíssimo inglês Howard Webb – em uma Copa de arbitragens ruins, a final acabou não sendo diferente. Foi uma final que não desempatou a briga pela artilharia, com David Villa apagado e Sneijder tendo um ou dois lampejos de craque, e só. Foi uma final em que o técnico holandês mudou mal, tirando o amarelado De Jong para colocar Van der Vaart, abrindo seu meio de campo e passando a oferecer uma chance atrás da outra para os espanhóis, enquanto Vicente Del Bosque mexeu bem, colocando Navas no lugar de um apagado Pedro, e assim ganhando mais efetividade pela ponta, e Fábregas no lugar de Xabi Alonso, também com acréscimo de qualidade.
Foi, enfim, uma vitória merecida dos espanhóis, embora Robben tenha perdido uma chance incrível de consumar o “crime” no segundo tempo. Ganhou a seleção que cresceu na hora certa, que não levou nenhum gol na fase de mata-mata, que sempre teve mais posse de bola e mais finalizações do que seus adversários. Ganhou o melhor.

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