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sábado, 28 de maio de 2011

Champions League

Apenas para deixar registrado: com esta escalação, o Manchester vai levar uma goleada.
Depois explico melhor.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Champions League na Reta Final


Hoje, com uma goleada fora de casa, o Bayern de Munique garantiu vaga na decisão da Champions League. Não vi os 3x0 sobre o Lyon, e assisti apenas pedaços do jogo de ida, mas mesmo com a ótima fase de Robben e Ribery, aposto que o campeão sai da semifinal de amanhã.
O Barcelona terá missão difícil: reverter os 3x1 que levou da Inter em Milão, quando José Mourinho deu um verdadeiro banho tático em Guardiola. No jogo de ida, a equipe espanhola não conseguiu jogar, amarrada pela fortíssima marcação dos milaneses. O Globo Esporte alardeou que “Lúcio botou Messi no bolso”, mas quem parou mesmo o argentino foi outro brasileiro, Tiago Motta, sempre auxiliado por Cambiasso. Não só o melhor do mundo, mas todo o Barça encontrou muita dificuldade para achar espaços. O time da Inter está correndo (e marcando) muito.
Guardiola ajudou quando resolveu, na metade do segundo tempo, sacar um apagado Ibrahimovic para colocar em campo o lateral Abidal, fazendo Messi ser o atacante mais centralizado. Se já estava difícil furar o bloqueio da Inter, piorou sem uma referência na grande área...Amanhã, aposto na eliminação do atual campeão, baseado principalmente no que vi na primeira semifinal, mas também no jogo de volta da Inter contra o Chelsea nas oitavas. Com apenas um gol de vantagem, os italianos conseguiram levar o jogo sem grandes sustos, mostrando grande capacidade defensiva. A diferença desta Inter atual para as equipes que tanto critiquei em anos anteriores é que o time de Mourinho defende bem, mas sabe atacar quando precisa. Sneijder tem jogado muito e sido o principal articulador da equipe, bem assessorado por Pandev. Os atacantes Milito e Eto´o também vivem boa fase e tem feito gols decisivos. O brasileiro Maicon (foto) também tem contribuído com gols importantes. É, enfim, um time completo, meu favorito ao título, mesmo com a grande pressão que sofrerá amanhã.

sábado, 19 de dezembro de 2009

O Melhor do Mundo, Finalmente


O Barcelona finalmente conseguiu o título que lhe faltava, o de campeão mundial, em uma decisão emocionante, que parecia perdida. Um gol aos 44 minutos do segundo tempo e a virada na prorrogação consagraram Messi, o melhor jogador do mundo em 2009, e Guardiola, o treinador de melhores resultados como iniciante da história do futebol europeu.
Foi um jogo dramático, apesar de alguns momentos de baixa qualidade. De cara, defini a minha torcida para os argentinos, primeiro pelo rateio que pagavam no Sporting Bet, um convidativo 8,50 que me fez arriscar alguns trocados, mesmo sabendo da missão difícil que teriam. Depois, pela cena da entrada em campo, com um time de branco ao lado Barcelona, revivendo grandes memórias de 2006. O primeiro tempo parecia a repetição de um filme, com o Barça tendo a posse da bola, mas o Estudiantes chegando ao gol em um cruzamento da esquerda, não interceptado pelo Pujol, e brilhantemente cabeceado pelo centroavante Bosseli para fazer 1x0 para os argentinos. O Barcelona errava passes, começava a ficar nervoso com o juiz (que erradamente deixara de marcar um pênalti claro sobre Xavi), e parecia começar a reviver um pesadelo em vermelho e branco. Ao comentar o jogo com amigos, no intervalo, observei que o preparo físico seria crucial para a vitória argentina, pois o Estudiantes precisaria conseguir manter a intensa marcação da primeira etapa. O Sporting Bet, naquele momento, continuava apostando no Barça, indicando-lhe um favoritismo de 2,50 para vencer ainda no tempo normal, e de 1,60 para ficar com o título.
Na volta do intervalo, Guardiola começou a fazer diferença, ao substituir o meiocampista Keita pelo atacante Pedro, o talismã catalão. O Barcelona passou a ter, na prática, quatro atacantes em intensa movimentação, confundindo a marcação argentina e criando as chances de gol que não haviam aparecido até então. Foram vinte minutos de muita pressão, até que o nervosismo pelo gol que não saía começasse a pesar. A partir da segunda metade do segundo tempo, o Estudiantes, mesmo cansando visivelmente (principalmente Veron), parecia que ia resistir, pois o Barça começava a tentar simplificar, lançando bolas na área. Após os 35 do segundo tempo, o zagueiro Pique virou centroavante, em clara demonstração do desespero dos europeus. Acabaria sendo ele que, aos 44 do segundo, ganharia de Cellay (até então um monstro na zaga) na cabeça, escorando para Pedro, sozinho, também cabecear e encobrir o nanico goleiro Albil, empatando o jogo e levando a decisão para a prorrogação. Duríssimo golpe para o Estudiantes: o técnico Sabella continha o choro, a torcida, até então espetacular, parava de cantar, os jogadores baixavam a cabeça.
Na prorrogação, o ataque x defesa continuou, até que Messi escorou com o peito o cruzamento de Daniel Alves para definir o jogo e sair vibrando muito. Um prêmio ao argentino que nunca jogou por lá, que foi chamado de “craque do Playstation” após insucessos dos hermanos nas eliminatórias. Um prêmio também à ousada mudança de Guardiola no intervalo, indo para o tudo ou nada, e ficando com tudo. Se eu achava que ele não comemorava por soberba, tive que engolir o que falei, pois o treinador caiu em choro copioso na hora da cerimônia de premiação. Faltou ao Estudiantes segurar um pouco mais a bola, arriscar um pouco mais no contrataque, manter um pouco mais o “gás” (correr 90 minutos nos Emirados Árabes não é tão fácil quanto correr os mesmos 90 no frio do Japão). Faltou até um pouco de sorte, já que no último lance do jogo, Desabato cabeceou a milímetros do poste esquerdo de Victor Valdez, não conseguindo o empate heróico. Mereceu o Barcelona, pela qualidade, pela busca incessante da vitória, e por querer, mais do que nenhum europeu, o título que lhe faltava.
Fiquei sem o dinheiro, mas com toda a história para contar...

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Terceira Chance


No sábado, o Barcelona terá sua terceira chance de chegar ao título mundial, e, pela primeira vez, não vai pegar um brasileiro na decisão. Na terça, o Estudiantes venceu o Pohang Steelers, da Coréia do Sul, em jogo que não assisti, e de forma tranqüila, segundo os comentários. Desde que a Fifa implantou o novo formato, foi a classificação mais fácil de um sulamericano, apesar do placar magro de 2x1, já que logo após marcar o segundo gol, no início do segundo tempo, os argentinos ficaram com um jogador a mais, e acabariam a partida com três a mais. Nos melhores momentos, o meu destaque fica para o gol do Pohang, validado de forma incrível pelo bandeirinha, apesar de pelo menos três jogadores estarem visivelmente adiantados (http://www.youtube.com/watch?v=xFeqINtr-xs).
Ontem, assisti a vitória tranqüila do Barcelona sobre o Atlante, apesar dos mexicanos terem saído na frente. No final, o jogo lembrou muito a semifinal do Barça com o América, em 2006: toques de calcanhar, dribles, clima de show. Os mexicanos não aprenderam, ainda, que existe muita diferença entre um time jogar fechado e jogar recuado. O Atlante esperava o Barcelona aquém da linha divisória, mas dava muitos espaços. O lance do segundo gol é emblemático, reparem o tempo que o Ibrahimovic tem para dominar, girar e achar Messi entrando livre na área (http://www.youtube.com/watch?v=HQQhrWxB6b4).
No sábado, obviamente, a final será um jogo diferente, o Barça não terá moleza contra o bem organizado time do Estudiantes. Eu geralmente torço pelos sulamericanos, ainda mais depois de ver a soberba dos europeus escancarada em imagens como a do técnico Guardiola, que quase não comemorou os gols do seu time. No sábado, dependendo do andamento da partida, vou abrir uma exceção e ser solidário com o Barcelona, não por causa do futebol bonito, nem por pena do clube que está para sempre na história do Inter. Meu motivo é uma lembrança de 2006, quando encontramos, na véspera da final, dois espanhóis no Monte Fuji. Um deles, o que está bem no meio da foto acima, me disse estar preocupado com o que poderia acontecer no dia seguinte, pois apesar da imprensa espanhola levar de barbada aquela decisão, ele sabia que jamais seria fácil ser campeão sobre um time brasileiro. Por uma casualidade do destino, quando embarquei de volta para o Brasil, dois dias depois do jogo, nosso “amigo” catalão, quando nos reconheceu entrando no avião, levantou da poltrona que já ocupava e nos aplaudiu, reconhecendo o mérito da vitória do Inter. Um gesto nobre, de muito espírito esportivo, que eu provavelmente não seria capaz de ter se houvesse perdido.
No sábado, então, vou torcer que o vencedor não seja beneficiado por uma arbitragem incompetente, algo que anda cada vez mais comum, infelizmente. Que vença o melhor, o que não significa, necessariamente, o mais virtuoso. Enfim, que ganhe aquele que mais merecer, e que a sua torcida aproveite os momentos que eu um dia aproveitei – menos, é claro, o Monte Fuji, que vai estar longe de Abu Dhabi.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Ganhou o Barcelona

Ganhou o Barcelona na Champions League, todo mundo já sabe. Escrever sobre notícia velha é brabo, por isso apenas alguns pontos:
- O Manchester não vinha jogando bem, mas ganhava no talento individual dos seus craques. Contra uma equipe igualmente talentosa e mais organizada, foi dominado durante oitenta minutos. Sir Ferguson chegou a ter, no segundo tempo, cinco atacantes em campo (Cristiano Ronaldo, Rooney, Tevez, Berbatov e Giggs, originalmente um ponta agudo), no melhor estilo Abelão.
- Giggs era excelente jogador na década de 90. Hoje, com 35 anos, é um a menos em campo.
- Será que alguém ainda irá cantar que "Obina é melhor que Eto´o"?
- Messi certamente será eleito o melhor do mundo. Por enquanto, não achei nos sites de apostas nada com relação ao prêmio da Fifa. Se encontrar, aviso.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Paradoxo


O futebol é curioso. Na terça, falei que meu palpite para a Champions League era “o Chelsea fará a final”. Paradoxalmente, assisti Barcelona 0x0 Chelsea e minhas convicções ficaram um pouco abaladas. Pois é, o Chelsea conseguiu importante empate fora de casa, irá decidir a vaga em Stamford Bridge, mas passei a não confiar tanto na equipe de Guus Hiddink.
O problema é que para anular a decantada força ofensiva do Barça, a equipe inglesa fez uma retranca pouca vezes vista na Champions em jogos de clubes candidatos ao título. Para quem lembra da final do Mundial de 2006, o Chelsea enfrentou o Barcelona com uma postura muito mais defensiva do que o Inter em Yokohama. Nove jogadores com a exclusiva função de marcar (entre eles Lampard e Ballack), Malouda aberto pelo flanco para acompanhar Daniel Alves, e apenas Drogba isoladíssimo na frente. O marfinense teve a sua “bola do Gabiru” aos 38 do primeiro tempo, quando aproveitou uma recuada curta de Rafa Marques para entrar na cara de Victor Valdez e chutar em cima do goleiro. No rebote, ainda tentou dar um leve toque por cima para tirar o goleiro da jogada e entrar com bola e tudo, mas Valdez conseguiu interceptar. Foi a única chance clara do Chelsea.
O Barcelona realmente parou na forte marcação dos ingleses, tendo apenas três chances claras, todas no segundo tempo – aos 24, em grande jogada individual de Eto´o, aos 45, quando Bojan cabeceou incrivelmente para fora um cruzamento que o encontrou livre na pequena área, e aos 47, quando Hleb teve oportunidade semelhante à de Drogba, mas igualmente desperdiçou, cara a cara com Peter Chech. No restante da partida, muita posse de bola com pouca penetração, obrigando os espanhóis a tentarem chutes de fora da área. O que abalou minha convicção foi justamente isto: o Chelsea mostrou que consegue, sim, parar o fantástico ataque do Barcelona. Para isso, no entanto, tem que abdicar totalmente de jogar. Deu pena, por exemplo, de ver Lampard jogar na própria intermediária correndo atrás de Iniesta e Xavi – correu tanto que acabou sendo substituído pelo Belletti, em uma clara demonstração das intenções de Hiddink.
Em Londres, o Chelsea não poderá e não conseguirá jogar assim, até porque o 0x0 não classifica. A impressão que ficou é que se tentar jogar de igual para igual com o Barcelona, perde. Será um jogo de volta muito interessante. Curiosidade: o Barça é favorito à classificação no Sporting Bet (1,60 x 2,20 do Chelsea) e no William Hill (1,73 x 2,00).
Não assisti a outra semifinal, Manchester x Arsenal. Os atuais campeões ganharam por 1x0, e todo mundo disse que saiu barato para os londrinos – Almunia foi eleito o melhor em campo. De qualquer forma, vencer sem levar gol em casa é uma bela vantagem. Agora já saio de cima do muro: acho que o Manchester fará novamente a final. Aliás, eu e meio mundo – o Sporting Bet está cotando a classificação do Manchester em 1,25, e o William Hill em 1,28.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Decisões na Europa


Hoje tem Barcelona x Chelsea, abrindo as semifinais da Champions League. Como já disse antes, será a primeira vez que verei o Barça em ação no campeonato. Estou curioso para saber como o trio ofensivo Messi - Henry - Eto´o irá se comportar perante uma equipe experiente em decisões. Meu palpite é que eles não terão moleza, e que o Chelsea fará a final.
Amanhã, Manchester United x Arsenal. Os atuais campeões precisarão jogar mais do que estão fazendo para levar o bi. A chance dos londrinos dependerá do número de ausências nas duas partidas da semi - por enquanto, já está confirmado que o zagueiro Gallas e o armador Rosicky estão fora do restante da temporada, e que Van Persie e Clichy dificilmente enfrentam o Manchester amanhã. O goleiro Almunia e o atacante Adebayor andaram desfalcando a equipe, mas retornaram no último domingo e devem jogar. O Arsenal pode ser uma surpresa positiva, mas pode igualmente ser o "papelão" das semifinais. Aqui, vou ficar em cima do muro.