Apenas para deixar registrado: com esta escalação, o Manchester vai levar uma goleada.
Depois explico melhor.
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sábado, 28 de maio de 2011
terça-feira, 27 de abril de 2010
Champions League na Reta Final
Hoje, com uma goleada fora de casa, o Bayern de Munique garantiu vaga na decisão da Champions League. Não vi os 3x0 sobre o Lyon, e assisti apenas pedaços do jogo de ida, mas mesmo com a ótima fase de Robben e Ribery, aposto que o campeão sai da semifinal de amanhã.
O Barcelona terá missão difícil: reverter os 3x1 que levou da Inter em Milão, quando José Mourinho deu um verdadeiro banho tático em Guardiola. No jogo de ida, a equipe espanhola não conseguiu jogar, amarrada pela fortíssima marcação dos milaneses. O Globo Esporte alardeou que “Lúcio botou Messi no bolso”, mas quem parou mesmo o argentino foi outro brasileiro, Tiago Motta, sempre auxiliado por Cambiasso. Não só o melhor do mundo, mas todo o Barça encontrou muita dificuldade para achar espaços. O time da Inter está correndo (e marcando) muito.
Guardiola ajudou quando resolveu, na metade do segundo tempo, sacar um apagado Ibrahimovic para colocar em campo o lateral Abidal, fazendo Messi ser o atacante mais centralizado. Se já estava difícil furar o bloqueio da Inter, piorou sem uma referência na grande área...Amanhã, aposto na eliminação do atual campeão, baseado principalmente no que vi na primeira semifinal, mas também no jogo de volta da Inter contra o Chelsea nas oitavas. Com apenas um gol de vantagem, os italianos conseguiram levar o jogo sem grandes sustos, mostrando grande capacidade defensiva. A diferença desta Inter atual para as equipes que tanto critiquei em anos anteriores é que o time de Mourinho defende bem, mas sabe atacar quando precisa. Sneijder tem jogado muito e sido o principal articulador da equipe, bem assessorado por Pandev. Os atacantes Milito e Eto´o também vivem boa fase e tem feito gols decisivos. O brasileiro Maicon (foto) também tem contribuído com gols importantes. É, enfim, um time completo, meu favorito ao título, mesmo com a grande pressão que sofrerá amanhã.
O Barcelona terá missão difícil: reverter os 3x1 que levou da Inter em Milão, quando José Mourinho deu um verdadeiro banho tático em Guardiola. No jogo de ida, a equipe espanhola não conseguiu jogar, amarrada pela fortíssima marcação dos milaneses. O Globo Esporte alardeou que “Lúcio botou Messi no bolso”, mas quem parou mesmo o argentino foi outro brasileiro, Tiago Motta, sempre auxiliado por Cambiasso. Não só o melhor do mundo, mas todo o Barça encontrou muita dificuldade para achar espaços. O time da Inter está correndo (e marcando) muito.
Guardiola ajudou quando resolveu, na metade do segundo tempo, sacar um apagado Ibrahimovic para colocar em campo o lateral Abidal, fazendo Messi ser o atacante mais centralizado. Se já estava difícil furar o bloqueio da Inter, piorou sem uma referência na grande área...Amanhã, aposto na eliminação do atual campeão, baseado principalmente no que vi na primeira semifinal, mas também no jogo de volta da Inter contra o Chelsea nas oitavas. Com apenas um gol de vantagem, os italianos conseguiram levar o jogo sem grandes sustos, mostrando grande capacidade defensiva. A diferença desta Inter atual para as equipes que tanto critiquei em anos anteriores é que o time de Mourinho defende bem, mas sabe atacar quando precisa. Sneijder tem jogado muito e sido o principal articulador da equipe, bem assessorado por Pandev. Os atacantes Milito e Eto´o também vivem boa fase e tem feito gols decisivos. O brasileiro Maicon (foto) também tem contribuído com gols importantes. É, enfim, um time completo, meu favorito ao título, mesmo com a grande pressão que sofrerá amanhã.
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sexta-feira, 5 de junho de 2009
Ganhou o Barcelona
Ganhou o Barcelona na Champions League, todo mundo já sabe. Escrever sobre notícia velha é brabo, por isso apenas alguns pontos:
- O Manchester não vinha jogando bem, mas ganhava no talento individual dos seus craques. Contra uma equipe igualmente talentosa e mais organizada, foi dominado durante oitenta minutos. Sir Ferguson chegou a ter, no segundo tempo, cinco atacantes em campo (Cristiano Ronaldo, Rooney, Tevez, Berbatov e Giggs, originalmente um ponta agudo), no melhor estilo Abelão.
- Giggs era excelente jogador na década de 90. Hoje, com 35 anos, é um a menos em campo.
- Será que alguém ainda irá cantar que "Obina é melhor que Eto´o"?
- Messi certamente será eleito o melhor do mundo. Por enquanto, não achei nos sites de apostas nada com relação ao prêmio da Fifa. Se encontrar, aviso.
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sexta-feira, 1 de maio de 2009
Paradoxo

O futebol é curioso. Na terça, falei que meu palpite para a Champions League era “o Chelsea fará a final”. Paradoxalmente, assisti Barcelona 0x0 Chelsea e minhas convicções ficaram um pouco abaladas. Pois é, o Chelsea conseguiu importante empate fora de casa, irá decidir a vaga em Stamford Bridge, mas passei a não confiar tanto na equipe de Guus Hiddink.
O problema é que para anular a decantada força ofensiva do Barça, a equipe inglesa fez uma retranca pouca vezes vista na Champions em jogos de clubes candidatos ao título. Para quem lembra da final do Mundial de 2006, o Chelsea enfrentou o Barcelona com uma postura muito mais defensiva do que o Inter em Yokohama. Nove jogadores com a exclusiva função de marcar (entre eles Lampard e Ballack), Malouda aberto pelo flanco para acompanhar Daniel Alves, e apenas Drogba isoladíssimo na frente. O marfinense teve a sua “bola do Gabiru” aos 38 do primeiro tempo, quando aproveitou uma recuada curta de Rafa Marques para entrar na cara de Victor Valdez e chutar em cima do goleiro. No rebote, ainda tentou dar um leve toque por cima para tirar o goleiro da jogada e entrar com bola e tudo, mas Valdez conseguiu interceptar. Foi a única chance clara do Chelsea.
O Barcelona realmente parou na forte marcação dos ingleses, tendo apenas três chances claras, todas no segundo tempo – aos 24, em grande jogada individual de Eto´o, aos 45, quando Bojan cabeceou incrivelmente para fora um cruzamento que o encontrou livre na pequena área, e aos 47, quando Hleb teve oportunidade semelhante à de Drogba, mas igualmente desperdiçou, cara a cara com Peter Chech. No restante da partida, muita posse de bola com pouca penetração, obrigando os espanhóis a tentarem chutes de fora da área. O que abalou minha convicção foi justamente isto: o Chelsea mostrou que consegue, sim, parar o fantástico ataque do Barcelona. Para isso, no entanto, tem que abdicar totalmente de jogar. Deu pena, por exemplo, de ver Lampard jogar na própria intermediária correndo atrás de Iniesta e Xavi – correu tanto que acabou sendo substituído pelo Belletti, em uma clara demonstração das intenções de Hiddink.
Em Londres, o Chelsea não poderá e não conseguirá jogar assim, até porque o 0x0 não classifica. A impressão que ficou é que se tentar jogar de igual para igual com o Barcelona, perde. Será um jogo de volta muito interessante. Curiosidade: o Barça é favorito à classificação no Sporting Bet (1,60 x 2,20 do Chelsea) e no William Hill (1,73 x 2,00).
Não assisti a outra semifinal, Manchester x Arsenal. Os atuais campeões ganharam por 1x0, e todo mundo disse que saiu barato para os londrinos – Almunia foi eleito o melhor em campo. De qualquer forma, vencer sem levar gol em casa é uma bela vantagem. Agora já saio de cima do muro: acho que o Manchester fará novamente a final. Aliás, eu e meio mundo – o Sporting Bet está cotando a classificação do Manchester em 1,25, e o William Hill em 1,28.
O problema é que para anular a decantada força ofensiva do Barça, a equipe inglesa fez uma retranca pouca vezes vista na Champions em jogos de clubes candidatos ao título. Para quem lembra da final do Mundial de 2006, o Chelsea enfrentou o Barcelona com uma postura muito mais defensiva do que o Inter em Yokohama. Nove jogadores com a exclusiva função de marcar (entre eles Lampard e Ballack), Malouda aberto pelo flanco para acompanhar Daniel Alves, e apenas Drogba isoladíssimo na frente. O marfinense teve a sua “bola do Gabiru” aos 38 do primeiro tempo, quando aproveitou uma recuada curta de Rafa Marques para entrar na cara de Victor Valdez e chutar em cima do goleiro. No rebote, ainda tentou dar um leve toque por cima para tirar o goleiro da jogada e entrar com bola e tudo, mas Valdez conseguiu interceptar. Foi a única chance clara do Chelsea.
O Barcelona realmente parou na forte marcação dos ingleses, tendo apenas três chances claras, todas no segundo tempo – aos 24, em grande jogada individual de Eto´o, aos 45, quando Bojan cabeceou incrivelmente para fora um cruzamento que o encontrou livre na pequena área, e aos 47, quando Hleb teve oportunidade semelhante à de Drogba, mas igualmente desperdiçou, cara a cara com Peter Chech. No restante da partida, muita posse de bola com pouca penetração, obrigando os espanhóis a tentarem chutes de fora da área. O que abalou minha convicção foi justamente isto: o Chelsea mostrou que consegue, sim, parar o fantástico ataque do Barcelona. Para isso, no entanto, tem que abdicar totalmente de jogar. Deu pena, por exemplo, de ver Lampard jogar na própria intermediária correndo atrás de Iniesta e Xavi – correu tanto que acabou sendo substituído pelo Belletti, em uma clara demonstração das intenções de Hiddink.
Em Londres, o Chelsea não poderá e não conseguirá jogar assim, até porque o 0x0 não classifica. A impressão que ficou é que se tentar jogar de igual para igual com o Barcelona, perde. Será um jogo de volta muito interessante. Curiosidade: o Barça é favorito à classificação no Sporting Bet (1,60 x 2,20 do Chelsea) e no William Hill (1,73 x 2,00).
Não assisti a outra semifinal, Manchester x Arsenal. Os atuais campeões ganharam por 1x0, e todo mundo disse que saiu barato para os londrinos – Almunia foi eleito o melhor em campo. De qualquer forma, vencer sem levar gol em casa é uma bela vantagem. Agora já saio de cima do muro: acho que o Manchester fará novamente a final. Aliás, eu e meio mundo – o Sporting Bet está cotando a classificação do Manchester em 1,25, e o William Hill em 1,28.
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terça-feira, 28 de abril de 2009
Decisões na Europa

Hoje tem Barcelona x Chelsea, abrindo as semifinais da Champions League. Como já disse antes, será a primeira vez que verei o Barça em ação no campeonato. Estou curioso para saber como o trio ofensivo Messi - Henry - Eto´o irá se comportar perante uma equipe experiente em decisões. Meu palpite é que eles não terão moleza, e que o Chelsea fará a final.
Amanhã, Manchester United x Arsenal. Os atuais campeões precisarão jogar mais do que estão fazendo para levar o bi. A chance dos londrinos dependerá do número de ausências nas duas partidas da semi - por enquanto, já está confirmado que o zagueiro Gallas e o armador Rosicky estão fora do restante da temporada, e que Van Persie e Clichy dificilmente enfrentam o Manchester amanhã. O goleiro Almunia e o atacante Adebayor andaram desfalcando a equipe, mas retornaram no último domingo e devem jogar. O Arsenal pode ser uma surpresa positiva, mas pode igualmente ser o "papelão" das semifinais. Aqui, vou ficar em cima do muro.
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segunda-feira, 13 de abril de 2009
Mudam Os Favoritos?
A rodada de ida das quartas da Champions League abalou o anunciado – inclusive por mim - domínio absoluto dos times ingleses. Se as fases finais de 2008 serviram apenas para definir em qual cidade da Inglaterra a taça iria ficar, a decisão de 2009 parece estar tomando outros rumos, basicamente por dois motivos: Barcelona e Manchester United.
O campeão Manchester complicou a sua classificação ao empatar em casa por 2x2 com o Porto, na terça passada. Mais do que o resultado, o que acendeu a luz vermelha em Old Trafford foi a fraca atuação do time da casa – o que não chega a ser novidade, vide o que este blog escreveu em 12/03 (“... o atual campeão não está fazendo grandes partidas...”, etc.). Assisti apenas o segundo tempo da partida (o primeiro terminou 1x1), e os ingleses não conseguiram em nenhum momento dominar o jogo. Tiveram uma grande chance de bola parada - um escanteio cabeceado por Vidic e defendido espetacularmente pelo brasileiro Elton – e fizeram seu gol, mais uma vez, em lance de talento individual. Rooney recebeu cobrança de lateral e deu um toque de calcanhar para trás, encontrando Tevez livre para marcar. Eram 40` do segundo tempo, e parecia que o brilho dos craques ia resolver mais uma vez, mas o Porto, que jogara de igual para igual toda a partida, foi buscar o empate aos 44, com Gonzáles recebendo livre pelo lado esquerdo do ataque para colocar na saída de Van De Saar. O problema do time de Sir Ferguson me parece a indefinição de um padrão tático – basta comparar as formações utilizadas do meio para frente nas duas últimas partidas da Champions, ambas em casa (para fins de comparação, vou listar a segunda linha de quatro e o ataque):
11/03 x Internazionale – Cristiano Ronaldo, Scholes, Carrick e Giggs. Berbatov e Rooney. Praticamente um 4-2-4.
07/04 x Porto -Fletcher, Scholes, Carrick e Park; Cristiano Ronaldo e Rooney. Berbatov estava machucado, mas Giggs e Tevez ficaram no banco, resultando em um amontoado de volantes.
Se o atual campeão está jogando menos do que o esperado, o Barcelona surpreende cada vez mais com vitórias contundentes – 4x0 no Bayern na quarta, virtualmente garantindo vaga na semi, foi a última demonstração de força dos espanhóis. Ainda não vi o Barça jogar – por não inclui-lo na lista de candidatos ao título, estava optando por outras partidas de mesmo horário. Os elogios da imprensa, no entanto, são grandes, e o trio ofensivo Messi – Henry – Eto´o parece estar muito afinado. Hoje, é impossível deixar o Barcelona de fora da lista de reais pretendentes.
Na semifinal, os espanhóis pegarão um inglês, e a última quarta apontou o Chelsea como classificado mais provável. Em março, eu já havia dito que o time de Londres tinha voltado a ter cara de time. Na última quarta, em Liverpool, o time do holandês Gus Hiddink dominou o jogo com autoridade, não se abalou com o gol sofrido logo a 5 minutos, e impôs um duro 3x1 sobre a equipe vermelha. Poderia ter saído com uma vitória ainda mais elástica, pois Drogba, que marcou o terceiro gol, perdeu três chances na cara do goleiro. O que mudou radicalmente no Chelsea não foi o desenho tático, como andam dizendo. Mudou a postura da equipe, agora “mordendo” o tempo todo, ao contrário da atitude apática da época de Felipão. Alguns jogadores importantes voltaram a jogar bem, principalmente, no jogo de Liverpool, o alemão Ballack, que vinha muito mal. E Hiddink preferiu apostar na recuperação de Drogba escalando o africano sempre desde o início – com Felipão, ele ficou 13 vezes no banco.
O último duelo – Villareal x Arsenal – pendeu para o lado inglês, já que os londrinos empataram em 1x1 fora de casa. Também não vi o jogo, mas os comentários foram de um bom segundo tempo dos ingleses, superando seus desfalques (Van Persie, Eduardo da Silva, Diaby e Rosicky ficaram na Inglaterra, Almunia e Gallas saíram machucados ainda no primeiro tempo) e buscando o empate com um golaço de Adebayor (vídeo abaixo). Crescendo na hora decisiva, o Arsenal poderá ser a surpresa da Champions, principalmente se parar de perder jogadores importantes por lesão.
A partir de amanhã, se definem os quatro semifinalistas, mas as decisões mais tensas devem ocorrer na quarta, com Porto x Manchester e Arsenal x Villareal. Para quem gosta de apostas, deixo a dica do Barcelona, cuja vitória paga, no Sportingbet, 2,30.
O campeão Manchester complicou a sua classificação ao empatar em casa por 2x2 com o Porto, na terça passada. Mais do que o resultado, o que acendeu a luz vermelha em Old Trafford foi a fraca atuação do time da casa – o que não chega a ser novidade, vide o que este blog escreveu em 12/03 (“... o atual campeão não está fazendo grandes partidas...”, etc.). Assisti apenas o segundo tempo da partida (o primeiro terminou 1x1), e os ingleses não conseguiram em nenhum momento dominar o jogo. Tiveram uma grande chance de bola parada - um escanteio cabeceado por Vidic e defendido espetacularmente pelo brasileiro Elton – e fizeram seu gol, mais uma vez, em lance de talento individual. Rooney recebeu cobrança de lateral e deu um toque de calcanhar para trás, encontrando Tevez livre para marcar. Eram 40` do segundo tempo, e parecia que o brilho dos craques ia resolver mais uma vez, mas o Porto, que jogara de igual para igual toda a partida, foi buscar o empate aos 44, com Gonzáles recebendo livre pelo lado esquerdo do ataque para colocar na saída de Van De Saar. O problema do time de Sir Ferguson me parece a indefinição de um padrão tático – basta comparar as formações utilizadas do meio para frente nas duas últimas partidas da Champions, ambas em casa (para fins de comparação, vou listar a segunda linha de quatro e o ataque):
11/03 x Internazionale – Cristiano Ronaldo, Scholes, Carrick e Giggs. Berbatov e Rooney. Praticamente um 4-2-4.
07/04 x Porto -Fletcher, Scholes, Carrick e Park; Cristiano Ronaldo e Rooney. Berbatov estava machucado, mas Giggs e Tevez ficaram no banco, resultando em um amontoado de volantes.
Se o atual campeão está jogando menos do que o esperado, o Barcelona surpreende cada vez mais com vitórias contundentes – 4x0 no Bayern na quarta, virtualmente garantindo vaga na semi, foi a última demonstração de força dos espanhóis. Ainda não vi o Barça jogar – por não inclui-lo na lista de candidatos ao título, estava optando por outras partidas de mesmo horário. Os elogios da imprensa, no entanto, são grandes, e o trio ofensivo Messi – Henry – Eto´o parece estar muito afinado. Hoje, é impossível deixar o Barcelona de fora da lista de reais pretendentes.
Na semifinal, os espanhóis pegarão um inglês, e a última quarta apontou o Chelsea como classificado mais provável. Em março, eu já havia dito que o time de Londres tinha voltado a ter cara de time. Na última quarta, em Liverpool, o time do holandês Gus Hiddink dominou o jogo com autoridade, não se abalou com o gol sofrido logo a 5 minutos, e impôs um duro 3x1 sobre a equipe vermelha. Poderia ter saído com uma vitória ainda mais elástica, pois Drogba, que marcou o terceiro gol, perdeu três chances na cara do goleiro. O que mudou radicalmente no Chelsea não foi o desenho tático, como andam dizendo. Mudou a postura da equipe, agora “mordendo” o tempo todo, ao contrário da atitude apática da época de Felipão. Alguns jogadores importantes voltaram a jogar bem, principalmente, no jogo de Liverpool, o alemão Ballack, que vinha muito mal. E Hiddink preferiu apostar na recuperação de Drogba escalando o africano sempre desde o início – com Felipão, ele ficou 13 vezes no banco.
O último duelo – Villareal x Arsenal – pendeu para o lado inglês, já que os londrinos empataram em 1x1 fora de casa. Também não vi o jogo, mas os comentários foram de um bom segundo tempo dos ingleses, superando seus desfalques (Van Persie, Eduardo da Silva, Diaby e Rosicky ficaram na Inglaterra, Almunia e Gallas saíram machucados ainda no primeiro tempo) e buscando o empate com um golaço de Adebayor (vídeo abaixo). Crescendo na hora decisiva, o Arsenal poderá ser a surpresa da Champions, principalmente se parar de perder jogadores importantes por lesão.
A partir de amanhã, se definem os quatro semifinalistas, mas as decisões mais tensas devem ocorrer na quarta, com Porto x Manchester e Arsenal x Villareal. Para quem gosta de apostas, deixo a dica do Barcelona, cuja vitória paga, no Sportingbet, 2,30.
quinta-feira, 12 de março de 2009
Os Ingleses, De Novo

A Champions League se desenha mais uma vez inglesa. Quatro dos oito finalistas da maior competição européia são da terra do Príncipe Charles, os mesmos Manchester United, Chelsea, Liverpool e Arsenal que chegaram às quartas de final no ano passado.
O Chelsea classificou-se na terça, empatando em 2x2 com a Juventus, em Turim. Com Gus Hiddink no lugar de Felipão, voltou a ter cara de time, mesmo ainda tendo alguns jogadores importantes em má fase – Drogba, pelo menos, voltou a fazer gols. Também na terça, o Liverpool atropelou o Real Madrid com um histórico 4x0. Os Reds vem mantendo a mesma base nos últimos anos, e brigarão pelo título se não perderem jogadores chave – Gerrard e Fernando Torres – por lesão.
Na quarta, o campeão Manchester bateu a Inter de Milão, que mais uma vez fica pelas oitavas. Foi um jogo curioso: a equipe inglesa entrou em campo com um esquema tático que poderia ser taxado até de 4-2-4, já que incluía Berbatov, Rooney, Cristiano Ronaldo e Giggs. Na prática, Sir Alex Ferguson tentou armar as famosas duas linhas de quatro, formando a segunda linha com os volantes Carrick e Scholes mais centralizados, Giggs aberto na esquerda e Ronaldo na direita. Não funcionou: apesar de sair ganhando logo aos 4 minutos (Vidic, de cabeça, aproveitando cobrança de escanteio), o Manchester saiu do primeiro tempo sob desconfiança da torcida, que já começava a “cornetear” discretamente ante o domínio da Inter. No segundo tempo, o Manchester acabou confirmando a vitória na qualidade individual dos seus craques, com Cristiano Ronaldo cabeceando cruzamento preciso de Rooney. O atual campeão não está fazendo grandes partidas, mas tem muita gente para decidir em lampejos individuais.
O último inglês a carimbar o passaporte foi o Arsenal, que perdeu para a Roma pelo mesmo 1x0 que havia feito no jogo de ida, avançando nos pênaltis. Passou “arranhando”, mas estava sem seu principal jogador, o espanhol Fábregas, e sem o homem de referência do ataque, o togolês Adebayor. É o menos cotado entre os britânicos.
Adversários? O Barcelona parece ser o maior deles. Despachou com goleada – 5x2 – o Lyon, que continua ganhando tudo na França e nada fora dela. O Bayern de Munique, aos poucos retomando seu espaço como clube de ponta na Europa, também goleou: com os 7x1 sobre o Sporting, fechou a série em 12x1, o maior placar combinado da história do mata-mata da Champions. Não dá para se impressionar muito, os portugueses foram pífios, tanto que quase apanharam da própria torcida na volta para casa. Acho que Bayern pode até incomodar, mas não disputará título. Os outros dois, Villareal e Porto, pouco terão a fazer daqui para frente.Para quem quiser ver os melhores momentos das oitavas, acesse o http://premiergoals.blogspot.com/. Estarão ali o golaço do Messi, mas também o pênalti ridículo cometido pelo Belletti, a presepada da zaga do Sporting no segundo gol do Bayern, o golaço do Anderson Polga (contra, infelizmente) e o pior pênalti já cobrado na história da Champions, o de Vucinic, do Roma. Vale a pena dar uma olhada.
O Chelsea classificou-se na terça, empatando em 2x2 com a Juventus, em Turim. Com Gus Hiddink no lugar de Felipão, voltou a ter cara de time, mesmo ainda tendo alguns jogadores importantes em má fase – Drogba, pelo menos, voltou a fazer gols. Também na terça, o Liverpool atropelou o Real Madrid com um histórico 4x0. Os Reds vem mantendo a mesma base nos últimos anos, e brigarão pelo título se não perderem jogadores chave – Gerrard e Fernando Torres – por lesão.
Na quarta, o campeão Manchester bateu a Inter de Milão, que mais uma vez fica pelas oitavas. Foi um jogo curioso: a equipe inglesa entrou em campo com um esquema tático que poderia ser taxado até de 4-2-4, já que incluía Berbatov, Rooney, Cristiano Ronaldo e Giggs. Na prática, Sir Alex Ferguson tentou armar as famosas duas linhas de quatro, formando a segunda linha com os volantes Carrick e Scholes mais centralizados, Giggs aberto na esquerda e Ronaldo na direita. Não funcionou: apesar de sair ganhando logo aos 4 minutos (Vidic, de cabeça, aproveitando cobrança de escanteio), o Manchester saiu do primeiro tempo sob desconfiança da torcida, que já começava a “cornetear” discretamente ante o domínio da Inter. No segundo tempo, o Manchester acabou confirmando a vitória na qualidade individual dos seus craques, com Cristiano Ronaldo cabeceando cruzamento preciso de Rooney. O atual campeão não está fazendo grandes partidas, mas tem muita gente para decidir em lampejos individuais.
O último inglês a carimbar o passaporte foi o Arsenal, que perdeu para a Roma pelo mesmo 1x0 que havia feito no jogo de ida, avançando nos pênaltis. Passou “arranhando”, mas estava sem seu principal jogador, o espanhol Fábregas, e sem o homem de referência do ataque, o togolês Adebayor. É o menos cotado entre os britânicos.
Adversários? O Barcelona parece ser o maior deles. Despachou com goleada – 5x2 – o Lyon, que continua ganhando tudo na França e nada fora dela. O Bayern de Munique, aos poucos retomando seu espaço como clube de ponta na Europa, também goleou: com os 7x1 sobre o Sporting, fechou a série em 12x1, o maior placar combinado da história do mata-mata da Champions. Não dá para se impressionar muito, os portugueses foram pífios, tanto que quase apanharam da própria torcida na volta para casa. Acho que Bayern pode até incomodar, mas não disputará título. Os outros dois, Villareal e Porto, pouco terão a fazer daqui para frente.Para quem quiser ver os melhores momentos das oitavas, acesse o http://premiergoals.blogspot.com/. Estarão ali o golaço do Messi, mas também o pênalti ridículo cometido pelo Belletti, a presepada da zaga do Sporting no segundo gol do Bayern, o golaço do Anderson Polga (contra, infelizmente) e o pior pênalti já cobrado na história da Champions, o de Vucinic, do Roma. Vale a pena dar uma olhada.
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terça-feira, 8 de abril de 2008
Meio de Semana
No fim de semana, o Botafogo me derrubou de novo – juro que nunca mais incluo o time do Cuca em nenhuma acumulada. Na rodada do meio de semana, a pausa nos estaduais diminuiu as opções. Assim, vou me concentrar nas competições internacionais:
Firme – Manchester United x Roma, pela Champions League. Talvez não seja a maior barbada, mas com certeza é o jogo de melhor custo x benefício, com a vitória inglesa pagando 1,60. Curiosamente, a classificação do Manchester para a semifinal paga apenas 1,01. Será que o Sporting Bet está apostando que os ingleses vão jogar para empatar, por terem uma vantagem de 2x0 fora?
Boa Zebra – Também pela Champions League, uma “meia-zebra”, a vitória do Arsenal, fora de casa, daqui a pouco, sobre o Liverpool, rateio de 3 por 1. Pode não ser a pule dos sonhos, mas é melhor indicar rateios de 3,00 que ganham do que os de 5,00 que perdem, vide o exemplo do Lewis Hamilton (o Massa pagava 3,20)...
Acumulada – Além do Manchester, indico outra da Champions, Barcelona x Schalke 04, com a vitória espanhola pagando 1,363. Completo com a Libertadores, Colo Colo x Maracaibo, com um rateio de 1,222 para a vitória chilena. Pule total da acumulada = 2,665.
Lembrando, o resultado parcial até agora é:
Firme = + R$ 65
Boa Zebra = + R$ 10
Acumulada = - R$ 40 (graças ao Botafogo).
Firme – Manchester United x Roma, pela Champions League. Talvez não seja a maior barbada, mas com certeza é o jogo de melhor custo x benefício, com a vitória inglesa pagando 1,60. Curiosamente, a classificação do Manchester para a semifinal paga apenas 1,01. Será que o Sporting Bet está apostando que os ingleses vão jogar para empatar, por terem uma vantagem de 2x0 fora?
Boa Zebra – Também pela Champions League, uma “meia-zebra”, a vitória do Arsenal, fora de casa, daqui a pouco, sobre o Liverpool, rateio de 3 por 1. Pode não ser a pule dos sonhos, mas é melhor indicar rateios de 3,00 que ganham do que os de 5,00 que perdem, vide o exemplo do Lewis Hamilton (o Massa pagava 3,20)...
Acumulada – Além do Manchester, indico outra da Champions, Barcelona x Schalke 04, com a vitória espanhola pagando 1,363. Completo com a Libertadores, Colo Colo x Maracaibo, com um rateio de 1,222 para a vitória chilena. Pule total da acumulada = 2,665.
Lembrando, o resultado parcial até agora é:
Firme = + R$ 65
Boa Zebra = + R$ 10
Acumulada = - R$ 40 (graças ao Botafogo).
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quinta-feira, 3 de abril de 2008
Acertos e Erros

Todo mundo que dá palpite pode acertar ou errar. Nos últimos dois dias, “palpitei” bastante, então agora é hora de resumir tudo.
Na Champions League, a terça foi de confirmação dos favoritos Barcelona e Manchester. Os ingleses, como eu havia dito, estão realmente voando. Mesmo não jogando grandes partidas, acabam ganhando pelo brilho individual dos seus craques. Contra a Roma, fizeram 1x0 (Cristiano Ronaldo), escaparam de sofrer o empate graças ao goleiro Van Der Saar, e acabaram achando o segundo gol. A partir daí, com a Roma nocauteada, perderam a chance de golear. Os espanhóis do Barça, diz-se (não vi o jogo), não fizeram uma grande partida, mas ganharam fora de casa do Schalke 04, o mais fraco dos oito finalistas. Precisarão recuperar seus contundidos (Messi, Deco, Ronaldinho) para pretender alguma coisa contra o Manchester.
Na quarta européia, o Fenerbahce de Zico voltou a ganhar em casa, virando (2x1) para cima do Chelsea. Também não vi, mas dizem que foi injusto. Continuo afirmando que o Chelsea passa para a semifinal. Do jogo que assisti, o confronto inglês Arsenal x Liverpool, esperava mais, principalmente do Arsenal.
Contra o Milan, o time londrino abusou da troca de posição entre seus meio-campistas, principalmente no jogo do Milão, quando não pode contar com Eduardo da Silva (já machucado) e Van Persie (ainda machucado), e posicionou-se praticamente em um 4-5-1, só com Adebayor na frente como “pivô”, mas com os homens de meio chegando insistentemente de trás. Ontem, com a volta de Van Persie, o Arsenal formou as famosas “duas linhas de quatro” de forma rígida, com Fábregas aparecendo pouco nas proximidades da área. Mesmo mais estático, o Arsenal conseguiu pressionar o Liverpool dos 10 aos 22 do primeiro tempo, até fazer o gol, uma cobrança ensaiada de escanteio que encontrou Adebayor sozinho na pequena área (foto acima). Para azar dos londrinos, o Liverpool empatou 3 minutos depois, quando Gerrard, caindo sempre mais pela ponta esquerda, fez grande jogada, driblou dois e bateu cruzado, para Kuyt conferir sem goleiro. A partir daí, o primeiro tempo caiu muito de ritmo, com o Arsenal perturbado e o Liverpool satisfeito com o gol fora.
No segundo tempo, Arsene Wenger fez mudanças polêmicas no Arsenal. Já voltou do intervalo sem Van Persie, que fazia bom jogo, para colocar Walcott, supostamente para explorar as jogadas pelas pontas. A “promessa” do futebol inglês passou a jogar aberto na esquerda, e participou ativamente apenas de uma ótima tabela com Adebayor aos 20, em que o atacante do Togo cruzou na saída do goleiro, Eboue tocou, mas o zagueiro Skrtel (é assim mesmo que se escreve) salvou em cima da linha. No rebote desta jogada, Hleb insistiu para o Arsenal entrou a dribles e foi puxado claramente, em um pênalti que o árbitro (fraco, legítimo “acomodador”) não marcou. Aos 22, um minuto após os dois ataques perdidos, Wenger trocou Eboue pelo grandalhão Bendtner para ser a referência na área, abrindo então Walcott na direita e Adebayor na esquerda. No primeiro lance da nova formação, aos 25, Adebayor fez grande jogada e cruzou, o goleiro Reyna deu um tapa para o meio da área, para Fábregas empurrar para o gol vazio, mas Bendtner, em cima da linha, literalmente tropeçou na bola e jogou de zagueiro, evitando o gol do seu próprio time. A partir daí, o Arsenal esmoreceu – dá para resumir o jogo em dois bons períodos de 15 minutos do time da casa, e um ataque do Liverpool, que, no segundo tempo, abdicou totalmente de qualquer possibilidade de contra-ataque. O confronto segue aberto, com pequena vantagem para o Liverpool pelo gol fora.
Por fim, minhas dicas de ontem:
A Firme – Pode parecer estranho, mas o 5x1 do Palmeiras não foi tão fácil – estava 2x1 até os 35 do segundo, com o Central ameaçando. De qualquer modo, o saldo aqui é + 40.
Boa Zebra – O Corinthians alagoano foi o bom rateio. Como sugeri o duplo, o lucro aqui é de +30.
Na Champions League, a terça foi de confirmação dos favoritos Barcelona e Manchester. Os ingleses, como eu havia dito, estão realmente voando. Mesmo não jogando grandes partidas, acabam ganhando pelo brilho individual dos seus craques. Contra a Roma, fizeram 1x0 (Cristiano Ronaldo), escaparam de sofrer o empate graças ao goleiro Van Der Saar, e acabaram achando o segundo gol. A partir daí, com a Roma nocauteada, perderam a chance de golear. Os espanhóis do Barça, diz-se (não vi o jogo), não fizeram uma grande partida, mas ganharam fora de casa do Schalke 04, o mais fraco dos oito finalistas. Precisarão recuperar seus contundidos (Messi, Deco, Ronaldinho) para pretender alguma coisa contra o Manchester.
Na quarta européia, o Fenerbahce de Zico voltou a ganhar em casa, virando (2x1) para cima do Chelsea. Também não vi, mas dizem que foi injusto. Continuo afirmando que o Chelsea passa para a semifinal. Do jogo que assisti, o confronto inglês Arsenal x Liverpool, esperava mais, principalmente do Arsenal.
Contra o Milan, o time londrino abusou da troca de posição entre seus meio-campistas, principalmente no jogo do Milão, quando não pode contar com Eduardo da Silva (já machucado) e Van Persie (ainda machucado), e posicionou-se praticamente em um 4-5-1, só com Adebayor na frente como “pivô”, mas com os homens de meio chegando insistentemente de trás. Ontem, com a volta de Van Persie, o Arsenal formou as famosas “duas linhas de quatro” de forma rígida, com Fábregas aparecendo pouco nas proximidades da área. Mesmo mais estático, o Arsenal conseguiu pressionar o Liverpool dos 10 aos 22 do primeiro tempo, até fazer o gol, uma cobrança ensaiada de escanteio que encontrou Adebayor sozinho na pequena área (foto acima). Para azar dos londrinos, o Liverpool empatou 3 minutos depois, quando Gerrard, caindo sempre mais pela ponta esquerda, fez grande jogada, driblou dois e bateu cruzado, para Kuyt conferir sem goleiro. A partir daí, o primeiro tempo caiu muito de ritmo, com o Arsenal perturbado e o Liverpool satisfeito com o gol fora.
No segundo tempo, Arsene Wenger fez mudanças polêmicas no Arsenal. Já voltou do intervalo sem Van Persie, que fazia bom jogo, para colocar Walcott, supostamente para explorar as jogadas pelas pontas. A “promessa” do futebol inglês passou a jogar aberto na esquerda, e participou ativamente apenas de uma ótima tabela com Adebayor aos 20, em que o atacante do Togo cruzou na saída do goleiro, Eboue tocou, mas o zagueiro Skrtel (é assim mesmo que se escreve) salvou em cima da linha. No rebote desta jogada, Hleb insistiu para o Arsenal entrou a dribles e foi puxado claramente, em um pênalti que o árbitro (fraco, legítimo “acomodador”) não marcou. Aos 22, um minuto após os dois ataques perdidos, Wenger trocou Eboue pelo grandalhão Bendtner para ser a referência na área, abrindo então Walcott na direita e Adebayor na esquerda. No primeiro lance da nova formação, aos 25, Adebayor fez grande jogada e cruzou, o goleiro Reyna deu um tapa para o meio da área, para Fábregas empurrar para o gol vazio, mas Bendtner, em cima da linha, literalmente tropeçou na bola e jogou de zagueiro, evitando o gol do seu próprio time. A partir daí, o Arsenal esmoreceu – dá para resumir o jogo em dois bons períodos de 15 minutos do time da casa, e um ataque do Liverpool, que, no segundo tempo, abdicou totalmente de qualquer possibilidade de contra-ataque. O confronto segue aberto, com pequena vantagem para o Liverpool pelo gol fora.
Por fim, minhas dicas de ontem:
A Firme – Pode parecer estranho, mas o 5x1 do Palmeiras não foi tão fácil – estava 2x1 até os 35 do segundo, com o Central ameaçando. De qualquer modo, o saldo aqui é + 40.
Boa Zebra – O Corinthians alagoano foi o bom rateio. Como sugeri o duplo, o lucro aqui é de +30.
Acumulada – Terminaria hoje, mas o Botafogo já “furou”. Esqueci que eles tremem contra o Ríver, mesmo que seja o do Piauí - saldo de -20, então.
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terça-feira, 1 de abril de 2008
As Quartas da Champions
Apenas para não deixar de escrever antes do início dos jogos, um breve comentário sobre as quartas da Champions League, que começam daqui a pouco:
Roma x Manchester United - os ingleses estão voando; os italianos fizeram um grande jogo quando eliminaram o Real Madrid em pleno Santiago Bernabeu - hoje, no entanto, não terão Totti, peça importante. Impossível marcar contra o Manchester, mas a classificação da zebra italiana não é impossível .
Schalke 04 x Barcelona - mesmo sem Messi, dá Barça.Liverpool x Arsenal - confronto entre dois times conterrâneos é sempre difícil, mas acho o Arsenal superior. Amanhã, falo mais sobre este jogo.
Fenerbahce x Chelsea - o time do Zico já foi longe demais. Ganha o Chelsea, a grande barbada desta fase.
Quanto às apostas, não recomendo nenhuma acumulada, pois achei os rateios dos favoritões (Barça, Chelsea) muito baixos.
quinta-feira, 13 de março de 2008
Festa Inglesa

Esperei o jogo atrasado entre Inter de Milão e Liverpool para comentar as oitavas da Champions League. O resultado foi uma festa inglesa – se o sorteio das quartas ajudar, poderemos ter uma inédita semifinal 100% britânica.
Dos confrontos que eu não vi, a maior surpresa foi o Fenerbahce, derrubando um favoritismo de 1,36 do Sevilha. Depois de vencer por 3x2 em casa, e eu dizer aqui que achava pouco, levou os mesmos 3x2 na volta e ganhou nos pênaltis. Nos outros confrontos que eu não assisti, o Schalke 04 também eliminou o Porto nos pênaltis, e Barcelona e Manchester confirmaram seus amplos favoritismos – o último, segundo comentários, jogando apenas “para o gasto”.
Vi apenas os jogos de volta em outros dois confrontos. O Chelsea, talvez a maior barbada das oitavas, depois de 0x0 na ida, considerado pelo seu treinador “a pior partida da temporada”, passou fácil pelo Olympiakos – 3x0 ao natural em casa. Gostei do que vi, uma equipe mantém apenas Makelele fixo como volante no meio, e usa Lampard e Ballack alternando as funções de armação e combate. Chega fácil na frente sem correr muito risco atrás. Quero ver contra um adversário mais forte.
O Roma surpreendeu o Real Madrid com duas vitórias por 2x1, e mereceu a classificação pelo jogo de volta, que dominou totalmente. Destaque para o montenegrino Vucinic, que entrou no segundo tempo e acabou com o jogo.
Nos confrontos em que assisti a ida e a volta, um baile tático dos ingleses nos italianos.
O Milan, depois de escapar da derrota em Londres, tomou um banho de bola em casa de um Arsenal que jogou com apenas um atacante fixo, Adebayor, fazendo o papel de pivô para a chegada de trás dos jogadores de meio. Os ingleses dominaram o meio de campo e a posse da bola, enquanto os italianos apelaram para a ligação direta e, mesmo tendo dois volantes exclusivamente de marcação (Gattuso e Ambrosini), não conseguiram “achar” Fábregas e cia. Aos 25 do segundo tempo, vendo que o seu domínio não era traduzido no gol da classificação, Arsene Wenger tirou um dos meio-campistas (Eboue) e colocou o atacante Walcott aberto na direita, nas costas do cansado – já é quarentão – Maldini. Por ali, saiu o segundo gol, já que o primeiro havia sido um chute espetacular do já citado Fábregas, da intermediária. Justiça à equipe que dominou os dois jogos.
No outro duelo anglo-italiano, a badalada Inter de Milão, cantada em prosa e verso como uma das favoritas ao título europeu, começou a perder a classificação quando anunciou a escalação para o jogo de ida com o Liverpool. Roberto Mancini talvez tenha escutado que “os ingleses sempre jogam com duas linhas de quatro”, e resolveu fazer as suas próprias “duas linhas”, a mais adiantada com quatro volantes! Já estava dominado e sem articulação no meio, obrigando Ibrahimovic a buscar jogo no círculo central, quando teve Materazzi expulso aos 29 do primeiro tempo. Aí, a Inter entrou para dentro do próprio gol, resistiu até os 39 do segundo, mas acabou voltando para casa com um 2x0 na cola.
Na jogo de terça, em Milão, as soluções de Mancini foram novamente pobres. O francês Vieira, incluído para melhorar o toque de bola do meio de campo, mostrou que é quase ex-atleta. Como o sérvio Stankovic mais uma vez não jogou nada, a Inter voltou a não ter articulação. Só nos lampejos do Ibrahimovic, conseguiu ter duas chances claríssimas, uma com o próprio, a outra com jogada dele para Julio Cruz chutar para fora ao invés de colocar Stankovic sem goleiro na frente do gol. Quando o Liverpool fez o gol, aos 18 do segundo (na foto, Fernando Torres comemorando), depois do Maycon entregar a bola ao sair jogando, já era espantoso que Mancini não tivesse mexido na equipe, o que ele só foi fazer aos 31, trocando o vaiadíssimo Vieira por um volante, o português Pelé.
Em resumo, os técnicos italianos Mancini e Ancelotti mostraram mais uma vez a veia retranqueira e a pobreza de idéias que os caracteriza, sendo “escovados” pelos “ingleses” Rafa Benitez e Arsene Wenger – espanhol e francês, respectivamente.
Amanhã, depois do sorteio das chaves, dou o meu parecer para as quartas – nas oitavas, as duas acumuladas que eu fiz acabaram empatando, a mais conservadora (Chelsea – Barcelona – Manchester) pagando o prejuízo da outra, que incluía a Inter de Milão.
Dos confrontos que eu não vi, a maior surpresa foi o Fenerbahce, derrubando um favoritismo de 1,36 do Sevilha. Depois de vencer por 3x2 em casa, e eu dizer aqui que achava pouco, levou os mesmos 3x2 na volta e ganhou nos pênaltis. Nos outros confrontos que eu não assisti, o Schalke 04 também eliminou o Porto nos pênaltis, e Barcelona e Manchester confirmaram seus amplos favoritismos – o último, segundo comentários, jogando apenas “para o gasto”.
Vi apenas os jogos de volta em outros dois confrontos. O Chelsea, talvez a maior barbada das oitavas, depois de 0x0 na ida, considerado pelo seu treinador “a pior partida da temporada”, passou fácil pelo Olympiakos – 3x0 ao natural em casa. Gostei do que vi, uma equipe mantém apenas Makelele fixo como volante no meio, e usa Lampard e Ballack alternando as funções de armação e combate. Chega fácil na frente sem correr muito risco atrás. Quero ver contra um adversário mais forte.
O Roma surpreendeu o Real Madrid com duas vitórias por 2x1, e mereceu a classificação pelo jogo de volta, que dominou totalmente. Destaque para o montenegrino Vucinic, que entrou no segundo tempo e acabou com o jogo.
Nos confrontos em que assisti a ida e a volta, um baile tático dos ingleses nos italianos.
O Milan, depois de escapar da derrota em Londres, tomou um banho de bola em casa de um Arsenal que jogou com apenas um atacante fixo, Adebayor, fazendo o papel de pivô para a chegada de trás dos jogadores de meio. Os ingleses dominaram o meio de campo e a posse da bola, enquanto os italianos apelaram para a ligação direta e, mesmo tendo dois volantes exclusivamente de marcação (Gattuso e Ambrosini), não conseguiram “achar” Fábregas e cia. Aos 25 do segundo tempo, vendo que o seu domínio não era traduzido no gol da classificação, Arsene Wenger tirou um dos meio-campistas (Eboue) e colocou o atacante Walcott aberto na direita, nas costas do cansado – já é quarentão – Maldini. Por ali, saiu o segundo gol, já que o primeiro havia sido um chute espetacular do já citado Fábregas, da intermediária. Justiça à equipe que dominou os dois jogos.
No outro duelo anglo-italiano, a badalada Inter de Milão, cantada em prosa e verso como uma das favoritas ao título europeu, começou a perder a classificação quando anunciou a escalação para o jogo de ida com o Liverpool. Roberto Mancini talvez tenha escutado que “os ingleses sempre jogam com duas linhas de quatro”, e resolveu fazer as suas próprias “duas linhas”, a mais adiantada com quatro volantes! Já estava dominado e sem articulação no meio, obrigando Ibrahimovic a buscar jogo no círculo central, quando teve Materazzi expulso aos 29 do primeiro tempo. Aí, a Inter entrou para dentro do próprio gol, resistiu até os 39 do segundo, mas acabou voltando para casa com um 2x0 na cola.
Na jogo de terça, em Milão, as soluções de Mancini foram novamente pobres. O francês Vieira, incluído para melhorar o toque de bola do meio de campo, mostrou que é quase ex-atleta. Como o sérvio Stankovic mais uma vez não jogou nada, a Inter voltou a não ter articulação. Só nos lampejos do Ibrahimovic, conseguiu ter duas chances claríssimas, uma com o próprio, a outra com jogada dele para Julio Cruz chutar para fora ao invés de colocar Stankovic sem goleiro na frente do gol. Quando o Liverpool fez o gol, aos 18 do segundo (na foto, Fernando Torres comemorando), depois do Maycon entregar a bola ao sair jogando, já era espantoso que Mancini não tivesse mexido na equipe, o que ele só foi fazer aos 31, trocando o vaiadíssimo Vieira por um volante, o português Pelé.
Em resumo, os técnicos italianos Mancini e Ancelotti mostraram mais uma vez a veia retranqueira e a pobreza de idéias que os caracteriza, sendo “escovados” pelos “ingleses” Rafa Benitez e Arsene Wenger – espanhol e francês, respectivamente.
Amanhã, depois do sorteio das chaves, dou o meu parecer para as quartas – nas oitavas, as duas acumuladas que eu fiz acabaram empatando, a mais conservadora (Chelsea – Barcelona – Manchester) pagando o prejuízo da outra, que incluía a Inter de Milão.
terça-feira, 4 de março de 2008
Decisões na Europa

Hoje, começam os jogos de volta das oitavas na Liga dos Campeões da Europa, com 4 jogos. O gabarito é o seguinte:
Milan x Arsenal – após o 0x0 da ida, a disputa continua equilibradíssima. Claro que o Milan, precisando da vitória simples em casa, tem um leve favoritismo, mas pode ser surpreendido pelos ingleses, que jogaram melhor e deixaram de abrir vantagem em Londres, contra um Milan excessivamente recuado – contei seis chances claras de gol, a última, com Adebayor, nos descontos, cabeceando sem goleiro e acertando a trave. O principal risco para o Milan é justamente ter que jogar de forma mais ofensiva, coisa que a equipe italiana não está acostumada. Para hoje, ao contrário do habitual, está escalado com Pato e Inzaghi na frente – normalmente, utiliza apenas um atacante. A vitória dos italianos dependerá do novo esquema funcionar, e para isto, dependerá muito de Kaká e Pirlo – o último, além da má fase, foi muito marcado na ida, e não conseguiu fazer o jogo do Milan “andar”. Resumindo, continuo em cima do muro.
Barcelona x Celtic – Pouco a comentar. Pelo resultado da ida (3x2 para os espanhóis) e, principalmente, pela diferença de qualidade, o Barca é grande barbada.
Sevilha x Fenerbahce – destaquei aqui a possibilidade que os turcos teriam de abrir vantagem em casa, mas esta acabou sendo pequena – 3x2, apenas. Na Espanha, e com uma zaga inconfiável – Edu Dracena já bateu o recorde de gols contra em uma mesma edição da Champions – os turcos não vão resistir.
Manchester United x Lyon – O empate com gols fora de casa encaminhou bem a classificação dos ingleses, que andam poupando titulares no Campeonato Inglês para focar energias na Champions, que não vencem desde 99. O Lyon, mais uma vez, vai mostrar que sua soberania se limita aos gramados da França.
Amanhã, temos:
Chelsea x Olympiakos – Empatando fora, o Chelsea também encaminhou fortemente a sua classificação. Como não vi nada do jogo, apenas mantenho a opinião de que o favoritismo dos ingleses é muito grande.
Real Madrid x Roma – a Roma abriu pequena vantagem, e o comentário geral de quem assistiu ao jogo foi de que a vitória de 2x1 dos italianos foi injusta, o Real jogou melhor. Em casa, o time espanhol, agora com Robinho de volta, deve avançar mais uma vez.
Porto x Schalke 04 – Os alemães ganharam de 1x0, que é um belo placar em mata-mata equilibrado. Outro confronto duríssimo.Sobre Inter de Milão x Liverpool, que será apenas na semana que vem, falo depois, porque o assunto é extenso – adianto que a dupla Mancini (treinador) e Matterazzi (o amigo do Zidane) entregou a classificação no sonhado título europeu do centenário...
Milan x Arsenal – após o 0x0 da ida, a disputa continua equilibradíssima. Claro que o Milan, precisando da vitória simples em casa, tem um leve favoritismo, mas pode ser surpreendido pelos ingleses, que jogaram melhor e deixaram de abrir vantagem em Londres, contra um Milan excessivamente recuado – contei seis chances claras de gol, a última, com Adebayor, nos descontos, cabeceando sem goleiro e acertando a trave. O principal risco para o Milan é justamente ter que jogar de forma mais ofensiva, coisa que a equipe italiana não está acostumada. Para hoje, ao contrário do habitual, está escalado com Pato e Inzaghi na frente – normalmente, utiliza apenas um atacante. A vitória dos italianos dependerá do novo esquema funcionar, e para isto, dependerá muito de Kaká e Pirlo – o último, além da má fase, foi muito marcado na ida, e não conseguiu fazer o jogo do Milan “andar”. Resumindo, continuo em cima do muro.
Barcelona x Celtic – Pouco a comentar. Pelo resultado da ida (3x2 para os espanhóis) e, principalmente, pela diferença de qualidade, o Barca é grande barbada.
Sevilha x Fenerbahce – destaquei aqui a possibilidade que os turcos teriam de abrir vantagem em casa, mas esta acabou sendo pequena – 3x2, apenas. Na Espanha, e com uma zaga inconfiável – Edu Dracena já bateu o recorde de gols contra em uma mesma edição da Champions – os turcos não vão resistir.
Manchester United x Lyon – O empate com gols fora de casa encaminhou bem a classificação dos ingleses, que andam poupando titulares no Campeonato Inglês para focar energias na Champions, que não vencem desde 99. O Lyon, mais uma vez, vai mostrar que sua soberania se limita aos gramados da França.
Amanhã, temos:
Chelsea x Olympiakos – Empatando fora, o Chelsea também encaminhou fortemente a sua classificação. Como não vi nada do jogo, apenas mantenho a opinião de que o favoritismo dos ingleses é muito grande.
Real Madrid x Roma – a Roma abriu pequena vantagem, e o comentário geral de quem assistiu ao jogo foi de que a vitória de 2x1 dos italianos foi injusta, o Real jogou melhor. Em casa, o time espanhol, agora com Robinho de volta, deve avançar mais uma vez.
Porto x Schalke 04 – Os alemães ganharam de 1x0, que é um belo placar em mata-mata equilibrado. Outro confronto duríssimo.Sobre Inter de Milão x Liverpool, que será apenas na semana que vem, falo depois, porque o assunto é extenso – adianto que a dupla Mancini (treinador) e Matterazzi (o amigo do Zidane) entregou a classificação no sonhado título europeu do centenário...
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
A Hora da Verdade na Europa

Amanhã, começa o mata-mata da Liga dos Campeões da Europa, com 4 jogos das oitavas de final. Meus palpites para os classificados são:
Liverpool x Inter de Milão – os italianos estão em excelente momento, liderando o Campeonato Italiano com 11 pontos de vantagem, enquanto os ingleses acabam de sofrer uma virada, em casa, contra o Barnsley, da segunda divisão inglesa, que os eliminou da Copa da Inglaterra. O favoritismo da Inter nos sites de apostas – William Hill e Sporting Bet - é um dos menos destacados, rateio de 1,57, apenas o sexto maior favorito. Confiar no momento dos italianos é uma boa indicação para arrumar um troco.
Olympiakos x Chelsea – Pela tradição, elenco e momento, o Chelsea é a grande barbada das oitavas. O William Hill concorda comigo, cotando os ingleses a 1,12 (mesmo rateio do Barcelona), enquanto o Sporting Bet prefere destacar Ronaldinho e cia. (os mesmos 1,12), e deixar o Chelsea como segundo maior favorito, a 1,166.
Roma x Real Madrid – Apesar dos sites de apostas darem favoritismo sólido para o Real (1,53 no William Hill, 1,45 no Sporting Bet), acho que aqui pode estar a surpresa das oitavas, especialmente pela ausência de Robinho do primeiro jogo – e, talvez, também do segundo. A partida de amanhã, na capital italiana, vai mostrar se a minha zebra pode se criar ou não. Para quem quiser arriscar algum no atual vice-líder do Italiano, o rateio no Sporting Bet é de 2,60.
Schalke 04 x Porto – Enquanto o Porto lidera o Campeonato Português com uma folga de 10 pontos, o Schalke é apenas o quinto no Alemão. Na opinião dos sites, é o segundo confronto mais duro – favoritismo dos portugueses, de 1,61 contra 2,20 dos alemães. Acho que dá Porto, mas como não acompanho o Campeonato Português, não posso firmar a indicação.
Na quarta, começam os outros 4 confrontos:
Arsenal x Milan – o confronto mais difícil, com rateio igual para ambos – 1,83. As lesões de Kaká e Pato poderiam enfraquecer os italianos, mas como ambos estão relacionados para o jogo de amanhã, vou ficar em cima do muro. O Arsenal tem um time muito entrosado, mesmo tendo perdido Henry para o Barcelona. O Milan é o atual campeão do mundo e tem melhor elenco, mas carece, por exemplo, de um goleiro confiável. Parada duríssima.
Celtic x Barcelona – Favoritismo total dos espanhóis, mesmo estando numa fase irregular. Para incluir nas acumuladas.
Fenerbahce x Sevilha – os turcos chegaram, comandados por Zico, Alex e Roberto Carlos, ao seu primeiro mata-mata da história. Os sites dando favoritismo amplo para os espanhóis, rateio de 1,36. Pela “fumaceira” que faz em sua casa, o Fenerbahce pode ser a segunda surpresa, já que os espanhóis, mesmo com Luis Fabiano em fase espetacular, estão apenas em sexto no Espanhol, 20 pontos atrás do Real, alternando boas e más partidas.
Lyon x Manchester United – os franceses, hexa campeões do seu país, sempre com vantagens assombrosas na tabela, parecem estar chegando ao final de um ciclo. Perderam para o Lê Mans no sábado, vendo sua vantagem diminuir para apenas 1 ponto em relação ao vice-líder Bordeaux. Se quando eles estavam “sobrando” na França, acabavam “amarelando” na Liga dos Campeões, agora, atravessando um momento não tão bom, devem facilitar a tarefa do supertime inglês. O Manchester United é, para mim e para os sites, outra grande barbada – rateio de 1,30 no Sporting Bet e 1,36 no William Hill.Os palpites estão aí. Na quinta, já será possível ter uma idéia do meu percentual de acerto.
Liverpool x Inter de Milão – os italianos estão em excelente momento, liderando o Campeonato Italiano com 11 pontos de vantagem, enquanto os ingleses acabam de sofrer uma virada, em casa, contra o Barnsley, da segunda divisão inglesa, que os eliminou da Copa da Inglaterra. O favoritismo da Inter nos sites de apostas – William Hill e Sporting Bet - é um dos menos destacados, rateio de 1,57, apenas o sexto maior favorito. Confiar no momento dos italianos é uma boa indicação para arrumar um troco.
Olympiakos x Chelsea – Pela tradição, elenco e momento, o Chelsea é a grande barbada das oitavas. O William Hill concorda comigo, cotando os ingleses a 1,12 (mesmo rateio do Barcelona), enquanto o Sporting Bet prefere destacar Ronaldinho e cia. (os mesmos 1,12), e deixar o Chelsea como segundo maior favorito, a 1,166.
Roma x Real Madrid – Apesar dos sites de apostas darem favoritismo sólido para o Real (1,53 no William Hill, 1,45 no Sporting Bet), acho que aqui pode estar a surpresa das oitavas, especialmente pela ausência de Robinho do primeiro jogo – e, talvez, também do segundo. A partida de amanhã, na capital italiana, vai mostrar se a minha zebra pode se criar ou não. Para quem quiser arriscar algum no atual vice-líder do Italiano, o rateio no Sporting Bet é de 2,60.
Schalke 04 x Porto – Enquanto o Porto lidera o Campeonato Português com uma folga de 10 pontos, o Schalke é apenas o quinto no Alemão. Na opinião dos sites, é o segundo confronto mais duro – favoritismo dos portugueses, de 1,61 contra 2,20 dos alemães. Acho que dá Porto, mas como não acompanho o Campeonato Português, não posso firmar a indicação.
Na quarta, começam os outros 4 confrontos:
Arsenal x Milan – o confronto mais difícil, com rateio igual para ambos – 1,83. As lesões de Kaká e Pato poderiam enfraquecer os italianos, mas como ambos estão relacionados para o jogo de amanhã, vou ficar em cima do muro. O Arsenal tem um time muito entrosado, mesmo tendo perdido Henry para o Barcelona. O Milan é o atual campeão do mundo e tem melhor elenco, mas carece, por exemplo, de um goleiro confiável. Parada duríssima.
Celtic x Barcelona – Favoritismo total dos espanhóis, mesmo estando numa fase irregular. Para incluir nas acumuladas.
Fenerbahce x Sevilha – os turcos chegaram, comandados por Zico, Alex e Roberto Carlos, ao seu primeiro mata-mata da história. Os sites dando favoritismo amplo para os espanhóis, rateio de 1,36. Pela “fumaceira” que faz em sua casa, o Fenerbahce pode ser a segunda surpresa, já que os espanhóis, mesmo com Luis Fabiano em fase espetacular, estão apenas em sexto no Espanhol, 20 pontos atrás do Real, alternando boas e más partidas.
Lyon x Manchester United – os franceses, hexa campeões do seu país, sempre com vantagens assombrosas na tabela, parecem estar chegando ao final de um ciclo. Perderam para o Lê Mans no sábado, vendo sua vantagem diminuir para apenas 1 ponto em relação ao vice-líder Bordeaux. Se quando eles estavam “sobrando” na França, acabavam “amarelando” na Liga dos Campeões, agora, atravessando um momento não tão bom, devem facilitar a tarefa do supertime inglês. O Manchester United é, para mim e para os sites, outra grande barbada – rateio de 1,30 no Sporting Bet e 1,36 no William Hill.Os palpites estão aí. Na quinta, já será possível ter uma idéia do meu percentual de acerto.
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Uma Prévia do Milan

Na quarta-feira de muitos jogos pela Champions League, escolhi ver o atual campeão Milan, para formar minhas opiniões para o Mundial de Clubes que vem por aí. Saindo para enfrentar o Benfica, lanterna da chave, o treinador Ancelotti iniciou a partida com o mesmo esquema que a equipe vem adotando, uma espécie de 4-3-2-1. Uma linha de quatro zagueiros, com Serginho avançando mais pela lateral esquerda, três volantes, dois deles mais fixos e o Pirlo com liberdade para armar a equipe, Kaká e Seedorf como meias de chegada, Gilardino fixo na frente.
Nos primeiros quinze minutos, Pirlo conseguia buscar jogo na intermediária do seu time sem marcação, o que proporcionou aos italianos começarem melhor e saírem na frente, em belo chute do próprio. A partir daí, o Benfica entendeu a dinâmica do jogo, adiantou a marcação e o Milan foi progressivamente sumindo. O empate veio em seguida, aos 20, gol do uruguaio Maxi Pereira. Forçando o jogo em cima do Serginho, o Benfica terminou o primeiro tempo sendo mais perigoso.
No intervalo, Maldini entrou no lugar do lateral brasileiro, passando a ficar mais fixo na marcação. Na terceira substituição, a entrada de Oddo no lugar do apagado Seedorf, o Milan adotou o velho retrancão italiano, com duas linhas de quatro bem recuadas, Kaká tentando ser a válvula de escape e o Gilardino cada vez mais isolado. Só teve duas grandes chances no finalzinho, depois que o treinador Camacho, do Benfica, tirou um zagueiro para colocar o americano Freddy Adu.
A primeira impressão é de um time muito dependente da articulação do Pirlo e do brilho individual dos meias, especialmente Kaká. Hoje, muito marcados, eles pouco produziram. Ainda terei, no entanto, a oportunidade de ver o Milan mais duas vezes antes de Tóquio, no clássico contra a Juventus (sábado) e no encerramento da primeira fase da Champions, na próxima terça, contra os escoceses do Celtic. Até lá, fico sem escolher o meu favorito para o Mundial.
Nos primeiros quinze minutos, Pirlo conseguia buscar jogo na intermediária do seu time sem marcação, o que proporcionou aos italianos começarem melhor e saírem na frente, em belo chute do próprio. A partir daí, o Benfica entendeu a dinâmica do jogo, adiantou a marcação e o Milan foi progressivamente sumindo. O empate veio em seguida, aos 20, gol do uruguaio Maxi Pereira. Forçando o jogo em cima do Serginho, o Benfica terminou o primeiro tempo sendo mais perigoso.
No intervalo, Maldini entrou no lugar do lateral brasileiro, passando a ficar mais fixo na marcação. Na terceira substituição, a entrada de Oddo no lugar do apagado Seedorf, o Milan adotou o velho retrancão italiano, com duas linhas de quatro bem recuadas, Kaká tentando ser a válvula de escape e o Gilardino cada vez mais isolado. Só teve duas grandes chances no finalzinho, depois que o treinador Camacho, do Benfica, tirou um zagueiro para colocar o americano Freddy Adu.
A primeira impressão é de um time muito dependente da articulação do Pirlo e do brilho individual dos meias, especialmente Kaká. Hoje, muito marcados, eles pouco produziram. Ainda terei, no entanto, a oportunidade de ver o Milan mais duas vezes antes de Tóquio, no clássico contra a Juventus (sábado) e no encerramento da primeira fase da Champions, na próxima terça, contra os escoceses do Celtic. Até lá, fico sem escolher o meu favorito para o Mundial.
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