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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Abu Deu Tri


O sonho do bicampeonato mundial acabou precocemente para os colorados, e a Inter de Milão fez o básico, impondo sua maior qualidade e o peso da sua camiseta contra coreanos e congoleses, conquistando assim seu sonhado tri mundial, já que o bi estava em um lugar distante na memória, há 35 anos – neste meio tempo, o rival Milan ganhou cinco Champions e três mundiais.
Sobre a derrota do Inter de Porto Alegre, muito já foi falado, entre opinões acertadas e algumas besteiras. Até a festa no embarque rumo aos Emirados já levou a culpa, em palpite do ex-colorado Lúcio, que além de infelicidade, demonstrou ignorância história, já que em 2006 a mesma manifestação foi saudada como “energia positiva” para o time.
O Inter não perdeu por salto alto ou menosprezo, talvez o único fator psicológico que tenha influenciado tenha sido o nervosismo após levar o primeiro gol. Na verdade, o Inter “confirmou seus trabalhos”, atuando no Mundial da mesma forma que em seus últimos jogos no Brasileiro: com posse de bola, mas extrema dificuldade de concluir e fazer gols; com problemas defensivos visíveis, do goleiro que não defende um único chute razoavelmente perigoso à dupla de zaga lenta e pesada, passando pela insegurança das bolas nas costas do Nei. O Inter que enfrentou o Mazembe não foi diferente do que perdeu para o Avaí ou empatou com o Vitória em pleno Beira Rio, mas o “planejamento” da Diretoria e Comissão Técnica varreu sistematicamente os problemas para baixo do tapete, e os defeitos apareceram no momento mais inesperado.
Claro que todo este post poderia ser diferente se o Sobis aproveita aquela chance clara no início do jogo, ou se o Giuliano empata na metade do segundo tempo, mas qualquer competição funciona da mesma maneira: os mais preparados sempre estarão mais perto da vitória do que aqueles que cometeram erros na sua preparação. Quem faz tudo 100% certo, pode perder um jogo ou um título, mas quem deixa de fazer o seu 100%, certamente perde com muito mais freqüência.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Chegou a Hora

O Mundial de Clubes começa para o Inter daqui a pouco. Pelo pouco que vi do Mazembe (uma parte do segundo tempo), parece ser um adversário forte fisicamente, mas muito ingênuo e limitado tecnicamente. As estréias dos sulamericanos nunca costumam ser tranquilas, mas acho que a do Inter deve ser excessão a essa regra.
Neste momento, o filme de 2006 está passando na cabeça. Espero que 2010 também deixe grandes lembranças, como a do vídeo abaixo - estádio de Yokohama, minutos antes de começar Inter x Barcelona, o clima era este...

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Arbitragens e o Corinthians


O Corinthians vem sendo mais uma vez favorecido pelas arbitragens, com vários pênaltis duvidosos ao longo do campeonato, mas também por pequenas intervenções que normalmente passam desapercebidas para observadores menos atentos.
Posso falar com tranqüilidade, por exemplo, do jogo Corinthians 0x1 Grêmio, já que assisti secando o tricolor, e vi o juiz amarelar meio time gaúcho no primeiro tempo, marcar um pênalti discutível para os paulistas no segundo e ainda, por conseqüência, expulsar o zagueiro Vilson, deixando o Grêmio com 10 homens. Sobre o lance capital, ouvi várias opiniões contra e a favor da marcação, mas é impossível não perceber a postura tendenciosa do juiz quando ele mina uma equipe com cartões e faltas próximas da grande área, enquanto alivia a outra. É a velha tática de irritar, desestabilizar psicologicamente aquela equipe que “deve perder”.
Hoje é um bom dia para ver se há realmente uma “mobilização” a favor do título corintiano no ano do seu centenário. O Inter joga na Arena da Baixada com vários jogadores importantes pendurados (D´Alessandro, Kleber e Bolívar, por exemplo), e irá enfrentar o Corinthians no domingo. Na postura do juiz de hoje, teremos um bom indicativo de como as coisas vão caminhar. Aplicação ou não de cartões amarelos pode influenciar muito a seqüência de uma competição, vide a famosa atuação do Héber Roberto Lopes na final da Copa do Brasil 2009, quando ele não deu amarelo a nenhum dos pendurados corintianos, nem mesmo ao Elias, que fez 7 faltas na partida, 4 delas por trás – sem falar na falta cobrada com a bola rolando. O mesmo Héber foi escalado para o jogo do Cruzeiro no último sábado (foto acima), outro postulante ao título, e gerou muitas queixas dos mineiros, que anunciaram após o jogo que “não vão perder o título no apito”.
O problema é que a decisão de ganhar ou perder “no apito” não é dos clubes...

sábado, 7 de agosto de 2010

Inter Mundial

Quem diria que um dia eu estaria agradecendo ao Alecsandro neste blog...
O calcanhar dele, que tanto irritou em alguns momentos, acabou colocando o Inter na final da Libertadores e no Mundial Interclubes. O Inter mereceu passar, foi melhor do que o São Paulo no jogo de 180 minutos. O tricolor do Morumbi pagou pela partida medrosa que fez no Beira Rio. Entrou para empatar em 0x0 e acabou castigado.
Ontem, foi uma montanha russa. O Renan mais uma vez mostrando insegurança em um momento crucial. O Tinga novamente expulso de forma boba (até então, vinha fazendo boa partida). Mesmo com um a menos no final, o Inter não chegou a dar oportunidades para o São Paulo. Bolívar e Índio foram dois gigantes, Sandro e Guiñazu jogaram muito, D´Alessandro foi decisivo, Giuliano entrou novamente muito bem.
Méritos também para Celso Roth, que organizou o time e mobilizou o grupo.
Como vinha repetindo o Milton Neves, tudo indica que vamos ter um Inter x Inter no Mundial.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Desinformação - Parte 2


Diz o ditado que errar é humano, mas insistir no erro é burrice. A Zero Hora de ontem insistiu no erro: continuou noticiando a escalação do Inter para o jogo contra o Vitória apontando uma dúvida na zaga, "Álvaro ou Sorondo ao lado de Danny".
Todo mundo que acompanhou os treinos do Inter sabia que Álvaro não iria jogar, como eu já havia antecipado no sábado. Para ter essa informação, era necessário ir ao Beira Rio, uma condição que não deveria estar sendo cumprida pelos repórteres da Zero Hora. No sábado, porém, logo após o meu post (feito às 11:48 da manhã), já era possível saber da ausência de Álvaro no site do Internacional, que exibia a relação dos atletas que iriam concentrar, sem ele. Pior ainda, no início da tarde (13:50), o ClicRBS já havia noticiado "Álvaro desfalca equipe contra o Vitória".
A Zero Hora de domingo, no entanto, seguiu insistindo na possibilidade do jogador - que naquela hora já devia estar comendo churrasco com a família - ser escalado.
Conclusão:
1 - A equipe de esportes da Zero Hora não vai aos treinos do Inter;
2 - A equipe de esportes da Zero Hora desconhece o site do Inter, fonte de informações oficiais do clube;
3 - A equipe de esportes da Zero Hora não acessa o ClicRBS, produzido dentro da própria empresa.

sábado, 13 de junho de 2009

Desinformação


Vivemos, aqui no Rio Grande do Sul, em um monopólio de uma imprensa desinformada e leviana. Sobre leviandade prefiro não comentar, mas a desinformação, pelo menos na parte esportiva, está gritante. Alguns dias atrás, o http://www.ttkos.blogspot.com/ já deu um exemplo de vacilo gigantesco do ClicRBS noticiando o play off da NBA. Ontem, vi outro absurdo no site da poderosa – incrivelmente maior por se tratar de uma notícia do quintal de casa. Parece que além de ser tendencioso, o principal meio de comunicação dos gaúchos é preguiçoso. Não anda nem presenciando as coisas que noticia.
Está lá, na parte esportiva do ClicRBS, a manchete “Sorondo pode ser surpresa contra o Vitória”, com o sub-título “Zagueiro uruguaio revezou posição com Danny Morais no coletivo”. Para quem assistiu o treino de ontem (como eu), parece piada. Em primeiro lugar, não houve coletivo. Tite trabalhou sempre em duas metades do campo com sete jogadores, organizando a parte defensiva com os quatro zagueiros, os dois volantes e Andrezinho ajudando, depois alternando para um trabalho ofensivo com Andrezinho - Giuliano - Tales Cunha – Alecsandro – os dois laterais (Cordeiro e Bolívar) + algum volante (Rosinei ou Glaidson). Em nenhum momento, houve qualquer movimentação de onze jogadores simultaneamente, o que poderia ser chamado de “coletivo”.
O pior é que não houve, jamais, em nenhum momento, o dito revezamento. Desde o primeiro minuto até os momentos finais, Danny Morais e Sorondo formaram a zaga da equipe que treinava sob orientação de Tite. Alterações aconteceram, é claro. Rosinei deu lugar a Maycon. Leandrão participou da parte final das movimentações ofensivas. A dupla de área, no entanto, foi sempre a mesma. O principal veículo de comunicação do Rio Grande do Sul está deitado em berço esplêndido, sem concorrência, falando o que quiser. Infelizmente, temos que engolir.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Notícia Bombástica?

No feriado de 1º de maio, saiu no blog do Milton Neves um post pesado, de grande interesse para o torcida do Inter. Achei que iria repercutir, mas uma semana depois, nada, nenhum comentário na imprensa do pampas. Vou tomar a liberdade de reproduzir apenas as partes principais, pois é um texto longo, sobre o empresário Delcir Sonda, o grande parceiro das contratações coloradas nos últimos tempos:
"...Esse vizinho, que levei pra morar em meu condomínio, é um velho amigo, mas amigo mesmo, em amizade que vem desde 1994.
E estou agora feliz porque ele está desativando - Aleluia!!! - seu castelo de areia futebolístico construído sem nenhuma explicação razoável.Foi uma sangria desatada: todos os seus executivos próximos contra a idéia e ele a favor, embirrado como uma criança ao exigir um brinquedo novo.
Rico, riquíssimo, milionário - dá de 82 a 1 em Juan Figger e de 44 a 3 em J. Háwilla -, o antigo feijãozeiro e caminhoneiro de Herval Grande-RS resolveu de repente ser “empresário de futebol”.
“Foi uma pena”, diziam e dizem diretores de seu Grupo e amigos como eu, Izael Pinto, de Camp, família Separovic Rodrigues do Shopping Frei Caneca, e outros, muitos outros.“Empresário de futebol”, essa praga que aflorou no Brasil depois da Lei Pelé feita por assessores oportunistas e ruins em tudo.
Gaúcho, colorado doente e santista fanático de infância, resolveu entrar para o futebol “porque os clubes estão quebrados, os cartolas são superados,'para passar o tempo', dinheiro não é problema pra mim e não custa nada ajudar a meus dois times necessitados”. Trata-se de um sujeito que jamais se esqueceu dos necessitados da vida: seus supermercados doam semanalmente toneladas de frutas, legumes, bolos, arroz, feijão, macarrao, refrigerantes,pães, doces e leite para 50 entidades filantrópicas do Estado de São Paulo.
Dessa foi a única atividade no Grupo Sonda da qual ele não se desligou enquanto foi ser aventureiro de empresário de futebol para “passar o tempo”.Solteiro, sem filhos, festeiro, amigo, então brincalhão, dono de um império envolvendo dezenas de supermercados, áreas milionárias em Rio das Ostras-RJ, Magé-RJ, Praia Grande-SP (Vai virar aeroporto! Sortudo!), Shopping Center ( tem 40% do maior deles na Zona Norte) e detentor do título de maior vendedor de bebidas por metro quadrado do país, mudou de hábitos e amigos quando o vírus “jogador de futebol” entrou em seu sangue, há mais ou menos três anos. “Desapareceu”.Renata Fan e eu falávamos com ele quatro ou cinco vezes ao dia.Hoje e há anos, são duas ou três vezes...ao semestre! Deixou o Grupo alimentício nas mãos de profissionais.
E foi ser “executivo de futebol” na rua Joaquim Floriano, no Itaim Bibi. A mesma da MSI. Quem conheceu dá nota 10 para as instalações das duas.
A MSI e a DIS. Kia abandonou tudo, de repente. Luz, telefone, condomínio, funcionários e o assessor de imprensa Fernando Mello ficaram a ver navios com a âncora corintiana lá no fundo do brejo. Menos o jornalista, o resto deve ter sido quitado, creio. Lá na DIS, restaram dois Andrés. Demitidos uns 10. Inclusive Stéfano “Teté” Giordano, um palmeirense boleiro. As salas alugadas, devem ser devolvidas logo. O advogado da empresa, Dr. Ernando, envolvido no stress momentâneo, morreu de infarto na quarta-feira e foi sepultado na quinta. A ordem agora é repassar os percentuais de D´Alessandro, Nilmar, Renteria, Rafael Sóbis, Thiago Neves, participações em Dentinho e André Santos, “mico” Bolaños e Neymar. Esse já tem até parceiro que “sub-locou” os 40% adquiridos junto ao pai do garoto promissor.
E as outras 70 ou 80 “revelações”? A metade dos garotos “descambou“, parou, sumiu. Os outros, Deus está vendo o que faz e um ou outro ainda pode explodir. Mas as despesas concernentes não cessam. E o irmão de meu amigo e parceiro comercial de décadas, Sr. Idi, hoje em check-up no Sírio Libanês, não quer ver jogador de futebol nem pintado de ouro e nem se for um Pelé ressuscitado com 18 anos.
Enfim, são detalhes exclusivos, particulares e carinhosos de minha parte em relação ao ocaso de uma aventura que não deveria nem ter começado, por desnecessário. Quem ficou trilionário vendendo comida e saúde, e partindo do menos zero, não precisa e não precisava se envolver nesse mundo escuro e de dinheiro até maldito manipulado por mãos não sagradas e impuras. Mas essa coisa de comprar e vender jogador é lotérica, difícil, e os supostos valores envolvidos nas transferências de atletas têm mãos demais no meio dos caminhos, encruzilhadas e labirintos. E mãos dotadas de 50 dedos cada, de homens cujos olhos são do tamanho de um King Kong. Ah, mas houve “os lucros milionários” nas vendas de Breno, Rafael Sóbis e de outras transferências que “enriqueceram” o “novo mecenas”. Cascata, no frigir dos ovos, das despesas e impostos com tudo somado aos ”efeitos colaterais”, o conjunto geral da obra acabou por contabilizar um belíssimo prejuízo profissional, financeiro e pessoal.
Delcir Sonda, meu amigo, amigo de minha esposa e de meus filhos, meu vizinho sem família - sua paixão são seus dez cachorrinhos malteses -, não irá gostar desse relato-crônica que escrevo feliz e triste. Triste porque estava na cara que tudo isso e aquilo não ia dar em boa coisa, por falta de experiência, know-how ou background. Foi um modismo. E o que teve de aproveitador que deitou e rolou em cima do entusiasmo juvenil e do deslumbramento do “novo líder” dos empresários do futebol brasileiro, hein? E feliz, porque, agora, o velho Delcir de ontem será o amigo de sempre de tanta gente e só torcedor colorado e santista, notável vendedor de comida e um sujeito obediente e não resistente aos médicos.
...
Então, Delcir, chega de jogador, ouça o Dr. Flávio, o Idi, o Leleco, o Izael e viva mais 50 anos. Mas só torcendo pelo Inter e pelo Santos e vendendo comida e saúde em seu conglomerado. Afinal, foi esse o trajeto que Deus lhe destinou. Pra que se desviar do bom caminho e rumar em direção a um abismo até físico?"
Cortei a introdução e a parte que está com três pontinhos, pois eram desnecessárias para o entendimento da história - quem quiser ler na íntegra, o site é blog.miltonneves.ig.com.br.
A dúvida é: qual o impacto desta notícia para o Internacional? Hoje, a notícia foi de que o clube estaria negociando com o "mico Bolanõs" citado por Milton Neves. A desistência do Sonda representaria a venda de jogadores importantes? Ou assumir possíveis "bombas", para que o ex-parceiro livre o seu dinheiro?
É esperar para ver.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Ecos do Centenário


O Internacional conseguiu comemorar seu centenário como queria, com festa dentro e fora do campo.
Na sexta, o foguetório da virada teve aproximadamente 5 mil pessoas e foi um bom início de festa, serviu para animar a torcida. Faltou um pouquinho mais de capricho nos detalhes, pois o telão que deveria mostrar a contagem regressiva "engasgou" na hora. Como curiosidade, o nome mais gritado pela torcida foi, surpreendentemente, Uh Fabiano.
No sábado, a caminhada teve 25 a 30 mil colorados, numa mobilização impressionante. Não compareci, vencido pela ressaca da sexta. Também não fui na festa, mas prometo comparecer no dia 17 de dezembro, que vai ser de graça.
No domingo, o principal, o Inter venceu o Grenal e eliminou o Grêmio. Alguns pontos que precisar ficar claros:
- Se Gauchão não valesse nada, o Celso Roth estaria na casamata do Grêmio hoje, contra o Aurora.
- Os penaltis seguiram a sequência lógica da arbitragem brasileira acomodadora. Gaciba não marcou penalti no Leo porque estava 0x0, marcou no Tcheco porque não havia dado o anterior, e marcou penalti no Nilmar porque havia dado um pro Grêmio. O que realmente houve nos lances é o que menos importa, é mais fácil entender a forma de pensar do juiz brasileiro. E o Gaciba é considerado o melhor...
- Jogador entra para a história quando é decisivo, resolvendo as coisas quando precisa-se dele. Com mais um gol do Índio em Grenais, espero que parem de votar no Gamarra pro melhor Inter de todos os tempos.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Clube do Povo

Voltei, depois de longa inatividade.
Voltei para elogiar a eleição do Inter. Ganhou o candidato da situação, o presidente Píffero, que fez mandato ruim, marcado pela bravata sem resultados, que assumiu campeão do mundo, começou a Libertadores do possível bi com Rafael Santos e Ediglê na zaga, acabou eliminado na primeira fase, e terminou salvo pelo título da Sul-Americana.
A eleição o fez presidente do centenário, mas também definiu um conselho 60/40 entre situação e oposição. A chapa dos anônimos elegeu 23 conselheiros, reafirmando que o Inter é o clube do povo.

sábado, 19 de janeiro de 2008

Atuação de Candidato


Vencendo o Flamengo por 2x0, o Inter avançou para as quartas de final da Copa São Paulo de Juniores. E ganhou com autoridade, mostrando que é candidato ao título.
Nos primeiros 15 minutos, foi um verdadeiro massacre, a velocidade do ataque colorado enlouqueceu a defesa carioca e liquidou a partida, já fazendo os dois gols que decidiriam a partida – Éderson a 4, Sandro a 7 minutos. No restante do jogo, o Inter continuou dominando com tranqüilidade, ajudado pela expulsão de Erick, do Flamengo, no final do primeiro tempo. No segundo tempo, teve um gol erradamente anulado e perdeu, nos últimos 10 minutos do jogo, três chances claríssimas de ampliar. Ganhou, em resumo, com bastante autoridade.
A grande qualidade do Inter tem sido o seu trio ofensivo, comandado pelo meia Tales, que articula as saídas para o ataque sempre em velocidade. Os dois atacantes, Éderson e Walter, são rápidos e habilidosos, mas a grande qualidade da dupla é a movimentação inteligente. Os dois estão sempre se deslocando, dando opção para o passe, confundindo a defesa adversária. O capitão Paulinho completa o quarteto dos destaques, sendo um segundo volante que marca e sabe sair jogando com qualidade.
Duas coisas podem comprometer as chances do Inter: a defesa e a atitude. A defesa ainda não foi devidamente testada, ainda não enfrentou um ataque de qualidade. Quando enfrentar, pode ter dificuldades. Quanto à atitude, o Inter parece relaxar quando abre boa vantagem no placar. Seus atacantes passam a enfeitar mais as jogadas, a serem mais displicentes nas conclusões, perdem oportunidades de liquidar o jogo. A Copa São Paulo tem sido pródiga em viradas surpreendentes, e o Inter tem deixado a possibilidade para seus adversários – até agora, nenhum deles teve qualidade para aproveitar.Hoje, contra o Santos, tido como o melhor entre os paulistas, será o teste de fogo do colorado.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

O Inter em Dubai - Campeão!


Bicampeão de um dos maiores campeonatos nacionais do mundo, líder invicto na atual temporada, rumo ao tri com 7 pontos de vantagem, 25 pontos na frente do atual campeão do mundo. Melhor ataque, melhor defesa – 9 gols sofridos em 18 jogos. Invicto nos últimos 21 jogos. Este é o que perdeu.
O que ganhou foi o Inter, dominando a maior parte do jogo, mostrando um padrão de jogo surpreendente para quem treinou poucos dias na pré-temporada. Contra os campeões italiano, alemão e holandês, o Inter era azarão e ganhou com autoridade.
O título é ótimo, a festa em Porto Alegre é a prova. Melhor ainda, analisando com calma, é a demonstração de força de um elenco tido como diferenciado, mas que por ter sido montado na metade do Brasileiro de 2007, ainda não tinha provado nada. Hoje, o papel virou realidade.
Foi o jogo da afirmação total do Guiñazu, do renascimento do Nilmar como craque que sempre foi, mas fundamentalmente da esperança de um time que promete. Com 11 em campo, com banco, com maturidade para enfrentar um dos melhores times da Europa no momento mantendo a posse de bola, mandando no jogo. Critiquei o Maycon no sábado, hoje reconheço a boa atuação. Ramon e Jonas entraram bem no jogo, era mesmo o dia do colorado.

Em resumo, VAMO VAMO INTER!

domingo, 6 de janeiro de 2008

O Inter em Dubai


Começou ontem a temporada 2008 para o Inter, com o jogo de abertura do Torneio de Dubai. Mesmo com pouco tempo para treinar, bateu o campeão alemão Stuttgart por 1x0, um bom alento para um ano que, espera-se, seja bem melhor que 2007 e abra caminho para um grande 2009 do centenário.
Nos primeiros 15 minutos, os alemães foram melhores, perdendo boas chances de marcar. Não sei se o Abel pretendia um 4-4-2 com Marcão de lateral esquerdo ou um 3-5-2, com Guiñazu compondo a ala. Na prática, o lado esquerdo do Inter não se acertou defensivamente, em parte porque a apatia do Alex fazia com que Guiñazu saísse para o meio para iniciar a armação das jogadas, deixando espaços na esquerda. A falta de ritmo também fazia com que o Inter errasse passes bobos, tornando o início de jogo perigoso. Aos poucos, a equipe foi se acertando e passando a criar oportunidades. O gol, a 30 minutos, surgiu de bom passe do Guiñazu para Magrão na cara do goleiro desviar, e Alex empurrar para a rede. A cabeçada de Marcão no poste, e as duas chances claras com Nilmar acabaram equilibrando o número de oportunidades perdidas pelos dois times na primeira etapa.
No segundo tempo, o Inter recuou e cansou (ou cansou e recuou), esperando o tempo passar. O Stuttgart não chegou a exercer grande pressão, mas teve algumas chances de empatar. Renan, agora como titular, acabou sendo fundamental para garantir a vitória, que levou à decisão contra seu homônimo italiano.
No balanço final, o resultado foi a melhor notícia, mas a atuação, com todas as circunstâncias de dificuldade (viagem longa, falta de treinos, etc.), foi bem razoável. Renan e Guiñazu foram os melhores do Inter, com Nilmar aparecendo em alguns contra-ataques. No lado negativo, Alex continua sumido, a defesa precisa acertar-se melhor, e o Maycon não tem a menor condição - como todos já deveriam saber - de fardar. Agora é esperar a Inter de Milão, na tarde de amanhã, para tentar trazer mais uma taça internacional para Porto Alegre.