sábado, 7 de novembro de 2009

BC Turf Sprint 2009 - Antes


Para mim, o páreo mais difícil da tarde é a Turf Sprint. Percurso com variante, curva para os dois lados e 1300 metros de pura loteria, sem nenhum favorito destacado.
No morning line, destaque para California Flag (foto) (7/2) e Diamondrella (4/1). Como o percurso não é típico para velocistas e os europeus gostam de brilhar na grama, destaco Lord Shanakill (8/1), que traz campanha de luxo em provas de grupo 1: 3º no St. James Palace Stakes, a menos de dois corpos de Mastercrafstman, 1º no Prix Jean Prat e 5º no Sussex Stakes, vencido por Rip Van Winkle, um dos favoritos da Classic.
Praticamente todos os competidores tem alguma chance.

Meu resumo: não tenho muita convicção, vou arriscar Lord Shanakill – Califórnia Flag - Diamondrella.

BC Juvenile Turf 2009 - Antes


Oito provas para comentar e tempo escasso. Por isso, análises mais curtas hoje. Além disso, ontem estudei demais as carreiras e acabei acertando pouco. Então, hoje estudarei menos. Quem sabe assim melhoro.
As provas de grama costumam ter favoritismo europeu, mas parece que para as Juvenile o velho continente não está trazendo o que tem de melhor. Interactif (foto), ganhador de duas provas de grupo 3, é o favorito (4/1) e, para mim, a indicação mais lógica, longe de ser barbada, pois este páreo é complicado.
Os europeus comparecem com cinco potros, dos quais, o destaque, pela campanha, seria para Pounced (9/2), segundo no Criterium francês. O problema, como bem observou meu conselheiro Tinho, do TTKOS, é que os animais que correm na semana do Arco do Triunfo normalmente são preparados para estarem no último furo na semana do Arco, e não depois. Assim, vou preferir Viscount Nelson (6/1), do treinador Aidan O´Brien, que vem de segundo em grupo 2 na Inglaterra. O irlandês King Ledley (20/1) parece estar um pouco abaixo em termos de campanha, enquanto Buzzword (6/1) e Awesome Act (20/1) correram dia 17/10 (!!!) em Newmarket, ou seja, em apenas 21 dias, atravessaram o Atlântico, ficaram na quarentena, e vão para a raia. Caneta neles.
Chance ainda para o americano Bridgetown (8/1), que ganhou G3 em Woodbine mostrando evolução. Bom azar para as quadrifetas é Codoy (15/1), que chegou a um corpo do favorito na última.
Meu resumo:Interactif – Viscount Nelson – Pounced - Bridgetown.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

BC Ladies Classic 2009 - Antes


A Ladies Classic fecha o primeiro dia da Breeders Cup com outro desafio aos experts. Não acho, como indica o morning line, que o páreo esteja resumido a duas competidoras. Acredito, sim, que tudo irá depender do ritmo da carreira.
Folgando na frente, a tordilha Careless Jewel (foto) (2/1) pode construir a maior vitória da sua impressionante campanha de 5 vitórias em 6 saídas (só perdeu na estréia). Da forma como vem ganhando, acredito que ela realmente irá largar e acabar.
Seu problema é ter uma parelha da Godolphin pelo caminho, com uma das duas podendo ir brigar na frente para favorecer a outra. Nenhuma das duas, no entanto, é naturalmente ligeira e ambas tem muita chance, o que me leva a crer que a equipe do sheik vai dispensar o jogo de equipe e tentar disputar com duas chances, como fez no ano passado. Se for assim, prefiro a chilena Cocoa Beach (8/1), segunda colocada nesta prova em 2008, apesar das últimas vitórias firmes de Music Note (9/5, favorita do morning line) em Nova York. Achei o terceiro de MN na última Ladies Classic uma demonstração de menos carreira no sintético.
Proviso (8/1) e Mushka (12/1), dupla que vingou no Spinster Stakes (G1) em Keeneland, também tem boa chance. Na última, Proviso ganhou, mas Mushka levou na bandeira. Ambas com campanha de grama, foram aprovadas no teste do sintético.
Também não dá para descartar Lethal Heat (20/1) e Life Is Sweet (8/1), que chegaram misturadas com Cocoa Beach na última (menos de um corpo separou as três). Igualmente merece respeito a europeia Rainbow View (6/1), ganhadora de grupo 1 na Inglaterra e Irlanda. Ou seja, este é o único páreo de amanhã em que não descarto absolutamente nenhuma competidora. Por obrigação, escolho a que vem ganhando fácil e certamente terá percurso limpo, já que corre na frente.
Resumo: Careless Jewel – Cocoa Beach – Music Note.

BC Filly And Mare Sprint 2009 - Antes


No páreo das fêmeas velocistas (1400 metros no sintético), uma tentativa de bicampeonato com boa chance de sucesso. Ventura (foto) ganhou no ano passado, disputou mais duas provas de grupo 1, ganhando uma e perdendo a outra para Gio Ponti por focinho, para então perder para Informed Decision por cabeça em percurso infeliz de seu jóquei. Após cinco meses descansando, reapareceu ganhando a Woodbine Mile (G1) na grama, páreo em que corria penúltimo algo afastada. É a melhor do lote, merecendo o favoritismo de 8/5.
Pode, no entanto, perder novamente para Informed Decision (5/2 no morning line), cada vez correndo mais, com um retrospecto de 5 vitórias de grupo em 6 saídas neste ano. Prefiro acreditar que Garret Gomez, jóquei da favorita, não vai levar duas joqueadas do Leparoux.
Também aparece bem cotada a parelha da Godolphin, Sara Louise (9/2 – a escolhida de Lanfranco Dettori) e Silver Swallow. A primeira merece respeito, pois apesar de ainda não conhecer o sintético, já derrotou Rachel Alexandra (01/11/08, em Churchill Downs). Da segunda, não gosto, principalmente pela diminuição de distância.
Game Face (10/1) ganhou a vaga na BC ao vencer grupo 1 em Calder por abandono, mas correu menos na sua primeira tentativa no sintético, quando fez quarto para Informed Decision em Presque Isle Downs, sem dar nenhuma impressão. Não sei se a pista desse hipódromo é parecida com a de Santa Anita, por isso fico em dúvida sobre a chance de Game Face.
Duas atropeladoras merecem consideração nas trifetas e quadrifetas: Evita Argentina (20/1) e Silver Swallow (30/1), que correram juntas na última em Del Mar, com vantagem para a primeira.
Resumo: Ventura – Informed Decision – Sara Louise.

BC Filly And Mare Turf 2009 - Antes


O páreo das éguas na grama e distância (2000 metros) é outra pedreira, apesar do campo com apenas 8 competidoras. Apenas Maram não parece ter campanha para enfrentar esta turma com chance de sucesso. Mesmo Visit, algo desprezada no morning line (10/1), tem chances, já que é a única que corre de frente e larga na baliza 1.
As outras seis preferem correr acomodadas, então um bom percurso pode ser o fator decisivo para a vitória. Por isso, me inclinei na direção de Magical Fantasy (foto) (3/1), que corre em casa e vem de quatro vitórias seguidas, apesar de todas elas terem sido por escassas margens. Da Europa, vem com muita chance Midday (4/1), que perdeu o Epsom Oaks por cabeça para a craque Sariska, para depois correr mais três provas de grupo 1, com um primeiro e dois terceiros (Irish Oaks e Prix De L´Opera). Deixo apenas como terceira opção a favorita Forever Together (5/2), que tenta o bi da prova, obviamente, com muita chance, mas levando a bordo Julien Leparoux, o que eu acho ser uma desvantagem. Na sua última vitória, o Diana Stakes em Saratoga, a tordilha fez uma curva quadrada, mas ainda venceu. Nem sempre é possível dar vantagem e ainda ganhar...
Também estão no páreo, com alguma chance, Rutherienne (8/1 – perdeu para Forever Together nas últimas quatro vezes que correram juntas), Pure Clan (5/1 – vem de ganhar em bonita atropelada) e Dynaforce (8/1 – há um mês, abandonou no meio da reta o páreo vencido por Pure Clan).
Resumo: páreo muito equilibrado. Por obrigação, Magical Fantasy – Midday – Forever Together.

BC Juvenile Fillies 2009 - Antes


Houve basicamente dois caminhos (ambos de grupo 1) para esta Juvenile Fillies: o Alcebíades Stakes, em Keeneland, e o Oak Leaf, em Santa Anita.
Do Kentucky, vem quatro das cinco primeiras colocadas (faltou a 3ª) no Alcebíades, onde chegaram separadas por apenas 3 ½ corpos, pela ordem (cotações para BC entre parênteses): Negligee (6/1), She Be Wild (8/1), Zilva (30/1) e Beautician (6/1). Destas, destaco a ganhadora, que tinha a melhor ação final, e a quinta colocada, muitíssimo prejudicada na hora decisiva.
Já o Oak Leaf credenciou suas três primeiras, a começar pela favorita (3/1) de amanhã, Blind Luck (foto). Sua vitória foi muito firme, dominou “de viagem”, o favoritismo é mais do que justo. A sua escoltante no mês passado foi Always A Princess (6/1), que ponteou a carreira. Desta vez, ela deve ser uma inimiga mais forte, já que o Oak Leaf havia sido apenas sua segunda apresentação, tendo saído de 1100 metros para 1700 em apenas um mês. Além disso, todos os comentários são de que ela melhorou muito nos matinais desde então. Bickersons (20/1), terceira colocada a pescoço de Always a Princess, também deve ser lembrada.
Pelos caminhos alternativos, chegam ainda outras duas postulantes: a invicta Devil May Care (8/1), que sustentou no galão trocado a vitória no Frizette Stakes (G1) em Belmont, mas terá contra si o fato de ainda não ter experimentado o sintético, e Connie And Michael (4/1), que estreou apostadíssima em Keeneland e venceu por abandono, vindo direto à BC.
Meu resumo: Blind Luck (pela última, não dá para marcar contra) – Always A Princess – Negligee – Beautician.

BC Juvenile Fillies Turf 2009 - Antes

Indicar alguém nas diversas versões Juvenile da BC é missão quase impossível. São potros e potrancas pouquíssimo corridos, o fator “evolução” pode pregar surpresas gigantescas. Pior ainda opinar se os páreos forem na grama, terreno que não é especialidade dos americanos.
Por isso, o favoritismo aqui tem que ser de Lillie Langtry (3/1), pupila de Aidan O´Brien. Ganhadora de grupos 2 e 3 na Irlanda, é a indicação natural no meio de um campo equilibradíssimo, pelo simples fato de ser ganhadora de grupo na Europa.
Das outras onze competidoras, poderia talvez colocar em plano inferior Potosina (apesar da vantagem de largar pela baliza 1), a italiana Junia Tepzia e Lisa´s Kitten, por largarem nas duas balizas de fora. Todas as outras merecem atenção. As análises colocam a invicta (duas atuações) House Of Grace como a melhor americana (4/1), mas sua vitória em Keeneland não me impressionou. Típico páreo em que um detalhe para lá ou para cá mudaria toda a história. Também com chances, por ordem de balizamento: Elusive Galaxy (12/1) já chegou a dois corpos da favorita; Smart Seattle (8/1) vem de perder a focinho para House Of Grace; Rose Catherine (8/1) ganhou em Belmont com o melhor turf speed entre todas as participantes; La Nez (20/1), apesar de nunca ter corrido na grama (só sintético), tem terceiro em grupo 1; Jungle Tale (15/1) vem de Woodbine com segundo em grupo 3; Hatheer (10/1) também chegou perto de HOG (terceiro); Tapitsfly venceu em Saratoga com muita autoridade em setembro, embora tenha corrido menos na última. Ou seja, dificílimo escolher alguém.
Meu resumo: Lillie Langtry (pelas vitórias de grupo na Europa) – Tapitsfly (como palpite para segundo) – House Of Grace. Sem muita convicção.

BC Marathon 2009 - Antes


Nada mais pertinente do que começar a maratona de 14 GPs em dois dias de Breeders Cup com a BC Marathon, em 2800 metros, na pista sintética. São 10 inscritos na prova que não tem graduação, mas que oferece bolsa de 500 mil dólares, e que tem sido muito desmerecida pelos analistas.
O favoritismo no morning line é para dois europeus. O primeiro deles é Mastery (foto) da Godolphin, cotado a 9/5. Sem dúvida o animal de maior categoria, vem de ganhar o St. Leger (G1), tradicional prova na mesma distância de amanhã. Se “pegar” a raia, deve ganhar. Os analistas indicam Father Time, da Juddmonte Farms, como o principal adversário do cavalo do sheik Maktoum. Nas duas últimas, perdeu para o favorito, por 4 ½ e 3 ½ corpos. Antes, havia vencido grupo 2 no meeting de Royal Ascot. Para mim, é boa opção para a dupla, igualmente dependendo de aceitar bem a pista. Está cotado a 3/1.
O terceiro mais visado (4/1) é Nite Light, cuja maior vitória foi no Turfway Park Fall Championship (G3), quando o deixaram galopar na frente em train lentíssimo (passou a primeira milha em 103`), e assim ganhar de ponta a ponta. Como não acho que terá a mesma vida mansa, não gosto.
Minha opção para quem gosta de pules mais altas é o veterano Cloudy´s Knight (8/1), ganhador do Canadian International de 2007, que voltou este ano após 12 meses de inatividade ganhando duas provas de grupo 3. Aos 9 anos de idade, continua atropelando com apetite, devendo estar com certeza nas trifetas e quadrifetas.
Dos demais, pouco a comentar. Acho que a última atuação de Black Astor deve ser desconsiderada e sua vitória anterior (grupo 2 em Hollywood Park), entendida como credencial boa para o nível do páreo. Man Of Iron, outro europeu, não está no nível da dupla favorita, mas pode agradecer o lasix (assim como os outros dois, é claro). Não creio em Muhannak, ganhador do ano passado, nem nos outros três inscritos.
Meu resumo: Mastery (firme, possível crava das picks) – Father Time – Cloudy´s Knight.

Breeders Cup 2009


Amanhã e sábado, teremos a maior festa do turfe mundial, a Breeders Cup, com suas 14 provas idealizadas para escolher os grandes campeões do ano. A Europa tem o Arco do Triunfo e o meeting de Royal Ascot, os sheiks tem o festival de Dubai, mas nada supera a festa americana em termos de classe e premiações.
Para quem discorda, um argumento definito: os europeus trazem sua nata para tentar vencer os americanos, enquanto estes pouquíssimas vezes se aventuram no Arco ou no King George.
Vou analisar no detalhe as provas do festival, tentando ajudar os meus dois ou três leitores na difícil missão de acertar alguma coisa. Como o meeting ocorre novamente em Oak Tree - Santa Anita, fica sempre uma interrogação sobre como animais que sempre correram em areia “real” irão aceitar a pista sintética do hipódromo californiano. Já dos gramáticos, espera-se, a princípio, boa adaptação.
Na seqüência, posto minhas opiniões sobre cada um dos páreos.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

The Star


Sea The Stars confirmou o que dele se esperava e ganhou o Arco do Triunfo da mesma forma como vinha vencendo seus desafios anteriores: trazido com calma por Mike Kinane, esperando uma passagem por dentro, para dar a partida e tirar uns 3 corpos sem dificuldade, e depois apenas fazer pose para a foto.
Inscreveu definitivamente seu nome na galeria dos maiores de todos os tempos – quem quiser ver o páreo, já está no TTKOS. Minha dupla exata bateu na trave, pois Conduit entrou quarto, agarrado em Youmzain e Cavalryman, segundo e terceiro, respectivamente. O potro Fame And Glory, meu outro escolhido para secundar a máquina, não figurou.
Não se sabe ainda o futuro do craque, mas eu torço que seus responsáveis decidam correr a Breeders Cup Classic, desafiando os americanos no sintético. Seria o maior acontecimento dos últimos anos: Sea The Stars x Summer Bird x Zenyatta. Acho, no entanto, pouco provável que sua reputação seja posta à prova em pista desconhecida. A opção mais provável é simplesmente encerrar a campanha no auge, indo logo para a reprodução.

domingo, 4 de outubro de 2009

The Bird

Já o chamei de “o outro Bird”, mas o tempo queimou minha língua. Ele é The Bird, o ganhador das principais provas do ano na Costa Leste americana. Belmont Stakes, Travers, e hoje, Jockey Club Gold Cup. Uma vitória na Breeders Cup Classic o fará, certamente, Horse Of The Year.
Summer Bird ganhou um GP de train inicial lento, percebido pelo jóquei do seu principal adversário, Quality Road, que resolveu tomar a ponta. Kent Desormeaux entendeu e foi atrás, virando a reta já dominando seu rival, para vencer por um corpo e completar uma seqüência de GPs que não acontecia há vinte anos – desde Easy Goer.
Summer Bird parece ter uma qualidade rara, corre onde seu jóquei preferir. No Belmont, veio de trás, no Travers e ontem, correu mais perto. É a espada americana para enfrentar os europeus na BC Classic.

sábado, 3 de outubro de 2009

Semana Cheia


Semana cheia de grandes espetáculos turfísticos pelo mundo, coroados pelo Arco do Triunfo, amanhã em Longchamp. Não me senti qualificado a dar palpites na semana máxima do turfe francês, para isso existe o TTKOS (link ao lado). A única coisa que eu tinha certeza era da total impossibilidade do Stud Estrela Energia faturar alguma coisa na França – podem achar que falar depois é fácil, mas juro que essa era minha convicção antes dos páreos de hoje. Para não deixar passar o assunto, vale a mesma regra para Hot Six amanhã – não figura.
De Paris, a principal notícia de hoje foi a queda da craque Goldikova (foto), apenas terceiro no Prix de La Foret. Não sei até que ponto a derrota pode mudar os planos dos seus responsáveis, desistindo de tentar o bi da Breeders Cup Mile, onde ela seria a grande favorita. Outra derrota marcante aconteceu em Newmarket, onde a favoritona Ghanaati, ganhadora das 1000 Guineas, cotada a 6/5, acabou perdendo para Sahpresa.
Nos Estados Unidos, hoje, a festa está acontecendo em Belmont Park, com cinco provas de grupo 1, e muitos candidatos ao festival da Breeders Cup. Por enquanto, só o que sei de lá é que Music Note, da Godolphin, confirmou seu estrondoso favoritismo de 1,25 e ganhou o Beldame Stakes, confirmando sua presença em Santa Anita. Segundo seu treinador, Music Note deve correr a Ladies´ Classic.
Na Jockey Club Gold Cup, novo duelo entre Summer Bird e Quality Road. O primeiro defende o título de melhor 3 anos da Costa Leste, após ter vencido o Belmont Stakes e o Travers. O segundo, ganhador do Florida Derby em recorde e favorito do Kentucky Derby, que acabaria não correndo, tenta provar que é mesmo o craque que muita gente acha. Contra os dois potros, a presença de Macho Again, que vem de quase derrotar Rachel Alexandra na sua última apresentação.
Esta Gold Cup deve indicar o que os americanos terão para tentar combater o forte esquadrão europeu que prometer desembarcar na Califórnia em busca da BC Classic. Rip Van Winkle está confirmado, e seu companheiro de cocheiras Mastercraftsman venceu hoje na Irlanda, em Dundalk, uma prova de grupo 3, com o único objetivo de testar a sua adaptação ao piso sintético, semelhante ao que enfrentará em Santa Anita. Dizem que o tordilho demonstrou gostar da raia, apesar do campo da prova não ser propriamente um grande desafio.

Amanhã, a torcida é para não chover, e Sea The Stars ser confirmado na prova. Ganhando o Arco e depois a Classic, o craque pode cravar seu nome entre os maiores da história, sem exagero. Com STS fora, acredito no derby winner irlandês Fame And Glory.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Museu do Boca


Visitei o Museo De La Pasión Boquense, o museu oficial do Boca, na minha última ida a Buenos Aires. Cantado em prosa e verso como o mais completo museu de um clube sulamericano, é um passeio legal, mas tem algumas falhas.
Logo na entrada, um corredor apresenta Los Protagonistas, uma galeria de fotos de todos os jogadores que defenderam o clube em pelo menos uma partida “oficial da primeira divisão” (sic) desde 1931. Pelo esclarecimento do folder, trata-se apenas de quem jogou pelo Campeonato Argentino, o que, de qualquer forma, é um belo trabalho de resgate histórico. Inclui vários brasileiros, até o Baiano, aquele lateral direito que jogou na Seleção na época do Luxemburgo, além dos colorados Iarley e Vargas.
Há também, obviamente, camisetas históricas, ingressos de jogos importantes, flâmulas e taças. Na ala denominada Los Campeonatos, monitores mostram gols de títulos históricos, com um problema: o mais recente é de 2000, ou seja, não estão incluídos os títulos desta década, tão gloriosa para o clube.
O passeio inclui ainda dois espetáculos audiovisuais, Los Ídolos, um filme de aproximadamente 10 minutos sobre os craques que passaram pelo Boca (legal), e La Pasión, um ambiente em formato de bola, onde um filme em 360º se propõe a simular a emoção de entrar em campo na Bombonera vestindo a camisa do clube e disputando um jogo oficial. Este é o maior mico do museu, as sessões acontecem apenas de hora em hora, e o filme é bem pobre. Além do mais, o “craque” do filme não joga nada – erra passes, toma um cartão amarelo por entrar “lotado” no adversário e cobra uma falta tão mal que o jogador da barreira mata no peito e sai jogando.
Na visita guiada pelo estádio, a Bombonera mantém aquela imponência que lhe fez fama, mas parece muito descuidada, com arquibancadas rachando e a pintura descascada. No final, dá para tirar aquelas fotos montadas, onde o visitante pode sair abraçado em Riquelme, Palermo, Tevez ou Maradona.

Na fase atual do Boca, parece que o melhor que há na Bombonera é o museu.

domingo, 13 de setembro de 2009

Polla de Potrillos


Semana passada, estive na terra dos hermanos, mas não para ver o jogo da seleção da CBF - me permito não chamar de brasileira uma equipe feita para negociatas. Fui a Palermo ver a Polla de Potrillos, primeira prova da tríplice coroa argentina.
Muito havia escutado sobre Palermo, que é um hipódromo bonito e bem cuidado, mas não é a oitava maravilha das Américas, como se fala. Dizem que há mais 5.000 slot machines (traga-monedas, como eles chamam) ajudando no faturamento, mas não vi o movimento que se comenta. Filas de espera de dez pessoas nas maquininhas? Nunca.
Cheguei por lá no páreo anterior da atração máxima. Três anos sem vitória, com alguns estreantes comentados na revistinha que comprei – uma das três disponíveis. Na minha análise, o favorito Lazy Storm, que havia beliscado em todas as suas cinco atuações anteriores, era a força, e pagava 2,60. Comentava-se muito o estreante Forty Croo, mas o rateio não era de barbada – 8,50, e com poucas pules de placê. Joguei firme no favorito, e a pedra começou a me dar tranqüilidade, mostrando um jogo cada vez mais forte na minha escolha – ganhou fácil, pagando 1,90.
Na Polla, estudei bastante, e cheguei a conclusão que a vitória não poderia fugir de três potros. Obviamente, muita chance para o favorito - 1,50 - Quartien Latin, facílimo ganhador nas suas duas apresentações, a última, um grupo 2, preparatório da Polla. Além dele, escolhi Don Valiente, que havia perdido na estréia para Call Wells (igualmente inscrito aqui), para depois vencer por 14 corpos em 93´59, tempo muito melhor do que o favorito havia marcado. Não havia como deixar de respeitar San Livinus, ganhador da Carrera de Las Estrellas Juvenille e segundo nas 2000 Guineas, duas provas de grupo, mas na grama, em San Isidro. Para mim, a evolução de Don Valiente prevaleceria. Ainda mais que ele era o mais bonito no galope de apresentação.
Após o cânter, percebi que os meus três escolhidos eram do mesmo treinador, e que Pablo Falero, o líder das estatísticas de jóqueis, montaria San Livinus, cujo trabalho na areia ele havia gostado (segundo a revista). Mudei meu jogo, optando pela dupla Quartien Latin-San Livinus. Havia avisado meus amigos que jogaria em Don Valiente, mas mudei.
Na carreira, o favorito Quartier Latin, ao contrário das anteriores, já tomou a ponta nos 1300 e virou a reta liderando. Já se percebia, no entanto, o avanço de Don Valiente. A partir dos 400 finais, a briga foi entre os dois, com Don Valiente prevalecendo nos últimos 100 metros. Após o páreo, a arquibancada se dividiu em gritos de comemoração do tipo “esse era barbada” e recriminações ao jóquei Rodrigo Blanco pela condução precipitada do favorito.

Resumindo, poderia ter saído de Palermo com 100% de aproveitamento, mas acabei estudando demais e errando o páreo principal.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Travers 2009


O Travers Stakes, conhecido como o “Derby de Verão”, é um dos GPs mais antigos dos Estados Unidos, tendo chegado, no último sábado, a sua 148ª edição. Falei aqui, após o Belmont Stakes, que o Travers 2009 “seria o início do esclarecimento”, uma possibilidade de apontar um legítimo líder masculino da geração, já que nenhum potro despontava como craque.
Sem Mine That Bird, recentemente operado, a dúvida vai continuar, apesar da firme vitória de Summer Bird. O campeão do Belmont ganhou fácil, mas sem enfrentar seu irmão paterno. Mais do que isso, um ganhador do Belmont vencer o Travers não é novidade, aconteceu com 30 dos 59 cavalos que tentaram. Summer Bird era a lógica no ultimo sábado, pena que eu só percebi depois do páreo. Quality Road, favorito de 2,50, vinha de quatro meses parado, e havia reaparecido em 1.300 metros, para enfrentar os 2.000 do Travers no barro, em apenas 28 dias. Não tomou a ponta ao natural, nem seu jóquei John Velásquez procurou forçar, preferindo correr em quarto, sempre por dentro. Quando procurou pelo favorito, tinha muito pouco a receber como resposta.
Summer Bird, corrido muito mais perto do que no Belmont, já dominou na entrada da reta e venceu por quatro corpos. Potro de estréia tardia, aparenta estar evoluindo a cada atuação, podendo ser o grande nome dos próximos GPs americanos. É esperar para ver a confirmação.
A tarde de sábado em Saratoga teve ainda boas notícias para o Sheik Maktoum e sua Godolphin. A égua Music Note venceu o Ballerina Stakes, e o tordilho Vineyard Heaven, reaparecendo após mancar em Dubai, venceu o King´s Bishop Stakes, mas acabou desclassificado em favor de Capt. Candyman Can. Perder nunca é bom, mas a atuação de VH, um dos mais promissores dois anos de sua geração, leva a crer que ele está de volta à velha forma. Ainda vai incomodar em 2009.
A semana da Godolphin, foi, aliás, como há muito não se via. Ainda em Saratoga, Sara Louise ganhou o Victory Ride (G3), o recém adquirido Delegator ganhou a Celebration Mile (G2), em Goodwood, e Campanologist levou o Winter Hill St. (G3), em Windsor, ambos na Inglaterra. Quatro vitórias de grupo no mesmo dia, e um reaparecimento auspicioso. Talvez o ano do Sheik não acabe tão ruim como pintava.

sábado, 22 de agosto de 2009

Ano Dos Craques

O ano de 2009 tem feito a festa dos amantes do turfe. É um festival de craques dando show de uma forma nunca antes vista em uma mesma temporada. A potranca Rachel Alexandra esmagando os machos com vitórias esmagadoras no dirt dos Estados Unidos. Zenyatta, a égua invicta que resiste aos percursos cada vez mais infelizes do seu jóquei Mike Smith. Goldikova, a rainha da milha nas pistas européias, rumando para a sua segunda Breeders Cup. Sariska, a ganhadora do Oaks inglês e irlandês, com direito a flauta histórica do seu jóquei no último – depois disso, veio o castigo divino, com a craque perdendo o Yorkshire Oaks para Dar Re Mi, complicando um pouco suas pretensões de ir ao Arco do Triunfo enfrentar os machos.
Muitas fêmeas, é verdade, mas também um grande craque entre os machos. Sea The Stars, ganhador do Derby de Epsom, do Eclipse Stakes, e agora, também do Juddmonte International Stakes. Aidan O´Brien, o treinador golden boy do turfe europeu, tentou de tudo para derrotá-lo. Inscreveu três adversários, dois pacemakers e o tordilho Mastercrafstman, ganhador do St. James Palace Stakes, prova de grupo1 na milha. Os dois coelhos ficaram sempre nas balizas 1 e 3, e Mastercrafstman, espertamente, dominou a carreira pelo meio dos dois, para que a passagem do favorito fosse fechada.
Mike Kinane, jóquei de Sea The Stars, preferiu, no entanto, o caminho mais arriscado. Foi atrás do tordilho, sem dar tempo que os coadjuvantes de O´Brien lhe fechassem a porta. Com o caminho livre, nos curvilhões do seu único adversário, Sea The Stars só precisou ser tirado um pouquinho para fora, para não ser ameaçado pelo chicote de Johnny Murtagh, jóquei de Mastercrafstman, que batia um pouco aberto. Nos últimos 100 metros, o favorito mostrou quem manda na Europa, deixando o tordilho, em brilhante atuação, a um corpo. Os pacemakers chegaram a mais de 30 corpos da dupla vencedora.
O vídeo é interessante, vale assistir. Agora, o céu é o limite para Sea The Stars.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

De Novo?


O consagrado Dulcino Guignoni (foto), um dos treinadores com maior número de vitórias em provas de grupo no Brasil, está de novo na corda bamba. Sua pupila La Vendetta, ganhadora, na semana do GP Brasil, do Osaf, o “Brasil das éguas”, foi novamente apanhada no antidoping, a exemplo do que já havia acontecido em novembro passado, resultando em dura suspensão para o treinador.
Ninguém duvida da classe de La Vendetta, que já havia ganho o Osaf paulista, em maio de 2008. O fato curioso é que ela, após uma parada de seis meses, havia reaparecido em junho, com segundo para Remember Carina em listed race, obtendo depois um quinto em grupo 2, na preparatória da semana máxima, derrotada por Hope e Last Bet, entre outras. No dia D, no entanto, a veterana corredora voltou a ser a “super” La Vendetta, batendo Hope, Last Bet, Remember Carina e outras onze éguas. Claro que a função das preparatórias é preparar (com o perdão da redundância) os animais para as grandes disputas, e o importante é chegar bem na hora decisiva, o que pode ter acontecido com a campeã do Osaf.
Fica, no entanto, aquele ponto de interrogação. A contraprova de hoje irá dizer se La Vendetta terá mais uma vitória de grupo 1, ou se encerra sua campanha com duas manchas no form.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

GP Brasil 2009 - Parte 2

Impossível falar do GP Brasil deste ano sem comentar, de cara, o público, de longe o menor que já vi na festa carioca. O evento da Athina Onassis na Hípica atraiu mais atenção da mídia (era óbvio) e serviu para roubar público da Gávea, mas não foi o único culpado. Há uma claríssima diminuição da quantidade de turfistas no Brasil. Os mais velhos vão morrendo, e não há reposição nas novas gerações. Jovem vibrando com as corridas, só o filho do Gonçalo Torrealba...
No José Paulino Nogueira, Táxi Aéreo confirmou seu retrospecto recente e venceu com firmeza, deixando o confirmador Northern Ireland na dupla. Talk Back, Rio Miranda e Tônemaí chegaram a seguir. Com o fracasso de Oroveso, começava a tarde negra do Stud Estrela Energia.
A milha do Presidente da República teve o forfait do seu favorito, o paulista Kapo Di Tutti, preservado de enfrentar uma raia pesada – sua seqüência de quatro vitórias havia sido construída desferrado. Venceu Olympic Election, dando o bi da prova ao Haras Regina. Um caso claro de evolução, pois havia conquistado seu primeiro clássico (um listed) 40 dias antes. Seus escoltantes foram os meus indicados, Colorado Sam e Saberete, este em atuação digna de registro, pois brigou “com a polícia” e, mesmo sem lasix (detalhe que só observei na revista), agüentou quase até o disco. Rooney e Scottish Boy completaram a pedra. O potro Uncle Tom, eleito favorito, não foi visto em carreira.
Chegou a hora do Brasil, e só se falava no trio Flymetothemoon / Hot Six / Smile Jenny. Era a lógica óbvia na opinião do Brasil inteiro, inclusive a minha. Eu não só achava como joguei bastante que a vitória ficaria com um dos três. Fiquei “sem as fichas”, pois acabou vencendo Jeune Turc, em grande condução de Marcos Mazini, entrando definitivamente para o time dos grandes jóqueis brasileiros. Este filho de Know Heights, ganhador do São Paulo 2008, havia esquecido sua carreira em algum lugar do passado, mas voltou a sua melhor forma na hora certa. Estava lindo no paddock, achou uma passagem providencial na altura dos 400 finais e surpreendeu os favoritos. Flymetothemoon deu impressão, mas acabou chegando relativamente longe do ganhador, cansando um pouco no final, talvez por ter feito um percurso sempre por fora de todos. O paulista Lignon´s Hero foi o terceiro, com Smile Jenny e Hot Six a seguir. Deste último, praticamente não se escuta o nome no vídeo abaixo, já que corria sempre entre os últimos. Quem pagou o pato pelo apagado quinto lugar foi o jóquei Jorge Leme, demitido pelo Estrela Energia na última segunda. A verdade é que era o dia de Jeune Turc – teria ganho com ou sem a passagem que encontrou, basta ver a sua ação final.
Para encerrar a festa, a Taça Cidade Maravilhosa teve a vitória da minha barbada, o paulista Biólogo, proporcionando o surpreendente rateio de 5,10. Matou nos últimos 100 metros a Power Mix, do Stud Palura, que já havia vencido o “Sãopaulinho” e quase levou também o “Brasil B”. Na segunda, o Delegações Turfísticas teve a fácil vitória de Yes Book, encerrando a festa.
Agora, o turfe brasileiro começa a pensar na Tríplice Coroa Paulista e nos preparativos para Dubai – já é dada como certa a ida de Olympic Election e Heath Row, entre outros.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

GP Brasil 2009 - Parte 1

A festa do Brasil começou, para mim, de forma irritante. Fui conferir o Leilão Top Classic no Forte de Copacabana, mas acabei barrado por “não ter feito reserva” em um salão que tinha umas 100 mesas, das quais umas 15 ocupadas... O resultado foi bom para os tempos atuais, 4,8 milhões de reais para 41 lotes, segundo o site Raia Leve. Nas pistas, o Clássico Luiz Gurgel do Amaral Valente ficou com Great Exam, confirmando sua ótima fase. No Clássico Breno Caldas, deu a dupla que eu indiquei, com Ptgualicho dominando no final a Blue Elf. O potro Trapeze nunca esteve no páreo e chegou descolocado. Acertando este páreo, e também um animal completando desenturmado (Evil Magic, no 3º páreo), terminei a sexta ganhando bem, fato inédito, pois costumo perder no primeiro dia do Brasil e ganhar nos outros. A chuva insistente mostrou logo que iria ser importante na semana, pois a raia de areia estava dando nítida vantagem para os animais que largavam por fora, encostavam na cerca externa e faziam a diagonal. Outro “sinal” da sexta feira foi dado no 5º páreo, quando o jóquei C. Lavor, montando a favorita de devolução Pérola Preta, simplesmente “pulou de cima” da égua na grande curva. Confirmando a minha observação, Lavor foi duramente vaiado no cânter do páreo seguinte, com alguns gritos de “ladrão” ecoando nas arquibancadas. O jóquei de tantas glórias explicou para o proprietário da égua que “estava com labirintite”...
No sábado, os grandes prêmios foram corridos com sol, mas com a grama muito pesada. O som do galope de apresentação dava impressão que os cavalos estavam correndo em um pântano. No Major Suckow, a primeira surpresa da tarde: Sol de Angra, largando pela baliza 14, levou a melhor. O paranaense Heat Row formou a dupla bombástica, mesmo sofrendo prejuízo gigantesco na largada (vejam no vídeo abaixo, ele é o número 4). A favorita Requebra, em percurso muito infeliz, foi apenas a terceira colocada, com sua companheira Special Class e a paulista Última Palavra completando o marcador.
No GP Roberto e Nelson Grimaldi Seabra, que passou a ter o subtítulo “Taça Osaf”, resgatando sua denominação tradicional, tivemos o primeiro come back da semana. La Vendetta, ganhadora do Osaf paulista em 2008, mas que não vencia desde então, impôs a sua grande categoria, derrotando Tanta Honra, que igualmente não ganhava desde 2008, e deu muita impressão de vitória. Hope, ganhadora da preparatória, chegou em terceiro, com a campeã do ano passado Really Winner em quarto, e Last Bet a seguir. Ou seja, citei cinco éguas aqui no post anterior, e apenas uma chegou.
No GP João Adhemar de Almeida Prado, o grupo 3 das potrancas, venceu fácil Ópera Cômica, secundada por Inchatillon, uma confirmação da dupla favorita. Tiago Josué Pereira alcançou assim, seu segundo triunfo clássico na tarde. Foi também a única vitória clássica do Stud Estrela Energia na semana, mesmo tendo algum dos favoritos em cinco das seis provas principais.
Amanhã, comento o domingo e a segunda.

sábado, 1 de agosto de 2009

A Semana do Brasil

Começa hoje a semana máxima do turfe brasileiro. A Gávea pode estar longe dos seus melhores dias, com apostas em queda, prêmios estagnados e páreos de resultado duvidoso, mas o charme do GP Brasil é inegável. Serão dez clássicos, sem contar as Provas Especiais. Como abertura, a segunda parte do Leilão Top Classic, em inédita localização, o Forte de Copacabana.
Nas pistas, teremos hoje dez corridas em pista de areia, incluindo três claimings, fato impensável dez anos atrás, quando as inscrições formavam páreos suficientes para manter o nível mais elevado. Teremos dois clássicos, o Luiz Gurgel do Amaral Valente, em 1200 metros, e o Breno Caldas, na milha. Neste, a curiosidade é saber como se comportará o potro Trapeze, tido como um dos melhores de sua geração, que após fracassar na Taça de Prata, irá enfrentar pela primeira vez os mais velhos, levando grande vantagem de peso. Nos últimos anos, os potros não tem conseguido superar os mais velhos neste clássico, o que me leva a destacar os experientes Blue Elf e Ptgualicho, deixando o potro do Stud Alvarenga como possível surpresa. Para ganhar o Breno Caldas, terá que mostrar que é “máquina”.
Amanhã, três provas de grupo. O Major Suckow reunirá os principais velocistas do país, apesar das ausências de Jaguarão e El Jogo Virtual. Impossível não apontar Requebra como favorita. Atual campeã da prova, ela parou por oito meses e venceu fácil a preparatória. Corre do jeito que o seu jóquei quiser, e me parece a força mais destacada da semana clássica. Última Palavra, a campeã do quilômetro paulista, merece respeito, mas cabe lembrar que os animais de São Paulo geralmente estranham o “cotovelo” dos 1000 metros da Gávea. Contra ela, ainda, a tradicional “marcação” que os jóqueis cariocas fazem nos paulistas. Minha previsão é de dificuldades para a égua do Haras Tango. Outra curiosidade do Suckow é a presença de dois potros que lideraram suas gerações, mas sucumbiram ao aumento de distância e foram trazidos de volta aos páreos de velocidade: Indômito, o líder paulista, e Seu Nicão, o carioca. Acredito mais no primeiro, pois acho que Seu Nicão ganhou “de ninguém”.
O sábado continua com o GP Roberto e Nelson Grimaldi Seabra, o antigo Osaf. Quinze éguas brigarão pela glória máxima, em páreo de difícil prognóstico. Destaco cinco competidoras: Estrela Anki, que tirou a tríplice coroa de Smile Jenny, mas depois fracassou no Osaf paulista; Ursula’s Home, eleita favorita em Cidade Jardim, onde fez terceiro na semana máxima, para depois vencer G3 em 2400; Remember Carina, americana do TNT que vem mostrando evolução; Hope, ganhadora da preparatória carioca; e Spring Love, que venceu o Osaf paulista, reaparecendo com quarto lugar na preparatória. O GP João Adhemar e Nelson de Almeida Prado, um grupo 3 de potrancas, é o clássico seguinte, uma novidade na semana máxima. Páreo difícil, onde a maioria das competidoras atuou poucas vezes. Os melhores retrospectos são Ópera Cômica, que chegou a liderar a geração, e Inchatillon, terceira na Taça de Prata em percurso cheio de “choro no livro”. Como boa zebra, destaco Dear Nati, que vinha de segundo para Ópera Cômica, fracassando depois em páreo duríssimo contra os machos.
O domingo começa o GP José Paulino Nogueira, o grupo 3 dos potros, outra novidade. Igualmente difícil para indicar alguma coisa, pelo mesmo motivo do páreo das potrancas. Taxi Aéreo, quem vem evoluindo sempre e fez ótimo segundo na Taça de Prata, e Oroveso, do iluminado Stud Estrela Energia, são as forças. Oroveso, segundo para Moryba e, posteriormente, para seu companheiro Uncle Tom, mereceu tanta confiança dos seus responsáveis que a parelha foi separada – Uncle Tom irá enfrentar os mais velhos no Presidente da República. A pule mais alta pode ser o paulista Rio Miranda, que vem de bom terceiro para Saberete na preparatória da milha máxima.
Por falar em milha, o GP Presidente da República é justamente o páreo seguinte. Destaca-se Kapo Di Tutti, firme ganhador da milha paulista. O filho de Redattore cada dia corre mais e terá contra si apenas o fato de não conhecer a raia carioca. As diferenças mais lógicas são Colorado Sam, ganhador da preparatória carioca, e o já citado Saberete, da paulista. Já falamos de Uncle Tom, e cabe lembrar que, ao contrário do Clássico Breno Caldas, aqui os potros realmente corredores pregam peças nos mais velhos.
No GP Brasil, mais um capítulo da rivalidade Flymetothemoon x Hot Six, que está empatada em 3x3. No Latinoamericano, o craque do Haras Doce Vale rodou, e Hot Six venceu em forte atropelada. No São Paulo, Flymetothemoon “se mexeu”antes, dominou e resistiu ao pupilo do Estrela Energia. Para mim, a dupla deve vingar novamente, e a mídia deveria explorar mais a briga entre dois cavalos que podem deixar o país em breve. Como terceira estrela da prova, a craque Smile Jenny, que reapareceu esmagando os machos na Copa ABCPCC Clássica. Não creio que a primeira posição possa escapar deste trio. Dos demais, Time For Fun parece brilhar apenas quando não está na companhia dos melhores, e Rutini terá como desvantagem o fato de correr na frente.
A festa dominical termina com a Taça Cidade Maravilhosa – LR. Pela tradição, quando os cavalos entram para o cânter, as cornetas tocam a introdução da famosa marchinha, o que sempre passa um misto de alegria por ter assistido mais um Brasil, mas uma certa melancolia de fim de festa. Hora de tomar um chopp e contar o dinheiro ganho, ou arriscar um último “tiro” para tentar recuperar o prejuízo. É outro páreo complicado, que costuma fazer a festa dos que gostam de quadrifetas meio aleatórias. No campo deste ano, destaque inegável para Biólogo, acostumado a correr na primeira turma, e não, como no próximo domingo, no páreo “B”.
Na segunda, quem fica assiste uma reunião em que todo cuidado é pouco. Os malandros do jogo pesado precisam recuperar o “tacho”, ou simplesmente aproveitar o desespero dos visitantes, então muita coisa já “sai pronta” das cocheiras. Na parte clássica, a semana se encerra com o Delegações Turfísticas, em 2100 areia. Acredito em um duelo entre o ótimo Mr. Nedawi, bom corredor também no dirt, apesar da preferência gramática que seu pai Nedawi sempre impõe, e Starman, bicampeão do Bento Gonçalves e vencedor da preparatória. O paulista Mr. Nedawi é mais cavalo, mas Starman corre “em casa”.
Uma semana cheia, de emoções fortes. Recomendo muito cuidado com os páreos de turma, principalmente na sexta e na segunda. Afinal, como já comentei várias vezes, a Gávea é cada vez mais uma terra de ninguém, em que “diversidade de performance” é um termo em desuso, provavelmente por ser bondoso demais para os dias atuais.
(este post foi escrito ontem, só não entrou no ar por problemas com a minha senha)

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Arbitragens Espertas

O árbitro de futebol mais lembrado do Brasil, Edílson Pereira de Carvalho, ensinou que o juiz que pretende manipular um resultado nunca o faz em lances capitais, pois estes sempre estarão “na vitrine”, sendo discutidos em programas esportivos e lembrados pelos torcedores. É muito mais fácil “matar aos poucos” a equipe que se pretende prejudicar.
O vídeo abaixo anda circulando no You Tube, mostrando alguns lances da final da Copa do Brasil – o jogo do Beira Rio, porque a performance de Éber Roberto Lopes na primeira partida nem precisa mais ser discutida. Não concordo com todos os lances apresentados, e o vídeo está aqui para que cada um tire suas próprias conclusões. Acho importante destacar três pontos:
1 – A falta do Guiñazu sobre Dentinho aos 7´ do primeiro tempo, e o lance seguinte, de Elias sobre Taison, ambos ocorridos na frente do juiz.
2 – O carrinho do Magrão (39´ do segundo), considerado pelo comentarista José Roberto Wright “jogo perigoso”. Comparado aos lances na origem dos gols corintianos (carrinhos frontais sobre Índio e D´Alessandro), no que ele difere?
3 – A reação do Nilmar, jogador reconhecidamente tranqüilo, nos lances dos 25´ do primeiro e 15´ do segundo. Em ambos, dá a impressão que ele sinaliza para o juiz algo como “apita pelo menos uma pra nós”.
É claro que o Corinthians levou o título porque aproveitou erros do Inter, especialmente no Pacaembu. Não dá para culpar a arbitragem pelo resultado final, apenas parece, como dizia o Barão de Itararé, que “há algo mais no ar além dos aviões da Varig”.

domingo, 28 de junho de 2009

Disputas Interessantes

Os últimos dias têm sido movimentados no turfe mundial. Não comentei a sequência do meeting de Royal Ascot, que viu o histórico tetracampeonato de Yeats na Gold Cup. Também deixei passar os reaparecimentos vitoriosos de Rachel Alexandra e Zeniatta, assim como o Irish Derby, que acabou não tendo a presença do derby winner inglês Sea The Stars.
Vou comentar, então, o importante domingo que o Hipódromo da Gávea terá hoje, com quatro provas de grupo. É um “festival” que atualmente merece aspas, este promovido pela ABCPCC. Antigamente, a ANPC, antecessora do órgão atual, promovia um grande conjunto de provas clássicas no mesmo dia, culminando na Copa ANPC Clássica, com importância e premiação próxima a dos GPs São Paulo e Brasil. O festival da ANPC era a versão brasileira da Breeders Cup. Hoje, a entidade consegue organizar apenas o GP ABCPCC – Matias Machline como prova central, além de uma Copa Velocidade, de Grupo 3. Para não ficar feio, adiciona as Taças de Prata de potros e potrancas.
A festa inicia com o páreo dos velocistas, com apenas 5 competidores. Para mim, a decisão ficará entre as éguas Special Class e Cores Do Brasil. Prefiro a primeira, que derrotou os machos em grupo 3, no final de abril, e corre “em casa”. A paulista Cores do Brasil já ganhou dela, mas em Cidade Jardim. Viajando para correr no Rio, terá uma certa desvantagem. Como terceira opção, surge Sol De Angra, que reapareceu de longa inatividade em 30/05, perdendo sua invencibilidade por focinho em páreo de Pesos Especiais. Não acredito em El Jogo Virtual, ganhador da Penca de Carazinho em impressionantes 30´9 segundos, suposto recorde mundial dos 600 metros. Terá grande vantagem no peso e irá largar na baliza 1, mas irá enfrentar uma turma encorpada. Se ganhar, virá lenda.
Na Taça de Prata das potrancas, despontam Ópera Cômica, do Stud que ganha tudo atualmente, o Estrela Energia, e Desejada Normand, do Stud Alvarenga. No último encontro delas, ganhou a primeira. Antes, na areia, havia vencido a pupila do Alvarenga. De São Paulo, vem a ligeira Questing New, que parece não ter gostado do aumento das distâncias. Até 1400, ele ponteava e agüentava. Nas duas últimas, em 1500 e 1600, perdeu no final. Chance ainda para Action Street, que vem de dois segundos em provas de grupo, um deles chegando na frente da própria Questing New. Contra ela, o fato de vir do Paraná direto para a Gávea, uma viagem pesada, principalmente para uma potranca de apenas 430 quilos. Como palpite, fico com Ópera Cômica.
Na Taça dos potros, talvez esteja o campo mais qualificado da tarde. O invicto Seu Nicão, que esteve perto de ser vendido para o exterior, experimenta pela primeira vez a grama e a distância da milha. Até agora, manteve uma impressionante invencibilidade. Na vez que ganhou mais apertado, o fez por 7 corpos e meio. Contra ele, Too Friendly, já ganhador de grupo 1. Na semana do GP São Paulo, o representante do Santa Maria de Araras largou e acabou no GP Juliano Martins, marcando 93´9, ótimo tempo para o dia. Não se pode esquecer Trapeze, tido como craque, e que acaba de perder sua invencibilidade em prova de grupo 1, derrotado por um corpo e meio após seu jóquei perder o chicote na reta final. Será uma bela disputa.
Na prova central, que homenageia o falecido dono do Haras do Sul, apenas sete candidatos, mas uma disputa equilibrada. Fala-se muito em Gibson, ganhador do Derby Carioca, e que chegou fora do marcador, a seguir, no GP São Paulo. Time For Fun, o mais velho do lote, parece ser um adversário de peso. Meu palpite, no entanto, é Smile Jenny, a potranca que deixou de ser tríplice coroada por cabeça. Chance ainda para Engaging e Desejado Máximo.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Royal Ascot - Dia 1

Como já foi dito aqui, começou ontem o meeting de Royal Ascot, o mais importante do turfe europeu. Há, claro, a semana do Arco do Triunfo em Longchamp, igualmente com importantes disputas de grupo 1, mas Ascot, além da indiscutível qualidade, tem uma quantidade impressionante de clássicos. São 17 provas de grupo, 7 delas de grupo 1, que tentarei comentar. Hoje, a principal carreira era o Prince Of Wales Stakes, em 2000 metros, cujo resultado já sei (venceu Vision D´Etat), mas ainda não consegui assistir.
Ontem, a festa abriu com o Queen Anne Stakes, um milha para produtos de 4 anos e mais idade. Já comentei o retumbante fracasso da parelha da Godolphin, Gladiatorus e Alexandros. Falo de novo no mesmo assunto para destacar a bela vitória de Paco Boy, que até então gerava dúvidas sobre sua capacidade de chegar à milha. Ele acabou com qualquer incerteza, corrido na expectativa para dominar com facilidade nos últimos 250 metros. Quando seu jóquei fez correr, ele “largou dali”, como mostra o vídeo abaixo.
A seguir, tivemos o King´s Stand Stakes, em 1000. Pela quarta vez em oito anos, vitória de um australiano. Scenic Blast, eleito favorito, confirmou sem grandes sustos.
Na outra prova de grupo 1, o St. James Palace Stakes, uma milha para produtos de 3 anos, emocionante vitória de Mastercraftsman, em disputado final contra Delegator. O ganhador chega a sua sexta vitória em oito saídas, a quarta de grupo 1. Mostrou a valentia dos craques por parecia que seria dominado, mas na tocada de Aidan O´Brien, voltou por dentro a livrar pescoço.
Amanhã, a festa continua com a Ascot Gold Cup, em longos 4000 metros. Na sexta, o Coronation Stakes, equivalente feminino do St. James Palace. No sábado, a festa termina com o Golden Jubilee Stakes, em 1200.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Ano Negro da Godolphin


Os resultados da Godolphin em 2009 devem estar enlouquecendo seu proprietário, o Sheik Maktoum. Hoje, com o início do meeting de Royal Ascot, a semana mais importante do ano no turfe inglês (são 17 provas de grupo em cinco dias), a famosa blusa azul adicionou mais algumas decepções na extensa lista deste primeiro semestre.
No Queen Anne Stakes (G1), fracassou Alexandros, que vinha de bom segundo no Lockinge Stakes (G1). Pior ainda, falhou também seu novo companheiro de farda Gladiatorus, adquirido pelo Sheik após vencer com muita firmeza o Dubai Duty Free em Nad Al Sheba.
Tem sido um ano ruim para o maior investidor em PSI do mundo. Houve, claro, vitórias no carnival de Dubai, as principais na Godolphin Mile (Two Step Salsa) e no UAE Derby (Regal Ransom), ambas provas de grupo 2. Até agora, no entanto, analisando as inscrições da Godolphin em provas de grupo fora de Dubai, observamos 35 tentativas e apenas uma vitória, de Mastery, no Derby Italiano (G2). De resto, 14 colocações e 20 descolocações. Nenhuma vitória de grupo 1, e já estamos em 16 de junho.Pior de tudo, a equipe da Godolphin (na foto) começa a pegar fama de piorar a performance dos cavalos que compra por somas milionárias – Gladiatorus, hoje, foi mais um exemplo.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Desinformação - Parte 2


Diz o ditado que errar é humano, mas insistir no erro é burrice. A Zero Hora de ontem insistiu no erro: continuou noticiando a escalação do Inter para o jogo contra o Vitória apontando uma dúvida na zaga, "Álvaro ou Sorondo ao lado de Danny".
Todo mundo que acompanhou os treinos do Inter sabia que Álvaro não iria jogar, como eu já havia antecipado no sábado. Para ter essa informação, era necessário ir ao Beira Rio, uma condição que não deveria estar sendo cumprida pelos repórteres da Zero Hora. No sábado, porém, logo após o meu post (feito às 11:48 da manhã), já era possível saber da ausência de Álvaro no site do Internacional, que exibia a relação dos atletas que iriam concentrar, sem ele. Pior ainda, no início da tarde (13:50), o ClicRBS já havia noticiado "Álvaro desfalca equipe contra o Vitória".
A Zero Hora de domingo, no entanto, seguiu insistindo na possibilidade do jogador - que naquela hora já devia estar comendo churrasco com a família - ser escalado.
Conclusão:
1 - A equipe de esportes da Zero Hora não vai aos treinos do Inter;
2 - A equipe de esportes da Zero Hora desconhece o site do Inter, fonte de informações oficiais do clube;
3 - A equipe de esportes da Zero Hora não acessa o ClicRBS, produzido dentro da própria empresa.

sábado, 13 de junho de 2009

Desinformação


Vivemos, aqui no Rio Grande do Sul, em um monopólio de uma imprensa desinformada e leviana. Sobre leviandade prefiro não comentar, mas a desinformação, pelo menos na parte esportiva, está gritante. Alguns dias atrás, o http://www.ttkos.blogspot.com/ já deu um exemplo de vacilo gigantesco do ClicRBS noticiando o play off da NBA. Ontem, vi outro absurdo no site da poderosa – incrivelmente maior por se tratar de uma notícia do quintal de casa. Parece que além de ser tendencioso, o principal meio de comunicação dos gaúchos é preguiçoso. Não anda nem presenciando as coisas que noticia.
Está lá, na parte esportiva do ClicRBS, a manchete “Sorondo pode ser surpresa contra o Vitória”, com o sub-título “Zagueiro uruguaio revezou posição com Danny Morais no coletivo”. Para quem assistiu o treino de ontem (como eu), parece piada. Em primeiro lugar, não houve coletivo. Tite trabalhou sempre em duas metades do campo com sete jogadores, organizando a parte defensiva com os quatro zagueiros, os dois volantes e Andrezinho ajudando, depois alternando para um trabalho ofensivo com Andrezinho - Giuliano - Tales Cunha – Alecsandro – os dois laterais (Cordeiro e Bolívar) + algum volante (Rosinei ou Glaidson). Em nenhum momento, houve qualquer movimentação de onze jogadores simultaneamente, o que poderia ser chamado de “coletivo”.
O pior é que não houve, jamais, em nenhum momento, o dito revezamento. Desde o primeiro minuto até os momentos finais, Danny Morais e Sorondo formaram a zaga da equipe que treinava sob orientação de Tite. Alterações aconteceram, é claro. Rosinei deu lugar a Maycon. Leandrão participou da parte final das movimentações ofensivas. A dupla de área, no entanto, foi sempre a mesma. O principal veículo de comunicação do Rio Grande do Sul está deitado em berço esplêndido, sem concorrência, falando o que quiser. Infelizmente, temos que engolir.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Outro Bird

O Belmont Stakes teve outro Bird como herói. Ao invés do derby winner Mine That Bird, ganhou Summer Bird, ganhador de apenas um páreo comum até então e sexto colocado no Derby. O Bird comum ao nome não é coincidência, ambos são filhos de Birdstone, ganhador do Belmont em 2004.
O segundo colocado foi o tordilho Dunkirk, que estabeleceu um ritmo vivo nos primeiros 800 metros, galopado depois em train mais ameno, e que parecia, na entrada da reta, que seria apenas o quarto colocado, pois estava sendo dominado pelo favorito e por Charitable Man, sem falar na atropelada já vistosa do ganhador. Dunkirk reagiu com valentia para garantir a dupla, deixando Mine That Bird apenas em terceiro e Charitable Man, muito prejudicado, em quarto.
Muito se falou, antes e depois do páreo, sobre o ritmo de carreira. Antes, falava-se que o train lento desfavoreceria Mine That Bird. Como o ritmo da corrida não teve nada de lento, a derrota do derby winner só pode ser creditada a duas coisas: precipitação do jóquei Calvin Borel, deixando seu conduzido avançar cedo demais em um páreo com ritmo forte, ou o desgaste natural de correr as três provas da Tríplice Coroa (foi o único dos 4 primeiros em Belmont a faze-lo). Depois, falou-se que Dunkirk estabeleceu parciais muito frenéticas, que teriam eliminado suas chances e favorecido um animal que veio do fundo do pelotão.
Como o Belmont Stakes é meu páreo preferido nos states, analisei as seis últimas edições para dar opinião sobre as parciais do páreo. Observando a tabela que está na parte de baixo do post, vemos que Dunkirk estabeleceu ritmo intenso nos 400 e 800 metros, semelhante apenas a Bob And John em 2006, que acabaria “caindo morto” no Belmont vencido por Jazil. Suas marcas para 1.200 e 1.600 metros foram, no entanto, parecidas com as de Da´Tara, que venceu de ponta a ponta no ano passado. Nos padrões dos últimos seis anos, destoam apenas as parciais de 2007, quando dois animais “caminharam” na ponta e não chegaram, e 2004, quando Stuart Elliot “deu a partida” em Smarty Jones de forma alucinada, botando fora a tríplice coroa.
Dunkirk perdeu por imprimir um ritmo exagerado? Não parece – acho mesmo é que o tordilho não é tudo o que pensam. Mine That Bird teve que avançar cedo porque o páreo estava muito lento, como disse Calvin Borel? Também não– Borel “correu muita barbada”, achou que ganhava na hora que desejasse.
Esta geração de potros americana continua sendo uma incógnita, é difícil afirmar quem é a “máquina”, se é que existe alguma entre os machos, já que Rachel Alexandra é a grande fêmea da América. O Travers Stakes será o início do esclarecimento, que só irá terminar mesmo na Breeders Cup Classic.












sábado, 6 de junho de 2009

O Belmont Stakes


Hoje é dia da 141ª edição do Belmont Stakes, última prova da Tríplice Coroa americana. Uma grande festa popular, que costuma levar um mínimo de 50 mil pessoas ao hipódromo – foram 120 mil em 2004, quando Birdstone estragou a festa de Smarty Jones. Por dez dólares, é possível entrar no térreo da tribuna principal, sem necessidade de traje especial. Aliás, sem necessidade de traje nenhum, dá para entrar até sem camisa, como mostra a foto acima, tirada por mim em 2005. O povo vai com a família, come cachorro quente, toma cerveja, aposta umas moedas e se diverte. E as moedas de milhares de americanos somadas, dentro e fora do hipódromo, acabam gerando um movimento que beira os 100 milhões de dólares.
Sem Rachel Alexandra, ganhadora do Preakness, o justo favoritismo é do derby winner Mine That Bird. Sua principal ameaça parece ser Charitable Man, que venceu o Belmont Futurity (G2) aos dois anos, teve que parar por sete meses, reapareceu fracassando no Blue Grass Stakes (por isso não indo ao Derby) para depois vencer de forma categórica o Peter Pan Stakes (G2), mês passado. Há esperança também em Dunkirk, tordilho sempre tido como máquina, mas que até agora tem na sua ficha uma derrota para Quality Road no Florida Derby (em tempo recorde, é verdade) e um fracasso no Kentucky Derby, onde tem a desculpa do percurso bastante desfavorável.
Fala-se que o principal inimigo de Mine That Bird deve ser o ritmo de carreira, mais lento que nas duas provas anteriores. Há também o inegável desgaste de correr as três coroas. Para mim, ele já mostrou que tem categoria para superar tudo isso, e deve vencer.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Ganhou o Barcelona

Ganhou o Barcelona na Champions League, todo mundo já sabe. Escrever sobre notícia velha é brabo, por isso apenas alguns pontos:
- O Manchester não vinha jogando bem, mas ganhava no talento individual dos seus craques. Contra uma equipe igualmente talentosa e mais organizada, foi dominado durante oitenta minutos. Sir Ferguson chegou a ter, no segundo tempo, cinco atacantes em campo (Cristiano Ronaldo, Rooney, Tevez, Berbatov e Giggs, originalmente um ponta agudo), no melhor estilo Abelão.
- Giggs era excelente jogador na década de 90. Hoje, com 35 anos, é um a menos em campo.
- Será que alguém ainda irá cantar que "Obina é melhor que Eto´o"?
- Messi certamente será eleito o melhor do mundo. Por enquanto, não achei nos sites de apostas nada com relação ao prêmio da Fifa. Se encontrar, aviso.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

O Preakness

Sábado passado, não consegui assistir o Preakness Stakes, segunda prova tríplice coroa americana – estava em São Paulo, envolvido com as corridas ao vivo. Venceu Rachel Alexandra, a melhor potranca da América, batendo os machos, inclusive Mine That Bird, o ganhador do Kentucky Derby. Calvin Borel, piloto do derby winner, preferiu montar Rachel Alexandra e confirmou o acerto da escolha. Mais uma vez, os americanos não terão tríplice coroado, pois Mine That Bird foi o segundo em excelente esforço final.
O vídeo está aí, tirem suas próprias conclusões. Eu não concordo que Mine That Bird poderia ter vencido, como opinaram alguns, se atropelasse pela cerca, a exemplo do que fez em Kentucky. No último sábado em Pimlico, ninguém ganharia da potranca. A terceira prova em Belmont Park deve ter outra história, e Mine That Bird é desde já meu favorito.

terça-feira, 19 de maio de 2009

GP São Paulo - Parte II

Nas primeiras horas de domingo, o GP São Paulo já começou a ser notícia no programa Altas Horas, um esforço da Globo em abrir espaço para a prova que patrocinava. Entrevistados por Serginho Groisman, os jóqueis Nelito Cunha e Josiane Goulart. A pérola, no entanto, ficou por conta do ator Ney Latorraca que, ao ser perguntado se já havia ido ao Jóquei, respondeu que “não era viciado, mas seu avô era”...
Voltando às carreiras, o domingo de três provas de grupo 1 e outros três páreos importantes começou com o Clássico Adil, em 3218 metros. Com apenas cinco competidores, uma vitória fácil do mais categorizado, o tordilho Ocho El Negro, que vinha de um retumbante último lugar a 34 corpos de I Remember. No domingão do São Paulo, no entanto, Ocho El Negro foi corrido com muita calma por Altair Domingos, saindo do último lugar para a tomar de golpe a ponta nos 1400 finais e não mais ser alcançado, deixando o próprio I Remember longe em terceiro.
No GP Juliano Martins, o grupo 1 dos potros de 2 anos, uma vitória esmagadora (e surpreendente) de Too Friendly, do Santa Maria de Araras. Quando todos esperavam o líder da geração Indômito brigando na frente, o ganhador, que corria pela primeira vez na grama, foi quem largou e acabou. Seus escoltantes, Luther e Vasuveda, demonstraram evolução. O segundo mais apostado Tommasi foi o quarto, com o favorito Indômito, corrido mais acomodado, finalizando apenas em quinto.
Na milha do GP Presidente da República, prevaleceu o favorito Kappo Di Tutti, em nova direção tranqüila de Altair Domingos. Foi a quarta consecutiva deste milheiro que ganha cada vez mais firme. Na segunda posição, a égua Mary Rê, em quem eu não acreditava. A seguir, o renascido Snack Bar e o chegador Resende. O tempo foi 6 décimos inferior ao de Too Friendly, o que só serviu para enaltecer ainda mais a vitória do potro.
Chegou, então, o grande momento: o GP São Paulo, talvez com o melhor campo da década. Afinal, seis ganhadores de grupo 1 estavam alinhando em busca da vitória. Um deles, o ganhador do último GP Brasil, Top Hat, comandou as ações, como de hábito, mas acabou esmorecendo na entrada da reta. A briga ficou entre os dois favoritos. Flymetothemoon, que havia derrubado J. Ricardo no Latinoamericano, se apresentou antes, dominando a prova, e resistindo ao ataque final de Hot Six, o ganhador do referido Latino, para vencer por um corpo. O duelo entre os dois, que poderia ser explorado pela mídia na improvável hipótese de ambos correrem o GP Brasil, está agora empatado em 3x3. No último domingo, Flymetothemoon venceu no percurso de Waldomiro Blandi, que trouxe o seu conduzido mais perto dos ponteiros (sétimo / oitavo) e entrou na reta por dentro, achando a passagem pela baliza quatro para dominar o páreo. Hot Six foi corrido por Altair Domingos um pouco longe demais, sempre entre os cinco últimos, e entrou na reta um pouco aberto. Seu bom esforço final não foi suficiente para lhe dar a vitória.
Foi um belo GP São Paulo, com casa cheia (muito curioso e pouco apostador, é verdade) e bom nível no páreo principal. Cidade Jardim pode não estar nos seus dias mais gloriosos, mas pelo menos é um hipódromo bem cuidado, e acaba de realizar duas grandes festas turfísticas no mesmo semestre. Espero que a Gávea deixe de ser a “terra de ninguém” e volte também a ter dias melhores.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

GP São Paulo - Parte I


Há muito a ser contado sobre o GP São Paulo 2009, por isso vou dividir em duas partes. A festa começou na sexta, com seis páreos de qualidade inferior (quatro claimings) e o outrora milionário leilão Top Classic. Com a tão falada crise mundial, o leilão que era sinônimo de preços nas nuvens não mostrou o mesmo fôlego de anos anteriores, proporcionando alguma cenas insólitas. Um exemplo: entrou na pista um lote de potrancas do Haras Mondesir, filhas, respectivamente, de Gilded Time (ganhador das Breeders Cup Juvenille e Sprint) e Roi Normand (pai de inúmeros ganhadores de Grupo 1, Riboletta e Redattore entre eles). Mesmo possuindo linhas baixas igualmente frondosas, as duas mereceram meros R$ 1.300 de parcela. O comprador optou pela filha de Roi Normand, sendo prontamente convidado pelo leiloeiro a ficar também com a outra “pelo mesmo preço”. Ante a negativa do investidor, a filha de Gilded Time, mesmo tendo Fausse Monnaie, uma das maiores reprodutoras da história do turfe brasileiro, como sua terceira mãe (bisavó, para os leigos), retornou à pista, merecendo apenas mil reais de parcela. Não pagou nem as coberturas...
No sábado, começou a disputa na raia. Logo no segundo páreo, uma das minhas dicas se confirmou. Quari For Two, apesar de não ser estreante, reaparecia vindo do Paraná com o baixíssimo rateio de 1,30 na abertura das apostas (acabou fechando em 1,60), credenciado por colocação em prova de grupo aos dois anos, enfrentando agora o páreo de 3 anos sem vitória. Era, no entanto, uma tragédia anunciada – havia sofrido hemorragia violenta nas duas últimas atuações, e correria sem lasix. Estava fácil de identificar a “bomba” da semana... Dito e feito, o favorito paranaense brigou na frente e acabou descolocado – aproveitei para tirar todo o meu prejuízo da sexta.
No GP Osaf, primeira prova de grupo do festival, as principais éguas do Brasil se enfrentaram em um páreo que historicamente proporciona surpresas. Desta vez, prevaleceu a lógica, vencendo Spring Love (foto acima), representante carioca em evolução, que havia vencido prova preparatória do Osaf na Gávea. Fúria Olímpica e Ursula´s Home, que haviam formado (na ordem invertida) a dupla da preparatória paulista, chegaram a seguir.
Encerrando as disputas de grupo 1 do dia, o GP ABCPCC reuniu os principais velocistas do país, com exceção da craque Requebra, amargando um afastamento das pistas para recuperação. As atenções recaíam, então, sobre Taludo, ganhador da mesma prova em 2008, mas que havia corrido pouco no seu reaparecimento, em abril. Na hora da verdade, o favorito pouco produziu. As éguas Última Palavra, pela raia 1, e Sicília, pela cerca externa, comandaram as ações. Nos últimos 100 metros, Jaguarão, outro dos mais cotados, atropelou forte por fora, mas não em tempo de vencer. Última Palavra resistiu, mostrando que o sol que brilhou durante toda a tarde havia secado a parte interna da pista – não por acaso, o outro páreo de 1000 metros do dia também foi vencido pelo animal da baliza 1. Jaguarão mais uma vez “bateu na trave” em provas importantes, e Sicília também repetiu suas atuações, novamente ponteando e esmorecendo quando a parceria fica mais reforçada (acabou em quinto).
Amanhã, comento os páreos de domingo.

domingo, 10 de maio de 2009

Semana de Turfe

Estarei em São Paulo na próxima semana - assuntos profissionais e, é claro, o GP São Paulo. O citado Grande Prêmio promete ser o de melhor nível técnico em muitos anos, com vários animais de categoria que ainda não sairam do Brasil, seja por decisão dos seus proprietários ou da crise do Mormo, doença que fechou as fronteiras brasileiras para exportação.
Para quem vai ou pretende assistir pela televisão, alguns padrões repetidos que identifiquei nos últimos anos. Algumas dicas:
- Se a grama ficar pesada, quem conseguir ficar na cerca externa da reta de chegada leva grande vantagem (é uma dica óbvia, todo mundo sabe, mas nunca é demais repetir). Ou seja, em páreos de 1000 metros, se a grama não estiver leve, é prudente sempre preferir, por exemplo, o número 14 do que o número 2, se o apostador estiver em dúvida.
- Todo ano, existe um cavalo do Paraná que vai estrear no páreo de perdedores devolvendo o dinheiro e vai fracassar. Porque? Não sei, mas é fato. E os malandros de lá vão "aceitar o resto" da suposta barbada e tomar o dinheiro da maioria.
- Esqueça quadrifetas acumuladas, pick 8, etc. É impossível acertar.
- Ao sentar em qualquer ambiente do Jockey, pergunte os preços. Aquele buffet em que todo mundo está comendo pode custar R$ 150...

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Notícia Bombástica?

No feriado de 1º de maio, saiu no blog do Milton Neves um post pesado, de grande interesse para o torcida do Inter. Achei que iria repercutir, mas uma semana depois, nada, nenhum comentário na imprensa do pampas. Vou tomar a liberdade de reproduzir apenas as partes principais, pois é um texto longo, sobre o empresário Delcir Sonda, o grande parceiro das contratações coloradas nos últimos tempos:
"...Esse vizinho, que levei pra morar em meu condomínio, é um velho amigo, mas amigo mesmo, em amizade que vem desde 1994.
E estou agora feliz porque ele está desativando - Aleluia!!! - seu castelo de areia futebolístico construído sem nenhuma explicação razoável.Foi uma sangria desatada: todos os seus executivos próximos contra a idéia e ele a favor, embirrado como uma criança ao exigir um brinquedo novo.
Rico, riquíssimo, milionário - dá de 82 a 1 em Juan Figger e de 44 a 3 em J. Háwilla -, o antigo feijãozeiro e caminhoneiro de Herval Grande-RS resolveu de repente ser “empresário de futebol”.
“Foi uma pena”, diziam e dizem diretores de seu Grupo e amigos como eu, Izael Pinto, de Camp, família Separovic Rodrigues do Shopping Frei Caneca, e outros, muitos outros.“Empresário de futebol”, essa praga que aflorou no Brasil depois da Lei Pelé feita por assessores oportunistas e ruins em tudo.
Gaúcho, colorado doente e santista fanático de infância, resolveu entrar para o futebol “porque os clubes estão quebrados, os cartolas são superados,'para passar o tempo', dinheiro não é problema pra mim e não custa nada ajudar a meus dois times necessitados”. Trata-se de um sujeito que jamais se esqueceu dos necessitados da vida: seus supermercados doam semanalmente toneladas de frutas, legumes, bolos, arroz, feijão, macarrao, refrigerantes,pães, doces e leite para 50 entidades filantrópicas do Estado de São Paulo.
Dessa foi a única atividade no Grupo Sonda da qual ele não se desligou enquanto foi ser aventureiro de empresário de futebol para “passar o tempo”.Solteiro, sem filhos, festeiro, amigo, então brincalhão, dono de um império envolvendo dezenas de supermercados, áreas milionárias em Rio das Ostras-RJ, Magé-RJ, Praia Grande-SP (Vai virar aeroporto! Sortudo!), Shopping Center ( tem 40% do maior deles na Zona Norte) e detentor do título de maior vendedor de bebidas por metro quadrado do país, mudou de hábitos e amigos quando o vírus “jogador de futebol” entrou em seu sangue, há mais ou menos três anos. “Desapareceu”.Renata Fan e eu falávamos com ele quatro ou cinco vezes ao dia.Hoje e há anos, são duas ou três vezes...ao semestre! Deixou o Grupo alimentício nas mãos de profissionais.
E foi ser “executivo de futebol” na rua Joaquim Floriano, no Itaim Bibi. A mesma da MSI. Quem conheceu dá nota 10 para as instalações das duas.
A MSI e a DIS. Kia abandonou tudo, de repente. Luz, telefone, condomínio, funcionários e o assessor de imprensa Fernando Mello ficaram a ver navios com a âncora corintiana lá no fundo do brejo. Menos o jornalista, o resto deve ter sido quitado, creio. Lá na DIS, restaram dois Andrés. Demitidos uns 10. Inclusive Stéfano “Teté” Giordano, um palmeirense boleiro. As salas alugadas, devem ser devolvidas logo. O advogado da empresa, Dr. Ernando, envolvido no stress momentâneo, morreu de infarto na quarta-feira e foi sepultado na quinta. A ordem agora é repassar os percentuais de D´Alessandro, Nilmar, Renteria, Rafael Sóbis, Thiago Neves, participações em Dentinho e André Santos, “mico” Bolaños e Neymar. Esse já tem até parceiro que “sub-locou” os 40% adquiridos junto ao pai do garoto promissor.
E as outras 70 ou 80 “revelações”? A metade dos garotos “descambou“, parou, sumiu. Os outros, Deus está vendo o que faz e um ou outro ainda pode explodir. Mas as despesas concernentes não cessam. E o irmão de meu amigo e parceiro comercial de décadas, Sr. Idi, hoje em check-up no Sírio Libanês, não quer ver jogador de futebol nem pintado de ouro e nem se for um Pelé ressuscitado com 18 anos.
Enfim, são detalhes exclusivos, particulares e carinhosos de minha parte em relação ao ocaso de uma aventura que não deveria nem ter começado, por desnecessário. Quem ficou trilionário vendendo comida e saúde, e partindo do menos zero, não precisa e não precisava se envolver nesse mundo escuro e de dinheiro até maldito manipulado por mãos não sagradas e impuras. Mas essa coisa de comprar e vender jogador é lotérica, difícil, e os supostos valores envolvidos nas transferências de atletas têm mãos demais no meio dos caminhos, encruzilhadas e labirintos. E mãos dotadas de 50 dedos cada, de homens cujos olhos são do tamanho de um King Kong. Ah, mas houve “os lucros milionários” nas vendas de Breno, Rafael Sóbis e de outras transferências que “enriqueceram” o “novo mecenas”. Cascata, no frigir dos ovos, das despesas e impostos com tudo somado aos ”efeitos colaterais”, o conjunto geral da obra acabou por contabilizar um belíssimo prejuízo profissional, financeiro e pessoal.
Delcir Sonda, meu amigo, amigo de minha esposa e de meus filhos, meu vizinho sem família - sua paixão são seus dez cachorrinhos malteses -, não irá gostar desse relato-crônica que escrevo feliz e triste. Triste porque estava na cara que tudo isso e aquilo não ia dar em boa coisa, por falta de experiência, know-how ou background. Foi um modismo. E o que teve de aproveitador que deitou e rolou em cima do entusiasmo juvenil e do deslumbramento do “novo líder” dos empresários do futebol brasileiro, hein? E feliz, porque, agora, o velho Delcir de ontem será o amigo de sempre de tanta gente e só torcedor colorado e santista, notável vendedor de comida e um sujeito obediente e não resistente aos médicos.
...
Então, Delcir, chega de jogador, ouça o Dr. Flávio, o Idi, o Leleco, o Izael e viva mais 50 anos. Mas só torcendo pelo Inter e pelo Santos e vendendo comida e saúde em seu conglomerado. Afinal, foi esse o trajeto que Deus lhe destinou. Pra que se desviar do bom caminho e rumar em direção a um abismo até físico?"
Cortei a introdução e a parte que está com três pontinhos, pois eram desnecessárias para o entendimento da história - quem quiser ler na íntegra, o site é blog.miltonneves.ig.com.br.
A dúvida é: qual o impacto desta notícia para o Internacional? Hoje, a notícia foi de que o clube estaria negociando com o "mico Bolanõs" citado por Milton Neves. A desistência do Sonda representaria a venda de jogadores importantes? Ou assumir possíveis "bombas", para que o ex-parceiro livre o seu dinheiro?
É esperar para ver.

domingo, 3 de maio de 2009

Kentucky Derby - Depois

Errei quase tudo que previ para o Kentucky Derby. Paciência, dar palpites é assim mesmo, se eu acertasse sempre já seria milionário. Além do mais, quem poderia prever o tamanho da bomba que explodiu em Churchill Downs?
Venceu Mine That Bird, um filho de Birdstone, aquele que estragou a tríplice coroa de Smarty Jones no Belmont Stakes de 2004. Bastou o ilustre desconhecido cruzar o disco para que a TV americana começasse a procurar por histórias curiosas para enriquecer a transmissão. Nisso, os americanos dão aula para o mundo, em menos de cinco minutos aquele que era “ninguém” já tinha virado um novo ídolo. Mine That Bird, o Canadian Juvenille Champion, comprado por U$ 9,5 mil (isso mesmo, mil e não milhões) em um leilão, vendido por U$ 400 mil após sua campanha canadense aos dois anos, e que havia se preparado para Kentucky correndo o inexpressivo Sunland Derby, no Novo México, e finalizado em quarto!
Além do cavalo, a TV não se cansou de enaltecer a excelente condução de Calvin Borel, ou Bo-Rail, como é conhecido pela sua predileção por trazer seus animais sempre junto à cerca interna. Foi por ali que ele passou com o ganhador, como mostra o vídeo abaixo, em um percurso irrepreensível. Imediatamente veio a comparação com a direção dada pelo mesmo Borel em 2007 para Street Sense, também ganhando o Derby após correr sempre junto aos paus, ao contrário da maioria dos jóqueis americanos, que costumam fazer correr na curva por fora, perdendo terreno precioso.
Mas, e os outros? Pioneer Of The Nile mostrou boa adaptação ao dirt e fez segundo. Na curva, vinha terceiro com o jóquei “de banquinho”, dando nítida impressão que seria o vencedor. Na hora da verdade, no entanto, não tinha ação de ganhador, e por muito pouco não perde o segundo para Musket Man. Em quarto, Papa Clem, o único daqueles que eu anunciei não gostar que acabou figurando. Aliás, só acertei mesmo minha previsão sobre a parelha da Godolphin. Regal Ransom mostrou a farda figurando em segundo até a entrada da reta, quando esmoreceu totalmente. Seu companheiro Desert Party igualmente fracassou.
Fracasso também dos meus (e do público apostador) dois favoritos. Friesan Fire, o mais jogado por haver vencido o Louisiana Derby em um lamaçal semelhante ao de ontem, nunca esteve no páreo. O tordilho Dunkirk sofreu bastante durante o percurso, e acabou não se apresentando na hora da verdade.
Ganhou, no fim das contas, o cavalo que estava tinindo no dia certo. A grande dúvida agora é que o Mine That Bird irá fazer no Preakness e no Belmont. Por enquanto, ninguém o vê como um possível tríplice coroado. Ele terá que mostrar que venceu por méritos seus, e não pelo fraco desempenho dos outros. Procurei buscar uma “luz” comparando o tempo de ontem com o dos ganhadores anteriores. Mine That Bird assinalou o segundo pior tempo da década, 122´66, o que poderia ser um indicativo de fraqueza. Comparando o ganhador de ontem apenas com os que venceram nas mesmas condições de pista (“sloppy”, na classificação americana), no entanto, Mine That Bird marcou melhor do que Smarty Jones em 2004 (124´06) e Go For Gin em 1994 (123´60). São apenas três ocorrências desta condição nos últimos 35 anos, mas não deixa de ser uma informação a ser considerada. Resposta, mesmo, só no Preakness, dentro de duas semanas.

sábado, 2 de maio de 2009

Kentucky Derby - Antes

Quando me preparava para escrever este post, resolvi dar uma última conferida nas notícias de Kentucky, e acabei surpreendido pelo forfait de última hora de I Want Revenge, meu favorito. Mais uma importante deserção, depois das saídas de The Pamplemouse e, principalmente, Quality Road. O páreo, assim, parece ficar resumido a um trio: Pioneer Of The Nile, Friesan Fire e Dunkirk.
Pioneer Of The Nile vem ganhando com firmeza na Califórnia e deve ser o favorito nas apostas. Sua última vitória no Santa Anita Derby foi firme, mas não impressionante. Além disso, vinha desenvolvendo sua campanha em pistas sintéticas, podendo estranhar a areia de Churchill Downs. Merece respeito, sem dúvida, mas não o vejo como ganhador das rosas.
Friesan Fire venceu muito fácil o Louisiana Derby, corrido em pista pesada. Se repetir aquela corrida, brigará pela vitória. Para quem gosta de estatísticas, no entanto, é importante considerar que nos últimos 45 anos, apenas um ganhador da carreira de hoje veio diretamente do trial da Lousiana, Grindstone, em 1996.
Para alguns, o destino parece estar desenhando a consagração de Dunkirk, o animal que mais caro custou a seus proprietários entre os confirmados para hoje, U$ 3,7 milhões. Na condição de favorito, secundou Quality Road no Florida Derby, perdendo por dois corpos para recorde. Pelo critério de classificação, total de prêmios ganhos em provas de grupo, estava fora do campo da prova, aguardando desistências. Elas apareceram, e o tordilho terá a oportunidade de vencer sua primeira prova de grupo justamente no Kentucky Derby.
Entre os possíveis candidatos, aparecem também General Quarters, ganhador do Blue Grass Stakes, Papa Clem, que venceu o Arkansas Derby, e a parelha da Godolphin, Regal Ransom e Desert Party, que fez a dobradinha da casa no Derby de Dubai. Não creio em nenhum destes, principalmente nos cavalos do sheik, que ainda não conseguiu mostrar ao mundo que é possível vencer um Kentucky Derby trazendo animais de outro continente.
Mesmo com as grandes perdas em seu campo, será um grande Derby.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Paradoxo


O futebol é curioso. Na terça, falei que meu palpite para a Champions League era “o Chelsea fará a final”. Paradoxalmente, assisti Barcelona 0x0 Chelsea e minhas convicções ficaram um pouco abaladas. Pois é, o Chelsea conseguiu importante empate fora de casa, irá decidir a vaga em Stamford Bridge, mas passei a não confiar tanto na equipe de Guus Hiddink.
O problema é que para anular a decantada força ofensiva do Barça, a equipe inglesa fez uma retranca pouca vezes vista na Champions em jogos de clubes candidatos ao título. Para quem lembra da final do Mundial de 2006, o Chelsea enfrentou o Barcelona com uma postura muito mais defensiva do que o Inter em Yokohama. Nove jogadores com a exclusiva função de marcar (entre eles Lampard e Ballack), Malouda aberto pelo flanco para acompanhar Daniel Alves, e apenas Drogba isoladíssimo na frente. O marfinense teve a sua “bola do Gabiru” aos 38 do primeiro tempo, quando aproveitou uma recuada curta de Rafa Marques para entrar na cara de Victor Valdez e chutar em cima do goleiro. No rebote, ainda tentou dar um leve toque por cima para tirar o goleiro da jogada e entrar com bola e tudo, mas Valdez conseguiu interceptar. Foi a única chance clara do Chelsea.
O Barcelona realmente parou na forte marcação dos ingleses, tendo apenas três chances claras, todas no segundo tempo – aos 24, em grande jogada individual de Eto´o, aos 45, quando Bojan cabeceou incrivelmente para fora um cruzamento que o encontrou livre na pequena área, e aos 47, quando Hleb teve oportunidade semelhante à de Drogba, mas igualmente desperdiçou, cara a cara com Peter Chech. No restante da partida, muita posse de bola com pouca penetração, obrigando os espanhóis a tentarem chutes de fora da área. O que abalou minha convicção foi justamente isto: o Chelsea mostrou que consegue, sim, parar o fantástico ataque do Barcelona. Para isso, no entanto, tem que abdicar totalmente de jogar. Deu pena, por exemplo, de ver Lampard jogar na própria intermediária correndo atrás de Iniesta e Xavi – correu tanto que acabou sendo substituído pelo Belletti, em uma clara demonstração das intenções de Hiddink.
Em Londres, o Chelsea não poderá e não conseguirá jogar assim, até porque o 0x0 não classifica. A impressão que ficou é que se tentar jogar de igual para igual com o Barcelona, perde. Será um jogo de volta muito interessante. Curiosidade: o Barça é favorito à classificação no Sporting Bet (1,60 x 2,20 do Chelsea) e no William Hill (1,73 x 2,00).
Não assisti a outra semifinal, Manchester x Arsenal. Os atuais campeões ganharam por 1x0, e todo mundo disse que saiu barato para os londrinos – Almunia foi eleito o melhor em campo. De qualquer forma, vencer sem levar gol em casa é uma bela vantagem. Agora já saio de cima do muro: acho que o Manchester fará novamente a final. Aliás, eu e meio mundo – o Sporting Bet está cotando a classificação do Manchester em 1,25, e o William Hill em 1,28.