terça-feira, 6 de outubro de 2009

The Star


Sea The Stars confirmou o que dele se esperava e ganhou o Arco do Triunfo da mesma forma como vinha vencendo seus desafios anteriores: trazido com calma por Mike Kinane, esperando uma passagem por dentro, para dar a partida e tirar uns 3 corpos sem dificuldade, e depois apenas fazer pose para a foto.
Inscreveu definitivamente seu nome na galeria dos maiores de todos os tempos – quem quiser ver o páreo, já está no TTKOS. Minha dupla exata bateu na trave, pois Conduit entrou quarto, agarrado em Youmzain e Cavalryman, segundo e terceiro, respectivamente. O potro Fame And Glory, meu outro escolhido para secundar a máquina, não figurou.
Não se sabe ainda o futuro do craque, mas eu torço que seus responsáveis decidam correr a Breeders Cup Classic, desafiando os americanos no sintético. Seria o maior acontecimento dos últimos anos: Sea The Stars x Summer Bird x Zenyatta. Acho, no entanto, pouco provável que sua reputação seja posta à prova em pista desconhecida. A opção mais provável é simplesmente encerrar a campanha no auge, indo logo para a reprodução.

domingo, 4 de outubro de 2009

The Bird

Já o chamei de “o outro Bird”, mas o tempo queimou minha língua. Ele é The Bird, o ganhador das principais provas do ano na Costa Leste americana. Belmont Stakes, Travers, e hoje, Jockey Club Gold Cup. Uma vitória na Breeders Cup Classic o fará, certamente, Horse Of The Year.
Summer Bird ganhou um GP de train inicial lento, percebido pelo jóquei do seu principal adversário, Quality Road, que resolveu tomar a ponta. Kent Desormeaux entendeu e foi atrás, virando a reta já dominando seu rival, para vencer por um corpo e completar uma seqüência de GPs que não acontecia há vinte anos – desde Easy Goer.
Summer Bird parece ter uma qualidade rara, corre onde seu jóquei preferir. No Belmont, veio de trás, no Travers e ontem, correu mais perto. É a espada americana para enfrentar os europeus na BC Classic.

sábado, 3 de outubro de 2009

Semana Cheia


Semana cheia de grandes espetáculos turfísticos pelo mundo, coroados pelo Arco do Triunfo, amanhã em Longchamp. Não me senti qualificado a dar palpites na semana máxima do turfe francês, para isso existe o TTKOS (link ao lado). A única coisa que eu tinha certeza era da total impossibilidade do Stud Estrela Energia faturar alguma coisa na França – podem achar que falar depois é fácil, mas juro que essa era minha convicção antes dos páreos de hoje. Para não deixar passar o assunto, vale a mesma regra para Hot Six amanhã – não figura.
De Paris, a principal notícia de hoje foi a queda da craque Goldikova (foto), apenas terceiro no Prix de La Foret. Não sei até que ponto a derrota pode mudar os planos dos seus responsáveis, desistindo de tentar o bi da Breeders Cup Mile, onde ela seria a grande favorita. Outra derrota marcante aconteceu em Newmarket, onde a favoritona Ghanaati, ganhadora das 1000 Guineas, cotada a 6/5, acabou perdendo para Sahpresa.
Nos Estados Unidos, hoje, a festa está acontecendo em Belmont Park, com cinco provas de grupo 1, e muitos candidatos ao festival da Breeders Cup. Por enquanto, só o que sei de lá é que Music Note, da Godolphin, confirmou seu estrondoso favoritismo de 1,25 e ganhou o Beldame Stakes, confirmando sua presença em Santa Anita. Segundo seu treinador, Music Note deve correr a Ladies´ Classic.
Na Jockey Club Gold Cup, novo duelo entre Summer Bird e Quality Road. O primeiro defende o título de melhor 3 anos da Costa Leste, após ter vencido o Belmont Stakes e o Travers. O segundo, ganhador do Florida Derby em recorde e favorito do Kentucky Derby, que acabaria não correndo, tenta provar que é mesmo o craque que muita gente acha. Contra os dois potros, a presença de Macho Again, que vem de quase derrotar Rachel Alexandra na sua última apresentação.
Esta Gold Cup deve indicar o que os americanos terão para tentar combater o forte esquadrão europeu que prometer desembarcar na Califórnia em busca da BC Classic. Rip Van Winkle está confirmado, e seu companheiro de cocheiras Mastercraftsman venceu hoje na Irlanda, em Dundalk, uma prova de grupo 3, com o único objetivo de testar a sua adaptação ao piso sintético, semelhante ao que enfrentará em Santa Anita. Dizem que o tordilho demonstrou gostar da raia, apesar do campo da prova não ser propriamente um grande desafio.

Amanhã, a torcida é para não chover, e Sea The Stars ser confirmado na prova. Ganhando o Arco e depois a Classic, o craque pode cravar seu nome entre os maiores da história, sem exagero. Com STS fora, acredito no derby winner irlandês Fame And Glory.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Museu do Boca


Visitei o Museo De La Pasión Boquense, o museu oficial do Boca, na minha última ida a Buenos Aires. Cantado em prosa e verso como o mais completo museu de um clube sulamericano, é um passeio legal, mas tem algumas falhas.
Logo na entrada, um corredor apresenta Los Protagonistas, uma galeria de fotos de todos os jogadores que defenderam o clube em pelo menos uma partida “oficial da primeira divisão” (sic) desde 1931. Pelo esclarecimento do folder, trata-se apenas de quem jogou pelo Campeonato Argentino, o que, de qualquer forma, é um belo trabalho de resgate histórico. Inclui vários brasileiros, até o Baiano, aquele lateral direito que jogou na Seleção na época do Luxemburgo, além dos colorados Iarley e Vargas.
Há também, obviamente, camisetas históricas, ingressos de jogos importantes, flâmulas e taças. Na ala denominada Los Campeonatos, monitores mostram gols de títulos históricos, com um problema: o mais recente é de 2000, ou seja, não estão incluídos os títulos desta década, tão gloriosa para o clube.
O passeio inclui ainda dois espetáculos audiovisuais, Los Ídolos, um filme de aproximadamente 10 minutos sobre os craques que passaram pelo Boca (legal), e La Pasión, um ambiente em formato de bola, onde um filme em 360º se propõe a simular a emoção de entrar em campo na Bombonera vestindo a camisa do clube e disputando um jogo oficial. Este é o maior mico do museu, as sessões acontecem apenas de hora em hora, e o filme é bem pobre. Além do mais, o “craque” do filme não joga nada – erra passes, toma um cartão amarelo por entrar “lotado” no adversário e cobra uma falta tão mal que o jogador da barreira mata no peito e sai jogando.
Na visita guiada pelo estádio, a Bombonera mantém aquela imponência que lhe fez fama, mas parece muito descuidada, com arquibancadas rachando e a pintura descascada. No final, dá para tirar aquelas fotos montadas, onde o visitante pode sair abraçado em Riquelme, Palermo, Tevez ou Maradona.

Na fase atual do Boca, parece que o melhor que há na Bombonera é o museu.

domingo, 13 de setembro de 2009

Polla de Potrillos


Semana passada, estive na terra dos hermanos, mas não para ver o jogo da seleção da CBF - me permito não chamar de brasileira uma equipe feita para negociatas. Fui a Palermo ver a Polla de Potrillos, primeira prova da tríplice coroa argentina.
Muito havia escutado sobre Palermo, que é um hipódromo bonito e bem cuidado, mas não é a oitava maravilha das Américas, como se fala. Dizem que há mais 5.000 slot machines (traga-monedas, como eles chamam) ajudando no faturamento, mas não vi o movimento que se comenta. Filas de espera de dez pessoas nas maquininhas? Nunca.
Cheguei por lá no páreo anterior da atração máxima. Três anos sem vitória, com alguns estreantes comentados na revistinha que comprei – uma das três disponíveis. Na minha análise, o favorito Lazy Storm, que havia beliscado em todas as suas cinco atuações anteriores, era a força, e pagava 2,60. Comentava-se muito o estreante Forty Croo, mas o rateio não era de barbada – 8,50, e com poucas pules de placê. Joguei firme no favorito, e a pedra começou a me dar tranqüilidade, mostrando um jogo cada vez mais forte na minha escolha – ganhou fácil, pagando 1,90.
Na Polla, estudei bastante, e cheguei a conclusão que a vitória não poderia fugir de três potros. Obviamente, muita chance para o favorito - 1,50 - Quartien Latin, facílimo ganhador nas suas duas apresentações, a última, um grupo 2, preparatório da Polla. Além dele, escolhi Don Valiente, que havia perdido na estréia para Call Wells (igualmente inscrito aqui), para depois vencer por 14 corpos em 93´59, tempo muito melhor do que o favorito havia marcado. Não havia como deixar de respeitar San Livinus, ganhador da Carrera de Las Estrellas Juvenille e segundo nas 2000 Guineas, duas provas de grupo, mas na grama, em San Isidro. Para mim, a evolução de Don Valiente prevaleceria. Ainda mais que ele era o mais bonito no galope de apresentação.
Após o cânter, percebi que os meus três escolhidos eram do mesmo treinador, e que Pablo Falero, o líder das estatísticas de jóqueis, montaria San Livinus, cujo trabalho na areia ele havia gostado (segundo a revista). Mudei meu jogo, optando pela dupla Quartien Latin-San Livinus. Havia avisado meus amigos que jogaria em Don Valiente, mas mudei.
Na carreira, o favorito Quartier Latin, ao contrário das anteriores, já tomou a ponta nos 1300 e virou a reta liderando. Já se percebia, no entanto, o avanço de Don Valiente. A partir dos 400 finais, a briga foi entre os dois, com Don Valiente prevalecendo nos últimos 100 metros. Após o páreo, a arquibancada se dividiu em gritos de comemoração do tipo “esse era barbada” e recriminações ao jóquei Rodrigo Blanco pela condução precipitada do favorito.

Resumindo, poderia ter saído de Palermo com 100% de aproveitamento, mas acabei estudando demais e errando o páreo principal.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Travers 2009


O Travers Stakes, conhecido como o “Derby de Verão”, é um dos GPs mais antigos dos Estados Unidos, tendo chegado, no último sábado, a sua 148ª edição. Falei aqui, após o Belmont Stakes, que o Travers 2009 “seria o início do esclarecimento”, uma possibilidade de apontar um legítimo líder masculino da geração, já que nenhum potro despontava como craque.
Sem Mine That Bird, recentemente operado, a dúvida vai continuar, apesar da firme vitória de Summer Bird. O campeão do Belmont ganhou fácil, mas sem enfrentar seu irmão paterno. Mais do que isso, um ganhador do Belmont vencer o Travers não é novidade, aconteceu com 30 dos 59 cavalos que tentaram. Summer Bird era a lógica no ultimo sábado, pena que eu só percebi depois do páreo. Quality Road, favorito de 2,50, vinha de quatro meses parado, e havia reaparecido em 1.300 metros, para enfrentar os 2.000 do Travers no barro, em apenas 28 dias. Não tomou a ponta ao natural, nem seu jóquei John Velásquez procurou forçar, preferindo correr em quarto, sempre por dentro. Quando procurou pelo favorito, tinha muito pouco a receber como resposta.
Summer Bird, corrido muito mais perto do que no Belmont, já dominou na entrada da reta e venceu por quatro corpos. Potro de estréia tardia, aparenta estar evoluindo a cada atuação, podendo ser o grande nome dos próximos GPs americanos. É esperar para ver a confirmação.
A tarde de sábado em Saratoga teve ainda boas notícias para o Sheik Maktoum e sua Godolphin. A égua Music Note venceu o Ballerina Stakes, e o tordilho Vineyard Heaven, reaparecendo após mancar em Dubai, venceu o King´s Bishop Stakes, mas acabou desclassificado em favor de Capt. Candyman Can. Perder nunca é bom, mas a atuação de VH, um dos mais promissores dois anos de sua geração, leva a crer que ele está de volta à velha forma. Ainda vai incomodar em 2009.
A semana da Godolphin, foi, aliás, como há muito não se via. Ainda em Saratoga, Sara Louise ganhou o Victory Ride (G3), o recém adquirido Delegator ganhou a Celebration Mile (G2), em Goodwood, e Campanologist levou o Winter Hill St. (G3), em Windsor, ambos na Inglaterra. Quatro vitórias de grupo no mesmo dia, e um reaparecimento auspicioso. Talvez o ano do Sheik não acabe tão ruim como pintava.

sábado, 22 de agosto de 2009

Ano Dos Craques

O ano de 2009 tem feito a festa dos amantes do turfe. É um festival de craques dando show de uma forma nunca antes vista em uma mesma temporada. A potranca Rachel Alexandra esmagando os machos com vitórias esmagadoras no dirt dos Estados Unidos. Zenyatta, a égua invicta que resiste aos percursos cada vez mais infelizes do seu jóquei Mike Smith. Goldikova, a rainha da milha nas pistas européias, rumando para a sua segunda Breeders Cup. Sariska, a ganhadora do Oaks inglês e irlandês, com direito a flauta histórica do seu jóquei no último – depois disso, veio o castigo divino, com a craque perdendo o Yorkshire Oaks para Dar Re Mi, complicando um pouco suas pretensões de ir ao Arco do Triunfo enfrentar os machos.
Muitas fêmeas, é verdade, mas também um grande craque entre os machos. Sea The Stars, ganhador do Derby de Epsom, do Eclipse Stakes, e agora, também do Juddmonte International Stakes. Aidan O´Brien, o treinador golden boy do turfe europeu, tentou de tudo para derrotá-lo. Inscreveu três adversários, dois pacemakers e o tordilho Mastercrafstman, ganhador do St. James Palace Stakes, prova de grupo1 na milha. Os dois coelhos ficaram sempre nas balizas 1 e 3, e Mastercrafstman, espertamente, dominou a carreira pelo meio dos dois, para que a passagem do favorito fosse fechada.
Mike Kinane, jóquei de Sea The Stars, preferiu, no entanto, o caminho mais arriscado. Foi atrás do tordilho, sem dar tempo que os coadjuvantes de O´Brien lhe fechassem a porta. Com o caminho livre, nos curvilhões do seu único adversário, Sea The Stars só precisou ser tirado um pouquinho para fora, para não ser ameaçado pelo chicote de Johnny Murtagh, jóquei de Mastercrafstman, que batia um pouco aberto. Nos últimos 100 metros, o favorito mostrou quem manda na Europa, deixando o tordilho, em brilhante atuação, a um corpo. Os pacemakers chegaram a mais de 30 corpos da dupla vencedora.
O vídeo é interessante, vale assistir. Agora, o céu é o limite para Sea The Stars.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

De Novo?


O consagrado Dulcino Guignoni (foto), um dos treinadores com maior número de vitórias em provas de grupo no Brasil, está de novo na corda bamba. Sua pupila La Vendetta, ganhadora, na semana do GP Brasil, do Osaf, o “Brasil das éguas”, foi novamente apanhada no antidoping, a exemplo do que já havia acontecido em novembro passado, resultando em dura suspensão para o treinador.
Ninguém duvida da classe de La Vendetta, que já havia ganho o Osaf paulista, em maio de 2008. O fato curioso é que ela, após uma parada de seis meses, havia reaparecido em junho, com segundo para Remember Carina em listed race, obtendo depois um quinto em grupo 2, na preparatória da semana máxima, derrotada por Hope e Last Bet, entre outras. No dia D, no entanto, a veterana corredora voltou a ser a “super” La Vendetta, batendo Hope, Last Bet, Remember Carina e outras onze éguas. Claro que a função das preparatórias é preparar (com o perdão da redundância) os animais para as grandes disputas, e o importante é chegar bem na hora decisiva, o que pode ter acontecido com a campeã do Osaf.
Fica, no entanto, aquele ponto de interrogação. A contraprova de hoje irá dizer se La Vendetta terá mais uma vitória de grupo 1, ou se encerra sua campanha com duas manchas no form.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

GP Brasil 2009 - Parte 2

Impossível falar do GP Brasil deste ano sem comentar, de cara, o público, de longe o menor que já vi na festa carioca. O evento da Athina Onassis na Hípica atraiu mais atenção da mídia (era óbvio) e serviu para roubar público da Gávea, mas não foi o único culpado. Há uma claríssima diminuição da quantidade de turfistas no Brasil. Os mais velhos vão morrendo, e não há reposição nas novas gerações. Jovem vibrando com as corridas, só o filho do Gonçalo Torrealba...
No José Paulino Nogueira, Táxi Aéreo confirmou seu retrospecto recente e venceu com firmeza, deixando o confirmador Northern Ireland na dupla. Talk Back, Rio Miranda e Tônemaí chegaram a seguir. Com o fracasso de Oroveso, começava a tarde negra do Stud Estrela Energia.
A milha do Presidente da República teve o forfait do seu favorito, o paulista Kapo Di Tutti, preservado de enfrentar uma raia pesada – sua seqüência de quatro vitórias havia sido construída desferrado. Venceu Olympic Election, dando o bi da prova ao Haras Regina. Um caso claro de evolução, pois havia conquistado seu primeiro clássico (um listed) 40 dias antes. Seus escoltantes foram os meus indicados, Colorado Sam e Saberete, este em atuação digna de registro, pois brigou “com a polícia” e, mesmo sem lasix (detalhe que só observei na revista), agüentou quase até o disco. Rooney e Scottish Boy completaram a pedra. O potro Uncle Tom, eleito favorito, não foi visto em carreira.
Chegou a hora do Brasil, e só se falava no trio Flymetothemoon / Hot Six / Smile Jenny. Era a lógica óbvia na opinião do Brasil inteiro, inclusive a minha. Eu não só achava como joguei bastante que a vitória ficaria com um dos três. Fiquei “sem as fichas”, pois acabou vencendo Jeune Turc, em grande condução de Marcos Mazini, entrando definitivamente para o time dos grandes jóqueis brasileiros. Este filho de Know Heights, ganhador do São Paulo 2008, havia esquecido sua carreira em algum lugar do passado, mas voltou a sua melhor forma na hora certa. Estava lindo no paddock, achou uma passagem providencial na altura dos 400 finais e surpreendeu os favoritos. Flymetothemoon deu impressão, mas acabou chegando relativamente longe do ganhador, cansando um pouco no final, talvez por ter feito um percurso sempre por fora de todos. O paulista Lignon´s Hero foi o terceiro, com Smile Jenny e Hot Six a seguir. Deste último, praticamente não se escuta o nome no vídeo abaixo, já que corria sempre entre os últimos. Quem pagou o pato pelo apagado quinto lugar foi o jóquei Jorge Leme, demitido pelo Estrela Energia na última segunda. A verdade é que era o dia de Jeune Turc – teria ganho com ou sem a passagem que encontrou, basta ver a sua ação final.
Para encerrar a festa, a Taça Cidade Maravilhosa teve a vitória da minha barbada, o paulista Biólogo, proporcionando o surpreendente rateio de 5,10. Matou nos últimos 100 metros a Power Mix, do Stud Palura, que já havia vencido o “Sãopaulinho” e quase levou também o “Brasil B”. Na segunda, o Delegações Turfísticas teve a fácil vitória de Yes Book, encerrando a festa.
Agora, o turfe brasileiro começa a pensar na Tríplice Coroa Paulista e nos preparativos para Dubai – já é dada como certa a ida de Olympic Election e Heath Row, entre outros.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

GP Brasil 2009 - Parte 1

A festa do Brasil começou, para mim, de forma irritante. Fui conferir o Leilão Top Classic no Forte de Copacabana, mas acabei barrado por “não ter feito reserva” em um salão que tinha umas 100 mesas, das quais umas 15 ocupadas... O resultado foi bom para os tempos atuais, 4,8 milhões de reais para 41 lotes, segundo o site Raia Leve. Nas pistas, o Clássico Luiz Gurgel do Amaral Valente ficou com Great Exam, confirmando sua ótima fase. No Clássico Breno Caldas, deu a dupla que eu indiquei, com Ptgualicho dominando no final a Blue Elf. O potro Trapeze nunca esteve no páreo e chegou descolocado. Acertando este páreo, e também um animal completando desenturmado (Evil Magic, no 3º páreo), terminei a sexta ganhando bem, fato inédito, pois costumo perder no primeiro dia do Brasil e ganhar nos outros. A chuva insistente mostrou logo que iria ser importante na semana, pois a raia de areia estava dando nítida vantagem para os animais que largavam por fora, encostavam na cerca externa e faziam a diagonal. Outro “sinal” da sexta feira foi dado no 5º páreo, quando o jóquei C. Lavor, montando a favorita de devolução Pérola Preta, simplesmente “pulou de cima” da égua na grande curva. Confirmando a minha observação, Lavor foi duramente vaiado no cânter do páreo seguinte, com alguns gritos de “ladrão” ecoando nas arquibancadas. O jóquei de tantas glórias explicou para o proprietário da égua que “estava com labirintite”...
No sábado, os grandes prêmios foram corridos com sol, mas com a grama muito pesada. O som do galope de apresentação dava impressão que os cavalos estavam correndo em um pântano. No Major Suckow, a primeira surpresa da tarde: Sol de Angra, largando pela baliza 14, levou a melhor. O paranaense Heat Row formou a dupla bombástica, mesmo sofrendo prejuízo gigantesco na largada (vejam no vídeo abaixo, ele é o número 4). A favorita Requebra, em percurso muito infeliz, foi apenas a terceira colocada, com sua companheira Special Class e a paulista Última Palavra completando o marcador.
No GP Roberto e Nelson Grimaldi Seabra, que passou a ter o subtítulo “Taça Osaf”, resgatando sua denominação tradicional, tivemos o primeiro come back da semana. La Vendetta, ganhadora do Osaf paulista em 2008, mas que não vencia desde então, impôs a sua grande categoria, derrotando Tanta Honra, que igualmente não ganhava desde 2008, e deu muita impressão de vitória. Hope, ganhadora da preparatória, chegou em terceiro, com a campeã do ano passado Really Winner em quarto, e Last Bet a seguir. Ou seja, citei cinco éguas aqui no post anterior, e apenas uma chegou.
No GP João Adhemar de Almeida Prado, o grupo 3 das potrancas, venceu fácil Ópera Cômica, secundada por Inchatillon, uma confirmação da dupla favorita. Tiago Josué Pereira alcançou assim, seu segundo triunfo clássico na tarde. Foi também a única vitória clássica do Stud Estrela Energia na semana, mesmo tendo algum dos favoritos em cinco das seis provas principais.
Amanhã, comento o domingo e a segunda.

sábado, 1 de agosto de 2009

A Semana do Brasil

Começa hoje a semana máxima do turfe brasileiro. A Gávea pode estar longe dos seus melhores dias, com apostas em queda, prêmios estagnados e páreos de resultado duvidoso, mas o charme do GP Brasil é inegável. Serão dez clássicos, sem contar as Provas Especiais. Como abertura, a segunda parte do Leilão Top Classic, em inédita localização, o Forte de Copacabana.
Nas pistas, teremos hoje dez corridas em pista de areia, incluindo três claimings, fato impensável dez anos atrás, quando as inscrições formavam páreos suficientes para manter o nível mais elevado. Teremos dois clássicos, o Luiz Gurgel do Amaral Valente, em 1200 metros, e o Breno Caldas, na milha. Neste, a curiosidade é saber como se comportará o potro Trapeze, tido como um dos melhores de sua geração, que após fracassar na Taça de Prata, irá enfrentar pela primeira vez os mais velhos, levando grande vantagem de peso. Nos últimos anos, os potros não tem conseguido superar os mais velhos neste clássico, o que me leva a destacar os experientes Blue Elf e Ptgualicho, deixando o potro do Stud Alvarenga como possível surpresa. Para ganhar o Breno Caldas, terá que mostrar que é “máquina”.
Amanhã, três provas de grupo. O Major Suckow reunirá os principais velocistas do país, apesar das ausências de Jaguarão e El Jogo Virtual. Impossível não apontar Requebra como favorita. Atual campeã da prova, ela parou por oito meses e venceu fácil a preparatória. Corre do jeito que o seu jóquei quiser, e me parece a força mais destacada da semana clássica. Última Palavra, a campeã do quilômetro paulista, merece respeito, mas cabe lembrar que os animais de São Paulo geralmente estranham o “cotovelo” dos 1000 metros da Gávea. Contra ela, ainda, a tradicional “marcação” que os jóqueis cariocas fazem nos paulistas. Minha previsão é de dificuldades para a égua do Haras Tango. Outra curiosidade do Suckow é a presença de dois potros que lideraram suas gerações, mas sucumbiram ao aumento de distância e foram trazidos de volta aos páreos de velocidade: Indômito, o líder paulista, e Seu Nicão, o carioca. Acredito mais no primeiro, pois acho que Seu Nicão ganhou “de ninguém”.
O sábado continua com o GP Roberto e Nelson Grimaldi Seabra, o antigo Osaf. Quinze éguas brigarão pela glória máxima, em páreo de difícil prognóstico. Destaco cinco competidoras: Estrela Anki, que tirou a tríplice coroa de Smile Jenny, mas depois fracassou no Osaf paulista; Ursula’s Home, eleita favorita em Cidade Jardim, onde fez terceiro na semana máxima, para depois vencer G3 em 2400; Remember Carina, americana do TNT que vem mostrando evolução; Hope, ganhadora da preparatória carioca; e Spring Love, que venceu o Osaf paulista, reaparecendo com quarto lugar na preparatória. O GP João Adhemar e Nelson de Almeida Prado, um grupo 3 de potrancas, é o clássico seguinte, uma novidade na semana máxima. Páreo difícil, onde a maioria das competidoras atuou poucas vezes. Os melhores retrospectos são Ópera Cômica, que chegou a liderar a geração, e Inchatillon, terceira na Taça de Prata em percurso cheio de “choro no livro”. Como boa zebra, destaco Dear Nati, que vinha de segundo para Ópera Cômica, fracassando depois em páreo duríssimo contra os machos.
O domingo começa o GP José Paulino Nogueira, o grupo 3 dos potros, outra novidade. Igualmente difícil para indicar alguma coisa, pelo mesmo motivo do páreo das potrancas. Taxi Aéreo, quem vem evoluindo sempre e fez ótimo segundo na Taça de Prata, e Oroveso, do iluminado Stud Estrela Energia, são as forças. Oroveso, segundo para Moryba e, posteriormente, para seu companheiro Uncle Tom, mereceu tanta confiança dos seus responsáveis que a parelha foi separada – Uncle Tom irá enfrentar os mais velhos no Presidente da República. A pule mais alta pode ser o paulista Rio Miranda, que vem de bom terceiro para Saberete na preparatória da milha máxima.
Por falar em milha, o GP Presidente da República é justamente o páreo seguinte. Destaca-se Kapo Di Tutti, firme ganhador da milha paulista. O filho de Redattore cada dia corre mais e terá contra si apenas o fato de não conhecer a raia carioca. As diferenças mais lógicas são Colorado Sam, ganhador da preparatória carioca, e o já citado Saberete, da paulista. Já falamos de Uncle Tom, e cabe lembrar que, ao contrário do Clássico Breno Caldas, aqui os potros realmente corredores pregam peças nos mais velhos.
No GP Brasil, mais um capítulo da rivalidade Flymetothemoon x Hot Six, que está empatada em 3x3. No Latinoamericano, o craque do Haras Doce Vale rodou, e Hot Six venceu em forte atropelada. No São Paulo, Flymetothemoon “se mexeu”antes, dominou e resistiu ao pupilo do Estrela Energia. Para mim, a dupla deve vingar novamente, e a mídia deveria explorar mais a briga entre dois cavalos que podem deixar o país em breve. Como terceira estrela da prova, a craque Smile Jenny, que reapareceu esmagando os machos na Copa ABCPCC Clássica. Não creio que a primeira posição possa escapar deste trio. Dos demais, Time For Fun parece brilhar apenas quando não está na companhia dos melhores, e Rutini terá como desvantagem o fato de correr na frente.
A festa dominical termina com a Taça Cidade Maravilhosa – LR. Pela tradição, quando os cavalos entram para o cânter, as cornetas tocam a introdução da famosa marchinha, o que sempre passa um misto de alegria por ter assistido mais um Brasil, mas uma certa melancolia de fim de festa. Hora de tomar um chopp e contar o dinheiro ganho, ou arriscar um último “tiro” para tentar recuperar o prejuízo. É outro páreo complicado, que costuma fazer a festa dos que gostam de quadrifetas meio aleatórias. No campo deste ano, destaque inegável para Biólogo, acostumado a correr na primeira turma, e não, como no próximo domingo, no páreo “B”.
Na segunda, quem fica assiste uma reunião em que todo cuidado é pouco. Os malandros do jogo pesado precisam recuperar o “tacho”, ou simplesmente aproveitar o desespero dos visitantes, então muita coisa já “sai pronta” das cocheiras. Na parte clássica, a semana se encerra com o Delegações Turfísticas, em 2100 areia. Acredito em um duelo entre o ótimo Mr. Nedawi, bom corredor também no dirt, apesar da preferência gramática que seu pai Nedawi sempre impõe, e Starman, bicampeão do Bento Gonçalves e vencedor da preparatória. O paulista Mr. Nedawi é mais cavalo, mas Starman corre “em casa”.
Uma semana cheia, de emoções fortes. Recomendo muito cuidado com os páreos de turma, principalmente na sexta e na segunda. Afinal, como já comentei várias vezes, a Gávea é cada vez mais uma terra de ninguém, em que “diversidade de performance” é um termo em desuso, provavelmente por ser bondoso demais para os dias atuais.
(este post foi escrito ontem, só não entrou no ar por problemas com a minha senha)

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Arbitragens Espertas

O árbitro de futebol mais lembrado do Brasil, Edílson Pereira de Carvalho, ensinou que o juiz que pretende manipular um resultado nunca o faz em lances capitais, pois estes sempre estarão “na vitrine”, sendo discutidos em programas esportivos e lembrados pelos torcedores. É muito mais fácil “matar aos poucos” a equipe que se pretende prejudicar.
O vídeo abaixo anda circulando no You Tube, mostrando alguns lances da final da Copa do Brasil – o jogo do Beira Rio, porque a performance de Éber Roberto Lopes na primeira partida nem precisa mais ser discutida. Não concordo com todos os lances apresentados, e o vídeo está aqui para que cada um tire suas próprias conclusões. Acho importante destacar três pontos:
1 – A falta do Guiñazu sobre Dentinho aos 7´ do primeiro tempo, e o lance seguinte, de Elias sobre Taison, ambos ocorridos na frente do juiz.
2 – O carrinho do Magrão (39´ do segundo), considerado pelo comentarista José Roberto Wright “jogo perigoso”. Comparado aos lances na origem dos gols corintianos (carrinhos frontais sobre Índio e D´Alessandro), no que ele difere?
3 – A reação do Nilmar, jogador reconhecidamente tranqüilo, nos lances dos 25´ do primeiro e 15´ do segundo. Em ambos, dá a impressão que ele sinaliza para o juiz algo como “apita pelo menos uma pra nós”.
É claro que o Corinthians levou o título porque aproveitou erros do Inter, especialmente no Pacaembu. Não dá para culpar a arbitragem pelo resultado final, apenas parece, como dizia o Barão de Itararé, que “há algo mais no ar além dos aviões da Varig”.

domingo, 28 de junho de 2009

Disputas Interessantes

Os últimos dias têm sido movimentados no turfe mundial. Não comentei a sequência do meeting de Royal Ascot, que viu o histórico tetracampeonato de Yeats na Gold Cup. Também deixei passar os reaparecimentos vitoriosos de Rachel Alexandra e Zeniatta, assim como o Irish Derby, que acabou não tendo a presença do derby winner inglês Sea The Stars.
Vou comentar, então, o importante domingo que o Hipódromo da Gávea terá hoje, com quatro provas de grupo. É um “festival” que atualmente merece aspas, este promovido pela ABCPCC. Antigamente, a ANPC, antecessora do órgão atual, promovia um grande conjunto de provas clássicas no mesmo dia, culminando na Copa ANPC Clássica, com importância e premiação próxima a dos GPs São Paulo e Brasil. O festival da ANPC era a versão brasileira da Breeders Cup. Hoje, a entidade consegue organizar apenas o GP ABCPCC – Matias Machline como prova central, além de uma Copa Velocidade, de Grupo 3. Para não ficar feio, adiciona as Taças de Prata de potros e potrancas.
A festa inicia com o páreo dos velocistas, com apenas 5 competidores. Para mim, a decisão ficará entre as éguas Special Class e Cores Do Brasil. Prefiro a primeira, que derrotou os machos em grupo 3, no final de abril, e corre “em casa”. A paulista Cores do Brasil já ganhou dela, mas em Cidade Jardim. Viajando para correr no Rio, terá uma certa desvantagem. Como terceira opção, surge Sol De Angra, que reapareceu de longa inatividade em 30/05, perdendo sua invencibilidade por focinho em páreo de Pesos Especiais. Não acredito em El Jogo Virtual, ganhador da Penca de Carazinho em impressionantes 30´9 segundos, suposto recorde mundial dos 600 metros. Terá grande vantagem no peso e irá largar na baliza 1, mas irá enfrentar uma turma encorpada. Se ganhar, virá lenda.
Na Taça de Prata das potrancas, despontam Ópera Cômica, do Stud que ganha tudo atualmente, o Estrela Energia, e Desejada Normand, do Stud Alvarenga. No último encontro delas, ganhou a primeira. Antes, na areia, havia vencido a pupila do Alvarenga. De São Paulo, vem a ligeira Questing New, que parece não ter gostado do aumento das distâncias. Até 1400, ele ponteava e agüentava. Nas duas últimas, em 1500 e 1600, perdeu no final. Chance ainda para Action Street, que vem de dois segundos em provas de grupo, um deles chegando na frente da própria Questing New. Contra ela, o fato de vir do Paraná direto para a Gávea, uma viagem pesada, principalmente para uma potranca de apenas 430 quilos. Como palpite, fico com Ópera Cômica.
Na Taça dos potros, talvez esteja o campo mais qualificado da tarde. O invicto Seu Nicão, que esteve perto de ser vendido para o exterior, experimenta pela primeira vez a grama e a distância da milha. Até agora, manteve uma impressionante invencibilidade. Na vez que ganhou mais apertado, o fez por 7 corpos e meio. Contra ele, Too Friendly, já ganhador de grupo 1. Na semana do GP São Paulo, o representante do Santa Maria de Araras largou e acabou no GP Juliano Martins, marcando 93´9, ótimo tempo para o dia. Não se pode esquecer Trapeze, tido como craque, e que acaba de perder sua invencibilidade em prova de grupo 1, derrotado por um corpo e meio após seu jóquei perder o chicote na reta final. Será uma bela disputa.
Na prova central, que homenageia o falecido dono do Haras do Sul, apenas sete candidatos, mas uma disputa equilibrada. Fala-se muito em Gibson, ganhador do Derby Carioca, e que chegou fora do marcador, a seguir, no GP São Paulo. Time For Fun, o mais velho do lote, parece ser um adversário de peso. Meu palpite, no entanto, é Smile Jenny, a potranca que deixou de ser tríplice coroada por cabeça. Chance ainda para Engaging e Desejado Máximo.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Royal Ascot - Dia 1

Como já foi dito aqui, começou ontem o meeting de Royal Ascot, o mais importante do turfe europeu. Há, claro, a semana do Arco do Triunfo em Longchamp, igualmente com importantes disputas de grupo 1, mas Ascot, além da indiscutível qualidade, tem uma quantidade impressionante de clássicos. São 17 provas de grupo, 7 delas de grupo 1, que tentarei comentar. Hoje, a principal carreira era o Prince Of Wales Stakes, em 2000 metros, cujo resultado já sei (venceu Vision D´Etat), mas ainda não consegui assistir.
Ontem, a festa abriu com o Queen Anne Stakes, um milha para produtos de 4 anos e mais idade. Já comentei o retumbante fracasso da parelha da Godolphin, Gladiatorus e Alexandros. Falo de novo no mesmo assunto para destacar a bela vitória de Paco Boy, que até então gerava dúvidas sobre sua capacidade de chegar à milha. Ele acabou com qualquer incerteza, corrido na expectativa para dominar com facilidade nos últimos 250 metros. Quando seu jóquei fez correr, ele “largou dali”, como mostra o vídeo abaixo.
A seguir, tivemos o King´s Stand Stakes, em 1000. Pela quarta vez em oito anos, vitória de um australiano. Scenic Blast, eleito favorito, confirmou sem grandes sustos.
Na outra prova de grupo 1, o St. James Palace Stakes, uma milha para produtos de 3 anos, emocionante vitória de Mastercraftsman, em disputado final contra Delegator. O ganhador chega a sua sexta vitória em oito saídas, a quarta de grupo 1. Mostrou a valentia dos craques por parecia que seria dominado, mas na tocada de Aidan O´Brien, voltou por dentro a livrar pescoço.
Amanhã, a festa continua com a Ascot Gold Cup, em longos 4000 metros. Na sexta, o Coronation Stakes, equivalente feminino do St. James Palace. No sábado, a festa termina com o Golden Jubilee Stakes, em 1200.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Ano Negro da Godolphin


Os resultados da Godolphin em 2009 devem estar enlouquecendo seu proprietário, o Sheik Maktoum. Hoje, com o início do meeting de Royal Ascot, a semana mais importante do ano no turfe inglês (são 17 provas de grupo em cinco dias), a famosa blusa azul adicionou mais algumas decepções na extensa lista deste primeiro semestre.
No Queen Anne Stakes (G1), fracassou Alexandros, que vinha de bom segundo no Lockinge Stakes (G1). Pior ainda, falhou também seu novo companheiro de farda Gladiatorus, adquirido pelo Sheik após vencer com muita firmeza o Dubai Duty Free em Nad Al Sheba.
Tem sido um ano ruim para o maior investidor em PSI do mundo. Houve, claro, vitórias no carnival de Dubai, as principais na Godolphin Mile (Two Step Salsa) e no UAE Derby (Regal Ransom), ambas provas de grupo 2. Até agora, no entanto, analisando as inscrições da Godolphin em provas de grupo fora de Dubai, observamos 35 tentativas e apenas uma vitória, de Mastery, no Derby Italiano (G2). De resto, 14 colocações e 20 descolocações. Nenhuma vitória de grupo 1, e já estamos em 16 de junho.Pior de tudo, a equipe da Godolphin (na foto) começa a pegar fama de piorar a performance dos cavalos que compra por somas milionárias – Gladiatorus, hoje, foi mais um exemplo.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Desinformação - Parte 2


Diz o ditado que errar é humano, mas insistir no erro é burrice. A Zero Hora de ontem insistiu no erro: continuou noticiando a escalação do Inter para o jogo contra o Vitória apontando uma dúvida na zaga, "Álvaro ou Sorondo ao lado de Danny".
Todo mundo que acompanhou os treinos do Inter sabia que Álvaro não iria jogar, como eu já havia antecipado no sábado. Para ter essa informação, era necessário ir ao Beira Rio, uma condição que não deveria estar sendo cumprida pelos repórteres da Zero Hora. No sábado, porém, logo após o meu post (feito às 11:48 da manhã), já era possível saber da ausência de Álvaro no site do Internacional, que exibia a relação dos atletas que iriam concentrar, sem ele. Pior ainda, no início da tarde (13:50), o ClicRBS já havia noticiado "Álvaro desfalca equipe contra o Vitória".
A Zero Hora de domingo, no entanto, seguiu insistindo na possibilidade do jogador - que naquela hora já devia estar comendo churrasco com a família - ser escalado.
Conclusão:
1 - A equipe de esportes da Zero Hora não vai aos treinos do Inter;
2 - A equipe de esportes da Zero Hora desconhece o site do Inter, fonte de informações oficiais do clube;
3 - A equipe de esportes da Zero Hora não acessa o ClicRBS, produzido dentro da própria empresa.

sábado, 13 de junho de 2009

Desinformação


Vivemos, aqui no Rio Grande do Sul, em um monopólio de uma imprensa desinformada e leviana. Sobre leviandade prefiro não comentar, mas a desinformação, pelo menos na parte esportiva, está gritante. Alguns dias atrás, o http://www.ttkos.blogspot.com/ já deu um exemplo de vacilo gigantesco do ClicRBS noticiando o play off da NBA. Ontem, vi outro absurdo no site da poderosa – incrivelmente maior por se tratar de uma notícia do quintal de casa. Parece que além de ser tendencioso, o principal meio de comunicação dos gaúchos é preguiçoso. Não anda nem presenciando as coisas que noticia.
Está lá, na parte esportiva do ClicRBS, a manchete “Sorondo pode ser surpresa contra o Vitória”, com o sub-título “Zagueiro uruguaio revezou posição com Danny Morais no coletivo”. Para quem assistiu o treino de ontem (como eu), parece piada. Em primeiro lugar, não houve coletivo. Tite trabalhou sempre em duas metades do campo com sete jogadores, organizando a parte defensiva com os quatro zagueiros, os dois volantes e Andrezinho ajudando, depois alternando para um trabalho ofensivo com Andrezinho - Giuliano - Tales Cunha – Alecsandro – os dois laterais (Cordeiro e Bolívar) + algum volante (Rosinei ou Glaidson). Em nenhum momento, houve qualquer movimentação de onze jogadores simultaneamente, o que poderia ser chamado de “coletivo”.
O pior é que não houve, jamais, em nenhum momento, o dito revezamento. Desde o primeiro minuto até os momentos finais, Danny Morais e Sorondo formaram a zaga da equipe que treinava sob orientação de Tite. Alterações aconteceram, é claro. Rosinei deu lugar a Maycon. Leandrão participou da parte final das movimentações ofensivas. A dupla de área, no entanto, foi sempre a mesma. O principal veículo de comunicação do Rio Grande do Sul está deitado em berço esplêndido, sem concorrência, falando o que quiser. Infelizmente, temos que engolir.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Outro Bird

O Belmont Stakes teve outro Bird como herói. Ao invés do derby winner Mine That Bird, ganhou Summer Bird, ganhador de apenas um páreo comum até então e sexto colocado no Derby. O Bird comum ao nome não é coincidência, ambos são filhos de Birdstone, ganhador do Belmont em 2004.
O segundo colocado foi o tordilho Dunkirk, que estabeleceu um ritmo vivo nos primeiros 800 metros, galopado depois em train mais ameno, e que parecia, na entrada da reta, que seria apenas o quarto colocado, pois estava sendo dominado pelo favorito e por Charitable Man, sem falar na atropelada já vistosa do ganhador. Dunkirk reagiu com valentia para garantir a dupla, deixando Mine That Bird apenas em terceiro e Charitable Man, muito prejudicado, em quarto.
Muito se falou, antes e depois do páreo, sobre o ritmo de carreira. Antes, falava-se que o train lento desfavoreceria Mine That Bird. Como o ritmo da corrida não teve nada de lento, a derrota do derby winner só pode ser creditada a duas coisas: precipitação do jóquei Calvin Borel, deixando seu conduzido avançar cedo demais em um páreo com ritmo forte, ou o desgaste natural de correr as três provas da Tríplice Coroa (foi o único dos 4 primeiros em Belmont a faze-lo). Depois, falou-se que Dunkirk estabeleceu parciais muito frenéticas, que teriam eliminado suas chances e favorecido um animal que veio do fundo do pelotão.
Como o Belmont Stakes é meu páreo preferido nos states, analisei as seis últimas edições para dar opinião sobre as parciais do páreo. Observando a tabela que está na parte de baixo do post, vemos que Dunkirk estabeleceu ritmo intenso nos 400 e 800 metros, semelhante apenas a Bob And John em 2006, que acabaria “caindo morto” no Belmont vencido por Jazil. Suas marcas para 1.200 e 1.600 metros foram, no entanto, parecidas com as de Da´Tara, que venceu de ponta a ponta no ano passado. Nos padrões dos últimos seis anos, destoam apenas as parciais de 2007, quando dois animais “caminharam” na ponta e não chegaram, e 2004, quando Stuart Elliot “deu a partida” em Smarty Jones de forma alucinada, botando fora a tríplice coroa.
Dunkirk perdeu por imprimir um ritmo exagerado? Não parece – acho mesmo é que o tordilho não é tudo o que pensam. Mine That Bird teve que avançar cedo porque o páreo estava muito lento, como disse Calvin Borel? Também não– Borel “correu muita barbada”, achou que ganhava na hora que desejasse.
Esta geração de potros americana continua sendo uma incógnita, é difícil afirmar quem é a “máquina”, se é que existe alguma entre os machos, já que Rachel Alexandra é a grande fêmea da América. O Travers Stakes será o início do esclarecimento, que só irá terminar mesmo na Breeders Cup Classic.












sábado, 6 de junho de 2009

O Belmont Stakes


Hoje é dia da 141ª edição do Belmont Stakes, última prova da Tríplice Coroa americana. Uma grande festa popular, que costuma levar um mínimo de 50 mil pessoas ao hipódromo – foram 120 mil em 2004, quando Birdstone estragou a festa de Smarty Jones. Por dez dólares, é possível entrar no térreo da tribuna principal, sem necessidade de traje especial. Aliás, sem necessidade de traje nenhum, dá para entrar até sem camisa, como mostra a foto acima, tirada por mim em 2005. O povo vai com a família, come cachorro quente, toma cerveja, aposta umas moedas e se diverte. E as moedas de milhares de americanos somadas, dentro e fora do hipódromo, acabam gerando um movimento que beira os 100 milhões de dólares.
Sem Rachel Alexandra, ganhadora do Preakness, o justo favoritismo é do derby winner Mine That Bird. Sua principal ameaça parece ser Charitable Man, que venceu o Belmont Futurity (G2) aos dois anos, teve que parar por sete meses, reapareceu fracassando no Blue Grass Stakes (por isso não indo ao Derby) para depois vencer de forma categórica o Peter Pan Stakes (G2), mês passado. Há esperança também em Dunkirk, tordilho sempre tido como máquina, mas que até agora tem na sua ficha uma derrota para Quality Road no Florida Derby (em tempo recorde, é verdade) e um fracasso no Kentucky Derby, onde tem a desculpa do percurso bastante desfavorável.
Fala-se que o principal inimigo de Mine That Bird deve ser o ritmo de carreira, mais lento que nas duas provas anteriores. Há também o inegável desgaste de correr as três coroas. Para mim, ele já mostrou que tem categoria para superar tudo isso, e deve vencer.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Ganhou o Barcelona

Ganhou o Barcelona na Champions League, todo mundo já sabe. Escrever sobre notícia velha é brabo, por isso apenas alguns pontos:
- O Manchester não vinha jogando bem, mas ganhava no talento individual dos seus craques. Contra uma equipe igualmente talentosa e mais organizada, foi dominado durante oitenta minutos. Sir Ferguson chegou a ter, no segundo tempo, cinco atacantes em campo (Cristiano Ronaldo, Rooney, Tevez, Berbatov e Giggs, originalmente um ponta agudo), no melhor estilo Abelão.
- Giggs era excelente jogador na década de 90. Hoje, com 35 anos, é um a menos em campo.
- Será que alguém ainda irá cantar que "Obina é melhor que Eto´o"?
- Messi certamente será eleito o melhor do mundo. Por enquanto, não achei nos sites de apostas nada com relação ao prêmio da Fifa. Se encontrar, aviso.