Voltei, depois de longa inatividade.
Voltei para elogiar a eleição do Inter. Ganhou o candidato da situação, o presidente Píffero, que fez mandato ruim, marcado pela bravata sem resultados, que assumiu campeão do mundo, começou a Libertadores do possível bi com Rafael Santos e Ediglê na zaga, acabou eliminado na primeira fase, e terminou salvo pelo título da Sul-Americana.
A eleição o fez presidente do centenário, mas também definiu um conselho 60/40 entre situação e oposição. A chapa dos anônimos elegeu 23 conselheiros, reafirmando que o Inter é o clube do povo.
domingo, 14 de dezembro de 2008
sábado, 12 de abril de 2008
Fim de Semana
Finalmente acertei uma acumulada – bastou deixar o Botafogo fora...
Para o fim de semana, as indicações são:
Firme – Ituiutaba x Cruzeiro, onde o mando de campo é da equipe do interior, mas o jogo será no Mineirão. O Cruzeiro paga 1,40.
Boa Zebra – Difícil escolher, cheguei a pensar em pular este fim de semana. Como não posso me omitir, indico um “duplo” no Campeonato Inglês, no jogo Liverpool x Blackburn. O empate paga 3,75, e a vitória dos visitantes paga 7 por 1.
Acumulada – Além do Cruzeiro, incluo Chelsea x Wigan, pelo Inglês, com rateio de 1,20 para o time do Drogba, e um rateio mais compensador, o Fluminense, no clássico contra o Vasco, pagando 2,25. Acumulada com dividendo alto, 3,78.
O resultado parcial é:
Firme = + R$ 125,00.
Boa Zebra = - R$ 10,00.
Acumulada = -R$ 6,70.
Para o fim de semana, as indicações são:
Firme – Ituiutaba x Cruzeiro, onde o mando de campo é da equipe do interior, mas o jogo será no Mineirão. O Cruzeiro paga 1,40.
Boa Zebra – Difícil escolher, cheguei a pensar em pular este fim de semana. Como não posso me omitir, indico um “duplo” no Campeonato Inglês, no jogo Liverpool x Blackburn. O empate paga 3,75, e a vitória dos visitantes paga 7 por 1.
Acumulada – Além do Cruzeiro, incluo Chelsea x Wigan, pelo Inglês, com rateio de 1,20 para o time do Drogba, e um rateio mais compensador, o Fluminense, no clássico contra o Vasco, pagando 2,25. Acumulada com dividendo alto, 3,78.
O resultado parcial é:
Firme = + R$ 125,00.
Boa Zebra = - R$ 10,00.
Acumulada = -R$ 6,70.
terça-feira, 8 de abril de 2008
Meio de Semana
No fim de semana, o Botafogo me derrubou de novo – juro que nunca mais incluo o time do Cuca em nenhuma acumulada. Na rodada do meio de semana, a pausa nos estaduais diminuiu as opções. Assim, vou me concentrar nas competições internacionais:
Firme – Manchester United x Roma, pela Champions League. Talvez não seja a maior barbada, mas com certeza é o jogo de melhor custo x benefício, com a vitória inglesa pagando 1,60. Curiosamente, a classificação do Manchester para a semifinal paga apenas 1,01. Será que o Sporting Bet está apostando que os ingleses vão jogar para empatar, por terem uma vantagem de 2x0 fora?
Boa Zebra – Também pela Champions League, uma “meia-zebra”, a vitória do Arsenal, fora de casa, daqui a pouco, sobre o Liverpool, rateio de 3 por 1. Pode não ser a pule dos sonhos, mas é melhor indicar rateios de 3,00 que ganham do que os de 5,00 que perdem, vide o exemplo do Lewis Hamilton (o Massa pagava 3,20)...
Acumulada – Além do Manchester, indico outra da Champions, Barcelona x Schalke 04, com a vitória espanhola pagando 1,363. Completo com a Libertadores, Colo Colo x Maracaibo, com um rateio de 1,222 para a vitória chilena. Pule total da acumulada = 2,665.
Lembrando, o resultado parcial até agora é:
Firme = + R$ 65
Boa Zebra = + R$ 10
Acumulada = - R$ 40 (graças ao Botafogo).
Firme – Manchester United x Roma, pela Champions League. Talvez não seja a maior barbada, mas com certeza é o jogo de melhor custo x benefício, com a vitória inglesa pagando 1,60. Curiosamente, a classificação do Manchester para a semifinal paga apenas 1,01. Será que o Sporting Bet está apostando que os ingleses vão jogar para empatar, por terem uma vantagem de 2x0 fora?
Boa Zebra – Também pela Champions League, uma “meia-zebra”, a vitória do Arsenal, fora de casa, daqui a pouco, sobre o Liverpool, rateio de 3 por 1. Pode não ser a pule dos sonhos, mas é melhor indicar rateios de 3,00 que ganham do que os de 5,00 que perdem, vide o exemplo do Lewis Hamilton (o Massa pagava 3,20)...
Acumulada – Além do Manchester, indico outra da Champions, Barcelona x Schalke 04, com a vitória espanhola pagando 1,363. Completo com a Libertadores, Colo Colo x Maracaibo, com um rateio de 1,222 para a vitória chilena. Pule total da acumulada = 2,665.
Lembrando, o resultado parcial até agora é:
Firme = + R$ 65
Boa Zebra = + R$ 10
Acumulada = - R$ 40 (graças ao Botafogo).
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sexta-feira, 4 de abril de 2008
As Boas do Fim de Semana
Para este fim de semana, a grande dificuldade foi achar uma barbada com rateio razoável, todos os favoritos estão pagando muito pouco. Assim, as indicações são:
Firme – Inter x Ulbra, pelo Gauchão. A vitória do Inter paga 1,25 – pouco, é verdade, mas garantido. Outras grandes barbadas pagam ainda menos, esta é a de melhor custo x benefício.
Boa Zebra – No futebol, não achei nenhuma que agrade. Vou indicar na Fórmula 1, Lewis Hamilton, com rateio de 5,25 para ganhar o GP do Bahrein.
Acumulada – Além do jogo do Inter, vou insistir com o Botafogo (paga 1,20 contra o Boavista, pelo Carioca), e incluir São Paulo (rateio de 1,222) x Juventus, pelo Paulistão. Acumulada de 1,833 de rateio.
Lembrando, o resultado parcial até agora é:
Firme = + R$ 40
Boa Zebra = + R$ 30
Firme – Inter x Ulbra, pelo Gauchão. A vitória do Inter paga 1,25 – pouco, é verdade, mas garantido. Outras grandes barbadas pagam ainda menos, esta é a de melhor custo x benefício.
Boa Zebra – No futebol, não achei nenhuma que agrade. Vou indicar na Fórmula 1, Lewis Hamilton, com rateio de 5,25 para ganhar o GP do Bahrein.
Acumulada – Além do jogo do Inter, vou insistir com o Botafogo (paga 1,20 contra o Boavista, pelo Carioca), e incluir São Paulo (rateio de 1,222) x Juventus, pelo Paulistão. Acumulada de 1,833 de rateio.
Lembrando, o resultado parcial até agora é:
Firme = + R$ 40
Boa Zebra = + R$ 30
Acumulada = - R$ 20.
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Acertos e Erros

Todo mundo que dá palpite pode acertar ou errar. Nos últimos dois dias, “palpitei” bastante, então agora é hora de resumir tudo.
Na Champions League, a terça foi de confirmação dos favoritos Barcelona e Manchester. Os ingleses, como eu havia dito, estão realmente voando. Mesmo não jogando grandes partidas, acabam ganhando pelo brilho individual dos seus craques. Contra a Roma, fizeram 1x0 (Cristiano Ronaldo), escaparam de sofrer o empate graças ao goleiro Van Der Saar, e acabaram achando o segundo gol. A partir daí, com a Roma nocauteada, perderam a chance de golear. Os espanhóis do Barça, diz-se (não vi o jogo), não fizeram uma grande partida, mas ganharam fora de casa do Schalke 04, o mais fraco dos oito finalistas. Precisarão recuperar seus contundidos (Messi, Deco, Ronaldinho) para pretender alguma coisa contra o Manchester.
Na quarta européia, o Fenerbahce de Zico voltou a ganhar em casa, virando (2x1) para cima do Chelsea. Também não vi, mas dizem que foi injusto. Continuo afirmando que o Chelsea passa para a semifinal. Do jogo que assisti, o confronto inglês Arsenal x Liverpool, esperava mais, principalmente do Arsenal.
Contra o Milan, o time londrino abusou da troca de posição entre seus meio-campistas, principalmente no jogo do Milão, quando não pode contar com Eduardo da Silva (já machucado) e Van Persie (ainda machucado), e posicionou-se praticamente em um 4-5-1, só com Adebayor na frente como “pivô”, mas com os homens de meio chegando insistentemente de trás. Ontem, com a volta de Van Persie, o Arsenal formou as famosas “duas linhas de quatro” de forma rígida, com Fábregas aparecendo pouco nas proximidades da área. Mesmo mais estático, o Arsenal conseguiu pressionar o Liverpool dos 10 aos 22 do primeiro tempo, até fazer o gol, uma cobrança ensaiada de escanteio que encontrou Adebayor sozinho na pequena área (foto acima). Para azar dos londrinos, o Liverpool empatou 3 minutos depois, quando Gerrard, caindo sempre mais pela ponta esquerda, fez grande jogada, driblou dois e bateu cruzado, para Kuyt conferir sem goleiro. A partir daí, o primeiro tempo caiu muito de ritmo, com o Arsenal perturbado e o Liverpool satisfeito com o gol fora.
No segundo tempo, Arsene Wenger fez mudanças polêmicas no Arsenal. Já voltou do intervalo sem Van Persie, que fazia bom jogo, para colocar Walcott, supostamente para explorar as jogadas pelas pontas. A “promessa” do futebol inglês passou a jogar aberto na esquerda, e participou ativamente apenas de uma ótima tabela com Adebayor aos 20, em que o atacante do Togo cruzou na saída do goleiro, Eboue tocou, mas o zagueiro Skrtel (é assim mesmo que se escreve) salvou em cima da linha. No rebote desta jogada, Hleb insistiu para o Arsenal entrou a dribles e foi puxado claramente, em um pênalti que o árbitro (fraco, legítimo “acomodador”) não marcou. Aos 22, um minuto após os dois ataques perdidos, Wenger trocou Eboue pelo grandalhão Bendtner para ser a referência na área, abrindo então Walcott na direita e Adebayor na esquerda. No primeiro lance da nova formação, aos 25, Adebayor fez grande jogada e cruzou, o goleiro Reyna deu um tapa para o meio da área, para Fábregas empurrar para o gol vazio, mas Bendtner, em cima da linha, literalmente tropeçou na bola e jogou de zagueiro, evitando o gol do seu próprio time. A partir daí, o Arsenal esmoreceu – dá para resumir o jogo em dois bons períodos de 15 minutos do time da casa, e um ataque do Liverpool, que, no segundo tempo, abdicou totalmente de qualquer possibilidade de contra-ataque. O confronto segue aberto, com pequena vantagem para o Liverpool pelo gol fora.
Por fim, minhas dicas de ontem:
A Firme – Pode parecer estranho, mas o 5x1 do Palmeiras não foi tão fácil – estava 2x1 até os 35 do segundo, com o Central ameaçando. De qualquer modo, o saldo aqui é + 40.
Boa Zebra – O Corinthians alagoano foi o bom rateio. Como sugeri o duplo, o lucro aqui é de +30.
Na Champions League, a terça foi de confirmação dos favoritos Barcelona e Manchester. Os ingleses, como eu havia dito, estão realmente voando. Mesmo não jogando grandes partidas, acabam ganhando pelo brilho individual dos seus craques. Contra a Roma, fizeram 1x0 (Cristiano Ronaldo), escaparam de sofrer o empate graças ao goleiro Van Der Saar, e acabaram achando o segundo gol. A partir daí, com a Roma nocauteada, perderam a chance de golear. Os espanhóis do Barça, diz-se (não vi o jogo), não fizeram uma grande partida, mas ganharam fora de casa do Schalke 04, o mais fraco dos oito finalistas. Precisarão recuperar seus contundidos (Messi, Deco, Ronaldinho) para pretender alguma coisa contra o Manchester.
Na quarta européia, o Fenerbahce de Zico voltou a ganhar em casa, virando (2x1) para cima do Chelsea. Também não vi, mas dizem que foi injusto. Continuo afirmando que o Chelsea passa para a semifinal. Do jogo que assisti, o confronto inglês Arsenal x Liverpool, esperava mais, principalmente do Arsenal.
Contra o Milan, o time londrino abusou da troca de posição entre seus meio-campistas, principalmente no jogo do Milão, quando não pode contar com Eduardo da Silva (já machucado) e Van Persie (ainda machucado), e posicionou-se praticamente em um 4-5-1, só com Adebayor na frente como “pivô”, mas com os homens de meio chegando insistentemente de trás. Ontem, com a volta de Van Persie, o Arsenal formou as famosas “duas linhas de quatro” de forma rígida, com Fábregas aparecendo pouco nas proximidades da área. Mesmo mais estático, o Arsenal conseguiu pressionar o Liverpool dos 10 aos 22 do primeiro tempo, até fazer o gol, uma cobrança ensaiada de escanteio que encontrou Adebayor sozinho na pequena área (foto acima). Para azar dos londrinos, o Liverpool empatou 3 minutos depois, quando Gerrard, caindo sempre mais pela ponta esquerda, fez grande jogada, driblou dois e bateu cruzado, para Kuyt conferir sem goleiro. A partir daí, o primeiro tempo caiu muito de ritmo, com o Arsenal perturbado e o Liverpool satisfeito com o gol fora.
No segundo tempo, Arsene Wenger fez mudanças polêmicas no Arsenal. Já voltou do intervalo sem Van Persie, que fazia bom jogo, para colocar Walcott, supostamente para explorar as jogadas pelas pontas. A “promessa” do futebol inglês passou a jogar aberto na esquerda, e participou ativamente apenas de uma ótima tabela com Adebayor aos 20, em que o atacante do Togo cruzou na saída do goleiro, Eboue tocou, mas o zagueiro Skrtel (é assim mesmo que se escreve) salvou em cima da linha. No rebote desta jogada, Hleb insistiu para o Arsenal entrou a dribles e foi puxado claramente, em um pênalti que o árbitro (fraco, legítimo “acomodador”) não marcou. Aos 22, um minuto após os dois ataques perdidos, Wenger trocou Eboue pelo grandalhão Bendtner para ser a referência na área, abrindo então Walcott na direita e Adebayor na esquerda. No primeiro lance da nova formação, aos 25, Adebayor fez grande jogada e cruzou, o goleiro Reyna deu um tapa para o meio da área, para Fábregas empurrar para o gol vazio, mas Bendtner, em cima da linha, literalmente tropeçou na bola e jogou de zagueiro, evitando o gol do seu próprio time. A partir daí, o Arsenal esmoreceu – dá para resumir o jogo em dois bons períodos de 15 minutos do time da casa, e um ataque do Liverpool, que, no segundo tempo, abdicou totalmente de qualquer possibilidade de contra-ataque. O confronto segue aberto, com pequena vantagem para o Liverpool pelo gol fora.
Por fim, minhas dicas de ontem:
A Firme – Pode parecer estranho, mas o 5x1 do Palmeiras não foi tão fácil – estava 2x1 até os 35 do segundo, com o Central ameaçando. De qualquer modo, o saldo aqui é + 40.
Boa Zebra – O Corinthians alagoano foi o bom rateio. Como sugeri o duplo, o lucro aqui é de +30.
Acumulada – Terminaria hoje, mas o Botafogo já “furou”. Esqueci que eles tremem contra o Ríver, mesmo que seja o do Piauí - saldo de -20, então.
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quarta-feira, 2 de abril de 2008
As Boas Apostas
Para quem gosta de apostar em futebol, o site do Sporting Bet (www.sportingbet.com) é uma boa opção: aparentemente sério, aceita cartão de crédito brasileiro (fato raro atualmente, nos sites de apostas), tem opções variadas – estaduais e Copa do Brasil, por exemplo.
Resolvi passar a dar as minhas indicações, rodada a rodada. Vou indicar em três categorias: a Firme, aposta em time que for barbada, escolhendo sempre, entre as barbadas da rodada, aquela de melhor rateio; a Boa Zebra, resultado difícil, mas viável, e com bom dividendo; e a Acumulada, indicação de três barbadas para acumular.
Para acompanhar o resultado desta minha incursão na área de palpites, vou considerar sempre uma aposta hipotética de R$ 100 na Firme, de R$ 20 na acumulada, e de R$ 20 na Boa Zebra, em duas possibilidades: indicação de R$ 20 na zebra “cravada”, ou de R$ 10 em cada uma das colunas de um “duplo” da zebra em questão. Publicarei sempre o resultado líquido acumulado de cada modalidade de apostas.
Para hoje, temos:
Firme – Central-PE x Palmeiras, pela Copa do Brasil. A vitória do Palmeiras paga 1,40.
Boa Zebra – Paranavaí x Corinthians-AL, também pela Copa do Brasil. Os alagoanos, que surpreenderam o Atlético-PR, levarão o meu “duplo”: R$ 10 no empate (rateio de 3,60) e R$ 10 na vitória do visitante (rateio de 5,00).
Acumulada – Ríver-PI x Botafogo, pule de 1,30 para o Bota, acumulando no já citado Central-PE x Palmeiras (1,40) e no jogo da Libertadores entre Nacional do Uruguai (também pagando 1,30) e Coronel Bolognesi. Esta acumulada (Bota-Palmeiras-Nacional) dá um rateio de 2,37. Amanhã, o primeiro resultado.
Resolvi passar a dar as minhas indicações, rodada a rodada. Vou indicar em três categorias: a Firme, aposta em time que for barbada, escolhendo sempre, entre as barbadas da rodada, aquela de melhor rateio; a Boa Zebra, resultado difícil, mas viável, e com bom dividendo; e a Acumulada, indicação de três barbadas para acumular.
Para acompanhar o resultado desta minha incursão na área de palpites, vou considerar sempre uma aposta hipotética de R$ 100 na Firme, de R$ 20 na acumulada, e de R$ 20 na Boa Zebra, em duas possibilidades: indicação de R$ 20 na zebra “cravada”, ou de R$ 10 em cada uma das colunas de um “duplo” da zebra em questão. Publicarei sempre o resultado líquido acumulado de cada modalidade de apostas.
Para hoje, temos:
Firme – Central-PE x Palmeiras, pela Copa do Brasil. A vitória do Palmeiras paga 1,40.
Boa Zebra – Paranavaí x Corinthians-AL, também pela Copa do Brasil. Os alagoanos, que surpreenderam o Atlético-PR, levarão o meu “duplo”: R$ 10 no empate (rateio de 3,60) e R$ 10 na vitória do visitante (rateio de 5,00).
Acumulada – Ríver-PI x Botafogo, pule de 1,30 para o Bota, acumulando no já citado Central-PE x Palmeiras (1,40) e no jogo da Libertadores entre Nacional do Uruguai (também pagando 1,30) e Coronel Bolognesi. Esta acumulada (Bota-Palmeiras-Nacional) dá um rateio de 2,37. Amanhã, o primeiro resultado.
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terça-feira, 1 de abril de 2008
As Quartas da Champions
Apenas para não deixar de escrever antes do início dos jogos, um breve comentário sobre as quartas da Champions League, que começam daqui a pouco:
Roma x Manchester United - os ingleses estão voando; os italianos fizeram um grande jogo quando eliminaram o Real Madrid em pleno Santiago Bernabeu - hoje, no entanto, não terão Totti, peça importante. Impossível marcar contra o Manchester, mas a classificação da zebra italiana não é impossível .
Schalke 04 x Barcelona - mesmo sem Messi, dá Barça.Liverpool x Arsenal - confronto entre dois times conterrâneos é sempre difícil, mas acho o Arsenal superior. Amanhã, falo mais sobre este jogo.
Fenerbahce x Chelsea - o time do Zico já foi longe demais. Ganha o Chelsea, a grande barbada desta fase.
Quanto às apostas, não recomendo nenhuma acumulada, pois achei os rateios dos favoritões (Barça, Chelsea) muito baixos.
sábado, 29 de março de 2008
Dubai - Os Resultados

A festa do Sheik Maktoum terminou, e da pior forma possível para o dono – a Godolphin não ganhou nenhum dos grandes prêmios que patrocinou.
Na Godolphin Mile, a forte parelha do sheik já perdeu metade da força, pois Blackat Blackitten largou mal. Na reta, o ponteiro Rosberg parecia ter dominado completamente o tordilho Diamond Stripes, e por fora, aparecia Elusive Warning, o faixa da Godolphin, dando muita impressão de vitória. Diamond Stripes, então, voltou por dentro e ganho firme, com Elusive Warning na dupla.
No UAE Derby, deu a dupla que vinha prevalecendo, Honour Devil e Royal Vintage. A brasileira Light Green, corrida “para chegar”, finalizou em quarto, e com mais dez metros teria “matado” o terceiro de Cocoa Beach. Festa do treinador sul-africano Mike De Kock.
Na prova de velocidade, as forças anunciadas ontem, Benny The Bull e Idiot Proof, dominaram a prova. Idiot Proof parecia ter o páreo ganho nos últimos 300, mas Benny The Bull surgiu em grande atropelada, dominando a prova. Os brasileiros New Freedom e Sarissa participaram bastante, com o primeiro ainda conseguindo um honroso quinto lugar.
A Dubai Duty Free ficou marcada, para mim, pelo sangue frio e cálculo de carreira do jóquei A. Marcus, que até então eu não conhecia. Lançou o sul-africano Jay Peg para a ponta, administrou as energias do seu pupilo, e chegou a ficar em quarto, faltando 300 metros. Quando o tal Marcus “deu a partida”, o aparentemente batido Jay Peg voltou para derrotar a craque Darjina por meio corpo. A parelha da Godolphin, que eu achava fortíssima, nunca esteve no páreo, confirmando meu post de ontem – nem sempre o treinador do sheik acerta o treinamento dos cavalos que compra.
Na Sheema Classic, o páreo de 2.400 metros, grama, vitória firme de mais um pupilo do treinador sul-africano Mike De Kock, a australiana Sun Classique. O favorito Viva Pataca deu impressão de vitória nos 300, mas nos últimos 100 metros a égua só aumentava a vantagem. Ganhou bem.
Na World Cup, o esperado: Curlin deu um galope na parceria. Corrido como barbada, fez todas as curvas sempre por fora, e na reta, quando seu jóquei Robbie Albarado “deu a partida”, saiu tirando rumo à oitava vitória em onze corridas. Dos brasileiros, Happy Boy foi retirado e Gloria de Campeão “apagou os motores” na metade da curva, da forma esperada para a turma que corria. Outro que respeitou a turma, conforme anunciei ontem, foi o representante do sheik, Jalil, cavalinho na Europa e transformado em (supostamente) craque em Dubai. A estrela da festa, Curlin, pagava 1,40 nas casas de apostas da Europa, e confirmou a sua enorme superioridade na turma. Para quem quiser ver, o link é http://drcnewswire.com/media/dwc2008/index.php.
Na Godolphin Mile, a forte parelha do sheik já perdeu metade da força, pois Blackat Blackitten largou mal. Na reta, o ponteiro Rosberg parecia ter dominado completamente o tordilho Diamond Stripes, e por fora, aparecia Elusive Warning, o faixa da Godolphin, dando muita impressão de vitória. Diamond Stripes, então, voltou por dentro e ganho firme, com Elusive Warning na dupla.
No UAE Derby, deu a dupla que vinha prevalecendo, Honour Devil e Royal Vintage. A brasileira Light Green, corrida “para chegar”, finalizou em quarto, e com mais dez metros teria “matado” o terceiro de Cocoa Beach. Festa do treinador sul-africano Mike De Kock.
Na prova de velocidade, as forças anunciadas ontem, Benny The Bull e Idiot Proof, dominaram a prova. Idiot Proof parecia ter o páreo ganho nos últimos 300, mas Benny The Bull surgiu em grande atropelada, dominando a prova. Os brasileiros New Freedom e Sarissa participaram bastante, com o primeiro ainda conseguindo um honroso quinto lugar.
A Dubai Duty Free ficou marcada, para mim, pelo sangue frio e cálculo de carreira do jóquei A. Marcus, que até então eu não conhecia. Lançou o sul-africano Jay Peg para a ponta, administrou as energias do seu pupilo, e chegou a ficar em quarto, faltando 300 metros. Quando o tal Marcus “deu a partida”, o aparentemente batido Jay Peg voltou para derrotar a craque Darjina por meio corpo. A parelha da Godolphin, que eu achava fortíssima, nunca esteve no páreo, confirmando meu post de ontem – nem sempre o treinador do sheik acerta o treinamento dos cavalos que compra.
Na Sheema Classic, o páreo de 2.400 metros, grama, vitória firme de mais um pupilo do treinador sul-africano Mike De Kock, a australiana Sun Classique. O favorito Viva Pataca deu impressão de vitória nos 300, mas nos últimos 100 metros a égua só aumentava a vantagem. Ganhou bem.
Na World Cup, o esperado: Curlin deu um galope na parceria. Corrido como barbada, fez todas as curvas sempre por fora, e na reta, quando seu jóquei Robbie Albarado “deu a partida”, saiu tirando rumo à oitava vitória em onze corridas. Dos brasileiros, Happy Boy foi retirado e Gloria de Campeão “apagou os motores” na metade da curva, da forma esperada para a turma que corria. Outro que respeitou a turma, conforme anunciei ontem, foi o representante do sheik, Jalil, cavalinho na Europa e transformado em (supostamente) craque em Dubai. A estrela da festa, Curlin, pagava 1,40 nas casas de apostas da Europa, e confirmou a sua enorme superioridade na turma. Para quem quiser ver, o link é http://drcnewswire.com/media/dwc2008/index.php.
Dubai - A Festa Final
Amanhã, termina o famoso Carnival de Dubai, a temporada em que todos vão atrás do Eldorado do turfe mundial – muito dinheiro em pouco tempo. Em geral, os mais preparados acabam ficando com a grana, o que significa que o Sheik Maktoum acaba mantendo muito do que já tinha, e alguns poucos aventureiros, e alguns outros bem preparados abocanham a sua merecida parte. São seis espetáculos e uma abertura adequada aos gostos locais, um páreo de cavalos árabes. Para comentar, peço licença ao meu amigo Tinho (http://www.ttkos.blogspot.com/), que já se antecipou e postou suas opiniões. Vou ser contra em algumas.
A festa começa com a Godolphin Mile, em que as forças são o americano Diamond Stripes e a parelha da Godolphin, Blackat Blackitten e Elusive Warning. O primeiro, depois de quatro seguidas, perdeu para o seu “faixa” na última, por meio corpo. Continua com a preferência de Lanfranco Dettori, jóquei oficial do sheik, o que é uma grande referência. Não acredito que perca novamente para Elusive Warning (Dettori nunca errou uma escolha no grande dia de Dubai). Assim, em um Pick-6 conservador, colocaria os três, tirando o Elusive Warning para baratear o jogo.
No UAE Derby, prova em que os sul-americanos costumam ir bem, a Godolphin inscreveu três animais, o argentino My Indy, preferência do Dettori, o americano Numaany e a chilena Cocoa Beach, que por ser terceira escolha, considero descartada do páreo. Acredito que um Pick-6 tem que incluir Honour Devil e Royal Vintage, os que vem disputando os páreos semelhantes. Da Godolphin, não é necessário incluir nenhum. Os brasileiros Ukranian e Light Green não têm o que fazer no páreo, principalmente a fêmea.
Na prova de velocidade, Benny The Bull e Idiot Proof são as forças. Diabolical, com boa campanha nos Estados Unidos (9 vitórias em 21 atuações, inclusive Grupo 2 e 3), bem aclimatado pela Godolphin, pode surpreender, e me fazer lamentar por não inclui-lo no concurso Seven Stars, da própria Godolphin. Aqui, não tenho muito palpite, vou acreditar nos favoritos da crônica. Dos brasileiros, a ligeirinha Sarissa e o renegado New Freedom (vendido por 20 mil dólares), não espero nada, apenas torço.
A Dubai Duty Free tem o campo mais equilibrado, todo mundo já falou. As européias Darjina e Finsceal Beo são craques indiscutíveis. A parelha da Godolphin, no entanto, merece respeito total. Creachadoir, segunda escolha dos jóqueis (Mc Evoy monta), vem de três segundos em Grupo 1, o último, uma derrota ingrata na Hong Kong Mile por cabeça. Literato, escolha do Dettori, tem 11 atuações, com 9 vitórias e 2 segundos, ganhando, na última o importante Champion Stakes, em Newmarket. Se não fosse o fato da parelha correr pela primeira vez para a Godolphin (que nem sempre acerta o treinamento dos cavalos que compra), desconsideraria as craques européias. Na circunstância atual, um Pick tem que incluir os quatro citados.
Na Sheema Classic, o páreo de 2.400 metros, grama, os europeus e japoneses costumam dominar. Aqui, o sheik está “a pé”, com Gravitas e a égua West Wind, ambos forçando um pouco a turma. A trinca Viva Pataca – Youzmain – Doctor Dino deve decidir.
Na World Cup, Curlin (a foto é do último apronto) é a maior barbada do festival. Jalil, a esperança do sheik, só se revelou em Dubai (pouco para este páreo) e vai respeitar a turma que terá pela frente. Happy Boy, pelos relatos de mudança de treinamento, não tem nada a fazer no páreo. Gloria de Campeão vai mostrar a farda
Meu Pick-6:
Diamond Stripes / Blackat Blackitten[
Honour Devil / Royal Vintage
Benny The Bull / Idiot Proof
Darjina / Finsceal Beo / Creachadoir / Literato
Viva Pataca / Youzmain
A festa começa com a Godolphin Mile, em que as forças são o americano Diamond Stripes e a parelha da Godolphin, Blackat Blackitten e Elusive Warning. O primeiro, depois de quatro seguidas, perdeu para o seu “faixa” na última, por meio corpo. Continua com a preferência de Lanfranco Dettori, jóquei oficial do sheik, o que é uma grande referência. Não acredito que perca novamente para Elusive Warning (Dettori nunca errou uma escolha no grande dia de Dubai). Assim, em um Pick-6 conservador, colocaria os três, tirando o Elusive Warning para baratear o jogo.
No UAE Derby, prova em que os sul-americanos costumam ir bem, a Godolphin inscreveu três animais, o argentino My Indy, preferência do Dettori, o americano Numaany e a chilena Cocoa Beach, que por ser terceira escolha, considero descartada do páreo. Acredito que um Pick-6 tem que incluir Honour Devil e Royal Vintage, os que vem disputando os páreos semelhantes. Da Godolphin, não é necessário incluir nenhum. Os brasileiros Ukranian e Light Green não têm o que fazer no páreo, principalmente a fêmea.
Na prova de velocidade, Benny The Bull e Idiot Proof são as forças. Diabolical, com boa campanha nos Estados Unidos (9 vitórias em 21 atuações, inclusive Grupo 2 e 3), bem aclimatado pela Godolphin, pode surpreender, e me fazer lamentar por não inclui-lo no concurso Seven Stars, da própria Godolphin. Aqui, não tenho muito palpite, vou acreditar nos favoritos da crônica. Dos brasileiros, a ligeirinha Sarissa e o renegado New Freedom (vendido por 20 mil dólares), não espero nada, apenas torço.
A Dubai Duty Free tem o campo mais equilibrado, todo mundo já falou. As européias Darjina e Finsceal Beo são craques indiscutíveis. A parelha da Godolphin, no entanto, merece respeito total. Creachadoir, segunda escolha dos jóqueis (Mc Evoy monta), vem de três segundos em Grupo 1, o último, uma derrota ingrata na Hong Kong Mile por cabeça. Literato, escolha do Dettori, tem 11 atuações, com 9 vitórias e 2 segundos, ganhando, na última o importante Champion Stakes, em Newmarket. Se não fosse o fato da parelha correr pela primeira vez para a Godolphin (que nem sempre acerta o treinamento dos cavalos que compra), desconsideraria as craques européias. Na circunstância atual, um Pick tem que incluir os quatro citados.
Na Sheema Classic, o páreo de 2.400 metros, grama, os europeus e japoneses costumam dominar. Aqui, o sheik está “a pé”, com Gravitas e a égua West Wind, ambos forçando um pouco a turma. A trinca Viva Pataca – Youzmain – Doctor Dino deve decidir.
Na World Cup, Curlin (a foto é do último apronto) é a maior barbada do festival. Jalil, a esperança do sheik, só se revelou em Dubai (pouco para este páreo) e vai respeitar a turma que terá pela frente. Happy Boy, pelos relatos de mudança de treinamento, não tem nada a fazer no páreo. Gloria de Campeão vai mostrar a farda
Meu Pick-6:
Diamond Stripes / Blackat Blackitten[
Honour Devil / Royal Vintage
Benny The Bull / Idiot Proof
Darjina / Finsceal Beo / Creachadoir / Literato
Viva Pataca / Youzmain
Curlin
quarta-feira, 19 de março de 2008
A Triste Tríplice Coroa da Gávea

No dia 19 de fevereiro, dois dias após Joe Bravo ganhar fácil a primeira prova da Tríplice Coroa da Gávea, anunciei que os cariocas poderiam ter tríplices coroados entre os machos e as fêmeas – Rubia Del Rio havia vencido a primeira prova feminina. Hoje, um mês depois, o desfecho da história é triste, coerente com o momento do turfe no Brasil.
A Gávea, nos últimos anos, tem sido a terra da “bruxaria”. Diversidades de performance - para quem não sabe, termo utilizado quando um cavalo alterna inexplicavelmente ótimas e péssimas atuações em páreos semelhantes – casos de doping, julgamentos incoerentes da comissão de corridas, tudo isto tem sido comum por lá. Sem falar no famoso Stud, o maior da Gávea em número de animais, que corre três ou quatro cavalos em páreo de seis competidores, já que utiliza um Stud “laranja” – e os cavalos mudam do Stud A para o B a cada semana, não precisa dizer que cada dia ganha um diferente...
A segunda prova da Tríplice Coroa, versão machos e fêmeas – respectivamente GP Francisco Eduardo de Paula Machado e GP Diana – acabou sendo a “cereja do bolo”, ou as cerejas, já que proporcionou dois momentos inesquecíveis, no pior sentido possível. No páreo das fêmeas (a foto é da chegada, com Right Idea vencendo), a favorita, invicta na grama e recordista dos 1.400 metros, Rubia Del Rio, ao iniciar a sua atropelada em busca de mais uma vitória, sofreu grave fratura no curvilhão direito, dando infeliz razão aos que reclamam do péssimo estado da pista de grama carioca. Não tenho a mesma certeza de muitos, que Rubia Del Rio (a número 1 da foto) tinha ação de ganhadora, mas isto é que menos importa. O fato é que a craque está inutilizada para as corridas, e a decisão de não mais fechar a pista de grama duas vezes por ano (acontecia durante os quinze dias anteriores ao GP Brasil, e por 45 dias no início do verão) para reformas vai tornando os acidentes cada vez mais comuns – um dos melhores potros da mesma geração, Do Canadá, também já havia encerrado campanha depois de “mancar” em outubro passado.
No páreo dos machos, a Comissão de Corridas mais imprevisível do Brasil tomou uma decisão inédita na Gávea: transferir uma prova de Grupo 1, que poderia encaminhar a tríplice coroa de Joe Bravo, para a pista de areia, em função das chuvas. Cabe, é claro, o parêntesis que isto ocorre em muitos hipódromos do mundo. Em Cidade Jardim, várias provas de Grupo 1 mudaram de pista, mas sempre dentro de um padrão pré-estabelecido. Na história do hipódromo carioca, não existe registro de tal transferência. A Comissão, ao constatar a medida do penetrômetro (aparelho que mede a quantidade de água na pista) em 120, decidiu pela transferência. Em novembro passado, com a mesma medição, decidiu manter duas provas de Grupo 2 na grama – vai entender...
O fato é que Joe Bravo acabou sendo retirado, já que rende muito menos na areia, e a Gávea ficou sem tríplice coroado, mais uma vez. Ruim para seu proprietário, mas também um mau negócio para o turfe, que perdeu a chance de ganhar um possível ídolo, que divulgasse o esporte para o grande público. Quem sabe em 2009...
A Gávea, nos últimos anos, tem sido a terra da “bruxaria”. Diversidades de performance - para quem não sabe, termo utilizado quando um cavalo alterna inexplicavelmente ótimas e péssimas atuações em páreos semelhantes – casos de doping, julgamentos incoerentes da comissão de corridas, tudo isto tem sido comum por lá. Sem falar no famoso Stud, o maior da Gávea em número de animais, que corre três ou quatro cavalos em páreo de seis competidores, já que utiliza um Stud “laranja” – e os cavalos mudam do Stud A para o B a cada semana, não precisa dizer que cada dia ganha um diferente...
A segunda prova da Tríplice Coroa, versão machos e fêmeas – respectivamente GP Francisco Eduardo de Paula Machado e GP Diana – acabou sendo a “cereja do bolo”, ou as cerejas, já que proporcionou dois momentos inesquecíveis, no pior sentido possível. No páreo das fêmeas (a foto é da chegada, com Right Idea vencendo), a favorita, invicta na grama e recordista dos 1.400 metros, Rubia Del Rio, ao iniciar a sua atropelada em busca de mais uma vitória, sofreu grave fratura no curvilhão direito, dando infeliz razão aos que reclamam do péssimo estado da pista de grama carioca. Não tenho a mesma certeza de muitos, que Rubia Del Rio (a número 1 da foto) tinha ação de ganhadora, mas isto é que menos importa. O fato é que a craque está inutilizada para as corridas, e a decisão de não mais fechar a pista de grama duas vezes por ano (acontecia durante os quinze dias anteriores ao GP Brasil, e por 45 dias no início do verão) para reformas vai tornando os acidentes cada vez mais comuns – um dos melhores potros da mesma geração, Do Canadá, também já havia encerrado campanha depois de “mancar” em outubro passado.
No páreo dos machos, a Comissão de Corridas mais imprevisível do Brasil tomou uma decisão inédita na Gávea: transferir uma prova de Grupo 1, que poderia encaminhar a tríplice coroa de Joe Bravo, para a pista de areia, em função das chuvas. Cabe, é claro, o parêntesis que isto ocorre em muitos hipódromos do mundo. Em Cidade Jardim, várias provas de Grupo 1 mudaram de pista, mas sempre dentro de um padrão pré-estabelecido. Na história do hipódromo carioca, não existe registro de tal transferência. A Comissão, ao constatar a medida do penetrômetro (aparelho que mede a quantidade de água na pista) em 120, decidiu pela transferência. Em novembro passado, com a mesma medição, decidiu manter duas provas de Grupo 2 na grama – vai entender...
O fato é que Joe Bravo acabou sendo retirado, já que rende muito menos na areia, e a Gávea ficou sem tríplice coroado, mais uma vez. Ruim para seu proprietário, mas também um mau negócio para o turfe, que perdeu a chance de ganhar um possível ídolo, que divulgasse o esporte para o grande público. Quem sabe em 2009...
quinta-feira, 13 de março de 2008
Festa Inglesa

Esperei o jogo atrasado entre Inter de Milão e Liverpool para comentar as oitavas da Champions League. O resultado foi uma festa inglesa – se o sorteio das quartas ajudar, poderemos ter uma inédita semifinal 100% britânica.
Dos confrontos que eu não vi, a maior surpresa foi o Fenerbahce, derrubando um favoritismo de 1,36 do Sevilha. Depois de vencer por 3x2 em casa, e eu dizer aqui que achava pouco, levou os mesmos 3x2 na volta e ganhou nos pênaltis. Nos outros confrontos que eu não assisti, o Schalke 04 também eliminou o Porto nos pênaltis, e Barcelona e Manchester confirmaram seus amplos favoritismos – o último, segundo comentários, jogando apenas “para o gasto”.
Vi apenas os jogos de volta em outros dois confrontos. O Chelsea, talvez a maior barbada das oitavas, depois de 0x0 na ida, considerado pelo seu treinador “a pior partida da temporada”, passou fácil pelo Olympiakos – 3x0 ao natural em casa. Gostei do que vi, uma equipe mantém apenas Makelele fixo como volante no meio, e usa Lampard e Ballack alternando as funções de armação e combate. Chega fácil na frente sem correr muito risco atrás. Quero ver contra um adversário mais forte.
O Roma surpreendeu o Real Madrid com duas vitórias por 2x1, e mereceu a classificação pelo jogo de volta, que dominou totalmente. Destaque para o montenegrino Vucinic, que entrou no segundo tempo e acabou com o jogo.
Nos confrontos em que assisti a ida e a volta, um baile tático dos ingleses nos italianos.
O Milan, depois de escapar da derrota em Londres, tomou um banho de bola em casa de um Arsenal que jogou com apenas um atacante fixo, Adebayor, fazendo o papel de pivô para a chegada de trás dos jogadores de meio. Os ingleses dominaram o meio de campo e a posse da bola, enquanto os italianos apelaram para a ligação direta e, mesmo tendo dois volantes exclusivamente de marcação (Gattuso e Ambrosini), não conseguiram “achar” Fábregas e cia. Aos 25 do segundo tempo, vendo que o seu domínio não era traduzido no gol da classificação, Arsene Wenger tirou um dos meio-campistas (Eboue) e colocou o atacante Walcott aberto na direita, nas costas do cansado – já é quarentão – Maldini. Por ali, saiu o segundo gol, já que o primeiro havia sido um chute espetacular do já citado Fábregas, da intermediária. Justiça à equipe que dominou os dois jogos.
No outro duelo anglo-italiano, a badalada Inter de Milão, cantada em prosa e verso como uma das favoritas ao título europeu, começou a perder a classificação quando anunciou a escalação para o jogo de ida com o Liverpool. Roberto Mancini talvez tenha escutado que “os ingleses sempre jogam com duas linhas de quatro”, e resolveu fazer as suas próprias “duas linhas”, a mais adiantada com quatro volantes! Já estava dominado e sem articulação no meio, obrigando Ibrahimovic a buscar jogo no círculo central, quando teve Materazzi expulso aos 29 do primeiro tempo. Aí, a Inter entrou para dentro do próprio gol, resistiu até os 39 do segundo, mas acabou voltando para casa com um 2x0 na cola.
Na jogo de terça, em Milão, as soluções de Mancini foram novamente pobres. O francês Vieira, incluído para melhorar o toque de bola do meio de campo, mostrou que é quase ex-atleta. Como o sérvio Stankovic mais uma vez não jogou nada, a Inter voltou a não ter articulação. Só nos lampejos do Ibrahimovic, conseguiu ter duas chances claríssimas, uma com o próprio, a outra com jogada dele para Julio Cruz chutar para fora ao invés de colocar Stankovic sem goleiro na frente do gol. Quando o Liverpool fez o gol, aos 18 do segundo (na foto, Fernando Torres comemorando), depois do Maycon entregar a bola ao sair jogando, já era espantoso que Mancini não tivesse mexido na equipe, o que ele só foi fazer aos 31, trocando o vaiadíssimo Vieira por um volante, o português Pelé.
Em resumo, os técnicos italianos Mancini e Ancelotti mostraram mais uma vez a veia retranqueira e a pobreza de idéias que os caracteriza, sendo “escovados” pelos “ingleses” Rafa Benitez e Arsene Wenger – espanhol e francês, respectivamente.
Amanhã, depois do sorteio das chaves, dou o meu parecer para as quartas – nas oitavas, as duas acumuladas que eu fiz acabaram empatando, a mais conservadora (Chelsea – Barcelona – Manchester) pagando o prejuízo da outra, que incluía a Inter de Milão.
Dos confrontos que eu não vi, a maior surpresa foi o Fenerbahce, derrubando um favoritismo de 1,36 do Sevilha. Depois de vencer por 3x2 em casa, e eu dizer aqui que achava pouco, levou os mesmos 3x2 na volta e ganhou nos pênaltis. Nos outros confrontos que eu não assisti, o Schalke 04 também eliminou o Porto nos pênaltis, e Barcelona e Manchester confirmaram seus amplos favoritismos – o último, segundo comentários, jogando apenas “para o gasto”.
Vi apenas os jogos de volta em outros dois confrontos. O Chelsea, talvez a maior barbada das oitavas, depois de 0x0 na ida, considerado pelo seu treinador “a pior partida da temporada”, passou fácil pelo Olympiakos – 3x0 ao natural em casa. Gostei do que vi, uma equipe mantém apenas Makelele fixo como volante no meio, e usa Lampard e Ballack alternando as funções de armação e combate. Chega fácil na frente sem correr muito risco atrás. Quero ver contra um adversário mais forte.
O Roma surpreendeu o Real Madrid com duas vitórias por 2x1, e mereceu a classificação pelo jogo de volta, que dominou totalmente. Destaque para o montenegrino Vucinic, que entrou no segundo tempo e acabou com o jogo.
Nos confrontos em que assisti a ida e a volta, um baile tático dos ingleses nos italianos.
O Milan, depois de escapar da derrota em Londres, tomou um banho de bola em casa de um Arsenal que jogou com apenas um atacante fixo, Adebayor, fazendo o papel de pivô para a chegada de trás dos jogadores de meio. Os ingleses dominaram o meio de campo e a posse da bola, enquanto os italianos apelaram para a ligação direta e, mesmo tendo dois volantes exclusivamente de marcação (Gattuso e Ambrosini), não conseguiram “achar” Fábregas e cia. Aos 25 do segundo tempo, vendo que o seu domínio não era traduzido no gol da classificação, Arsene Wenger tirou um dos meio-campistas (Eboue) e colocou o atacante Walcott aberto na direita, nas costas do cansado – já é quarentão – Maldini. Por ali, saiu o segundo gol, já que o primeiro havia sido um chute espetacular do já citado Fábregas, da intermediária. Justiça à equipe que dominou os dois jogos.
No outro duelo anglo-italiano, a badalada Inter de Milão, cantada em prosa e verso como uma das favoritas ao título europeu, começou a perder a classificação quando anunciou a escalação para o jogo de ida com o Liverpool. Roberto Mancini talvez tenha escutado que “os ingleses sempre jogam com duas linhas de quatro”, e resolveu fazer as suas próprias “duas linhas”, a mais adiantada com quatro volantes! Já estava dominado e sem articulação no meio, obrigando Ibrahimovic a buscar jogo no círculo central, quando teve Materazzi expulso aos 29 do primeiro tempo. Aí, a Inter entrou para dentro do próprio gol, resistiu até os 39 do segundo, mas acabou voltando para casa com um 2x0 na cola.
Na jogo de terça, em Milão, as soluções de Mancini foram novamente pobres. O francês Vieira, incluído para melhorar o toque de bola do meio de campo, mostrou que é quase ex-atleta. Como o sérvio Stankovic mais uma vez não jogou nada, a Inter voltou a não ter articulação. Só nos lampejos do Ibrahimovic, conseguiu ter duas chances claríssimas, uma com o próprio, a outra com jogada dele para Julio Cruz chutar para fora ao invés de colocar Stankovic sem goleiro na frente do gol. Quando o Liverpool fez o gol, aos 18 do segundo (na foto, Fernando Torres comemorando), depois do Maycon entregar a bola ao sair jogando, já era espantoso que Mancini não tivesse mexido na equipe, o que ele só foi fazer aos 31, trocando o vaiadíssimo Vieira por um volante, o português Pelé.
Em resumo, os técnicos italianos Mancini e Ancelotti mostraram mais uma vez a veia retranqueira e a pobreza de idéias que os caracteriza, sendo “escovados” pelos “ingleses” Rafa Benitez e Arsene Wenger – espanhol e francês, respectivamente.
Amanhã, depois do sorteio das chaves, dou o meu parecer para as quartas – nas oitavas, as duas acumuladas que eu fiz acabaram empatando, a mais conservadora (Chelsea – Barcelona – Manchester) pagando o prejuízo da outra, que incluía a Inter de Milão.
terça-feira, 4 de março de 2008
Decisões na Europa

Hoje, começam os jogos de volta das oitavas na Liga dos Campeões da Europa, com 4 jogos. O gabarito é o seguinte:
Milan x Arsenal – após o 0x0 da ida, a disputa continua equilibradíssima. Claro que o Milan, precisando da vitória simples em casa, tem um leve favoritismo, mas pode ser surpreendido pelos ingleses, que jogaram melhor e deixaram de abrir vantagem em Londres, contra um Milan excessivamente recuado – contei seis chances claras de gol, a última, com Adebayor, nos descontos, cabeceando sem goleiro e acertando a trave. O principal risco para o Milan é justamente ter que jogar de forma mais ofensiva, coisa que a equipe italiana não está acostumada. Para hoje, ao contrário do habitual, está escalado com Pato e Inzaghi na frente – normalmente, utiliza apenas um atacante. A vitória dos italianos dependerá do novo esquema funcionar, e para isto, dependerá muito de Kaká e Pirlo – o último, além da má fase, foi muito marcado na ida, e não conseguiu fazer o jogo do Milan “andar”. Resumindo, continuo em cima do muro.
Barcelona x Celtic – Pouco a comentar. Pelo resultado da ida (3x2 para os espanhóis) e, principalmente, pela diferença de qualidade, o Barca é grande barbada.
Sevilha x Fenerbahce – destaquei aqui a possibilidade que os turcos teriam de abrir vantagem em casa, mas esta acabou sendo pequena – 3x2, apenas. Na Espanha, e com uma zaga inconfiável – Edu Dracena já bateu o recorde de gols contra em uma mesma edição da Champions – os turcos não vão resistir.
Manchester United x Lyon – O empate com gols fora de casa encaminhou bem a classificação dos ingleses, que andam poupando titulares no Campeonato Inglês para focar energias na Champions, que não vencem desde 99. O Lyon, mais uma vez, vai mostrar que sua soberania se limita aos gramados da França.
Amanhã, temos:
Chelsea x Olympiakos – Empatando fora, o Chelsea também encaminhou fortemente a sua classificação. Como não vi nada do jogo, apenas mantenho a opinião de que o favoritismo dos ingleses é muito grande.
Real Madrid x Roma – a Roma abriu pequena vantagem, e o comentário geral de quem assistiu ao jogo foi de que a vitória de 2x1 dos italianos foi injusta, o Real jogou melhor. Em casa, o time espanhol, agora com Robinho de volta, deve avançar mais uma vez.
Porto x Schalke 04 – Os alemães ganharam de 1x0, que é um belo placar em mata-mata equilibrado. Outro confronto duríssimo.Sobre Inter de Milão x Liverpool, que será apenas na semana que vem, falo depois, porque o assunto é extenso – adianto que a dupla Mancini (treinador) e Matterazzi (o amigo do Zidane) entregou a classificação no sonhado título europeu do centenário...
Milan x Arsenal – após o 0x0 da ida, a disputa continua equilibradíssima. Claro que o Milan, precisando da vitória simples em casa, tem um leve favoritismo, mas pode ser surpreendido pelos ingleses, que jogaram melhor e deixaram de abrir vantagem em Londres, contra um Milan excessivamente recuado – contei seis chances claras de gol, a última, com Adebayor, nos descontos, cabeceando sem goleiro e acertando a trave. O principal risco para o Milan é justamente ter que jogar de forma mais ofensiva, coisa que a equipe italiana não está acostumada. Para hoje, ao contrário do habitual, está escalado com Pato e Inzaghi na frente – normalmente, utiliza apenas um atacante. A vitória dos italianos dependerá do novo esquema funcionar, e para isto, dependerá muito de Kaká e Pirlo – o último, além da má fase, foi muito marcado na ida, e não conseguiu fazer o jogo do Milan “andar”. Resumindo, continuo em cima do muro.
Barcelona x Celtic – Pouco a comentar. Pelo resultado da ida (3x2 para os espanhóis) e, principalmente, pela diferença de qualidade, o Barca é grande barbada.
Sevilha x Fenerbahce – destaquei aqui a possibilidade que os turcos teriam de abrir vantagem em casa, mas esta acabou sendo pequena – 3x2, apenas. Na Espanha, e com uma zaga inconfiável – Edu Dracena já bateu o recorde de gols contra em uma mesma edição da Champions – os turcos não vão resistir.
Manchester United x Lyon – O empate com gols fora de casa encaminhou bem a classificação dos ingleses, que andam poupando titulares no Campeonato Inglês para focar energias na Champions, que não vencem desde 99. O Lyon, mais uma vez, vai mostrar que sua soberania se limita aos gramados da França.
Amanhã, temos:
Chelsea x Olympiakos – Empatando fora, o Chelsea também encaminhou fortemente a sua classificação. Como não vi nada do jogo, apenas mantenho a opinião de que o favoritismo dos ingleses é muito grande.
Real Madrid x Roma – a Roma abriu pequena vantagem, e o comentário geral de quem assistiu ao jogo foi de que a vitória de 2x1 dos italianos foi injusta, o Real jogou melhor. Em casa, o time espanhol, agora com Robinho de volta, deve avançar mais uma vez.
Porto x Schalke 04 – Os alemães ganharam de 1x0, que é um belo placar em mata-mata equilibrado. Outro confronto duríssimo.Sobre Inter de Milão x Liverpool, que será apenas na semana que vem, falo depois, porque o assunto é extenso – adianto que a dupla Mancini (treinador) e Matterazzi (o amigo do Zidane) entregou a classificação no sonhado título europeu do centenário...
domingo, 2 de março de 2008
O Chororô e a Bomba
O choro é livre, esta semana provou. O Botafogo perdeu mais uma partida decisiva e chorou, botou a culpa no juiz, coitado, que deu um pênalti em que o Fabio Luciano estava com a camiseta quase sendo arrancada pelo pescoço, que expulsou o Lucio Flávio, que já tinha amarelo e fez falta por traz...
Aí veio o Souza, que fez o gol e chorou, mas nem precisava apimentar mais a discussão, porque o Maracanã inteiro já cantava o Chororô – para quem não viu, aí está o vídeo...
Hoje, foi o Valdívia que fez gol e “chorou”, explicando que não agüentava mais ser chamado de chorão. E tem comentarista, como o Márcio Guedes, que fala que a provocação do Souza é um desrespeito, que passou dos limites. O limite excedido é o da bomba que arrancou a mão do aposentado em Criciúma – está no Youtube, imagens fortes. Isto sim é falta de limite. Enquanto o futebol tiver o espírito do Souza, e não o de quem vai para o estádio para jogar uma bomba – já vi de bem perto um torcedor morrer assim – tá tudo bem.Valeu o bom humor do Souza – até porque já deu um Gauchão pro Inter com dois gols na prorrogação...
Aí veio o Souza, que fez o gol e chorou, mas nem precisava apimentar mais a discussão, porque o Maracanã inteiro já cantava o Chororô – para quem não viu, aí está o vídeo...
Hoje, foi o Valdívia que fez gol e “chorou”, explicando que não agüentava mais ser chamado de chorão. E tem comentarista, como o Márcio Guedes, que fala que a provocação do Souza é um desrespeito, que passou dos limites. O limite excedido é o da bomba que arrancou a mão do aposentado em Criciúma – está no Youtube, imagens fortes. Isto sim é falta de limite. Enquanto o futebol tiver o espírito do Souza, e não o de quem vai para o estádio para jogar uma bomba – já vi de bem perto um torcedor morrer assim – tá tudo bem.Valeu o bom humor do Souza – até porque já deu um Gauchão pro Inter com dois gols na prorrogação...
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
A Libertadores 2008

Assim como na Copa do Brasil, vou tentar dar palpite na primeira fase da Libertadores. Não que eu me considere um grande entendedor, só ando vendo mais futebol do que a maioria das pessoas que trabalham. Grupo a grupo, o negócio é o seguinte:
Grupo 1 – Cruzeiro / San Lorenzo-ARG / Caracas-VEN / Potosi - BOL
O Cruzeiro deve passar em primeiro, pelo que anda jogando e pelos resultados da primeira rodada – ganhou de 3x0, enquanto o San Lorenzo perdeu para o Caracas por 2x0, na Venezuela. Os argentinos ainda devem ficar com a segunda vaga, mesmo com a derrota para um time que gosta de eliminar argentinos – o Caracas tirou o River Plate na primeira fase, no ano passado. Para isso, jogarão a vida contra o Cruzeiro na próxima quinta, em casa. O Potosi, com altitude e tudo, entra último.
Grupo 2 – Danubio-UR / Deportivo Cuenca-EQ / Lanus-ARG / Estudiantes-ARG
O Lanus, campeão argentino, é o favorito, mesmo tendo passado alguma dificuldade na Pré-Libertadores – já ganhou na estréia da chave, 3x1 contra o Danúbio, em casa. Para segundo, parada difícil, já que o Estudiantes está mal no campeonato argentino e perdeu para o Cuenca na estréia, fora, por 1x0. Não acredito nos equatorianos, mesmo já tendo 3 pontos. Danúbio e Estudiantes devem brigar pelo segundo.
Grupo 3 – Boca Juniors / Colo Colo / Maracaibo-VEN / Atlas-MEX
Grupo que ainda não começou, e tem uma “exata santa”: Boca em primeiro, Colo Colo em segundo. Quem assistiu a Libertadores do ano passado não pode deixar de marcar o Boca como favorito geral, já que o Riquelme voltou. O Colo Colo é o atual tetra-campeão chileno (dois últimos Aperturas e Clausuras), enquanto os mexicanos do Atlas sofreram para classificar na pré-Libertadores e o Maracaibo não anima muito.
Grupo 4 – Flamengo / Nacional-UR / Cienciano-PER / Coronel Bolognesi-PER
No único grupo que já iniciou a segunda rodada, o Flamengo é o favorito ao primeiro lugar, já que o Nacional voltou dos seus dois jogos no Peru com 3 pontos. Os uruguaios brigarão com o Cienciano, que os derrotou (2x1) na semana passada, pelo segundo lugar. Cienciano, aliás, que eliminou outro uruguaio na pré-Libertadores (o Montevidéu Wanderers), tem como grande trunfo jogar na altitude – se fizer o dever de casa, e não perder para o conterrâneo Bolognesi, tem chance de surpreender. O Coronel Bolognesi já mostrou que é último certo, candidato a ser o pior entre todos os 32 participantes desta fase.
Grupo 5 – América-MEX / River Plate / Univ. Católica–CHI / Univ. San Martin–PER
Chave que já era difícil, pela presença de 3 equipes tradicionais, ficou ainda pior pelo resultado do único jogo até aqui, vitória do San Martin sobre o River (2x0). Os argentinos correm o risco, com isso, de repetir o papelão do ano passado, quando caíram na primeira fase. Pelo que assisti na estréia do River, uma equipe burocrática, abusando dos chuveirinhos para o Loco Abreu, com Ortega desaparecido em campo, a eliminação é uma possibilidade bem razoável. O San Martin agradou na estréia, principalmente pela rapidez do seu ataque – é preciso, no entanto, avaliar o comportamento da equipe fora de casa. O Universidad Católica, dizem, passou por uma reformulação no elenco, mas tem, supostamente um bom time. O América do México, para mim, é o favorito para ficar com uma das duas vagas.
Grupo 6 – Chivas–MEX / Cúcuta-COL / San José-BOL / Santos
Os mexicanos são os favoritos, pois vêm mantendo uma base que os levou a duas semifinais de Libertadores (05/06) nos últimos três anos. O Santos, apesar da má fase, conseguiu um bom empate fora na estréia e se destaca na luta pela segunda fase. O Cúcuta deixou de ganhar o seu jogo mais importante, a estréia em casa contra o Santos (foto), e só mantém as esperanças se ganhar do San José, semana que vem, novamente em casa. Os bolivianos podem decidir a classificação nas duas últimas partidas, ambas em casa, se chegarem vivos até lá.
Grupo 7 – Nacional-COL / São Paulo / Luqueño-PAR / Audax Italiano-CHI
O São Paulo é a força indiscutível da chave. O Nacional de Medellín, atual bi-campeão colombiano, é o favorito à segunda vaga. Pelo que mostrou ontem, o Luqueño pode tentar surpreender – ganhou do Audax, no Chile, por 2x1, e 3 pontos fora sempre podem pesar na hora da classificação. Terá contra si a aparente fraqueza da sua zaga. O Audax mostrou, assim como os paraguaios, grande fragilidade defensiva, além de não ter torcida – e não fazer pressão no adversário, jogando em casa, é uma desvantagem grande. Para mim, os chilenos são outro último certo.
Grupo 8 – Fluminense / LDU / Libertad / Arsenal-ARG
Chave duríssima, que começa hoje. O Fluminense, ao que parece, vai abdicar dos “três tenores”, passando a jogar apenas com dois dos badalados atacantes que contratou. Mesmo assim, perdeu tempo de preparação insistindo com Washington, Dodô e Leandro Amaral juntos, além de ter caído no grupo “da morte”. A LDU superou a saída dos seus principais jogadores, após a participação equatoriana na Copa de 2006, e voltou a ser um forte adversário – ajudado, é claro, pela altitude de Quito. O Libertad ganhou 4 dos últimos 6 campeonatos paraguaios, e foi eliminado das duas últimas Libertadores pelos campeões Inter e Boca em confrontos duríssimos. Os argentinos do Arsenal são atuais campeões da Sul-Americana, mas passaram “arranhando” pela pré-Libertadores, contra o Mineros, da Venezuela, deixando uma certa dúvida sobre a sua real força. Acredito que a estréia de hoje é decisiva para as chances do Flu, pois uma derrota, além dos 3 pontos perdidos, pode gerar uma crise que não possa ser superada em tempo na curta primeira fase.
Grupo 1 – Cruzeiro / San Lorenzo-ARG / Caracas-VEN / Potosi - BOL
O Cruzeiro deve passar em primeiro, pelo que anda jogando e pelos resultados da primeira rodada – ganhou de 3x0, enquanto o San Lorenzo perdeu para o Caracas por 2x0, na Venezuela. Os argentinos ainda devem ficar com a segunda vaga, mesmo com a derrota para um time que gosta de eliminar argentinos – o Caracas tirou o River Plate na primeira fase, no ano passado. Para isso, jogarão a vida contra o Cruzeiro na próxima quinta, em casa. O Potosi, com altitude e tudo, entra último.
Grupo 2 – Danubio-UR / Deportivo Cuenca-EQ / Lanus-ARG / Estudiantes-ARG
O Lanus, campeão argentino, é o favorito, mesmo tendo passado alguma dificuldade na Pré-Libertadores – já ganhou na estréia da chave, 3x1 contra o Danúbio, em casa. Para segundo, parada difícil, já que o Estudiantes está mal no campeonato argentino e perdeu para o Cuenca na estréia, fora, por 1x0. Não acredito nos equatorianos, mesmo já tendo 3 pontos. Danúbio e Estudiantes devem brigar pelo segundo.
Grupo 3 – Boca Juniors / Colo Colo / Maracaibo-VEN / Atlas-MEX
Grupo que ainda não começou, e tem uma “exata santa”: Boca em primeiro, Colo Colo em segundo. Quem assistiu a Libertadores do ano passado não pode deixar de marcar o Boca como favorito geral, já que o Riquelme voltou. O Colo Colo é o atual tetra-campeão chileno (dois últimos Aperturas e Clausuras), enquanto os mexicanos do Atlas sofreram para classificar na pré-Libertadores e o Maracaibo não anima muito.
Grupo 4 – Flamengo / Nacional-UR / Cienciano-PER / Coronel Bolognesi-PER
No único grupo que já iniciou a segunda rodada, o Flamengo é o favorito ao primeiro lugar, já que o Nacional voltou dos seus dois jogos no Peru com 3 pontos. Os uruguaios brigarão com o Cienciano, que os derrotou (2x1) na semana passada, pelo segundo lugar. Cienciano, aliás, que eliminou outro uruguaio na pré-Libertadores (o Montevidéu Wanderers), tem como grande trunfo jogar na altitude – se fizer o dever de casa, e não perder para o conterrâneo Bolognesi, tem chance de surpreender. O Coronel Bolognesi já mostrou que é último certo, candidato a ser o pior entre todos os 32 participantes desta fase.
Grupo 5 – América-MEX / River Plate / Univ. Católica–CHI / Univ. San Martin–PER
Chave que já era difícil, pela presença de 3 equipes tradicionais, ficou ainda pior pelo resultado do único jogo até aqui, vitória do San Martin sobre o River (2x0). Os argentinos correm o risco, com isso, de repetir o papelão do ano passado, quando caíram na primeira fase. Pelo que assisti na estréia do River, uma equipe burocrática, abusando dos chuveirinhos para o Loco Abreu, com Ortega desaparecido em campo, a eliminação é uma possibilidade bem razoável. O San Martin agradou na estréia, principalmente pela rapidez do seu ataque – é preciso, no entanto, avaliar o comportamento da equipe fora de casa. O Universidad Católica, dizem, passou por uma reformulação no elenco, mas tem, supostamente um bom time. O América do México, para mim, é o favorito para ficar com uma das duas vagas.
Grupo 6 – Chivas–MEX / Cúcuta-COL / San José-BOL / Santos
Os mexicanos são os favoritos, pois vêm mantendo uma base que os levou a duas semifinais de Libertadores (05/06) nos últimos três anos. O Santos, apesar da má fase, conseguiu um bom empate fora na estréia e se destaca na luta pela segunda fase. O Cúcuta deixou de ganhar o seu jogo mais importante, a estréia em casa contra o Santos (foto), e só mantém as esperanças se ganhar do San José, semana que vem, novamente em casa. Os bolivianos podem decidir a classificação nas duas últimas partidas, ambas em casa, se chegarem vivos até lá.
Grupo 7 – Nacional-COL / São Paulo / Luqueño-PAR / Audax Italiano-CHI
O São Paulo é a força indiscutível da chave. O Nacional de Medellín, atual bi-campeão colombiano, é o favorito à segunda vaga. Pelo que mostrou ontem, o Luqueño pode tentar surpreender – ganhou do Audax, no Chile, por 2x1, e 3 pontos fora sempre podem pesar na hora da classificação. Terá contra si a aparente fraqueza da sua zaga. O Audax mostrou, assim como os paraguaios, grande fragilidade defensiva, além de não ter torcida – e não fazer pressão no adversário, jogando em casa, é uma desvantagem grande. Para mim, os chilenos são outro último certo.
Grupo 8 – Fluminense / LDU / Libertad / Arsenal-ARG
Chave duríssima, que começa hoje. O Fluminense, ao que parece, vai abdicar dos “três tenores”, passando a jogar apenas com dois dos badalados atacantes que contratou. Mesmo assim, perdeu tempo de preparação insistindo com Washington, Dodô e Leandro Amaral juntos, além de ter caído no grupo “da morte”. A LDU superou a saída dos seus principais jogadores, após a participação equatoriana na Copa de 2006, e voltou a ser um forte adversário – ajudado, é claro, pela altitude de Quito. O Libertad ganhou 4 dos últimos 6 campeonatos paraguaios, e foi eliminado das duas últimas Libertadores pelos campeões Inter e Boca em confrontos duríssimos. Os argentinos do Arsenal são atuais campeões da Sul-Americana, mas passaram “arranhando” pela pré-Libertadores, contra o Mineros, da Venezuela, deixando uma certa dúvida sobre a sua real força. Acredito que a estréia de hoje é decisiva para as chances do Flu, pois uma derrota, além dos 3 pontos perdidos, pode gerar uma crise que não possa ser superada em tempo na curta primeira fase.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Resumo da Semana V

FUTEBOL – Foi a semana dos recordes. O Atlético Paranaense ganhou a décima primeira seguida, igualando um recorde de 1949. O outro Atlético, o Mineiro, bateu um recorde, digamos assim, informal. Conseguiu perder um jogo – 0x1 para o Social - em que teve 43 finalizações. A fase de grupos da Libertadores começou, mas isto eu comento amanhã. O papelão do Santos aumenta cada vez mais – só 8 pontos em 9 jogos e derrota para o lanterna. E o time dos “três tenores”, montado pelo Branco e pelo Renato, foi eliminado pelo Botafogo...
TURFE – Como o resumo da semana andou falhando, deixei de comentar as grandes vitórias das éguas brasileiras nos Estados Unidos. Double Trouble tornou-se o décimo segundo animal brasileiro a ganhar prova de Grupo 1 por lá, ao vencer o tradicional Santa Maria Handicap. Colina Verde, tríplice coroada paulista em 2006 – a quem tive o prazer de enfrentar como proprietário, chegando a 9 corpos e meio, em um Grupo 1 que ela venceu por 6 – estreou, finalmente, e com boa vitória, secundada por outra brasileira, Imortelle. Deixei de falar também da vitória, antecipada aqui, de Rubia Del Rio na primeira prova da Tríplice Coroa carioca de fêmeas. Ganhou bem, mas sem a mesma facilidade das anteriores, talvez pelo estado da pista, algo pesada.
Estou dentro do prazo, porém, para falar da Tríplice Coroa de potros carioca. Joe Bravo (foto) ganhou como craque, ele que sempre beliscou, mas ainda não havia levado nenhum Grande Prêmio importante. Desta vez, foi para cima do ligeiríssimo Refuge Cove, ganhador da preparatória e de outras duas provas de grupo, e na curva já trazia o rival completamente dominado – os dois abriram oito corpos em relação ao resto do pelotão. Com seu jóquei olhando para trás, Joe Bravo saiu tirando, e mesmo diminuindo um pouco no final, ganhou com grande facilidade. A Gávea, portanto, pode ter dois tríplices coroados este ano, desde que Rubia Del Rio aceite bem o aumento da distância, já que é filha de Put It Back, reprodutor voltado à velocidade.
PÉROLA DA SEMANA – “Empatar com o Coronel Bolognesi fora de casa é bom resultado, pois o Flamengo pode resolver a parada no Maracanã. Ruim seria empatar fora com um Boca ou River, pois aí se correria o risco de perder em casa” (comentarista Sergio Noronha, mostrando uma lógica bastante peculiar para responder pergunta de um telespectador, em Coronel Bolognesi x Flamengo, quarta passada).
PRÓXIMA SEMANA – O destaque do futebol é o mata-mata da Champions League, do qual falei ontem. No turfe brasileiro, reaparece na Gávea Quatro Mares, favorito do último GP Brasil, e que não corre desde então. Em Dubai, 12 brasileiros vão tentar a sorte (dois estão como suplentes), e o destaque é o sétimo páreo, reunindo os dois últimos ganhadores do GP Brasil, L´Amico Steve, agora com seu jóquei habitual, Vagner Leal, e Dono da Raia, aparentemente, pela distribuição de montarias do treinador Saeed Bin Suroor, novamente destinado a fazer papel de faixa para os outros cavalos do Sheik, já que Lanfranco Dettori, jóquei oficial dos Maktoum, monta o francês Doubnov, e Kerrin Mc Evoy, monta o inglês New Guinea, cabendo ao brasileiro, novamente, ser pilotado por Daragh O´Donohoe. Para quem quiser, o retrospecto da reunião em Dubai está no http://www.emiratesracing.com/eq/pdf/FG20080221.pdf.
TURFE – Como o resumo da semana andou falhando, deixei de comentar as grandes vitórias das éguas brasileiras nos Estados Unidos. Double Trouble tornou-se o décimo segundo animal brasileiro a ganhar prova de Grupo 1 por lá, ao vencer o tradicional Santa Maria Handicap. Colina Verde, tríplice coroada paulista em 2006 – a quem tive o prazer de enfrentar como proprietário, chegando a 9 corpos e meio, em um Grupo 1 que ela venceu por 6 – estreou, finalmente, e com boa vitória, secundada por outra brasileira, Imortelle. Deixei de falar também da vitória, antecipada aqui, de Rubia Del Rio na primeira prova da Tríplice Coroa carioca de fêmeas. Ganhou bem, mas sem a mesma facilidade das anteriores, talvez pelo estado da pista, algo pesada.
Estou dentro do prazo, porém, para falar da Tríplice Coroa de potros carioca. Joe Bravo (foto) ganhou como craque, ele que sempre beliscou, mas ainda não havia levado nenhum Grande Prêmio importante. Desta vez, foi para cima do ligeiríssimo Refuge Cove, ganhador da preparatória e de outras duas provas de grupo, e na curva já trazia o rival completamente dominado – os dois abriram oito corpos em relação ao resto do pelotão. Com seu jóquei olhando para trás, Joe Bravo saiu tirando, e mesmo diminuindo um pouco no final, ganhou com grande facilidade. A Gávea, portanto, pode ter dois tríplices coroados este ano, desde que Rubia Del Rio aceite bem o aumento da distância, já que é filha de Put It Back, reprodutor voltado à velocidade.
PÉROLA DA SEMANA – “Empatar com o Coronel Bolognesi fora de casa é bom resultado, pois o Flamengo pode resolver a parada no Maracanã. Ruim seria empatar fora com um Boca ou River, pois aí se correria o risco de perder em casa” (comentarista Sergio Noronha, mostrando uma lógica bastante peculiar para responder pergunta de um telespectador, em Coronel Bolognesi x Flamengo, quarta passada).
PRÓXIMA SEMANA – O destaque do futebol é o mata-mata da Champions League, do qual falei ontem. No turfe brasileiro, reaparece na Gávea Quatro Mares, favorito do último GP Brasil, e que não corre desde então. Em Dubai, 12 brasileiros vão tentar a sorte (dois estão como suplentes), e o destaque é o sétimo páreo, reunindo os dois últimos ganhadores do GP Brasil, L´Amico Steve, agora com seu jóquei habitual, Vagner Leal, e Dono da Raia, aparentemente, pela distribuição de montarias do treinador Saeed Bin Suroor, novamente destinado a fazer papel de faixa para os outros cavalos do Sheik, já que Lanfranco Dettori, jóquei oficial dos Maktoum, monta o francês Doubnov, e Kerrin Mc Evoy, monta o inglês New Guinea, cabendo ao brasileiro, novamente, ser pilotado por Daragh O´Donohoe. Para quem quiser, o retrospecto da reunião em Dubai está no http://www.emiratesracing.com/eq/pdf/FG20080221.pdf.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
A Hora da Verdade na Europa

Amanhã, começa o mata-mata da Liga dos Campeões da Europa, com 4 jogos das oitavas de final. Meus palpites para os classificados são:
Liverpool x Inter de Milão – os italianos estão em excelente momento, liderando o Campeonato Italiano com 11 pontos de vantagem, enquanto os ingleses acabam de sofrer uma virada, em casa, contra o Barnsley, da segunda divisão inglesa, que os eliminou da Copa da Inglaterra. O favoritismo da Inter nos sites de apostas – William Hill e Sporting Bet - é um dos menos destacados, rateio de 1,57, apenas o sexto maior favorito. Confiar no momento dos italianos é uma boa indicação para arrumar um troco.
Olympiakos x Chelsea – Pela tradição, elenco e momento, o Chelsea é a grande barbada das oitavas. O William Hill concorda comigo, cotando os ingleses a 1,12 (mesmo rateio do Barcelona), enquanto o Sporting Bet prefere destacar Ronaldinho e cia. (os mesmos 1,12), e deixar o Chelsea como segundo maior favorito, a 1,166.
Roma x Real Madrid – Apesar dos sites de apostas darem favoritismo sólido para o Real (1,53 no William Hill, 1,45 no Sporting Bet), acho que aqui pode estar a surpresa das oitavas, especialmente pela ausência de Robinho do primeiro jogo – e, talvez, também do segundo. A partida de amanhã, na capital italiana, vai mostrar se a minha zebra pode se criar ou não. Para quem quiser arriscar algum no atual vice-líder do Italiano, o rateio no Sporting Bet é de 2,60.
Schalke 04 x Porto – Enquanto o Porto lidera o Campeonato Português com uma folga de 10 pontos, o Schalke é apenas o quinto no Alemão. Na opinião dos sites, é o segundo confronto mais duro – favoritismo dos portugueses, de 1,61 contra 2,20 dos alemães. Acho que dá Porto, mas como não acompanho o Campeonato Português, não posso firmar a indicação.
Na quarta, começam os outros 4 confrontos:
Arsenal x Milan – o confronto mais difícil, com rateio igual para ambos – 1,83. As lesões de Kaká e Pato poderiam enfraquecer os italianos, mas como ambos estão relacionados para o jogo de amanhã, vou ficar em cima do muro. O Arsenal tem um time muito entrosado, mesmo tendo perdido Henry para o Barcelona. O Milan é o atual campeão do mundo e tem melhor elenco, mas carece, por exemplo, de um goleiro confiável. Parada duríssima.
Celtic x Barcelona – Favoritismo total dos espanhóis, mesmo estando numa fase irregular. Para incluir nas acumuladas.
Fenerbahce x Sevilha – os turcos chegaram, comandados por Zico, Alex e Roberto Carlos, ao seu primeiro mata-mata da história. Os sites dando favoritismo amplo para os espanhóis, rateio de 1,36. Pela “fumaceira” que faz em sua casa, o Fenerbahce pode ser a segunda surpresa, já que os espanhóis, mesmo com Luis Fabiano em fase espetacular, estão apenas em sexto no Espanhol, 20 pontos atrás do Real, alternando boas e más partidas.
Lyon x Manchester United – os franceses, hexa campeões do seu país, sempre com vantagens assombrosas na tabela, parecem estar chegando ao final de um ciclo. Perderam para o Lê Mans no sábado, vendo sua vantagem diminuir para apenas 1 ponto em relação ao vice-líder Bordeaux. Se quando eles estavam “sobrando” na França, acabavam “amarelando” na Liga dos Campeões, agora, atravessando um momento não tão bom, devem facilitar a tarefa do supertime inglês. O Manchester United é, para mim e para os sites, outra grande barbada – rateio de 1,30 no Sporting Bet e 1,36 no William Hill.Os palpites estão aí. Na quinta, já será possível ter uma idéia do meu percentual de acerto.
Liverpool x Inter de Milão – os italianos estão em excelente momento, liderando o Campeonato Italiano com 11 pontos de vantagem, enquanto os ingleses acabam de sofrer uma virada, em casa, contra o Barnsley, da segunda divisão inglesa, que os eliminou da Copa da Inglaterra. O favoritismo da Inter nos sites de apostas – William Hill e Sporting Bet - é um dos menos destacados, rateio de 1,57, apenas o sexto maior favorito. Confiar no momento dos italianos é uma boa indicação para arrumar um troco.
Olympiakos x Chelsea – Pela tradição, elenco e momento, o Chelsea é a grande barbada das oitavas. O William Hill concorda comigo, cotando os ingleses a 1,12 (mesmo rateio do Barcelona), enquanto o Sporting Bet prefere destacar Ronaldinho e cia. (os mesmos 1,12), e deixar o Chelsea como segundo maior favorito, a 1,166.
Roma x Real Madrid – Apesar dos sites de apostas darem favoritismo sólido para o Real (1,53 no William Hill, 1,45 no Sporting Bet), acho que aqui pode estar a surpresa das oitavas, especialmente pela ausência de Robinho do primeiro jogo – e, talvez, também do segundo. A partida de amanhã, na capital italiana, vai mostrar se a minha zebra pode se criar ou não. Para quem quiser arriscar algum no atual vice-líder do Italiano, o rateio no Sporting Bet é de 2,60.
Schalke 04 x Porto – Enquanto o Porto lidera o Campeonato Português com uma folga de 10 pontos, o Schalke é apenas o quinto no Alemão. Na opinião dos sites, é o segundo confronto mais duro – favoritismo dos portugueses, de 1,61 contra 2,20 dos alemães. Acho que dá Porto, mas como não acompanho o Campeonato Português, não posso firmar a indicação.
Na quarta, começam os outros 4 confrontos:
Arsenal x Milan – o confronto mais difícil, com rateio igual para ambos – 1,83. As lesões de Kaká e Pato poderiam enfraquecer os italianos, mas como ambos estão relacionados para o jogo de amanhã, vou ficar em cima do muro. O Arsenal tem um time muito entrosado, mesmo tendo perdido Henry para o Barcelona. O Milan é o atual campeão do mundo e tem melhor elenco, mas carece, por exemplo, de um goleiro confiável. Parada duríssima.
Celtic x Barcelona – Favoritismo total dos espanhóis, mesmo estando numa fase irregular. Para incluir nas acumuladas.
Fenerbahce x Sevilha – os turcos chegaram, comandados por Zico, Alex e Roberto Carlos, ao seu primeiro mata-mata da história. Os sites dando favoritismo amplo para os espanhóis, rateio de 1,36. Pela “fumaceira” que faz em sua casa, o Fenerbahce pode ser a segunda surpresa, já que os espanhóis, mesmo com Luis Fabiano em fase espetacular, estão apenas em sexto no Espanhol, 20 pontos atrás do Real, alternando boas e más partidas.
Lyon x Manchester United – os franceses, hexa campeões do seu país, sempre com vantagens assombrosas na tabela, parecem estar chegando ao final de um ciclo. Perderam para o Lê Mans no sábado, vendo sua vantagem diminuir para apenas 1 ponto em relação ao vice-líder Bordeaux. Se quando eles estavam “sobrando” na França, acabavam “amarelando” na Liga dos Campeões, agora, atravessando um momento não tão bom, devem facilitar a tarefa do supertime inglês. O Manchester United é, para mim e para os sites, outra grande barbada – rateio de 1,30 no Sporting Bet e 1,36 no William Hill.Os palpites estão aí. Na quinta, já será possível ter uma idéia do meu percentual de acerto.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
A Copa do Brasil

Começou ontem, com 15 jogos e nenhuma grande surpresa, a Copa do Brasil. Para quem ainda não viu a tabela, vou tentar antecipar os cruzamentos das oitavas – duas fases adiante – porque até lá, os favoritos devem seguir sem muito susto, com uma ou outra exceção. Para ficar mais claro, vou dividir a tabela em “blocos”:
Bloco 1 – O Corinthians já está na segunda fase, onde pega Fortaleza ou América de Sergipe, devendo chegar com facilidade nas oitavas. Lá, o provável adversário será o Goiás, que ainda não estreou, mas deve passar pelo Cacerense-MT e pegar, na segunda fase, Fast-AM ou Santa Cruz, confronto que ficou difícil, já que os amazonenses ganharam em casa por 3x1.
Bloco 2 – O Grêmio vai chegar à segunda fase, provavelmente contra o Atlético Goianiense (empatou fora por 0x0), devendo superar o campeão goiano. Nas oitavas, Coritiba ou São Caetano – ambos começaram o ano derrapando, fica difícil apostar em qual será o adversário do tricolor.
Bloco 3 – O Botafogo, que ainda não estreou, é o franco favorito contra o Rio Branco-AC, e depois, Jaguaré-ES ou River-PI – nenhum dos quatro estreou ainda. Nas oitavas, pega o vencedor de Portuguesa (empatou em 1x1, fora) ou Volta Redonda, que já venceu por 2x0 e “matou” o segundo jogo contra o Roma-PR – leve favoritismo para a Lusa, que ainda não mostrou nada no Paulistão.
Bloco 4 – Tudo se desenha para um Atlético-MG x Náutico nas oitavas. Os mineiros estréiam contra o Palmas-TO, e depois enfrentam Guará-DF ou Nacional-AM. Os pernambucanos começam contra o Roraima, e depois cruzam com Coruripe-AL ou Juventus-SP. Neste bloco, ninguém estreou.
Bloco 5 – Caminho razoavelmente tranqüilo para o Palmeiras contra Cene-MS, depois uma possível “fumaceira” contra Central-PE ou Remo-PA, mas com favoritismo destacado para o time do Luxa. Seu adversário nas oitavas sai do conjunto Imperatriz-MA x Sport ou Ulbra-RS x Brasiliense, talvez o resultado mais difícil de prever entre os 16 que estarão na terceira fase.
Bloco 6 – O Inter deve passar fácil pelo Nacional-PB, pegando depois o ganhador de Chapecoense x Guarani de Campinas – os catarinenses abririam boa vantagem de 3x1 em casa. Deve cruzar, nas oitavas, com o Vitória da Bahia, que já eliminou o Souza-PB no primeiro jogo (4x1), e deve passar pelo Paraná, que sofreu para empatar com o Trem-AP, mas deve se impor em casa e chegar à segunda fase contra os baianos.
Bloco 7 – Este é um bloco em que o favorito pode se complicar, pelo que vem jogando. O Vasco, que usou os reservas para ganhar do Itabaiana-SE fora (1x0), pega Democrata-MG ou Bragantino na segunda fase – chance de zebra. Passando, deve pegar Bahia ou Criciúma, que enfrentam, respectivamente, Icasa-CE e Baraúnas-RN (contra este, os catarinenses empataram ontem por 2x2, fora).
Bloco 8 – Caminho tranqüilo para o Atlético-PR, primeiro contra o Corinthians-AL, depois, provavelmente, contra o conterrâneo Paranavaí, que ganhou a primeira do Águia Negra-MS, fora, por 4x3. O líder do paranaense pegaria, então, um adversário favorável nas oitavas, ou Juventude (empatou fora, ontem, por 0x0), que vem mal no Gauchão, ou o ganhador de Madureira e ABC de Natal. Como já falei aqui anteriormente, o Atlético Paranaense tem tudo a seu favor para estar nas quartas.
Em resumo, então, as oitavas devem ser:
Corinthians x Goiás
Grêmio x Coritiba ou São Caetano
Botafogo x Portuguesa ou Volta Redonda
Atlético-MG x Náutico
Botafogo x Sport ou Ulbra-RS ou Brasiliense
Inter x Vitória-BA
Vasco x Bahia ou Criciúma
Bloco 1 – O Corinthians já está na segunda fase, onde pega Fortaleza ou América de Sergipe, devendo chegar com facilidade nas oitavas. Lá, o provável adversário será o Goiás, que ainda não estreou, mas deve passar pelo Cacerense-MT e pegar, na segunda fase, Fast-AM ou Santa Cruz, confronto que ficou difícil, já que os amazonenses ganharam em casa por 3x1.
Bloco 2 – O Grêmio vai chegar à segunda fase, provavelmente contra o Atlético Goianiense (empatou fora por 0x0), devendo superar o campeão goiano. Nas oitavas, Coritiba ou São Caetano – ambos começaram o ano derrapando, fica difícil apostar em qual será o adversário do tricolor.
Bloco 3 – O Botafogo, que ainda não estreou, é o franco favorito contra o Rio Branco-AC, e depois, Jaguaré-ES ou River-PI – nenhum dos quatro estreou ainda. Nas oitavas, pega o vencedor de Portuguesa (empatou em 1x1, fora) ou Volta Redonda, que já venceu por 2x0 e “matou” o segundo jogo contra o Roma-PR – leve favoritismo para a Lusa, que ainda não mostrou nada no Paulistão.
Bloco 4 – Tudo se desenha para um Atlético-MG x Náutico nas oitavas. Os mineiros estréiam contra o Palmas-TO, e depois enfrentam Guará-DF ou Nacional-AM. Os pernambucanos começam contra o Roraima, e depois cruzam com Coruripe-AL ou Juventus-SP. Neste bloco, ninguém estreou.
Bloco 5 – Caminho razoavelmente tranqüilo para o Palmeiras contra Cene-MS, depois uma possível “fumaceira” contra Central-PE ou Remo-PA, mas com favoritismo destacado para o time do Luxa. Seu adversário nas oitavas sai do conjunto Imperatriz-MA x Sport ou Ulbra-RS x Brasiliense, talvez o resultado mais difícil de prever entre os 16 que estarão na terceira fase.
Bloco 6 – O Inter deve passar fácil pelo Nacional-PB, pegando depois o ganhador de Chapecoense x Guarani de Campinas – os catarinenses abririam boa vantagem de 3x1 em casa. Deve cruzar, nas oitavas, com o Vitória da Bahia, que já eliminou o Souza-PB no primeiro jogo (4x1), e deve passar pelo Paraná, que sofreu para empatar com o Trem-AP, mas deve se impor em casa e chegar à segunda fase contra os baianos.
Bloco 7 – Este é um bloco em que o favorito pode se complicar, pelo que vem jogando. O Vasco, que usou os reservas para ganhar do Itabaiana-SE fora (1x0), pega Democrata-MG ou Bragantino na segunda fase – chance de zebra. Passando, deve pegar Bahia ou Criciúma, que enfrentam, respectivamente, Icasa-CE e Baraúnas-RN (contra este, os catarinenses empataram ontem por 2x2, fora).
Bloco 8 – Caminho tranqüilo para o Atlético-PR, primeiro contra o Corinthians-AL, depois, provavelmente, contra o conterrâneo Paranavaí, que ganhou a primeira do Águia Negra-MS, fora, por 4x3. O líder do paranaense pegaria, então, um adversário favorável nas oitavas, ou Juventude (empatou fora, ontem, por 0x0), que vem mal no Gauchão, ou o ganhador de Madureira e ABC de Natal. Como já falei aqui anteriormente, o Atlético Paranaense tem tudo a seu favor para estar nas quartas.
Em resumo, então, as oitavas devem ser:
Corinthians x Goiás
Grêmio x Coritiba ou São Caetano
Botafogo x Portuguesa ou Volta Redonda
Atlético-MG x Náutico
Botafogo x Sport ou Ulbra-RS ou Brasiliense
Inter x Vitória-BA
Vasco x Bahia ou Criciúma
Atlético-PR x Juventude ou Madureira ou ABC-RN
domingo, 10 de fevereiro de 2008
Dubai

Muito tem sido falado sobre a participação dos cavalos brasileiros em Dubai. Dono Da Raia, vencedor de forma esmagadora dos GPs São Paulo e Brasil, agora é chamado de matungo – e alguns começam a dizer que ele sempre foi. Happy Boy, que ganhou de galope mês passado, já está sendo comentado como se fosse um dos maiores craques da história do turfe brasileiro – tanto que foi vendido por um milhão e meio de dólares (valor ainda não confirmado oficialmente).
A verdade é os brasileiros (cavalos, proprietários e treinadores que estão baseados aqui, no Brasil) especializaram-se em chegar cedo em Dubai, ganhar bem, e cobrarem um preço que os sheiks pagam sem reclamar – Heart Alone, dizem, foi vendido por um milhão de dólares porque uma das princesas achou-o lindo. Na segunda atuação, já com a farda dos seus novos proprietários, os cavalos brasileiros “viram o fio” e não correm mais nada. Isto é fato, ainda não há nenhum cavalo brasileiro, saído direto do Brasil, que tenha estreado em Dubai impressionando, tenha sido vendido, e tenha repetido a atuação no mesmo Carnival (o festival que dura menos de três meses). O único brasileiro a ganhar duas no mesmo Carnival foi Punch Punch, que passou por uma aclimatação prévia na França.
Exemplos não faltam: o já citado Heart Alone estreou arranhando o recorde, e nunca mais levantou as patas. Sushi Bar, recordista na grama em Cidade Jardim, ganhou bem na areia de Dubai – e nunca mais foi visto. Há outros exemplos: Attilius, Nelore Porá, Imperialista, Impossible Ski...Todos que foram vendidos por grande somas não apareceram mais.
Mas há os baratinhos: New Freedom (na foto), que eu vi, pessoalmente, correr em Ponta Grossa, em setembro de 2006, foi para Dubai para o Carnival de 2007, e seu proprietário, o Haras Belmont, desmotivado pelas atuações do pupilo, não quis nem traze-lo de volta. Vendeu-o pelo preço da passagem de volta (20 mil dólares), com muito esforço. Ganhou há poucos dias, derrotando Sarissa, égua recordista na Gávea, tida como craque. Sexy Lady, vendida por 70 mil reais e agora renomeada Classy-Lady, estreou com bom terceiro, derrotando Olympic City (6º), ganhadora clássica em Cidade Jardim, e também vendida por alta soma. Então porque os caros perdem e os baratos ganham?
Na sexta, eu estava escrevendo este post, e já tinha minha teoria pronta. Aí, fiquei com preguiça de revisar e deixei para postar depois. Nesse meio-tempo, o treinador A. L. Cintra, o Tolú, escreveu direto de Dubai para o site Raia Leve, e deu uma extensa explicação técnica - está no: http://www.raialeve.com.br/conteudo/index.php?cod_cont=16463&&mes=02&&ano=2008&&cod_secao=4. Como é muito parecida com o que eu estava escrevendo, não vou correr o risco de ser acusado de plágio. Acho que faltou apenas ele destacar mais a questão da aclimatação. Cavalos que saem do Cristal ou Tarumã para correr na Gávea, sempre rendem menos na estréia, melhorando na seqüência. Para correr em Dubai, os treinadores brasileiros desenvolveram um método que consiste, basicamente, em trabalhar os cavalos “a pau” no Brasil nas vésperas do embarque, chegar lá e inscrever logo. Alguns vão agüentar, correr bem, e só sentir a mudança de hemisfério na segunda carreira – com o agravante do fortalecimento das turmas ao longo do Carnival. Aí, azar é do Sheik que os comprou, pagando caro ou barato.O Tolú tem um modus operandi semelhante ao do treinador de cancha reta que prepara dez potros para a mesma penca, passando o pau em todos para inscrever aqueles que não mancarem e mostrarem as melhores marcas. Leva 20 cavalos para Dubai, vai ganhar com 2 ou 3, que ficarão na história, e azar dos proprietários dos outros 17 que não agüentaram a preparação e viagem.
A verdade é os brasileiros (cavalos, proprietários e treinadores que estão baseados aqui, no Brasil) especializaram-se em chegar cedo em Dubai, ganhar bem, e cobrarem um preço que os sheiks pagam sem reclamar – Heart Alone, dizem, foi vendido por um milhão de dólares porque uma das princesas achou-o lindo. Na segunda atuação, já com a farda dos seus novos proprietários, os cavalos brasileiros “viram o fio” e não correm mais nada. Isto é fato, ainda não há nenhum cavalo brasileiro, saído direto do Brasil, que tenha estreado em Dubai impressionando, tenha sido vendido, e tenha repetido a atuação no mesmo Carnival (o festival que dura menos de três meses). O único brasileiro a ganhar duas no mesmo Carnival foi Punch Punch, que passou por uma aclimatação prévia na França.
Exemplos não faltam: o já citado Heart Alone estreou arranhando o recorde, e nunca mais levantou as patas. Sushi Bar, recordista na grama em Cidade Jardim, ganhou bem na areia de Dubai – e nunca mais foi visto. Há outros exemplos: Attilius, Nelore Porá, Imperialista, Impossible Ski...Todos que foram vendidos por grande somas não apareceram mais.
Mas há os baratinhos: New Freedom (na foto), que eu vi, pessoalmente, correr em Ponta Grossa, em setembro de 2006, foi para Dubai para o Carnival de 2007, e seu proprietário, o Haras Belmont, desmotivado pelas atuações do pupilo, não quis nem traze-lo de volta. Vendeu-o pelo preço da passagem de volta (20 mil dólares), com muito esforço. Ganhou há poucos dias, derrotando Sarissa, égua recordista na Gávea, tida como craque. Sexy Lady, vendida por 70 mil reais e agora renomeada Classy-Lady, estreou com bom terceiro, derrotando Olympic City (6º), ganhadora clássica em Cidade Jardim, e também vendida por alta soma. Então porque os caros perdem e os baratos ganham?
Na sexta, eu estava escrevendo este post, e já tinha minha teoria pronta. Aí, fiquei com preguiça de revisar e deixei para postar depois. Nesse meio-tempo, o treinador A. L. Cintra, o Tolú, escreveu direto de Dubai para o site Raia Leve, e deu uma extensa explicação técnica - está no: http://www.raialeve.com.br/conteudo/index.php?cod_cont=16463&&mes=02&&ano=2008&&cod_secao=4. Como é muito parecida com o que eu estava escrevendo, não vou correr o risco de ser acusado de plágio. Acho que faltou apenas ele destacar mais a questão da aclimatação. Cavalos que saem do Cristal ou Tarumã para correr na Gávea, sempre rendem menos na estréia, melhorando na seqüência. Para correr em Dubai, os treinadores brasileiros desenvolveram um método que consiste, basicamente, em trabalhar os cavalos “a pau” no Brasil nas vésperas do embarque, chegar lá e inscrever logo. Alguns vão agüentar, correr bem, e só sentir a mudança de hemisfério na segunda carreira – com o agravante do fortalecimento das turmas ao longo do Carnival. Aí, azar é do Sheik que os comprou, pagando caro ou barato.O Tolú tem um modus operandi semelhante ao do treinador de cancha reta que prepara dez potros para a mesma penca, passando o pau em todos para inscrever aqueles que não mancarem e mostrarem as melhores marcas. Leva 20 cavalos para Dubai, vai ganhar com 2 ou 3, que ficarão na história, e azar dos proprietários dos outros 17 que não agüentaram a preparação e viagem.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Gostei do Cruzeiro

Na partida de ontem, contra o Cerro Porteño, me surpreendi positivamente com o Cruzeiro. Adilson Batista escalou um time com apenas um atacante de ofício – o boliviano Marcelo Moreno – sem tornar-se defensivo. Com a chegada constante na frente dos meias Wagner e Leandro Domingues, e também dos volantes Charles e Ramires (este, que eu ainda não conhecia, jogou muito), o Cruzeiro teve o domínio absoluto da partida. Ganhou só por 3x2, mas se apertasse os paraguaios, teria feito mais. Como vai pegar uma chave amigável na próxima fase – Real Potosi (BOL), Caracas e San Lorenzo – deve estar facilmente nas oitavas. Fica a proposta: aposto que o Cruzeiro chega na frente do Santos na Libertadores. Aposto também que ele chega na frente do Fluminense. Quem quiser jogar, é só deixar um comentário – atenção, são duas apostas separadas...Para encerrar, gostei da atitude do juiz Carlos Chandía, que, após avisar várias vezes para a torcida do Cerro parar de atirar pedras, acabou o jogo aos 24 do segundo tempo, por falta de segurança. Foi-se o tempo, quando não havia televisionamento, que alguns ganhavam “na mão grande”. Agora, a Conmebol deveria tomar vergonha na cara e começar a punir alguns clubes pela esculhambação que fazem na Libertadores.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Resumo da Semana IV

FUTEBOL – Semana de Carnaval tem pouco assunto. O Santos é, até agora, o grande papelão do ano no Brasil. No futebol americano, o mundo torceu pelos Giants, para ver se a Gisele Bundchen cumpria a promessa de sair pelada pelas ruas de Manhattan, caso o New England Patriots, time do seu namorado, perdesse. Não é brincadeira, foi o Super Bowl mais assistido da história, com 97,5 milhões de espectadores, tornando-se o segundo evento em audiência de todos os tempos nos Estados Unidos, perdendo só para o capítulo final da série M.A.S.H., em 83. Mas não adiantou nada, os Patriots perderam e a Gisele mostrou que não tem palavra, negando-se a cumprir a promessa.
TURFE – L´Amico Steve, ganhador do último GP Brasil, estreou em Dubai fracassando totalmente. Correu a primeira parte do percurso em sétimo, por dentro, a uns quatro corpos do ponteiro. A partir dos 1.200 metros finais, já mostrava dificuldade de acompanhar o ritmo da carreira. Na reta, sumiu totalmente, chegando na frente de apenas 3 adversários.
PÉROLA DA SEMANA – Em homenagem ao início dos campeonatos estaduais, o canal Premiere está reprisando algumas finais de campeonatos passados. A pérola desta semana, então, é uma pérola “reprise”: “Ainda não vi contribuição nenhuma do Souza na partida” (comentarista Batista, segundos antes do jogador marcar o primeiro dos dois gols que dariam o título gaúcho de 2005 ao Inter, em final contra o XV de Campo Bom).
TURFE – L´Amico Steve, ganhador do último GP Brasil, estreou em Dubai fracassando totalmente. Correu a primeira parte do percurso em sétimo, por dentro, a uns quatro corpos do ponteiro. A partir dos 1.200 metros finais, já mostrava dificuldade de acompanhar o ritmo da carreira. Na reta, sumiu totalmente, chegando na frente de apenas 3 adversários.
PÉROLA DA SEMANA – Em homenagem ao início dos campeonatos estaduais, o canal Premiere está reprisando algumas finais de campeonatos passados. A pérola desta semana, então, é uma pérola “reprise”: “Ainda não vi contribuição nenhuma do Souza na partida” (comentarista Batista, segundos antes do jogador marcar o primeiro dos dois gols que dariam o título gaúcho de 2005 ao Inter, em final contra o XV de Campo Bom).
PRÓXIMA SEMANA – Quinta, reaparece em Dubai o brasileiro Eu Também. Na Gávea, destaque para a primeira prova da Tríplice Coroa de potrancas, o GP Henrique Possolo, com favoritismo destacado para Rubia Del Rio. No futebol, também no domingo, tem a final da Copa da África, que está sendo transmitida pela ESPN Brasil
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